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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Acordo entre lideranças dos partidos do governo: Senado passa por cima da vontade dos trabalhadores e aprova privatização do Correio, sem sequer votar

O Senado Federal, instituição antidemocrática, que atua as escondidas da população, aprovou de maneira imediata a Medida Provisória que privatiza o Correio


Mais uma vez o senado federal deu uma demonstração de sua função nas decisões importantes do país.
Na última semana aprovou de um dia para outro a medida provisória – 532 que legaliza a privatização dos Correios.
A aprovação de medida tão impopular foi tomada sem que os senadores se dignassem sequer a votar. Deixaram que as lideranças dos partidos que apoiam o governo, dessem a medida provisória por aprovada, tamanho o consenso em torno da questão.
É preciso ficar claro para os trabalhadores e a população o que representa o senado e a sua função dentro da política nacional.
O senado é uma instituição que representa que há de mais reacionário e anacrônico no país. É uma maneira da burguesia nacional controlar ainda mais a política nacional e atuar como fiscal de outras instituições mais próximas da pressão popular, como a câmara de deputados, vetando qualquer mínima independência dos parlamentares.
Atualmente somente são aprovados no Senado projetos encomendados diretamente por empresas privadas, como é o caso da privatização dos Correios e a censura na Internet, um projeto do Senador mineiro Eduardo Azeredo do PSDB.
Projetos comprados pela iniciativa privada
As empresas pagam para que os parlamentares apresentem projetos para cobranças de serviços que anteriormente eram gratuitos ou de valores muito inferiores.
Estes projetos são pagos a preço de ouro para os parlamentares, uma vez que as empresas favorecidas lucrarão fortunas incalculáveis com a abertura de mercados inteiros, ou seja, a exploração de milhares de trabalhadores, como o que se pretende, neste momento, com o projeto que impede a cópia de filmes, músicas e dowloads em geral pela internet.
Os senadores ainda tem o privilégio de vetar qualquer projeto aprovado na câmara de deputados, ou seja, podem barrar qualquer medida progressista que venha a ser votada.
A própria criação do senado é um ataque a democracia do país porque cada estado possui 2 senadores, independentemente do tamanho da sua população.
Para se ter uma idéia do absurdo o estado do Acre tem uma população, segundo o senso de 2010 de cerca de 733 mil habitantes e possui 3 senadores, enquanto o estado de São Paulo com mais de 40 milhões de habitantes possui os mesmos 3 senadores. O Estado de Minas Gerais, segundo mais populoso do país, com quase 20 milhões de habitantes possui, também, os mesmos 3 senadores.
O voto de um eleitor do Acre vale mais de 50 vezes o voto de um paulista e mais de 25 vezes o voto de um eleitor mineiro.
Esta medida que serve apenas para dar maior poder de decisão e controle sobre a verba federal para elementos sem nenhum apoio popular efetivo, como acontece com latinfundiários, a maior parte deles, grileiros do norte, centro-oeste e nordeste do país, sem falar nos elementos totalmente desclassificados da oligarquia rural destas regiões que vivem do desvio da verba pública, do trabalho escravo e da exploração da população miserável de regiões sem nenhuma assistência do Estado, justamente, porque controlado por estes parasitas da sociedade.
Foram eles que aprovaram o projeto de privatização, pois são eles que controlam o senado nacional.
Sua atuação sempre foi contra a população, atuando pelas costas, de maneira escondida e clandestina.
Temos diversos exemplos da aprovação de medidas sem nenhum respaldo da população como a aprovação da reforma da previdência em 2003. Toda a população se colocou contra a reforma, mas a medida foi aprovada de maneira sorrateira. E a imprensa burguesa dá o maior apoio aos senadores, colocando-os como pessoas interessadas no “futuro” do país e tentam enganar a população.
E exemplos não faltam como o escândalo dos atos secretos que envolviam o presidente do senado José Sarney e muitos outros.
Por isso os trabalhadores não devem aceitar a aprovação da privatização dos Correios pelo senado, instituição intimamente ligada à burguesia e contra a população. A aprovação no senado não quer dizer que a empresa vai ser privatizada porque terá que ser aplicada nos locais de trabalho. Local onde os trabalhadores devem lutar contra a privatização e derrotar a vontade da burguesia em atacar o patrimônio da população.

