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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Perseguição do chefe Eduardo é implacável aos grevistas no CDD São Benedito

O chefe do CDD São Benedito continua mostrando suas garras e assediando abertamente os trabalhadores que participaram do movimento paredista
Os trabalhadores do CDD São Benedito estão sofrendo mais perseguições do pau mandado da direção regional que tenta intimidar os trabalhadores com o rebaixamento do GCR dos grevistas.  A direção do SINTECT-MG já denunciou várias vezes a política de repressão que representa o GCR, pois é uma avaliação totalmente subjetiva onde o chefe que avalia pode beneficiar ou prejudicar conforme ele bem entender. Somos totalmente contra este tipo de avaliação que só serve para reprimir o trabalhador para que este não lute pelos seus direitos.
No CDD São Benedito acontece exatamente desse jeito. O chefe assedia os trabalhadores para que eles não se levantem e lutem  contra toda a opressão que está colocada dentro da ECT a nível nacional e em especial dentro deste setor. O caso é que o pau mandado abertamente beneficia os que fazem parte de sua "panelinha" acobertando os seus comparsas nas mais diversas situações, enquanto aplica punições indiscriminadas aos participantes do movimento e que não aceitam os seus mandos e desmandos.
Não é segredo para ninguém que este chefe está de marcação com os trabalhadores que participam das atividades do Sindicato e que estão na linha de frente da luta dentro deste setor. A intenção de prejudicar é clara, pois desde que acabou a greve o chefe vem aplicando SID's  (advertências) nos trabalhadores que estiveram na greve, inclusive advertências sem nenhum fundamento.
A diretoria do Sindicato não vai permitir esta situação e chama todos os trabalhadores deste setor a se organizarem e lutar contra a repressão . 

- Chega de perseguição aos trabalhadores grevistas
- Fora chefe repressor!

Empresa é condenada a devolver o salário tomado dos trabalhadores

Em 2011, o governo português cortou 5% dos salários de servidores e funcionários de empresas estatais, como parte dos ataques contra os trabalhadores previstos no plano de austeridade no País, do qual fazem parte as privatizações
Os correios de Portugal, CTT, foram obrigados a devolver o salário cortado dos trabalhadores. A decisão foi tomada pelo Tribunal do Trabalho de Lisboa que obriga a empresa a devolver o valor cortado em 1o de janeiro de 2011, acrescido de juros de mora legais.
O tribunal acatou o pedido do Sindicato Democrático dos Trabalhadores das Comunicações de Portugal. Os CTT afirmaram que irão recorrer da decisão em instância superior, enquanto isso, os trabalhadores continuam sem receber o que lhes foi tomado.
O mais interessante de toda a história são os motivos pelos quais o governo Português decidiu cortar os salários dos servidores. Vale lembrar que a empresa de correios portuguesa é estatal... por enquanto.
Foram cortados em média 5% dos salários dos funcionários do setor estatal  no governo do então primeiro-ministro José Sócrates, como uma medida para o Orçamento de 2011.
Em setembro, o chamado Tribunal Constitucional (TC) de Portugal havia decretado que o corte salarial aos servidores públicos não era arbitrário, uma decisão claramente feita para favorecer o governo e os interesses dos banqueiros europeus que prepararam os maiores ataques aos trabalhadores portugueses através do plano de austeridade para o País.

Plano de austeridade

No pacote de austeridade português, a privatização dos correios está entre as principais exigências dos bancos europeus. O que querem os banqueiros é lucrar à custa da devastação da economia portuguesa, considerada uma das mais críticas em meio à crise europeia. Para isso, é necessário espoliar até o fundo dos ossos os trabalhadores do País.
O corte nos salários dos trabalhadores é parte do plano de austeridade do qual faz parte a privatização dos correios (CTT) e que está em marcha em Portugal. Uma série de empresas serão privatizadas em diversas áreas, como transporte, comunicação, energia e saneamento.
Estão sendo cortados postos de serviço e de trabalho. Dá para ver que a privatização representa um ataque sem precedentes aos trabalhadores da empresa, por todos os flancos: salários, direitos e a manutenção dos empregos.

