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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Não à privatização da ECT. Corrente Ecetistas em Luta organiza campanha com colagem de cartazes e distribuição de adesivos

Até o momento mais de 900 cartazes foram colados só em São Paulo, apenas no setor do Jaguaré, e ao todo 5.000 adesivos foram distribuídos entre os trabalhadores. A campanha não se resume apenas em São Paulo. Os companheiros de Minas Gerais, Brasília, Paraíba e Espirito Santo, também estão em plena atividade

Na última semana a Corrente Ecetistas em Luta foi às ruas fazer a campanha contra a privatização dos Correios com a colagem de cartazes e distribuição de adesivos entre os trabalhadores.
Até o momento, ao menos 900 cartazes foram colados apenas no Jaguaré, maior complexo dos Correios em São Paulo, que compreende o Edifício Sede da DR-SPM (Diretoria Regional de São Paulo Metropolitana), o CTE (Centro de Tratamento de Encomendas) Jaguaré, o CTC (Centro de Tratamento de Cartas) Jaguaré, o TECA (Terminal de Cargas).
O objetivo é que só em São Paulo sejam colados cinco mil cartazes contra a privatização e outros cinco mil convocando a Plenária Nacional da Oposição, que será realizada na capital paulista nos dias 3 e 4 de setembro. Outros cinco mil cartazes foram distribuídos entre Minas Gerais, Brasília, Paraíba e Espirito Santo para serem colados apenas nesta semana. A meta, no entanto, é que essa quantidade de cartazes seja colada semanalmente.
Além dos cartazes contra a privatização da ECT e a convocação da plenária Nacional da Oposição, a campanha também foi feita com a distribuição de adesivos. Em São Paulo, até o momento foram distribuídos cinco mil adesivos entre os trabalhadores do Jaguaré, Teca, Saúde e Santos Amaro. A enorme aceitação dos trabalhadores em torno da campanha deixa evidente que existe uma disposição de luta muito grande na categoria.
A revolta contra a Medida Provisória que abre as portas para a privatização da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos é latente. Aqui é preciso destacar que essa tendência à mobilização ainda não se concretizou em uma greve forte e radicalizada graças, principalmente, a atuação sistemática do Bando dos Quatro (PT-PCdoB, PSTU, Psol) contra a luta dos trabalhadores.
Essa burocracia vem há anos atuando na defesa dos patrões e dos governos, basta ver a lista de acordos salariais criminosos que foram assinados, a exemplo do Acordo Bianual, PCCS da escravidão – que entre outros ataques à categoria, estabelecendo o banco de horas, a demissão pelo GCR, o corte do adicional de risco e o desvio de função através do cargo amplo, entre outros. Diante da privatização dos Correios, que inclusive já foi votado em primeira instância pela Câmara, a política adotada pela burocracia da Fentect e da federação anã do PSTU, não poderia ser outra que não atravancar a mobilização dos trabalhadores para facilitar o maior ataque contra a categoria.
O carro-chefe dessa política é a divisão da categoria proposto pelo PSTU, como o total apoio e incentivo do PCdoB. Propor a divisão do movimento por meio da criação de uma federação anã, isso no momento em que, mais do que nunca, os trabalhadores deveriam se unir para lutar contra os ataques do governo da Dilma Rousseff, é uma política no mínimo criminosa. Qualquer pessoa, por mais ingênua que seja, sabe que dividir os trabalhadores enfraquece o poder de mobilização da categoria e que essa medida não poderia ter qualquer outra função que não a de facilitar a vida da direção da empresa e do governo.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Derrota da privatização só com greve por tempo indeterminado, com ocupação da empresa e luta aberta contra o governo Dilma Russeff

Na última semana o Sintect-PB divulgou boletim onde sai em defesa do turismo à Brasília e da aliança com a direita, mostrando que o interesse da burocracia, tanto da Fentect quando da federação anã do PSTU, é iludir os trabalhadores para dificultar a organização da luta e facilitar a privatização