Privatização dos Correios: organizar a luta nos locais de trabalho

Depois de aprovar Medida Provisória que privatiza a ECT, empresa e governo passarão para a segunda etapa: tentar colocar em prática as medidas de privatização em cada local de trabalho

O Bando dos Quatro (PT, PCdoB, PSTU, Psol), em sua política de colaboração com a direção da ECT (Empresa Brasileira de Correios de Telégrafos) e o governo, está agindo mais uma vez como um complemento dos patrões para atacar os trabalhadores.
Durante todas as semanas que a Medida Provisória da privatização esteve no Congresso Nacional, a política dos sindicalistas traidores foi a de tentar iludir a categoria de que a privatização poderia ser derrotada apenas “convencendo” os deputados e senadores corruptos a votar contra o governo, um cinismo sem precedentes...
O resultado óbvio foi a aprovação da Medida Provisória na Câmara e no Senado. Agora, os sindicalistas partirão para a segunda etapa do golpe: convencer os trabalhadores que a luta acabou e que não há mais nada a ser feito contra a privatização. O significado da política do Bando dos Quatro é um só: a defesa da privatização. Por isso não fazem nada para mobilizar a categoria.
Ao contrário do que o Bando dos Quatro está dizendo, a aprovação da Medida Provisória no Congresso é apenas a primeira etapa e é justamente a etapa cujos trabalhadores têm menores condições de interferir.
A aprovação no Congresso Nacional é, em grande medida, uma formalidade. Só mesmo os sindicalistas traidores do Bando dos Quatro podem jogar alguma esperança de que o Congresso poderia resolver o problema dos trabalhadores. Todo mundo sabe que o Congresso é formado pelos maiores inimigos da população, onde quem manda é quem paga mais, ou seja, os capitalistas nacionais e estrangeiros e o governo como seus testa-de ferro.
Para que o governo e os capitalistas sejam vitoriosos na privatização, será preciso colocar em prática essa política em cada setor de trabalho e impor a cada trabalhador os ataques necessários para que o dinheiro da empresa encha o bolso dos capitalistas.
Por isso, ao contrário do que quer fazer convencer o Bando dos Quatro, a luta contra a privatização começa de fato agora. É necessário mobilizar a categoria nos setores de trabalho, cada detalhe é decisivo para derrotar os ataques dos patrões.
A privatização está, por exemplo, no corte do convênio médico da categoria. Em todos os lugares, a empresa está fazendo de tudo para dificultar a emissão de guias médicas, hospitais conveniados estão sendo cortados e há casos de cidades onde o trabalhador é obrigado a viajar horas para poder ser atendido. Os ambulatórios estão um verdadeiro caos, os funcionários foram trocados por terceirizados para dificultar o atendimento.
A política do corte de direitos e o rebaixamento salarial são as verdadeiras faces da privatização. Por isso o número de terceirizados não para de aumentar nos setores, enquanto a direção da ECT se recusa a contratar. Para piorar,  o excesso de serviço é cada vez pior e a pressão dos chefes só aumenta.
Toda essa política é a privatização na prática. É contra isso que os trabalhadores dos Correios terão que lutar na base.
Somente uma campanha organizada, nos setores de trabalho, através da agitação e propaganda, das denúncias e das medidas para mobilizar a categoria pode barrar este ataque contra os trabalhadores. Nesse sentido, está na ordem do dia organizar a greve unificada da categoria, para o próximo dia 14, com ocupação dos setores de trabalho se necessário.
Essa campanha deve esclarecer os trabalhadores sobre as conseqüências da privatização e formar uma organização, a partir da base da categoria, independente da burocracia sindical, para derrotar os ataques preparados pela direção da ECT e pelo governo Dilma Rousseff.
- Greve geral contra a privatização da ECT, por 74% de reajuste e pela imediata contratação dos concursados;
- Ato em Brasília, dia 20 de setembro, contra a privatização;
- Campanha junto à população trabalhadora contra a privatização dos Correios e a política de privatizações do governo Dilma Rousseff, do PT;
- Fim do excesso de serviço, fim do trabalho nos finais de semana;
- Não à retirada do convênio médico da categoria.

