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terça-feira, 21 de junho de 2011

Um presente do PT/PCdoB e dos patrões para o PSTU/Conlutas

A “Federação Anã”
Um presente do PT/PCdoB e dos patrões para o PSTU/Conlutas
A “Federação Anã” proposta pelo PSTU/Conlutas na realidade é um presente da burocracia do PT/PCdoB e dos patrões, pois vai facilitar a política de privatização dos Correios defendida por esses sindicalistas vendidos 


Por seus serviços prestados à burocracia sindical do PT e do PCdoB, que dirige a Federação Nacional dos Trablahadores dos Correios, o PSTU/Conlutas está prestes a ganhar seu “cala-boca”. Um acordo que envolve verbas sindicais arrecadadas pela “federação” que o PSTU/Conlutas pretende criar, além de liberação de dirigentes sindicais e cargos é o preço da traição contra mais de 100 mil trabalhadores da ECT.
A proposta “combativa” do PSTU para enfrentar a burocracia sindical, os patrões e a privatização não passa de uma farsa montada para enganar os trabalhadores e ativistas honestos do movimento sindical. O verniz combativo da proposta é facilmente retirado com poucos argumentos e atitudes tomadas pelos patrões e a burocracia sindical para a divisão da categoria.
A proposta do PSTU/Conlutas de abandonar a Fentect e criar sua “Federação Anã” não é propriamente do PSTU. Na verdade essa proposta é um presente da burocracia sindical do PT/PCdoB que controla a Fentect e dos patrões ao PSTU/Conlutas visto que vai facilitar muito a vida dos próprios pelegos corruptos e mafiosos na privatização dos correios.
A própria burocracia sindical não fez absolutamente nada contra a divisão da categoria, nenhuma campanha, material denunciando a divisão, explicando os porquês  da divisão que está preste a acontecer. Apesar de perder sindicatos, trabalhadores e, principalmente dinheiro das contribuições sindicais, tão valioso para sua sustentação na direção dos aparelhos sindicais, a burocracia do PT-PCdoB parece não ligar.
O que foi visto no 30º Conrep é o exato oposto a qualquer oposição da burocracia a uma divisão da Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios. Quando não foi um silêncio total sobre o assunto, houve um incentivo para haver a divisão da categoria e a criação da Federação Anã encabeçada pelo PSTU/Conlutas.  
Tamanha é a cumplicidade da burocracia sindical do PT-PCdoB na direção da Fentect que, durante o 30º Conrep, até mesmo uma sala estava reservada para que o PSTU/Conlutas discutisse a divisão da Fentect..
A “Federação Anã” é umprêmio que está sendo dado ao PSTU/Conlutas para facilitar a vida da burocracia sindical e dos patrões, pois divide a categoria no momento de privatização dos Correios e de profunda crise da burocracia sindical, que não possui apoio na base e, muitas vezes, nem dos próprios diretores sindicais onde atuam.
A criação da Federação Anã, de comum acordo com a empresa, repassaria o dinheiro das contribuições dos trabalhadores dos sindicatos filiados, formando uma nova burocracia em miniatura onde poderiam ser negociadas liberações de dirigentes sindicais e outras vantagens que o PSTU/Conlutas espera obter com a criação de uma nova entidade sindical.
Os “anti-governistas” do PSTU/Conlutas estão agindo sorrateiramente em troca de dinheiro, cargos e vantagens garantidas para a burocracia sindical do PT-PCdoB. Aproveitam-se da ofensiva privatista da empresa e da covardia política de sindicalistas pelegos para entregar de bandeja a cabeça de mais de 0mil trabalhadores dos correios para os patrões em troca de benefícios individuais.
Os patrões e a burocracia sindical do PT/PCdoB já negociaram com o PSTU/Conlutas a criação da Federação Anã, por isso esse silêncio mórbido e a total imobilidade do PSTU na oposição à burocracia da Fentect.
Os trabalhadores devem repudiar a política corrupta e pelega do PSTU/Conlutas de evitar a luta contra a privatização e a burocracia sindical do PT/PCdoB em troca dinheiro e regalias sindicais.
Diante desta operação sinistra para paralisar o movimento dos trabalhadores dos Correios, a bandeira de luta da categoria deve ser contra a divisão e pela unidade dos ecetistas na luta contra a privatização.

Dividir... para os patrões conquistarem

Pra que serve a “Federação anã” do PSTU/Conlutas:
Dividir... para os patrões conquistarem
O 30º Conrep marcou a volta do Bando dos Quatro (PT, PCdoB, PSTU e Psol) para atacar os trabalhadores e defender a privatização dos Correios. Em total acordo com o plano para impedir qualquer luta unificada dos trabalhadores, os “sindicalistas” do PSTU/Conlutas já foram agraciados com as facilidades oferecidas pela direção da empresa e da Fentect para criar sua própria federação


