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domingo, 2 de outubro de 2011

Comando não faz ampla divulgação do ato, pois não quer que trabalhadores se mobilizem

Depois de ser obrigado a convocar o ato, já que a pressão dos trabalhadores era imensa, a burocracia esta jogando contra a atividade, tentando desorganizar os trabalhadores para que os mesmos não participem da atividade, o que fortaleceria o movimento

Apesar de o Comando de Negociações da Fentect, composto pelo Bando dos Quatro (PT-PCdoB-PSTU-Psol) ter convocado o ato unificado de campanha salarial em Brasília para a próxima terça-feira, 4, nenhuma medida está sendo tomada para que a atividade seja vitoriosa, ou seja, reúna milhares de trabalhadores para pressionar o governo e empresa.
A única medida que o Comando de Negociações tomou foi mandar um e-mail convocado os sindicatos a realizarem a atividade, não há, no entanto, nenhuma iniciativa para convocar efetivamente a atividade.
O Comando não lançou um único panfleto, não há metas de trabalhadores a serem levados, não existe cartaz convocado o ato unificado, adesivos, ou seja, absolutamente nada. Nem mesmo na internete há uma única palavra convocando ou mesmo mencionando o ato, seja de PT, PCdoB ou PSTU. O Bando dos Quatro quer colocar uma cortina de silêncio em torno do ato.
Na base da categoria, a única divulgação que se teve foi alguns minutinhos de falação no carro de som afirmando que na próxima terça-feira, 4, havia uma ato. Essa “divulgação”, como se viu no Rio de Janeiro e em São Paulo (principais sindicatos da categoria) foi logo na sequencia bloqueada pelo fato de o PCdoB, que controla as duas entidades, anunciar que o iria colocar apenas um ônibus a disposição dos trabalhadores em cada uma dela, um ataque aberto à luta da categoria. Ou seja, o ato já está sendo abertamente boicotado e a burocracia sindical já definiu que os trabalhadores não devem comparecer massivamente à atividade.
O fato de não haver nenhuma convocação para essa que deveria ser a principal atividade da greve, já que vai reunir em um único local os trabalhadores de todos os estados, demonstra que o objetivo da burocracia é fazer com que a atividade não passe de um teatro, uma encenação que o Bando dos Quatro (PT-PCdoB-PSTU-Psol) está sendo obrigado a fazer diante da enorme pressão dos trabalhadores, que estão dispostos a lutar até a vitória da greve.
O ato unificado da categoria não está sendo convocado porque os sindicalistas ligados ao PT, PCdoB, PSTU e Psol não querem que os trabalhadores se mobilizem, não quer que a categoria amplie sua luta e que parta para uma ofensiva contra os ataques do governo e da empresa.
A categoria não podem aceitar essas manobras. É preciso levar mais de 10 mil trabalhadores para Brasília como forma de pressionar o governo e a empresa. Apenas a unidade da categoria garantirá a vitória dos trabalhadores.
Todos a Brasília na próxima terça-feira, 4!
Ato unificado dos trabalhadores dos Correios para combater os ataques do governo!
Greve até a vitória!

Para evitar luta real... Sindicato do RJ, dirigido pelo PCdoB, quer mandar apenas um ônibus para o ato unificado

Em completa oposição aos interesses dos trabalhadores, o Sintect-RJ propôs em assembleia enviar apenas um ônibus para o ato, isso quando mais de 200 trabalhadores deram o nome para participar da atividade, o que mostra que a burocracia está tentando de todas as formas boicotar o ato unificado da campanha salarial