Plenária Nacional da Oposição: fortalecer nacionalmente a luta contra a privatização dos Correios

A plenária, organizada pela Corrente Ecetistas em Luta, serviu para organizar a luta nacional contra a privatização da ECT e a campanha salarial da categoria

No último sábado, dia 3, foi realizada, em São Paulo, com grande êxito, a Plenária Nacional da Oposição, convocada pela corrente Ecetistas em Luta, para organizar a luta dos trabalhadores dos Correios contra a privatização da empresa e a campanha salarial.
Dezenas de trabalhadores de vários estados e regiões estiveram presentes na Plenária. Companheiros de Minas Gerais, Paraíba, Brasília, Campinas, São Paulo etc participaram da planária e mostraram disposição para organizar a luta nos setores de trabalho.
A plenária durou o dia todo e foi dividida em duas partes. Na primeira parte, pela manhã, foi feita uma discussão política profunda sobre a situação nos Correios e a situação política geral. Na segunda parte, foram discutidas uma série de iniciativas para colocar em prática a organização dos trabalhadores.
A tarefa número um discutida na plenária foi a necessidade de fazer uma ampla campanha de esclarecimento, através da agitação e propaganda, para informar os trabalhadores sobre o que significa a privatização. Para isso, é necessária a ampliação do boletim Ecetistas em Luta, com denúncias dos setores e matérias explicando aos trabalhadores as conseqüências da privatização.
Foi aprovada a distribuição de dezenas de milhares de cartas abertas para serem distribuídas à população para explicar o que está acontecendo com a ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos).
Um grande ato em Brasília foi aprovado para o próximo dia 20 de setembro, como manifestação da greve da categoria e como parte da luta contra a privatização. A corrente Ecetistas em Luta fará um chamado a todos os trabalhadores que exijam que os sindicatos organizem a manifestação em Brasília para que o ato possa contar com no mínimo 10 mil trabalhadores, em frente ao edifício sede dos Correios.
Uma dezena de outras iniciativas foi aprovada para fortalecer a luta dos trabalhadores nessa campanha salarial e para derrotar a privatização dos Correios. A vitória dos trabalhadores somente será possível através de uma organização de base, em cada setor de trabalho, que é o lugar onde os ataques da direção da ECT e do governo são mais sentidos. É necessária uma organização independente, que rompa e passe por cima definitivamente da burocracia sindical do Bando dos Quatro (PT-PCdoB-PSTU-Psol), defensores da privatização e os maiores traidores da categoria.
A Plenária Nacional da Oposição serviu para fortalecer a corrente Ecetistas em Luta, única organização que trava uma luta contra as traições da burocracia sindical e contra os ataques dos patrões. Está na ordem do dia o fortalecimento de uma organização nacional de oposição, de luta e classista na base da categoria.
- Greve geral contra a privatização da ECT, por 74% de reajuste e pela imediata contratação dos concursados;
- Ato em Brasília, dia 20 de setembro, contra a privatização;
- Campanha junto à população trabalhadora contra a privatização dos Correios e a política de privatizações do governo Dilma Rousseff, do PT;
- Fim do excesso de serviço, fim do trabalho nos finais de semana;
- Não à retirada do convênio médico da categoria.