Os “sindicalistas” do PSTU/Conlutas, junto com meia dúzia de representantes de outros sindicatos, que representam menos de 10% da categoria dos Correios, criaram uma farsa com o objetivo de dividir a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios) e criar uma nova “federação” para consumo próprio.
A manobra do PSTU/Conlutas é um crime contra os trabalhadores, pois visa a dividir a organização da categoria para deixar de presente a Fentect – única federação reconhecida pela categoria e criada pela luta dos trabalhadores – aos pelegos e traidores do PT e do PCdoB. Em troca, o PSTU/Conlutas será agraciado com todas as facilidades que só a burocracia sindical e a alta cúpula da empresa podem dar: o reconhecimento oficial da sua farsesca federação anã, juntamente com cargos sindicais e de chefia na empresa, liberações abonadas e outros instrumentos que têm sido utilizados em larga escala para a corrupção de sindicalistas em todo o movimento nacional dos trabalhadores dos Correios.
Esta operação criminosa contra os interesses dos trabalhadores se dá justamente no momento em que a burocracia sindical está em sua maior crise, depois de anos de ataques aos trabalhadores e no momento em que o governo do PT está privatizando os Correios.
É nesse momento que o PSTU/Conlutas quer dividir a categoria, enfraquecendo a luta dos trabalhadores. O crime é tão grande que fica difícil não suspeitar que o PSTU/Conlutas não esteja sendo financiado diretamente pela direção da ECT para dividir os trabalhadores, tamanha a disposição de rachar a Fentect em um momento tão decisivo para a resistência contra a privatização e a imposição de mais um acordo salarial fraudulento da parte do conluio entre a direção da empresa e os sindicalistas vendidos do PT e do PCdoB.
No 30º Conrep, essa suspeita foi confirmada. Fica claro que a manobra do PSTU/Conlutas não passa de uma defesa da política dos traidores do PT e do PCdoB para defender a privatização. Para começo de conversa, é no mínimo curioso, por exemplo, que o elemento conhecido como “Geraldinho”, do PSTU/Conlutas, tenha conduzido os trabalhos da mesa da plenária do Conrep, colaborando com toda a política burocrática do PT e do PCdoB se o próprio PSTU defende a ruptura com a Fentect e a criação de sua própria federação.
O acordo mostrou raízes ainda mais profundas. Assim como fez o bloco PT-PCdoB, o PSTU não propôs uma luta contra a privatização, mas defendeu a política de “luta” contra a “MP 532”, que na realidade é a política parlamentar defendida pelos partidos do governo de tentar “modificar” a Medida Provisória, uma manobra para esconder dos trabalhadores a privatização que PT e PCdoB estão promovendo no governo Dilma. O PSTU/Conlutas edefendeu a mesma política do PT-PCdoB, que é uma tentativa de paralisar a luta da categoria contra a privatização e desviar toda a atenção para o corrupto Congresso Nacional onde, todo trabalhador sabe, não acontece nada, muito menos qualquer “luta”.
O 30º Conrep marcou a volta do Bando dos Quatro (PT, PCdoB, PSTU e Psol) que está unido para atacar a categoria nesse momento de privatização. Assim como atacaram a categoria em dezenas de ocasiões, como foi a aprovação do banco de horas em 2008, a intervenção patronal no Sintect-SP para impor o PCdoB na direção do sindicato contra a vontade da categoria e a aprovação do PCCS da escravidão, operações nas quais o PSTU/Conlutas atuou como um dos principais encabeçadores.
O bloco PT-PCdoB, completamente desmoralizado diante da categoria, precisa de uma cobertura de “esquerda” para colocar em prática sua política. Por isso a direção da ECT está financiando o PSTU/Conlutas: para servir de cobertura “de esquerda” para a política de privatização. Em troca desse apoio à maior traição e e ao ataque contra os trabalhadores dos Correios, o PSTU/Conlutas obtém cargos e liberações na nova “federação anã” que quer criar. Que patrão acharia isso um mau negócio?! Comprar meia dúzia de sindicalistas que já estavam com vontade de se vender e dividir a Federação Nacional dos Trabalhadores em uma tacada só!
A provocação contra a oposição: não vão conseguir privatizar se não impuserem uma ditadura contra os trabalhadores
O maior exemplo da aliança entre PT, PCdoB e PSTU para favorecer a política da empresa foi o acordo explícito para excluir os delegados da corrente Ecetistas em Luta do Conrep. O PSTU/Conlutas fez um acordo para aceitar que 40% da delegação do Sintect-MG, maior sindicato de oposição ao bloco PT-PCdoB, fosse impugnada para dar delegados de presente ao PCdoB, aumentando assim a bancada dos traidores e da privatização na campanha salarial deste ano.
Diante da agressão dos elementos patronais do PCdoB/CTB contra os delegados de Ecetistas em Luta, que protestavam contra o golpe patronal, o PSTU/Conlutas defendeu a exclusão, ou seja, a punição de toda a bancada do PCO, da corrente Ecetistas em Luta. Note-se a profundidade do acordo existente entre o bloco pelego PT-PCdoB e os pretensos “anti-governistas” do PSTU/Conlutas: não fizeram questão de esconder a farsa propondo que apenas os envolvidos na briga fossem afastados do Conrep. Propuseram logo que toda a oposição à privatização e aos ataques contra os trabalhadores fosse excluída!
Excluíram a oposição para deixar que o bloco traidor tivesse ampla maioria, garantindo assim a exclusão de Ecetistas em Luta também do Comando de Negociação da campanha salarial, para que, em conjunto com PT e PCdoB, o PSTU possa defender e aprovar todos os ataques preparados pela empresa nessa campanha salarial, que será bem pior do que a de 2009, que fez os trabalhadores sofrerem um ano sem reajuste por terem aprovado o “Acordo Bianual”.
Fica claro que a política divisionista do PSTU/Conlutas não tem nada a ver com um política de oposição, nem mesmo remotamente. Trata-se, na realidade, de uma manobra patronal, para apoiar os ataques da empresa e a privatização dos Correios, em troca de interesses particulares. Os trabalhadores devem denunciar todas as tentativas de dividir a categoria que apenas servem para apoiar os interesses dos capitalistas na privatização da empresa.