A burocracia está tentando de todas as formas evitar a mobilização dos trabalhadores e, principalmente, evitar uma atividade unificada da categoria, justamente porque o objetivo não é organizar a luta dos trabalhadores e sim enfraquecer o movimento para que o governo e a empresa saiam vitoriosos.
É por isso que em quase três semanas de greve nenhuma atividade nacional foi organizada pela burocracia sindical, apesar de a categoria ecetistas ser nacional, não só isso, nem mesmo as atividades corriqueiras da greve como os piquetes, estão sendo organizadas.
No caso do ato unificado da campanha salarial, que depois de muita pressão foi convocada para a próxima terça-feira, 4, essa política de traição fica ainda mais evidente. Apesar de atividade ter sido convocada, o objetivo da burocracia é impedir a organização efetiva da mesma. No Rio de Janeiro, por exemplo, a diretoria do sindicato, controlado pelo PCdoB, apresentou em assembleia a proposta de levar apenas um ônibus para Brasília, isso apesar de mais de 200 trabalhadores terem dado seus nomes para a lista do ônibus.
Ou seja, ao invés de incentivar a participação da categoria, é evidente que o truque é colocar o mínimo de trabalhadores possível, transformado a atividade que poderia ser massiva, em um ato com meia dúzia de sindicalistas e algumas dezenas de trabalhadores. O fato de o Sintect-RJ, controlado pelo PCdoB, querer levar apenas o mínimo possível de pessoas, deixando inclusive para trás centenas de trabalhadores que de imediato já demostraram interesse em participar da atividade, não deixa duvidas quanto ao fato de que a política adotada pela burocracia vai ser a de tentar de todas as formas minar a atividade. Levar um único ônibus para um dos sindicatos mais importantes da categoria seria ridículo, se não fosse claro que se trata de uma traição descarada.
A categoria, e em especial os trabalhadores do Rio de Janeiro, devem exigir que o sindicato coloque a disposição dos trabalhadores a quantidade de ônibus que for necessário, para que todos que estejam interessados em participar da atividade possam ir. O dinheiro do sindicato é dos trabalhadores, e deve ser utilizado com os mesmos.
Todos a Brasília na próxima terça-feira, 4, para o ato unificado da campanha salarial!
Greve até a vitória!

Traição: principal sindicato da categoria, Sintect-SP, dirigido pelo PCdoB, quer enviar apenas um ônibus para Brasília

Para tentar evitar a mobilização dos trabalhadores e mais ainda, a unificação da categoria, o PCdoB está tentando evitar que o ato unificado, que será realizado em Brasília na próxima terça-feira, 4, seja uma atividade vitoriosa, que coloque dezenas de milhares de trabalhadores nas ruas para luta contra o governo e a empresa

Em mais uma demonstração do caráter direitista e patronal dos pelegos do Sintect-SP e dos seus aliados,dirigente do principal sindicato dos trabalhadores dos Correios, anunciou que pretende levar apenas um ônibus para o ato unificado da campanha salarial dos Correios, que será realizado na próxima terça-feira, 4, em Brasília
A atividade, que já vem sendo adiada há semanas pelo Bando dos Quatro (PT-PCdoB-PSTU-Psol), só foi finalmente convocada depois de muita pressão por parte dos trabalhadores, que entenderam a necessidade de organizar uma atividade unificada, uma vez que a categoria é nacional. O que, no entanto, se vê agora é toda uma campanha dos sindicalistas para que o ato unificado não seja uma atividade central, ou seja, que não passe de uma atividade esvaziada e que não seja capaz de colocar o governo da defensiva.
É uma vergonha que o maior sindicato do País, o sindicato que possui a maior arrecadação, disponibilize apenas um ônibus para organizar uma atividade nacional da categoria. (Afinal, onde anda todo esse dinheiro?) A atividade deve colocar mais de 10 mil trabalhadores, vindo de vários estados, nas ruas de Brasília. É preciso mais do que nunca aumentar a pressão e a mobilização da categoria contra o governo e a empresa, que visivelmente estão jogando junto com a burocracia sindical para tentar esfriar a mobilização e fazer com que a greve termine por conta própria.
A tentativa do PCdoB de boicotar a atividade, uma vez que não existe nenhuma convocação efetiva, pelo contrário, estão tentando desanimar os trabalhadores que querem participar do ato unificado, é uma demonstração de que o interesse desses sindicalistas vendidos é o de facilitar a vida do governo e da empresa, que estão jogando duro contra os trabalhadores, facilitando inclusive a privatização dos Correios.
A greve está extremamente forte e é justamente por isso que os patrões não querem que a categoria se unifique, pois a unidade da categoria levará inevitavelmente à vitória da greve. O boicote do Bando dos Quatro ao ato unificado da campanha salarial é uma jogada para favorecer a empresa. É uma forma de manter a greve fria, sem grande mobilização, para fazer com que o governo ganhe pelo cansaço.
A resposta da categoria a mais essa traição deve ser o aumento da mobilização. A categoria tem que organizar a sua luta de forma independente da burocracia sindical, passando por cima de todas as manobras e empecilhos que estão sendo colocados por aqueles que estão jogando do lado da empresa. Os trabalhadores de São Paulo devem exigir que o sindicato coloque ônibus a disposição dos trabalhadores, dezenas de ônibus se for preciso. É preciso dar um basta nessa política criminosa de cozinhar a greve em banho-maria.