Nova “Reforma” da Previdência: governo do PT imita FHC no ataque aos milhões de aposentados


A proposta é enviar até o início do mês de outubro um novo projeto para o Congresso Nacional. O objetivo é promover um confisco ainda maior da renda dos trabalhadores
Conforme Dilma Rousseff havia anunciado no início do ano, um dos seus objetivos no segundo semestre é a aprovação de uma nova Reforma da Previdência. Segundo declarações de membros do governo, em particular aqueles ligados ao Ministério da Previdência, ainda não há um modelo definido do projeto que pretendem enviar para o Congresso Nacional, no entanto, ele deve ser finalizado em breve e começar a tramitar no legislativo até o início de outubro.
Se for colocado em prática, a Reforma da Previdência promovida por Dilma Rousseff será a quarta em menos de quinze anos. Revelando um ataque monstruoso aos trabalhadores, uma vez que todas elas, seja as promovidas por FHC ou Lula tiveram como objetivo final liquidar as aposentadorias para aumentar o superávit fiscal e permitir uma remeça maior de dinheiro público para os banqueiros e grandes capitalistas.
Todas as fórmulas cogitadas pelo governo mostram que os trabalhadores sairão perdendo. Até o momento foram apresentadas três propostas.
A primeira, apontada pela imprensa capitalista como a que tem mais chances de ser adotada, estabelece que seria mantido o fator previdenciário (índice que leva em conta o tempo de contribuição, a idade do segurado e a sua expectativa de vida), mas o tempo de contribuição exigido seria elevado. Para as mulheres o tempo passaria de 30 para 37 anos de serviço e para os homens de 35 para 42 anos. Sobre esta proposta, Leonardo Rolim, secretário de política previdenciária do Ministério da Previdência declarou o seguinte: “Precisamos desenvolver um modelo onde o trabalhador receba uma aposentadoria mínima, mas passe mais tempo trabalhando [grifo nosso] (Folha de S. Paulo, 1 /9/2011).
A segunda seria substituir o fator previdenciário pelo chamado fator 85/95. Por este modelo, a aposentadoria seria concedida quando a soma da idade e do tempo de contribuição do trabalhador der 85, se for mulher, e 95, para o homem. 
A terceira proposta seria uma derivação da segunda, mas ainda pior. Seria usado o mesmo método para o cálculo de quando o trabalhador poderia se apresentar, mas a soma da idade e do tempo de contribuição para a mulher seria de 95, e para o homem de 105.
A política de Dilma de aprovar a Reforma da Previdência e a onda de privatizações que está sendo colocada em marcha indicam o fim da política “social democrata”, por mais limitada que esta tenha sido. A adesão a uma política igual a implantada pelo governo FHC é resultado do desequilíbrio do orçamento estatal e, este desequilibro por sua vez é resultado da crise capitalista. Isso demonstra que a única diferença entre a política de Lula e a de FHC foi a da folga no orçamento do Estado, que permitiu evitar ataques mais duros. Agora, com a crise, torna-se necessário atacar mais claramente as massas ao melhor estilo de FHC, revelando a verdadeira natureza da política do PT no governo, seja ele encabeçado por Lula ou por Dilma.
Todas estas medidas são um plano de austeridade do governo do PT. Diante destes ataques, é preciso organizar a luta dos trabalhadores para barrar esta tentativa de confiscar ainda mais a renda dos trabalhadores para salvar o lucro dos banqueiros e dos grandes capitalistas.
A política de fechar o rombo do dinheiro entregue aos bancos e outras medidas para conter a crise são o combustível da luta das massas na próxima etapa, de um modo, geral. Coloca-se na ordem do dia a discussão da organização sindical e política da classe trabalhadora e do programa para enfrentar a crise.