Oposição patronal ao Sintect-MG é financiada pela empresa para trair os trabalhadores

Corruptos e patronais
Oposição patronal ao Sintect-MG é financiada pela empresa para trair os trabalhadores
Os traidores receberam dinheiro para dar o golpe nos trabalhadores, agredir a bancada de delegados eleitos do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Minas Gerais e defender a privatização da ECT


A pretensa oposição de Minas Gerais, composta por elementos financiados pela empresa para tirar o terceiro maior sindicato dos Correios das mãos da corrente nacional de oposição Ecetistas em Luta, foi financiada, como no ano passado, para ir ao Conrep (Conselho de Representantes da Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios - Fentect) para dar um golpe contra os interesses dos trabalhadores de Minas Gerais que elegeram seus delegados ao encontro para impor ao movimento nacional dos trabalhadores dos Correios a necessidade de lutar contra a privatização.
Essa oposição patronal, que em Minas Gerais se esconde sob a sigla do PCdoB (CTB) com o apoio do PSTU, é composta por ex-chefes e notórios traidores da categoria, como é o caso do elemento conhecido pelo apelido de “Teixeirinha”. Não têm nenhum apoio entre os trabalhadores de Minas Gerais e por isso mesmo não conseguiram sequer montar uma chapa para disputar a assembléia que elegeu delegados ao 30º Conrep.
Na realidade, esses elementos são amplamente rejeitados pela categoria, tanto que na última assembléia, os dois elementos que tiveram coragem de entrar foram vaiados pelos trabalhadores presentes.
Esses elementos foram levados a Brasília mesmo sem terem sido eleitos na assembléia, com liberação e financiamento pela própria direção dos Correios. Foram levados ao Conrep para ganhar as vagas dos trabalhadores eleitos em Minas Gerais, da corrente Ecetistas em Luta, os únicos que defendem uma política de oposição aos traidores do PT e do PCdoB e contra a privatização dos Correios.
Eles queriam ganhar no “tapetão” 40% das vagas dos trabalhadores na delegação de Minas Gerais ao Conrep. Um golpe para diminuir a bancada da oposição e aumentar a bancada dos traidores do bloco PCdoB/CTB – PT sem que para isso tivessem obtido um único voto sequer dos trabalhadores de Minas Gerais.
Esses elementos da CTB [Washington (COP), Abrunhosa (CDD BH), Wagner Faleiro (CDD Calafate), Márcia (CDD Betim Centro) e Zamorano (Sedex 10)], passaram por cima da decisão da categoria e foram até Brasília para trair descaradamente os mais de 100 mil trabalhadores dos Correios. Foram ao Conrep para defender a privatização e todos os ataques contra a categoria.
O golpe na prática
Diante do protesto dos delegados eleitos democraticamente pela categoria em Minas Gerais, esses elementos corruptos e colocados a serviço da direção da empresa agrediram membros da bancada do Sintect-MG. O sindicato de Minas Gerais já está tomando as providências necessárias para expulsar do sindicato esses corruptos, que recebem dinheiro dos patrões para trair os trabalhadores e defendem a privatização que vai gerar milhares de demissões.
Um dos elementos da oposição patronal CTB de Minas Gerais que esteve em Brasília, Márcia do CDD Betim Centro, admitiu publicamente, sem qualquer reserva sobre sua própria corrupção, que aceitou participar do golpe e da traição aos trabalhadores porque recebeu R$ 5 mil. A confissão da “Márcia R$ 5 mil”, tamanha a cara de pau dos elementos corruptos e traidores da categoria, é prova de que esses elementos estão recebendo dinheiro para ajudar os traidores do PT e da CTB/PCdoB a defender a privatização dos Correios.
Outro exemplo de corrupção é o caso de Roberto Abrunhosa, que ganhou inclusive um cargo no Comando de Negociação da campanha salarial deste ano pela bancada da CTB para trair os trabalhadores aprovando um acordo salarial pior ainda do que o de 2009, além de receber salário de chefe, pois era chefe no Ceará e foi transferido para a base em Minas Gerais para atuar como um infiltrado a serviço da direção da empresa e do governo do PT que querem impor a todo custo a privatização dos Correios.
Os trabalhadores dos Correios, e em particular os de Minas Gerais, não vão deixar barato esse golpe. O sindicato é do peão e patrão não põe a mão. Esses elementos são os representantes dos patrões (isto quando eles mesmos já não receberam cargos de chefia na empresa) dentro da categoria e devem ser energicamente repudiados.