No último dia 17, a diretoria do Sintect-PB divulgou mais um informativo para fazer propaganda da burocracia da Fentect e, principalmente, para defender a aliança com os políticos corruptos do DEM e PSDB.
A matéria principal do boletim escrito por Emanuel Ditadura e sua corte, intitulada como “Atividades em Brasília contra a MP-532/2011”, deixa evidente esse alinhamento político entre a federação anã do PSTU e a burocracia da Fentect, que estão a serviço da empresa para facilitar a privatização dos Correios.
O artigo começa fazendo propaganda do turismo que os sindicalistas do Bando dos Quatro (PT-PCdoB, PSTU e Psol) fizeram à Brasília com o dinheiro dos trabalhadores para supostamente “lutar” contra a privatização, por meio do convencimento dos deputados e senadores da direita, principalmente do DEM e PSDB. O cinismo defendido pelo Bando dos Quatro consiste em tentar iludir a categoria e fazer os trabalhadores acreditarem que a Medida provisória 532, bem como a privatização dos Correios, poderia ser barrada se meia dúzia de sindicalistas fosse a Brasília, com tudo pago pelo sindicato, e conversassem com os “companheiros” e “camaradas” dos partidos remanescentes da ditadura militar, o partido de Fernando Henrique Cardoso, conhecido justamente por vender o Brasil para os empresários, de José Serra, dos Cunha Lima etc.
O que, no entanto, é ainda mais escandaloso é que os sindicalistas da federação anã e da burocracia da Fentect continuam insultando a inteligência dos trabalhadores com a proposta de fazer caravanas rumo à Brasília, mesmo depois de os parlamentares já terem votado a MP, na Câmara.
 
Piada de mal gosto: Bandos dos Quatro aposta no Senado Federal para barrar a privatização
 
Qualquer criança sabe, que se o projeto foi aprovada na Câmara, com votação super folgada, só um milagre pode mudar a votação no Senado, conhecido pelo conservadorismo extremo e pela sólida defesa do governo. Evidente, para quem queira ver que, que a derrota da privatização da empresa não se dará através da votação parlamentar do corrupto congresso nacional, mas através da organização de uma luta efetiva da categoria. A derrota da privatização só pode ser conseguida como uma vitória efetiva dos trabalhadores contra a política da empresa, pela força de uma greve que, obrigatoriamente, teria que ter um enorme nível de radicialização, com ocupação da empresa e ações nacionais diretamente dirigidas à sede do Governo Dilma Russef em Brasília.
O congresso nacional não vai mudar de posição, nem por pressão dos trabalhadores, uma vez que, evidente, que os parlamentares não se movimentam levando em conta a opinião pública, mas única e exclusivamente pela compra e venda de verbas públicas comandas pelo governo. A derrota da privatização só é possível através da luta aberta contra o governo, o qual, é quem tem o poder efetivo do Congresso Nacional.
A federação anã do PSTU – a mais árdua defensora do turismo à Brasília – faz propaganda aberta de que os trabalhadores devem financiar o passeio da burocracia quando já ficou evidente, basta ver a primeira votação da MP, que nenhum político burguês, em particular os parlamentares da direita, vai sair na defesa dos trabalhadores, muito menos impedir a privatização de qualquer empresa.
Os trabalhadores não podem se deixar enganar pelos discursos demagógicos, que falam em luta contra a privatização, para na verdade, disfarçar a ausência de qualquer mobilização contra a privatização. Os políticos burgueses, tanto do governo quanto da oposição, estão negociando a venda dos Correios para ver quem irá ganhar mais.
Os trabalhadores não podem guardar qualquer expectativa que aqueles que sempre estiveram no poder, que atuam sistematicamente contra os direitos dos trabalhadores, vão agora tomar “consciência” das necessidades da classe operária e se colocar na sua defesa.
A única linguagem que a empresa e os políticos burgueses entendem é a mobilização da categoria. Os trabalhadores só devem, e só podem, contar com sua própria força e com seu poder de mobilização nacional unificada. Por isso, é um crime a proposta de divisão da categoria através da Federação Anã e de defesa das mesmas propostas dos traidores do PT-PCdoB, os quais são os pais da proposta de turismo para Brasília, para negociar favores pessoais com os deputados destes partidos.
É preciso organizar uma ampla mobilização. Greve geral no próximo dia 31, como preparação para a greve geral por tempo indeterminado no próximo dia 15, para impedir, de verdade, a privatização dos Correios.