Plenária Nacional da Oposição: organizar uma grande oposição nacional para lutar contra a privatização

A Corrente Ecestistas em Luta está organizando hoje em São Paulo a Plenária Nacional da Oposição. Dezenas de trabalhadores vindos de vários estados como Minas, Paraíba, Brasília, São Paulo etc., estarão presentes na atividade, que reúne aqueles que querem organizar de verdade a luta contra os ataques do governo Dilma Rousseff

A Plenária Nacional da Oposição tem como principal objetivo organizar uma grande oposição nacional para que a luta contra a privatização dos Correios seja efetivamente levada adiante, uma vez que toda a burocracia sindical, tanto a maioria da Fentect –PT e PCdoB – quando a federação anã do PSTU estão unidos a serviço da empresa e do governo para tentar impedir a luta dos trabalhadores.
Nos últimos anos os trabalhadores acompanharam uma série de ataques promovidos pelo Bando dos Quatro (PT-PCdoB-PSTU-Psol), que entre outras coisas, aprovou o PCCS da escravidão, que abriu caminho para privatização e que foi o responsável pelo cargo amplo, obrigando os trabalhadores a cumprirem funções diferentes daquelas para as quais foram contratados. Isso sem falar no Banco de Horas, acordo bianual, intervenção judicial nos sindicatos etc.etc.etc. Como se vê, a lista de traição cometida pelos sindicalistas é ampla, inclusive não é segredo para ninguém que todos esses ataques promovido pelo Bando dos Quatro contra os trabalhadores é negociado abertamente com o governo e a empresa em troca de cargos e privilégios.
No caso da privatização dos Correios a política de traições não foi diferente, pelo contrário. O PSTU deu início, no meio do processo de ataques do governo, no momento em que a categoria deveria mais do que nunca se unir para organizar a luta nacional contra a privatização da ECT, uma campanha divisionista, de romper com a Fentect para criar uma federação anã, composta por meia dúzia de sindicatos, que juntos não correspondem nem a 10% da categoria.
Querer dividir a categoria num momento que a unidade é crucial para organizar a luta dos trabalhadores nacionalmente é um crime contra os trabalhadores.
Outra aberração proposta pelo bando dos Quatro para visivelmente facilitar a privatização dos Correios foi o turismo que esses sindicalistas realizaram em Brasília e a aliança com os políticos burgueses. Ou seja, ao invés de organizar os trabalhadores, mobilizar a categoria em cada setor de trabalhado, o Bando dos Quatro procurou de todas as formas ocultar a privatização, os trabalhadores sequer sabiam da votação da Medida Provisória. Enquanto isso, os sindicalistas vendidos ao governo iam à Brasília fazer lobby com os parlamentares e negociar seus cargos dentro da empresa.
Está na ordem do dia organizar uma ampla mobilização nos setores de trabalho contra a privatização
O histórico de traições do Bando dos Quatro contra os trabalhadores deixa evidente a necessidade de organizar uma ampla mobilização da categoria de forma independente dos meninos de recado da empresa e do governo.
Está na cara que nem a Fentect, muito menos a federação anã do PSTU, irá organizar qualquer luta contra a entrega da ECT para os capitalistas internacionais.
Os trabalhadores não só não podem como não devem confiar sua mobilização nas mãos daqueles que sempre jogaram no time dos patrões. A luta tem que ser organizada pelos trabalhadores, por aqueles que de fato querem impedir que os Correios sejam privatizado e que milhares de funcionários percam seus empregos. Não podemos permitir, como pretende o governo e a burocracia sindical, que a privatização seja imposta goela abaixo da categoria sem que haja qualquer luta.
Os trabalhadores dos Correios devem se organizar em um movimento unitário, que agregue todos os trabalhadores ecetistas, em todos os estados e em cada local de trabalho. Apenas dessa forma, por meio da organização e unidade da categoria é que a privatização conseguirá ser impedida.
A luta e a mobilização dos trabalhadores são a única linguem que os patrões conhecem, por isso os ecetistas devem tomar todas as medidas, inclusive as mais radicalizadas, para impedir na pratica que esse ataque brutal do governo do PT sejam barrado.
Essa é a tarefa central do movimento nesse momento e esse é o objetivo da Plenária Nacional da Oposição, ou seja, organizar a luta cotidiana nos setores de trabalho para impedir o avanço da privatização da maior empresa estatal em número de funcionários.
Nesse sentido, a Corrente Ecetistas em Luta, faz um chamado ao rompimento com os bloqueios que a burocracia sindical está impondo para que não haja uma luta efetiva contra esse que é um dos maiores ataques contra a classe operária de todo o Brasil. Está na ordem do dia organizar uma oposição nacional que, por um lado organize a luta real contra os ataques dos governos e dos patrões, e por outro, mobilize a categoria contra as traições promovidas pelo Bando dos Quatro (PT-PCdoB-PSTU-Psol).
O primeiro passo para que essa luta seja vitoriosa é organizar nacionalmente uma greve forte, unificada, para o próximo dia 14. 
- Greve geral da categoria contra privatização da ECT, por 74% de reajuste, pela imediata contratação dos concursados; 
- Campanha nos Correios e junto a toda a população trabalhadora contra a Privatização dos Correios, abaixo a política de privatização do Governo Dilma Rousseff do PT-PMDB e PCdoB através da Medida Provisória 532; 
- Contratação de mais de 35 mil novos ecetistas por concurso público sem a farsa do teste de aptidão; 
- Fim do trabalho nos finais de semana, com a incorporação dos 15% aos salários de todos os trabalhadores; 
- Jornada de 35 horas semanais; sem redução dos salários; 
- Fim do excesso de serviço com redistritamento dos setores feito pelos próprios trabalhadores;
- Não à retirada do convênio médico dos trabalhadores do Correio, decisão que a empresa vem colocando em prática, através da restrição de guias médicas, do cancelamento de hospitais e clínicas conveniadas e das limitações para realização de exames e cirurgias.