Distrito Federal: trabalhadores dos Correios aprovam continuação da greve

Mesmo com as manobras do Sintect-DF para desmobilizar os trabalhadores, categoria segue firme e mantém paralisação

No dia seguinte ao grande ato nacional que aconteceu nessa quinta-feira, dia 29, a cena em frente ao Ed. Sede dos Correios em Brasília era bem diferente. Nenhum piquete, agência e portas do prédio abertas.
Na noite da mesma quinta-feira, a direção dos Correios conseguiu um interdito proibitório, uma decisão judicial que tem sido muito utilizada contra greves e piquetes porque visa impedir ações que supostamente ameacem o “patrimônio”. Nesse caso, o piquete. É uma decisão ditatorial da justiça contra a classe operária. Por que no entendimento da justiça patronal, os trabalhadores que estão lutando por condições de trabalho, salário e principalmente contra o sucateamento da empresa e sua privatização são uma “ameaça”, e precisam ser impedidos. Os corruptos e ladrões não são ameaça.
Foi a desculpa que faltava a diretoria do Sintect-DF tentar justificar sua completa falta de iniciativa para mobilização dos trabalhadores e atividades durante a greve.
Cedinho era possível ver na porta da empresa alguns carteiros que apareceram na expectativa de que alguma ação pudesse ser realizada em conjunto com os trabalhadores do setor administrativo, mas a presidenta do sindicato, Amanda do PCdoB convocou a assembléia apenas para 9h da manhã, horário que a maior parte do pessoal já entrou para trabalhar no Ed. Sede.
A desculpa para o horário tardio era que além da decisão judicial em favor da empresa, o dia anterior de intensa atividade teria sido muito cansativo. É que a burocracia sindical não está acostumada e nem tem disposição para uma verdadeira atividade de greve. Os trabalhadores responderam que mais cansativo era ficar no sol quente de Brasília, sem fazer nada, esperando ela subir no carro de som para fazer a assembléia.
Durante a assembléia, foi lida a proposta dos Correios para os trabalhadores em greve há mais de duas semanas, sem novidades. A empresa manteve a proposta de reajuste apenas em janeiro e aumentou a mixaria de 50 para outra mixaria, 80 reais de aumento. E um abono de R$ 500,00. Além de manter a proposta de desconto dos dias parados. A piada da vez é que a empresa querer descontar os dias parceladamente, um por mês.
Essa proposta já tinha sido insinuada pela empresa e rejeitada pelos trabalhadores no decorrer da semana.
De cima do carro de som, a presidenta do sindicato comentou o piquete do dia 29 e tentou mais uma vez fazer campanha contra a presença dos companheiros de Minas Gerais que estiveram no ato no dia anterior e permaneceram em Brasília.
Os trabalhadores que acompanharam toda a movimentação do piquete que apenas teve a repercussão e importância que teve por causa das delegações de fora do DF, e principalmente por causa do Sindicato de Minas Gerais, repudiaram a fala.
Amanda está tão desesperada com medo da ação dos trabalhadores que declarou coisas ainda mais absurdas. Ela aproveitou o comunicado do Comando de Negociação que falou do piquete como se tivesse sido coisa do Sintect-DF para dizer o seguinte disparate: o Sintect-MG deveria era fechar o prédio administrativo de Belo Horizonte, como foi feito em Brasília, como se em MG, ao contrário de Brasília, o sindicato não organizasse piquetes todos os dias. A loucura não podia ser maior. Primeiro porque foi o Sintect-MG que garantiu a paralisação dos Correios Central depois que os bancários saíram do piquete. Segundo porque a Corrente Ecetistas em Luta convocou o ato para Brasília justamente porque é na capital do país e no prédio central da empresa onde devem ser realizadas as principais atividades da greve.
Por mais que ações nas diversas regiões do país sejam importantes, nada se compara às ações realizadas em Brasília, e no Ed. Sede da empresa, onde está o Comando de Negociação e também a presidência dos Correios.
Essa compreensão é fundamental para qualquer pessoa minimamente interessada em levar adiante uma luta conseqüente em defesa das reivindicações dos trabalhadores. E por isso mesmo o comentário geral no dia seguinte do ato era: “na verdade tinha era de ter aproveitado a presença de Minas Gerais e parado a empresa por tempo indeterminado”.
A cada dia a presidenta do sindicato, Amanda do PCdoB vai cavando sua cova e se desmoralizando mais com os trabalhadores de base de Brasília. E a oposição amiga do PSTU-Conlutas segue o mesmo caminho, pois não defenderam os companheiros de fora e nem sequer denunciado a manobra do PCdoB. Mas agora que o Comando traidor está propondo o ato para a próxima terça-feira, está fazendo a maior propaganda da atividade.