PT, PCdoB, Psol e PSTU: um complô contra os trabalhadores e a favor da privatização dos Correios

30º Conrep
PT, PCdoB, Psol e PSTU: um complô contra os trabalhadores e a favor da privatização dos Correios
A burocracia sindical do Bando dos Quatro se unificou novamente no último Conselho de Representantes da Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios na defesa da privatização da ECT


Ocorreu entre os dias 15 e 18 de junho o 30º Conrep (Conselho de Representantes da Fentect). O principal objetivo do encontro seria discutir a campanha salarial 2011.
Este Conrep poderia ter uma importância particularmente grande para organizar a luta da categoria diante da ofensiva do governo do PT no sentido de privatizar a ECT. No entanto, o Bando dos Quatro (PT, PCdoB, Psol e PSTU), composto por sindicalistas comprados pela direção da empresa e o governo, atuaram como verdadeiros coveiros da luta contra a privatização.
Para evitar qualquer debate sobre o tema (proibido pelo governo do PT) a burocracia procurou abolir a palavra privatização das discussões no 30º Conrep, a ponto de alterar a pauta do encontro para que não houvesse qualquer debate sobre a privatização.
Nos bastidores, costurou-se um acordo para dissimular a luta real contra a privatização dos Correios. Para não falar sobre a privatização, procuram jogar areia nos olhos dos trabalhadores falando em “luta” contra a Medida Provisória nº 532.
Para tentar calar a única voz contra a privatização em todo o Conrep e evitar que a oposição discutisse a privatização, os sindicalistas corruptos expulsaram a Corrente de Oposição Nacional Ecetistas em Luta (PCO), caçando toda a bancada de delegados eleitos pela base, e proibindo que os mesmos pudessem ter acesso ao plenário.
A burocracia não fala para os trabalhadores que o governo está privatizando a empresa porque concorda e é o mais importante cúmplice do plano de privatização dos Correios.
Os partidos do Bando dos Quatro não falam em privatização porque não querem e são contra todo o processo de mobilização da categoria como as greves, ocupação dos prédios dos correios etc. Isto é, se opõem a toda e qualquer medida efetiva de luta dos trabalhadores contra a entrega do patrimônio público brasileiro aos capitalistas (nacionais e estrangeiros).
Para enganar os trabalhadores, procuram apresentar como sua “luta” particular a tentativa de jogar sobre os parlamentares corruptos do Congresso Nacional a responsabilidade por alterar um ou outro ponto da Medida Provisória que é a forma jurídica da privatização. Querem que os parlamentares corruptos, que nunca em sua história votaram contra uma privatização, votem por uma pequena mudança na legislação que eles mesmos estão propondo para privatizar a ECT.
Em outras palavras, substituem qualquer luta contra a privatização por uma falsa “luta” para melhorar a Medida Provisória da privatização.
A única resolução aprovada pelos burocratas acerca da MP 532 no 30º Conrep foi criar uma comissão de sindicalistas pelegos (que terão liberação, diárias, passagens de avião, hotel cinco estrelas com direito a acompanhantes... tudo pago com o dinheiro dos trabalhadores), para passar de porta em porta nos gabinetes dos deputados corruptos do próprio PT e do PCdoB, pedindo para que os mesmos que estão realizando a privatização votem e “lutem” contra eles mesmos. Será?
A burocracia sindical corrupta do Bando dos Quatro não quer mobilizar a categoria para lutar contra a privatização.
Chamamos os trabalhadores que não compactuam com a bandalheira da Federação (PT,PCdoB, Psol e PSTU) a se organizarem de forma independente, construindo a Corrente Ecetistas em Luta e a luta contra a privatização dos Correios pelos meios próprios dos trabalhadores, a única linguagem que os abutres que querem destruir a ECT entendem: a linguagem da força da categoria organizada, com greves, ocupação de setores dos Correios e o que estiver ao alcance dos trabalhadores para impedir este ataque contra os interesses de todo o povo brasileiro.

Um “Comando de Delatores” para negociar contra os interesses dos trabalhadores

Campanha Salarial dos Correios:
Um “Comando de Delatores” para negociar contra os interesses dos trabalhadores
Em acordo, o bloco traidor da Fentect, PT-PCdoB e PSTU expulsa a corrente Ecetistas em Luta do Conrep e elege a comissão de negociação da campanha salarial de 2011, composta por um elemento patronal, denunciado pelos trabalhadores de Minas Gerais como delator a serviço da direção da Empresa