Senadores autorizam privatização do Correio...sem sequer votar, atacando 110 mil trabalhadores através do acordo de líderes dos partidos

Um ataque aos ecetistas e a toda população Na noite da última quarta-feira, 31, o Senado Federal aprovou com uma votação simbólica a privatização da maior estatal brasileira em número de funcionários. Para entrar em vigor a medida só precisa da sanção presidencial

A conclusão da votação do projeto que privatiza os Correios, abrindo o capital da empresa para os especuladores imperialistas, ocorreu no dia 31 de agosto. Para aprovar este ataque contra os quase 110 mil trabalhadores da empresa e todos os cidadãos brasileiros, o governo Dilma Rousseff aplicou vários golpes.
Em primeiro lugar, colocou o projeto de privatização no mesmo texto que tratava de regras para a fiscalização de biocombustíveis. Temas sem nenhuma relação.
O objetivo era fazer com que a privatização não ganhasse destaque e, desta forma, ajudasse o ocultamento do projeto pela imprensa capitalista.
Em segundo lugar, o Projeto de Lei de Conversão (nome que a Medida Provisória 532 ganhou no Senado) foi aprovada em tempo recorde. Chegou ao Senado no dia 25 de agosto e, em menos de uma semana, no dia 31, já estava aprovada.
Mas não parou por aí. Por fim, os senadores realizaram apenas uma votação simbólica sobre o tema. O procedimento adotado foi o seguinte: primeiro, foi realizada uma votação sobre os pressupostos constitucionais do projeto de Lei de Conversão (PLV); um método adotado para verificar se a medida tem “relevância” e “urgência”, uma necessidade para uma Medida Provisória que chega ao Senado ser submetida à votação.
Nesta votação, foi aprovado que o PLV possuía pressupostos constitucionais. Depois disso, foi realizada uma votação simbólica onde apenas os líderes das bancadas se manifestaram. O resultado foi a aprovação do projeto que privatiza os Correios às escondidas, sem que a população que votou nos senadores soubessem o posicionamento destes sobre a questão. Ou seja, não é um regime político onde a população controla o governo, mas um sistema onde o governo age em defesa de uma minoria e contra os interesses da maioria.
Toda esta manobra foi realizada porque o governo Dilma Rousseff e os capitalistas sabem da impopularidade das privatizações, em particular da empresa dos Correios. Uma estatal presente em todos os municípios brasileiros e utilizados por praticamente toda a população.
A manobra também revela a política do Bando dos Quatro de colaboração com a privatização. Durante todo este processo, PCdoB-PT-Psol-PSTU ou negaram que havia a intenção de privatização ou chamaram os trabalhadores a depositarem suas confianças nos deputados e senadores, pois o projeto supostamente poderia ser barrado no Congresso Nacional. Desta forma, colocaram nas mãos das bancadas do DEM e do PSDB, aqueles que promoveram a maior onda de privatizações que o país já assistiu, a missão de barrar a privatização. Uma enorme traição aos trabalhadores, pois esta política foi uma das justificativas para boicotarem as campanhas em defesa das reivindicações dos trabalhadores, como as campanhas salariais e contra a privatização.
Um balanço político da traição do Bando dos Quatro, um complemento do golpe do governo, deve servir como base para as futuras ações da categoria ecetista e, de uma forma mais ampla, para a luta contra as privatizações que o governo Dilma pretende colocar em prática no próximo período.
Ao contrário do que defende a burocracia sindical, a luta contra a privatização não acabou. Para entregar os Correios aos capitalistas será preciso aplicar na empresa as medidas para prepará-la para os especuladores lucrarem com os serviços oferecidos. Entre estas medidas estão a terceirização, demissões de milhares de trabalhadores, sucateamento da empresa etc.
Neste sentido, é preciso continuar a campanha e a luta contra a privatização dos Correios mobilizando toda a categoria e a população contra mais este ataque do governo do PT.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A toque de caixa: privatização dos Correios é aprovada pelo Senado