- Contratação de mais de 35 mil novos ecetistas por concurso público sem a farsa do teste de aptidão;

- Fim do trabalho nos finais de semana, com a incorporação dos 15% aos salários de todos os trabalhadores;
- Jornada de 35 horas semanais; sem redução dos salários;
- Fim do excesso de serviço com redistritamento dos setores feito pelos próprios trabalhadores;
- Greve geral da categoria contra a privatização da ECT, por 74% de reajuste, pela imediata contratação dos concursados.

Deputados corruptos aprovam mais uma etapa da MP da privatização

Veja a seguir a matéria publicada no jornal Folha de São Paulo, mostrando que os políticos burgueses avançaram, com folga, mais uma etapa rumo à privatização dos Correios. A votação das emendas, aprovada com quase o dobro dos votos, só comprova que a "luta" organizada pela burocracia sindical em Brasília não passa de uma enganação para não organizar nenhuma luta efetiva. É evidente, e a votação mais uma vez comprovou isso, que existe um acordo entre a burguesia para entregar mais estatal  para os capitalistas. Turismo em Brasília não vai resolver o problema dos trabalhadores. Apenas uma greve geral pode barrar esse ataque do governo.

 

Câmara derruba emendas contra reestruturação dos Correios

SOFIA FERNANDES
DE BRASÍLIA

O plenário da Câmara acabou de concluir a votação de medida provisória que reestrutura os Correios e regula o mercado de etanol no país. Os deputados reprovaram todos os destaques ao texto, abrindo o caminho para as mudanças que ampliarão o campo de atuação dos Correios.

O texto principal da MP foi votado --e aprovado-- na semana passada, quando deputados também derrubaram uma emenda do PSDB que excluía da proposta todo o artigo que tratava dos Correios.

A medida muda o modelo de gestão da empresa. Ela passa a ter o direito de criar subsidiárias, atuar no exterior, adquirir controle ou participação acionária em sociedades empresariais, explorar serviços de logística integrada e financeiros, por exemplo.

A oposição criticou as mudanças, afirmando que era um primeiro passo para a privatização. Mas o plenário acabou rejeitando os dois destaques, um do DEM outro do PPS, que derrubavam a possibilidade de a empresa criar subsidiárias, adquirir o controle acionário ou participar de outras empresas.

ETANOL

A medida provisória também atribui à ANP (Agência Nacional do Petróleo) a fiscalização e regulamentação do setor de etanol, até então classificado como um produto agrícola inserido na matriz energética.

O texto estabelece a possibilidade de redução da mistura de etanol na gasolina em até 18%. Antes da medida, o piso era de 20%.

Atualmente, o etanol é tratado como subproduto agrícola. Para o governo, a medida pode melhorar a regulação e a fiscalização do setor, o que interfere no abastecimento de biocombustíveis e no preço final da gasolina.

A MP segue para o Senado e depois, caso permaneça inalterada, à Presidência da República para sanção.

Privatização dos Correios: presidente da empresa declara que pretende distribuir dinheiro aos capitalistas

Em entrevista para a TV, Wagner Pinheiro deixou clara a intenção com a mudança do Estatuto da ECT

Enquanto a direção da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) se recusa a apresentar uma proposta de reajuste decente aos trabalhadores, o presidente da empresa, Wagner Pinheiro, em entrevista ao canal de televisão Rede TV!, admitiu que a intenção dos Correios é distribuir dinheiro aos capitalistas.
Na entrevista, Pinheiro afirmou que cerca de R$ 300 milhões da empresa poderiam ser destinados ao financiamento do trem bala, que será construída entre Rio de Janeiro e Campinas, trecho pelo qual passa 45% da carga movimentada pela empresa.
O governo Dilma Rousseff, do PT, está leiloando a construção e a concessão do trem bala. Esse leilão é mais um forma de privatização do governo do PT, que vai subsidiar grande parte da obra, distribuindo dinheiro às empreiteiras que pleiteiam os lucros do empreendimento.
O presidente dos Correios afirmou que os Correios poderão ser sócios minoritários da empreiteira que ganhar o leilão. Essa possibilidade é garantida pelas mudanças que estão ocorrendo no Estatuto da ECT, através da Medida Provisória 532, em votação no Congresso Nacional.
A entrada dos Correios em sociedades acionárias vai abrir o caminho para a terceirização em larga escala, já que as empresas, assim como as subsidiárias que poderão ser constituídas pela ECT, poderão contratar mão de obra sem nenhuma necessidade de concurso público.
É necessário que a categoria saiba que o exemplo do trem bala é apenas uma parte da história contada pela direção da empresa. O que não é dito é que assim como pode ser sócia do trem bala, também poderá abrir sociedade com empresas do ramo de logística, transporte e distribuição, inclusive concorrentes dos próprios Correios.
Essa abertura vai significar uma devastação na empresa, que poderá eliminar a esmagadora maioria dos funcionários concursados e trocar por terceirizados. O mecanismo é muito parecido com o que ocorreu com a Petrobras, resultando em um número espantoso de terceirizados: cerca de quatro para cada concursado.
O principal objetivo da terceirização é diminuir o custo da mão-de-obra, pagando menores salários e retirando direitos conquistados pela categoria, com a finalidade de aumentar os lucros dos capitalistas que querem colocar as mãos na empresa.
As intenções do governo do PT-PMDB-PCdoB, com o apoio do PSDB e do DEM, estão claras. Distribuir o dinheiro da ECT, conquistado pelo trabalho dos seus funcionários, aos capitalistas nacionais e internacionais. Enquanto isso, os trabalhadores sofrem nos setores com a falta de funcionários e com dois anos sem aumento salarial, após o acordo bianual de 2009.