Os sindicalistas traidores e vendidos da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios), ligados ao PT, PCdoB e ao PSTU, formaram no 30° Conrep (Conselho de Representantes da Fentect) a Comissão de Negociação que representará os interesses dos 110 mil trabalhadores ecetistas na campanha salarial deste ano, tendo como integrante nesta comissão o delator Roberto Abrunhosa, militante do PSTU no Ceará, que ocupava cargo de chefia naquele Estado.
Abrunhosa foi denunciado na assembléia do Sintect-MG do dia 13 de maio de 2011, pelos próprios trabalhadores dos Correios do estado de Minas Gerais, agente da GINSP (a polícia interna dos Correios) dedurando os trabalhadores que fogem da pressão da chefia para a direção da ECT na DR-MG. A denúncia foi feita por trabalhadores que já trabalharam ou ainda trabalham com Abrunhosa.
Por ser reconhecido como cagüete no meio dos trabalhadores, Abrunhosa sequer conseguiu montar uma chapa naquela assembléia, para se eleger como delegado ao 30° Conrep e ainda teve que sair correndo da assembléia, pois os trabalhadores queriam bater no cagüete.
Por ser tão “queimado” diante da categoria em Minas Gerais, Abrunhosa precisou da ajuda da direção da ECT que o liberou do serviço para ir ao Conrep e do acordo entre os traidores do Bando da Fentect – PT, PCdoB, PSTU, aceitando um recurso aberrante, onde pretendiam tirar na base do “tapetão” 40% da delegação eleita pelos trabalhadores mineiros na sua assembléia, para colocar em seu lugar a turma do delator Abrunhosa.
Esta provocação aberta contra a delegação de Minas Gerais e a Oposição Ecetistas em Luta acabou em pancadaria, que foi o pretexto usado pelo Bando dos Quatro (PT, PCdoB, PSTU e Psol) para expulsar do Conrep toda a corrente Ecetistas em Luta.
Com a saída da Oposição Ecetistas em Luta, na base da força bruta, com seguranças e bate-paus, a direção da Fentect, deu ao delator Roberto Abrunhosa um cargo na Comissão de Negociação Salarial deste ano, sem ser delegado, para que o sujeito que não representa um trabalhador sequer, possa estar no Comando à serviço dos interesses da direção corrupta da ECT e em defesa da privatização dos Correios. Um verdadeiro escracho contra a organização dos trabalhadores.
Esta avacalhação com os interesses dos trabalhadores, trazendo para o Conrep e para o Comando de Negociação uma pessoa que é reconhecidamente um delator de trabalhadores para a direção da empresa, sinaliza o nível de ataque que a direção da ECT e governo de Dilma do PT-PMDB está preparando contra os trabalhadores na campanha salarial deste ano.
Se o Acordo Bianual foi ruim e repudiado pelos trabalhadores de toda parte do Brasil na campanha salarial passada, tudo indica, pelo (baixo) nível da Comissão de Negociação deste ano, com o Delator reconhecido como membro desta Comissão, que as negociações serão ainda mais prejudiciais aos trabalhadores. Somente através de uma mobilização nacional dos trabalhadores de base, os ecetistas poderão se contrapor aos planos da direção da ECT e ao Bando do Quatro na Fentect, impondo suas reais reivindicações para a direção da Empresa e travando uma luta decidida contra a privatização que está em marcha.

-Abaixo o Comando de Delatores da Fentect!

- Por um Comando de Negociação que tenha um representante por sindicato, escolhidos nas assembléias de trabalhadores destes sindicatos, a fim de que a direção da ECT, não utilize de seus paus-mandados da Fentect para impor uma mesa de negociação onde só vai ter a defesa de um lado, o lado da Empresa.

Um golpe para excluir a oposição do Comando de Negociação e defender os ataques da empresa contra os trabalhadores

Expulsão da oposição Ecetistas em Luta do 30º Conrep
Um golpe para excluir a oposição do Comando de Negociação e defender os ataques da empresa contra os trabalhadores
A expulsão e agressão contra os membros da corrente Ecetistas em Luta, do PCO, no 30º Conrep, teve como objetivo deixar o Comando de Negociação livre para os traidores do PT-PCdoB-PSTU permitirem a privatização dos Correios


Nesse 30º Conrep (Conselho de Representantes da Fenect), ficou absolutamente claro o motivo pelo qual o Bando dos Quatro (PT, PCdoB, PSTU e Psol) orquestrou uma operação para retirar a oposição nacional Ecetistas em Luta, do PCO, do congresso: evitar a participação do PCO no Comando de Negociação da campanha salarial. Vejamos o porque disso e os detalhes da manobra.
 De maneira totalmente arbitrária, a burocracia sindical, usando a maioria de delegados na plenária, decidiu excluir todos os delegados da corrente Ecetistas em Luta do Conrep, através do pretexto da confusão provocada pelo próprio PCdoB no primeiro dia de plenária.