Não aos golpes da burocracia sindical!
Greve até a vitória!

Chega de enrolação: Comando de negociação aceita o ato sob pressão, mas faz corpo mole para não organizar a luta

É evidente que a burocracia não quer convocar a atividade, tanto que não existe nenhuma campanha efetiva em torno do ato, que está marcado para daqui a dois dias. Os trabalhadores não podem aceitar mais esse ataque contra. É preciso aumentar a pressão contra aqueles que querem cozinhar a greve em banho-maria

O Comando de Negociação da Fentect foi obrigado a convocar, na última quarta-feira (28), o ato unificado da campanha salarial dos correios, que está marcada para acontecer na próxima terça-feira, 4, em Brasília.
Apesar de o Comando ter finalmente convocado o ato, o mesmo só foi programado depois de muita pressão. Isso só ocorreu pelo fato de a corrente Ecetistas em Luta em conjunto com o Sintect-MG ter organizado duas atividades em Brasília, mesmo com todo o boicote do Bando dos Quatro (PT-PCdoB-PSTU-Psol), que não participou de nenhum dos atos. A atividade, mesmo com a negativa de toda a burocracia, foi um verdadeiro sucesso e contou com o apoio massivo dos trabalhadores. A empresa, inclusive, foi obrigada a chamar uma nova negociação durante o ato realizado na quinta-feira (29).
Apesar de o Comando ter convocado o ato unificado, isso não significa de forma alguma que a burocracia queira realizar a atividade, pelo contrário. O que se vê é uma tentativa constante de impedir que o ato seja um sucesso. Apesar de o ato já ser na próxima semana, daqui a dois dias, não há nenhuma propaganda em torno da atividade. É como se a mesma nem mesmo fosse ocorrer.
O boicote de PT, PCdoB e PSTU é tão descarado que não há um único panfleto e mesmo na internet nem uma única palavra é dita a respeito do ato por nenhuma dessas correntes. Pensam que os trabalhadores dos correios são idiotas e nào vão perceber o boicote escancarado que estão fazendo para defender a Dna. Dilma Roussef e o Sr. Wagner Pinheiro de um grande protesto dos trabalhadores dos correios.
Tudo isso faz parte de uma jogada, onde a burocracia vai tentar dificultar ao máximo a participação dos trabalhadores, fazendo um teatro para que os mais inocentes acreditem que a atividade foi feita, mas que os trabalhadores que não quiseram participar e a atividade foi um fracasso, quando na verdade não há nenhum esforço para fazer um ato massivo, colocando milhares de trabalhadores em Brasília. Ao contrário, em várias assembleias impedem as pessoas de convocar o ato, chegando ao extremo das ameaças de violência física como aconteceu em S. Paulo ou aterrorizam os trabalhadores com falsas informações sobre o ato como ocorreu no Rio de Janeiro.