Empresa dá calote nos terceirizados no Espírito Santo

A empresa contratada para fornecer mão-de-obra temporária (MOT) no Estado do Espírito Santo atrasa salários de mais de 900 trabalhadores que prestam serviços em todo o estado

A empresa Sintonia Gestão de Pessoas e Serviços Temporários, contratada pela ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) para prestar serviços terceirizados, quer dar o calote em mais de 900 trabalhadores em todo o estado do Espírito Santo.
Os trabalhadores estão há mais de um mês sem receber salário e nenhum benefício trabalhista da empresa contratada.
O descaso é tamanho que nenhuma negociação para a resolução do problema foi apresentada pela empresa aos trabalhadores, deixando todos os empregados sem nenhuma garantia de recebimento de seu ordenado.
Diante desse fato, os trabalhadores estão se mobilizando para entrar em greve e exigir seus direitos. Cerca de 100 trabalhadores estão em greve contra essa situação e os outros não entram em paralisação, pois estão sofrendo o assédio moral realizado pela empresa terceirizada ameaçando demitir os trabalhadores.
Diante desses ataques aos trabalhadores, a diretoria patronal interventora do Sintect-ES não realiza nenhum esforço para apoiar a luta dos terceirizados. Não faz nada para mobilizar a categoria em torno do assunto.
Esse é um exemplo do que os patrões querem para a ECT com a privatização com mais exploração e desrespeito à legislação trabalhista. A terceirização já se encontra em um processo avançado no Espírito Santo, o efetivo dos terceirizados já é próximo da metade dos trabalhadores concursados.
O processo de terceirização apenas traz prejuízo aos trabalhadores da ECT, pois há uma pressão para arrocho salarial da categoria porque o terceirizado não tem nenhuma garantia salarial, muitos menos os mesmo direitos dos concursados.
É necessário barrar o processo de terceirização e ampliar o quadro de funcionários efetivos com a abertura de novos concursos e incorporação dos terceirizados que já estão trabalhando aos quadros da empresa.
Todo apoio à luta dos trabalhadores terceirizados do Espírito Santo contra os ataques dos patrões, pela greve imediata até o pagamento dos salários atrasados. Pela unidade de terceirizados e concursados na greve nacional da categoria por tempo indeterminado, contra a privatização e pelo aumento de 74%.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Campanha Salarial dos Trabalhadores dos Correios. Nada de Migalhas: organizar a greve geral por 74% de aumento

Depois de dois anos sem reajuste, os vampiros da direção da ECT ainda não apresentaram nenhuma proposta de aumento para os trabalhadores que possa sequer ser considerada