Tirar da oposição para dar aos traidores

No início do Conrep, depois de uma plenária completamente antidemocrática sobre o regimento, na qual PT, PCdoB e PSTU se uniram para evitar ao máximo as discussões políticas durante o Conrep, seriam apresentados os recursos de bancadas.
O primeiro recurso a ser apresentado à Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios) foi o que pedia a exclusão de 40% da bancada do Sintect-MG (13 delegados militantes e simpatizantes da corrente Ecetistas em Luta). O recurso foi apresentado pela oposição patronal de Minas Gerais, do PCdoB/CTB. Esses elementos queriam ganhar no “tapetão” os 40% da bancada de Minas Gerais.
É importante assinalar que o Sintect-MG, dirigido pela corrente Ecetistas em Luta, é o terceiro maior sindicato do País e o maior de oposição nacional contra os traidores do PT e do PCdoB. Por isso a empresa financia essa oposição patronal em Minas Gerais para tentar tirar o sindicato das mãos da corrente Ecetistas em Luta.
É público que essa pretensa oposição (CTB/PCdoB) ao sindicato de Minas Gerais é formada por elementos financiados pela direção da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos). Seus integrantes são ex-chefes da empresa, como é o caso do delator Roberto Abrunhosa, ex chefe no Ceará que foi para Minas Gerais para ajudar os patrões a tirar o Sintect-MG das mãos dos trabalhadores. Também é apoiador declarado desses elementos, Teixeirinha, chefe em Minas Gerais, que ganhou cargo depois de trair a campanha salarial de 2003, junto com a Rede Globo. Um detalhe não pode deixar de ser colocado: ambos são ex-militantes do PSTU.
Além deles, outros corruptos e traidores fazem parte da oposição patronal de Minas Gerais. Essa corrupção é abertamente assumida por esses elementos, como foi o caso da “Márcia 5 mil” (CDD Betim Centro) que admitiu ter recebido R$ 5 mil para ir a Brasília no Conrep, defender os traidores do PCdoB e a privatização dos Correios.
Todo mundo sabe que essa oposição patronal, composta por ex-chefes e dedos-duros, não tem nenhum apoio entre a categoria de Minas Gerais. Tanto que sequer conseguiram montar uma chapa para disputar a assembléia que elegeu delegados para o Conrep e foram repudiados e vaiados pelos mais de 200 trabalhadores presentes na assembléia.
De maneira completamente arbitrária, passando por cima da decisão dos trabalhadores de Minas Gerais, os traidores do PT e do PCdoB queriam ganhar 40% da bancada de Minas Gerais.
Os planos eram diminuir a bancada da única oposição de verdade à burocracia e à privatização dos Correios, a corrente Ecetistas em Luta, do PCO, e aumentar a bancada dos traidores, que defendem a privatização.
O golpe foi armado e contou com o apoio explícito do PSTU/Conlutas, depois de um acordo com o PT, que trataremos detalhadamente mais à frente.

Agressão contra a oposição Ecetistas em Luta

No momento da apresentação do recurso, os trabalhadores de Minas Gerais e demais companheiros da corrente Ecetistas em Luta protestaram energicamente contra o golpe armado pela direção da empresa e os traidores do PCdoB/CTB. Os traidores, então, montaram uma provocação, colocaram sua bancada, com mais de 80 pessoas, ao lado da bancada do PCO e invadiram o espaço da oposição.
Diante dos protestos dos delegados de Ecetistas em Luta, os traidores do PCdoB/CTB partiram para a agressão. Os companheiros de Ecetistas em Luta, como é obvio, não aceitaram a provocação e resistiram. Finalmente, a confusão resultou em cadeiras e mesas jogadas. Mesmo em minoria, menos de 20 delegados contra os mais de 80 do bloco traidor, os tradicionais bate-paus colocados pelos mafiosos do PCdoB/CTB levaram a pior e os companheiros da corrente Ecetistas em Luta resistiram firmemente às agressões, que são agressões contra todos os trabalhadores da parte daqueles que estão recebendo dinheiro dos patrões para apoiar a privatização dos Correios.
A agressão serviu como pretexto para que, “democraticamente” PT, PCdoB e PSTU decidissem, sem a presença dos delegados da corrente Ecetistas em Luta, que todos os delegados estariam fora do Conrep. O Bando dos Quatro estava disposto a aprovar qualquer coisa contra a bancada oposicionista mais consequente e mais firme do Conrep e na categoria.
Tanto o recurso contra a bancada de Minas Gerais, como a exclusão de todos os membros da corrente Ecetistas em Luta, são decisões completamente arbitrárias que se fundam apenas na maioria que os traidores tinham no Conrep. Uma ditadura contra os trabalhadores para defender os ataques da direção da ECT e a privatização.
A expulsão dos delegados da Corrente Ecetistas em Luta, do PCO, é absurda. Os delegados oposicionistas foram expulsos até mesmo do hotel onde estava ocorrendo o Conrep de maneira completamente arbitrária, sem que qualquer reunião da direção da Fentect fosse convocada para deliberar. A confusão foi usada como pretexto para excluir toda a bancada do PCO. A arbitrariedade é tanta, que usaram como pretexto uma briga na qual estiveram envolvidas diretamente poucas pessoas para expulsar toda a bancada, inclusive mulheres, com o argumento absurdo de que todos seriam culpados pela confusão, menos, é claro, os traidores do PCdoB/CTB, que estavam em maioria, mas têm o “trunfo” de defenderem a privatização.
A exclusão foi defendida por PT, PCdoB e PSTU e assim, os traidores do Bando dos Quatro deixaram toda a oposição de fora.

PSTU/Conlutas na defesa dos traidores


O golpe contra os trabalhadores estava armado. Faltava o verniz esquerdista do PSTU/Conlutas para acobertar as verdadeiras intenções do bloco traidor.