Com uma votação folgada, de 43 a favor e 12 contra, a Medida Provisória que privatiza os correios foi aprovada no Senado... apesar de todo “esforço”do Bando dos Quatro (PT-PCdoB-PSTU-Psol) para ‘convencer” os sensíveis senadores


O Senado Federal votou na tarde da última quarta-feira, 31, o Projeto de Lei de Conversão (novo nome dado à Medida Provisória nº 532), que modifica a estrutura da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), para privatizar os Correios, entregando a maior estatal em número de funcionários para os capitalistas internacionais.
A votação da privatização dos Correios no Senado, assim como aconteceu com a votação na Câmara dos Deputados, foi feita a toque de caixa. O próprio relator do projeto, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), afirmou pouco antes de começar a leitura do documento que não “se considera um relator-revisor”, uma vez que o projeto chegou a suas mãos no dia 30, para uma suposta “análise” e já foi encaminhado para votação no plenário no dia seguinte, evidenciando o desespero dos parlamentares, principalmente do PT, PMDB e PCdoB, para votar a privatização a qualquer custo.
A Medida Provisória que privatização dos Correios passou, como era de se esperar, com grande folga, uma vez que o Senado Federal é controlado praticamente pela bancada do governo. A votação terminou com 43 votos favoráveis a privatização e 12 contrários e nenhuma abstenção. Ou seja, dos 55 parlamentares presentes na votação, 78% votaram a favor da privatização.
Para entrar em vigor a MP precisa ser sancionada pela presidenta Dilma Rousseff, a pessoa que foi responsável pelo projeto enquanto ocupava o cargo de ministra do governo Lula.
Como se vê, a privatização dos Correios está sendo articulada com urgência pela burguesia, principalmente pelo medo do aumento da mobilização da categoria, que possui uma visível tendência de lutas e que ainda não se concretizou em uma greve forte e radicalizada por conta da atuação pelega e traidora do Bando dos Quatro (PT-PCdoB-PSTU-Psol). 

Bando dos Quatro (PT-PCdoB-PSTU-Psol) os meninos de recado da empresa e dos capitalistas 