No último dia 18 de agosto foi realizada uma reunião entre os membros do Comando de Negociação da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios) e a direção dos Correios para discutir a campanha salarial. Como já era de se esperar, a empresa se recusa a apresentar uma proposta aos trabalhadores. A única coisa que foi apresentada foi o miserável índice de 6,87% que não repõe sequer a inflação do dia 1º de agosto de 2010 a dia 31 de julho de 2011, além de reajuste da mesma ordem para o vale alimentação, vale cesta e vale peru.
A proposta ridícula da empresa é exatamente os que os trabalhadores podem esperar de quem está nesse momento privatizando a empresa. Os vampiros da direção da empresa estão trabalhando na comissão de negociação para enfiar a faca na categoria, muito pior do que fizeram na campanha salarial de 2009 (acordo bianual) para preparar a empresa para os parasitas internacionais que estão preparando colocar as mãos nos lucros da empresa.
Esse golpe contra os trabalhadores foi preparado pela direção da empresa e pelos sindicalistas traidores que formam a maioria da Fentect. No último Conrep, quando foi escolhido o comando de negociação, o Bando dos Quatro (PT-PCdoB-PSTU-Psol) armou um golpe contra a oposição nacional Ecetistas em Luta. O golpe consistiu em excluir, através de agressões e de elementos pagos pelos patrões, de maneira completamente arbitrária e ditatorial, a delegação dos companheiros da corrente Ecetistas em Luta, do PCO. Com isso, conseguiram também excluir os companheiros do PCO do Comando de Negociação dos trabalhadores. A proposta miserável oferecida pela empresa, explica o porquê de tanta violência do Bando dos Quatro (PT-PCdoB-PSTU-Psol) para excluir os companheiros de Ecetistas do Comando.
Todo o circo está armado pelo Bando dos Quatro e pela direção da empresa para a realização de um dos maiores ataques contra os trabalhadores. Tanto é assim que os sindicalistas do Bando dos Quatro sequer denunciam o fato de que a empresa não quer sequer apresentar uma proposta de aumento real. Pior ainda, ficam de boca calada com o fato de que até mesmo o índice apresentado que seria de reposição da inflação foi considerado apenas no último ano, desconsiderando completamente o fato de que a categoria está há dois anos sem campanha salarial e sem reajuste.
Estão preparando uma facada nos trabalhadores, muito maior do que as anteriores.
Chamamos os trabalhadores e os sindicatos de luta da categoria a entrar em greve já no próximo dia 31, numa advertência à empresa e para começar uma mobilização nacional efetiva para preparar uma forte greve por tempo indeterminado no próximo dia 15. A política do Bando dos Quatro é esconder a data da greve, as nossas perdas salariais, além de não tomar nenhuma medida efetiva de organização da paralisação. Querem que os trabalhadores cheguem no dia da greve, dia 15, sem nenhuma organização de fato. Eles fazem isso, de caso pensado para tentar enfraquecer a paralisação, facilitando os acordos de bastidores para trair a categoria.
Companheiro ecetista, vamos à greve de advertência no próximo dia 31, preparando uma forte greve geral por tempo indeterminado a partir do dia 15. Participe da plenária nacional da Oposição Ecetistas em Luta nos dias 3 e 4 de setembro para organizar já, a greve geral com ocupação por tempo indeterminado, por 74% de aumento e contra a privatização da ECT.

Federação anã do PSTU: uma manobra da direita para impedir a luta dos trabalhadores contra a privatização

O golpe do PSTU com a criação de uma federação anã ficou ainda mais evidente diante da tendência de luta dos trabalhadores, a exemplo do que ocorreu no Rio Grande do Sul, onde os donos da federação anã votam contra a paralisação dos trabalhadores