O PSTU/Conlutas decidiu publicamente, em reunião, que iria abster-se da votação do recurso de Minas Gerais, o que na prática é apoiar completamente e sem reservas o aumento da bancada dos traidores e a diminuição da oposição.
A decisão do PSTU/Conlutas foi tomada em acordo com a Articulação/PT, do secretário-geral da Fentect, José Rivaldo Talibã. A articulação deixaria de apresentar um recurso contra os dois delegados do Sindicato de São José do Rio Preto (aliado do PSTU) e em troca o PSTU deu o apoio aos traidores no recurso de Minas Gerais. Esse era, no entanto, apenas um dos acordos.
Além desse acordo, fica claro que o PSTU/Conlutas tem o apoio da direção da ECT e obviamente do PT e do PCdoB para a nova federação anã que quer formar. O PSTU/Conlutas quer romper com a Fentect para formar uma nova federação com menos de 10% dos trabalhadores.
Essa política criminosa contra a categoria está de acordo com os interesses particulares do PSTU. O reconhecimento dessa nova federação anã pela empresa significa cargos, mais liberações sindicais e verbas para o PSTU/Conlutas. Em troca, a direção da empresa e os sindicalistas traidores do PT e do PCdoB ganham de presente a maioria folgada na Fentect para colocar em prática livremente a política de privatização dos Correios. Tudo, é claro, com a cobertura de “oposição”.
Esse é o acordo do PSTU para atacar a corrente Ecetistas em Luta. A aliança com o bloco traidor do PT e do PCdoB é tão explícito que Geraldinho, do PSTU, conduzia os trabalhos na mesa da plenária do Conrep e todos os principais pontos aprovados no Conrep foram consensuais. Uma verdadeira lista de ataques aos trabalhadores.

Excluir a oposição do Comando de Negociação


Depois de dois anos sem campanha salarial, com a provação fraudulenta do acordo bianual em 2009, a direção da ECT e o governo preparam um acordo salarial muito pior do que este último.

Isso porque está na ordem do dia a privatização da empresa. Para facilitar a privatização, estão sendo preparados enormes ataques aos direitos dos trabalhadores dos Correios. O governo e a direção da ECT contam com o apoio irrestrito da burocracia sindical traidora.
Esse é o motivo da exclusão da bancada da corrente Ecetistas em Luta. Para que a política de ataques seja bem sucedida, é condição absoluta que a corrente Ecetistas em Luta, oposição mais conseqüente contra a privatização e os ataques aos trabalhadores, esteja fora do Comando de Negociação.
Fica claro que expulsão da corrente Ecetistas em Luta, do PCO, tinha como objetivo impedir que a oposição tivesse um membro no comando. Pelo número de delegados, a oposição nacional Ecetistas em Luta teria elegido um representante para o comando. A presença da companheira Anaí Caproni, do PCO, no comando foi causa de uma enorme crise na última campanha salarial, devido às denúncias do golpe do acordo bianual.
Como a direção da empresa, o governo e os traidores preparam um acordo salarial ainda pior para poder privatizar os Correios, era necessário impedir que novamente a corrente Ecetistas em Luta estivesse presente no comando, pois eles sabem que toda a bandalheira que será negociada contra os trabalhadores será denunciada e tornada pública pela corrente.
O Comando de Negociação ficou nas mãos do Bando dos Quatro. No entanto, o próprio fato de que foi necessário excluir totalmente a oposição demonstra a completa fraqueza da burocracia sindical, totalmente em crise diante dos trabalhadores após tantas traições.
Os trabalhadores dos Correios serão informados sobre as traições que estão sendo preparadas pelo Bando dos Quatro (PT, PCdoB, PSTU e Psol) para privatizar os Correios e atacar como nunca a categoria. Uma ampla mobilização independente dos patrões está surgindo na base dos trabalhadores, que vai atropelar a burocracia sindical e colocar em xeque a política da direção da ECT e do governo.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Está em marcha a maior de todas as traições à categoria ecetista