A disposição dos trabalhadores para lutar contra a privatização dos Correios é notória. Em todos os setores de trabalho a discussão é uma só: a greve é inevitável.
Todos os 110 mil funcionários da ECT têm claro que não dá para ficar mais um ano sem reajuste salarial. O acordo bianual, assinado pelo Bando dos Quatro, foi um duro golpe contra a categoria, que não irá aceitar essa manobra novamente.
No caso da privatização dos Correios a disposição da categoria de lutar é ainda maior. Todos os trabalhadores sabem dos malefícios causados por uma privatização, que entre outras coisas, significa demissão em massa, terceirização do quadro de funcionários, perda de direitos, rebaixamento salarial etc.
O que, no entanto, os trabalhadores precisam ter claro é que toda essa tendência de luta não se concretizou em ações por conta do sistemático boicote da burocracia sindical, cuja função é exatamente essa: frear a mobilização dos trabalhadores.
No caso dos Correios a atuação do Bando dos Quatro para tentar impedir a luta dos trabalhadores é escandalosa. PT, PCdoB, PSTU e Psol se reuniram para minar qualquer tentativa de mobilização da categoria.
A Medida Provisória, por exemplo, foi ocultada dos trabalhadores até o último momento, quando a mesma já estava para ser votada pelos deputados. Quando finalmente tornou-se publico que a privatização estava para ser votada, ao invés de organizar os trabalhadores nos locais de trabalho, mobilizar a categoria para uma ampla greve com ocupações, a única forma que poderia barrar o avanço da privatização, a política adotada pela maioria da Fentect e pela federação anã do PSTU foi a de fazer aliança com a direita do Congresso Nacional. Trocaram a luta de quase 110 mil funcionários pela ida de meia dúzia de sindicalistas à Brasília para fazer turismos na cidade.
Depois de esta aberração ser amplamente denunciada, em grande medida graças à atuação da Corrente Ecetistas em Luta, o Bando dos Quatro se reuniu novamente para tentar impedir a greve unificada da categoria que estava marcada para o dia 14. 

Bando dos Quatro monta operação de desmonte da greve

Todo mundo sabe que pelo fato de os Correios ser uma empresa nacional, as greves dos trabalhadores só conseguem algum resultado quando se organiza uma mobilização unificada, em todos os estados. Ou seja, a greve geral unificada é a única arma que os trabalhadores possuem para reivindicar suas pautas.
Neste ano, não por acaso, o Bando dos Quatro resolveu tentar impedir a realização da greve unificada e dividir a greve por estado, passando por cima da data unificada do dia 14. Ou seja, no ano em que está para acontecer um das maiores greve dos Correios, a burocracia se unifica para que não exista uma data conjunta, o que enfraquece a mobilização e acaba com o poder de barganha dos trabalhadores. Que empresa dará aumento aos trabalhadores ou atenderá qualquer reivindicação quando a mesma percebe que a categoria está desunida e sem força? A resposta é muito simples: nenhuma.
A burocracia sabe perfeitamente disso e é juntamente por esse motivo que o Bando dos Quatro montou esse esquema criminoso de desmonte da greve, para trair mais uma vez os trabalhadores.
A categoria não pode aceitar esses ataques. É preciso organizar uma ampla mobilização de forma independente dos patrões e daqueles que serve de menino de recado dos interesses do governo. Greve geral unificada no dia 14 com ocupações. 

- Campanha nos Correios e junto a toda a população trabalhadora contra a Privatização dos Correios, com a denúncia dos nomes e fotografias dos carrascos dos trabalhadores do Correio que votaram a favor da privatização do Governo Dilma Rousseff do PT-PMDB e PCdoB; 
- Greve geral da categoria contra privatização da ECT, por 74% de reajuste, pela imediata contratação dos concursados; 
- Contratação de mais de 35 mil novos ecetistas por concurso público sem a farsa do teste de aptidão; 
- Fim do trabalho nos finais de semana, com a incorporação dos 15% aos salários de todos os trabalhadores; 
- Jornada de 35 horas semanais; sem redução dos salários; 
- Fim do excesso de serviço com redistritamento dos setores feito pelos próprios trabalhadores; 
- Não à retirada do convênio médico dos trabalhadores do Correio, decisão que a empresa vem colocando em prática, através da restrição de guias médicas, do cancelamento de hospitais e clínicas conveniadas e das limitações para realização de exames e cirurgias; 
- Plenária nacional da oposição classista e de luta dia 3 de setembro em São Paulo.