Como era de se esperar, a “frente” do PSTU, que na verdade é uma manobra para dividir a categoria e criar uma federação anã, nem bem começou e já colocou as unhas de fora, mostrando que longe de representar a luta dos trabalhadores, trata-se de um golpe articulado pelo PCdoB e PMDB para tentar impedir a mobilização da base, dividindo a categoria em defesa da privatização dos Correios.
A manobra já fica evidente pelo fato da“frente” ser na verdade um pretexto para a divisão da Fentect para a criação de mais uma federação, composta por meia dúzia de sindicatos que juntos não representam nem 10% da categoria, isso no momento em que a burocracia do PT e PCdoB está em franca decadência, ou seja, no momento crucial para organizar a oposição dentro da Federação e expulsar esses pelegos e traidores do movimento de uma vez por todas. Só uma pessoa que está recebendo dinheiro da empresa, ou no mínimo, muito mal intencionada, poderia acreditar que dividir a categoria, deixando a Federação livre para que os pelegos vendidos do PT e PCdoB aprovem os piores ataques contra a categoria, seria algo bom para os trabalhadores. É evidente que os únicos a lucrarem com essa divisão são os patrões, o governo e a própria burocracia da Federação.
O golpe, no entanto, ficou ainda mais claro para os trabalhadores diante da possibilidade de uma ampla mobilização da categoria. A revolta dos trabalhadores com a privatização dos Correios, por meio da Medida Provisória 352 que inclusive já teve sua primeira parte aprovada pela Câmera, mostrou de uma vez por todas qual o objetivo da federação anã.
Seguindo a risca a cartilha da burocracia da Fentect, a federação anã do PSTU não só não organizou qualquer mobilização em nenhum dos sindicatos que compõe sua base, como atuou sistematicamente para impedir a organização da categoria. Na Paraíba, por exemplo, onde o secretário-geral e menino de recado do PSTU/Conlutas, Emanuel Ditadura, está numa escalada de ataques contra os trabalhadores para empurrar a federação goela abaixo da categoria, não houve qualquer discussão a respeito da Medida Provisória, os trabalhadores sequer foram informados. Não só isso. Nos raros boletins que foram distribuídos na base, o principal objetivo era fazer campanha da aliança do Bando dos Quatro (PT-PCdoB-PSTU-Psol) com os parlamentares do DEM e PSDB, os maiores privatizadores do País.


Federação anã do PSTU vota contra paralisação dos trabalhadores para facilitar privatização dos Correios


No Rio Grande do Sul, a manobra foi ainda mais grotesca. Depois de fracassar nas tentativas de boicotar a mobilização dos trabalhadores, o PSTU que é o partido que organiza a federação anã, votou contra a proposta dos trabalhadores de realizar um dia de greve contra a MP que privatiza os Correios. Ou seja, a paralisação feita no Rio Grande do Sul no último dia 10, aconteceu não com a ajuda da federação anã do PSTU, mas apesar dela. A única “luta” que os sindicalistas do PSTU se propuseram a fazer foi o turismo à Brasília para uma audiência pública com os “companheiros” dos partidos do Fernando Henrique Cardoso, Serra, Alckmin, ACM Neto etc. O que fica evidente é que a federação anã do PSTU não quer saber de lutar, tanto é assim que quando se coloca de fato a mobilizar a categoria, os sindicalistas do PSTU/Conlutas, em conjunto com PT e PCdoB, se apresentam como o principal empecilho para a organização da categoria.
A greve realizada pelos trabalhadores do Rio Grande do Sul contra a medida provisória deixa evidente dois aspectos da luta que se coloca para os trabalhadores dos Correios. O primeiro é que existe uma enorme tendência de luta da categoria, que só não se concretizou em uma greve forte por conta do boicote sistemático do Bando dos Quatro (PT, PCdoB, PSTU, Psol), bem como o alinhamento político da federação anã e da burocracia da Fentect com a empresa e governo para permitir a privatização da ECT.
O que, no entanto, chama bastante atenção é o cinismo dos sindicalistas do PSTU/Conlutas, que apesar de terem atuado abertamente contra a luta da categoria, chegando inclusive a votar contra a paralisação proposta pelos trabalhadores do Rio Grande do Sul, tentam, agora, pegar carona na mobilização dos trabalhadores para apresentar a federação anã como uma “entidade” combativa. Ou seja, os opositores da greve,
 do PSTU, os donos da federação anã, tentaram a todo custo impedir que os trabalhadores realizassem a greve, e agora depois de serem derrotados por uma votação esmagadora, tentam fazer demagogia com o restante da categoria se apresentando como os grandes sindicalistas. Trata-se de uma piada contra a inteligência dos trabalhadores.
A federação anã atuou como o grande empecilho na luta dos companheiros do Rio Grande do Sul. A greve ocorreu por conta da enorme tendência de luta dos trabalhadores, que passaram por cima da burocracia para aprovar sua mobilização. O trabalhador não é burro e não vai se deixar enganar por mais esse golpe do Bando dos Quatro (PT-PCdoB, PSTU, Psol). A federação anã, como fica evidente, é mais um golpe articulado pela direita para tentar impedir, ou pelo menos dificultar, a luta dos trabalhadores dos Correios. Nesse sentido, o que se coloca para os trabalhadores é organizar uma ampla mobilização para lutar contra a privatização dos Correios, mobilização essa que deve ocorrer de forma independente da burocracia sindical, a maior aliada do governo e dos patrões nos ataques contra os trabalhadores.