O PSTU/Conlutas quer dividir a organização da categoria
A política de divisão da categoria é apoiar, defender e encobrir as traições da burocracia sindical do PT e do PCdoB no momento da privatização da ECT
O PSTU/Conlutas quer repetir nos Correios aquilo que já realizou em outras categorias, como os petroleiros, e lança um novo ataque para dividir os trabalhadores, em defesa da burocracia sindical. No início de abril, no dia 9, a Conlutas publicou em seu portal na internet um “Manifesto do lançamento da Frente Nacional dos Trabalhadores dos Correios” (que publicamos na íntegra abaixo).
Com o lançamento dessa “frente” (FNTC), o PSTU está tentando impor aos trabalhadores dos Correios uma política de traição muito maior do que as inúmeras traições que a burocracia sindical da maioria da Fentect (Federação nacional dos Trabalhadores dos Correios) da direita do PT do PCdoB já realizou em vários anos.
A Frente Nacional é o resultado do enterro do bloco dos 17 sindicatos, que o PSTU/Conlutas sabotou de todas as maneiras possíveis e imagináveis para fazer exatamente o que está fazendo agora: um curralzinho político com sindicalistas covardes que querem fazer discursos radicais, mas que morrem de medo de enfrentar, de fato, a burocracia sindical do PT e do PCdoB.
No momento em que os trabalhadores estão se levantando contra essa burocracia sindical traidora, a política do PSTU/Conlutas é a de dividir a federação. Ao invés de organizar a luta dos trabalhadores e convocar a categoria a derrotar de uma vez por todas os traidores o PSTU está tentando ensinar para os trabalhadores ecetistas que a melhor política é se esconder. Além de uma gigantesca traição, é uma enorme demonstração de covardia.
A malandragem do manifesto publicado pelo PSTU/Conlutas consiste em esconder seu verdadeiro objetivo, que é justamente a divisão da categoria através da divisão da Federação Nacional. No entanto, é necessário afirmar claramente o que esse grupo está tentando esconder, embora diga ao “pé do ouvido” sempre que o interessa que seu maior objetivo é justamente romper com a federação e formar uma federação paralela, minúscula, “pura” e com meia-dúzia (literalmente) de sindicatos.
Para quem ainda tem dúvidas, basta ver o que o PSTU promoveu nos petroleiros. Romperam com a organização real da categoria, a FUP (Federação Única dos Petroleiros) e fundaram com meia-dúzia de sindicatos a FNP (Federação Nacional dos Petroleiros), uma fantasia sindical que serve para abrir o caminho para a burocracia sindical da FUP aprovar toda a política do governo e dos patrões.
É importante assinalar que a FNP, atual federaçãoo, começou exatamente como “Frente”.
Essa é a intenção do PSTU/Conlutas ao formar a tal FNTC, conforme os companheiros da corrente Ecetistas em Luta, do PCO, já vinham denunciando. A intenção é dar a possibilidade da burocracia sindical da maioria da Fentect de aprovar tudo o que quer, no momento em que enfrenta uma crise terminal em todos os sindicatos do País. Mas a crise da burocracia não é a questão central. Esta política é colocada em prática exatamente no momento em que o governo do PT avança na privatização da ECT. É uma manobra tão favorável ao governo que é difícil acreditar que não esteja sendo estimulada pela própria direção da ECT.
Vejamos alguns exemplos: em 2009, a direta do PT e o PCdoB aprovaram, contra a categoria e a favor da direção da ECT, o acordo bianual e deixaram os trabalhadores sem campanha salarial em 2010. O golpe foi tão grande e a disposição dos trabalhadores de aceitá-lo foi tão pequena que a burocracia sindical não conseguiu seguir adiante nos seus planos e é obrigada a renegar o que ela mesma havia defendido. Também em função daquele golpe, houve um esfacelamento geral da burocracia e metade dos sindicatos formou a Frente dos 17 sindicatos contra o Acordo Bianual, que aprofundou a crise da burocracia e quase levou a maioria da federação a uma derrota completa.
De lá para cá, essa crise só aumentou. Nas atuais discussões da PLR a burocracia simplesmente não consegue aprovar a proposta da empresa, tamanha é a rejeição da categoria.
Durante todo este período, conforme denunciamos desde o início, o PSTU trabalhou com um único objetivo: destruir o bloco dos 17 e aproveitar a crise para construir o seu pequeno guetho sindical.
Por fim, diante dos enormes ataques contra os trabalhadores com o objetivo de privatizar a empresa, como o excesso de trabalho, a falta de funcionários, terceirização e a própria privatização, a categoria começa a se levantar espontaneamente em diversos setores espalhados em vários estados. Uma centena de greves, paralisações e pequenas manifestações pipocaram nos setores, dando o tom e a temperatura da situação política geral na base dos trabalhadores.
Qual é a “saída” do PSTU? Se esconder e chamar a categoria a fazer o mesmo. Não contribui com a crise da burocracia sindical, mas alivia a situação dos traidores. Se nesse momento, a fraqueza da burocracia não permite sequer a aprovação da PLR, a divisão da categoria, como quer o PSTU/Conlutas, vai permitir que os traidores do PT e do PCdoB retomem uma maioria folgada na federação para poder realizar a vontade sua política. É a maior traição possível , encoberta com um cínico discurso combativo de oposição ao “governismo”.
O golpe que quer dar o PSTU é uma manobra típica de quem quer encobrir e defender aqueles que estão sendo derrotados pela luta dos trabalhadores. Uma manobra rasteira que não convence ninguém, até mesmo as diretoria da meia-dúzia dos sindicatos em questão estão divididas. Só mesmo um ingênuo em política ou um mal intencionado poderia acreditar que saindo correndo e se escondendo vai ser possível enfrentar a burocracia.
O PSTU/Conlutas fala muito em “antigovernismos”. Sua ação, ao dividir a categoria, é justamente a de apoiar o governo do PT-PCdoB, o que dá continuidade e aprofunda o que o PSTU já vem fazendo há muito tempo nos Correios. Apenas para citar um exemplo, o próprio calendário de lutas aprovado pela Fentect e que o PSTU diz cinicamente em seu manifesto que irá denunciar, está sendo defendido conjuntamente com os “governistas” da federação que apóiam a direção dos Correios. Tanto que, quando a Frente dos 17 aprovou um ato em frente ao edifício sede em Brasília, com ocupação, o PSTU/Conlutas foi o primeiro a boicotar a manifestação, não levando um representante sequer, mas comparecendo no dia seguinte a um ato farsa convocado pelos “governistas” da maioria da Fentect.
Esse é o verdadeiro e único significado da Frente fundada pelo PSTU/Conlutas e de sua política de divisão da categoria: apoiar as traições da burocracia sindical e impedir que os trabalhadores imponham uma derrota definitiva a ela. A categoria dos Correios e todos os trabalhadores devem estar atentos a essa traição e denunciar claramente as tentativas de dividir sua luta.
É preciso chamar todos os trabalhadores que querem lutar a denunciar esta manobra traiçoeira colocada em marcha pelo PSTU/Conlutas e que pode envolver os sindicalistas atrasados propensos a cair na lorota de que a ruptura da federação representa uma luta e não uma monstruosa ajuda à burocracia do PT e do PCdoB.