Como no Brasil... privatização

Não é coincidência que no Brasil o termo Sociedade Anônima tem aparecido com tanta frequência quando se fala em Correios. Em Portugal, em 1992, os CTT foram transformados em uma S.A. o que com certeza foi um caminho para facilitar a privatização definitiva da empresa. Em 2009, durante o governo Lula, o então Ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), a então Ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT) e o então ministro do Planejamento, Paulo Bernardo (PT), sentaram à mesa para discutir a transformação da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) em Correios do Brasil S.A. Elaboram um projeto que foi inclusive mandado para o Congresso no início de 2010. Nota: Dilma Rousseff é hoje presidenta do País e Paulo Bernardo é hoje o próprio Ministro das Comunicações e Hélio Costa foi candidato ao governo de Minas Gerais apoiado por PT e PCdoB.
Nunca é demais lembrar também que o primeiro a falar em S.A. para a ECT foi a privatizador FHC, ainda em 1999.
O governo Brasileiro, apesar de toda a propaganda de que o País estaria imune à crise, está adotando medidas no mesmo sentido do plano de austeridade dos países europeus, entre eles o corte no orçamento de R$ 50 bilhões no início de 2011 e as privatizações. A Infraero (Empresa Brasileira de Estrutura Aeroportuária) está em pleno processo de privatização e foi anunciada a privatização da Telebrás no meio do ano passado.
Os Correios entram nesse pacote, no entanto, como medo da reação popular, o governo decidiu esconder a venda da ECT por trás da aprovação do novo estatuto da empresa.
O documento do novo estatuto foi feito às costas dos trabalhadores e aprovado praticamente sem discussão no Congresso. Ali, apesar de não transformar abertamente a empresa em S.A., é bem claro o caminho aberto à entrada com força da iniciativa privada através da terceirização via empresas subsidiárias e da participação da ECT como sócia em empresas da inciativa privada. Além disso, todo o modelo de gestão da empresa foi transformado de acordo com a lei de sociedade anônima.

Privatizar é atacar os trabalhadores

O exemplo de Portugal deve servir de alerta aos trabalhadores brasileiros. A tendência de privatização dos serviços de correios é mundial. Além de Portugal, casos parecidos ao do Brasil, onde a privatização é chamada de “modernização” ou “restruturação”, podem ser vistos nos correios franceses, britânicos e norte-americanos.
As mudanças aprovadas pelo governo Dilma Rousseff, do PT, acompanham o mesmo movimento de venda do patrimônio nacional desses países.
Somente a luta dos trabalhadores desses países, em particular os ecetistas brasileiros, poderá frear esse roubo nacional que significa a privatização.

Chefe do CTC/BH mente para criar clima de confusão e terror no setor de trabalho

Diante dos vários assédios que os grevistas vem sofrendo por parte das chefias, um "pau mandado" da direção regional de nome Sidney está criando uma tremenda confusão, espalhando mentiras sobre o desconto no contracheques dos trabalhadores do CTC e piorando cada vez mais o clima organizacional dentro do setor
Como se não bastasse todos os golpes e mentiras esfarrapadas que a direção nacional  da ECT vem usando para tentar escravizar os trabalhadores obrigando-os a trabalharem em um ritmo alucinado para aumentar os lucros, aparece em destaque um "pau mandado" espalhando mentiras sobre o pagamento da PLR  e o desconto nos contracheques dos trabalhadores do CTC/BH.
Segundo o "pau mandado" Sidney o depósito a menor da PLR na conta dos trabalhadores do CTC/BH seria por causa da greve no dia 13. Ou seja, os trabalhadores de Minas que resistiram duramente ao absurdo ataque do judiciário brasileiro que se mostrou totalmente vendido ao governo federal e usou de seu expediente para passar por cima do direito de greve e outros direitos garantidos na CLT e na Constituição Federal, estariam sendo prejudicados por terem lutado neste dia. Segundo o pau mandado o desconto seria culpa de quem estava tentando resistir a este ataque mortal do governo e de um bando que ocupa cargos políticos dentro da ECT e no TST ( Tribunal Superior do Trabalho).
Os trabalhadores do setor em reunião com o Sindicato acertaram que não vão aceitar mais estas mentiras descabidas e pedem uma reunião com o chefe Sidney e a presença de representante do SINTECT-MG para ele explicar as declarações e provar o que vem espalhando no Complexo Operacional. Pois o Sindicato já pediu esclarecimentos da ECT/DR/MG através de documento formal(ofício) e a Empresa ainda não explicou a natureza do desconto promovido nos contracheques dos trabalhadores.  
A prova clara que o intuito deste chefe é só criar um clima de terror dentro do setor de trabalho é que a direção nacional dos Correios enviou um documento oficial  admitindo ter feito o desconto de forma  errada na PLR e que iria  promover um novo depósito para regularizar a situação. Este fato já demonstra que este chefe não sabe o que fala e quer só criar confusão no meio dos trabalhadores.

Do Desleixo ao caos: efetivo reduzido, excesso de trabalho e péssimas condições de trabalho

Os trabalhadores da AC/Aarão Reis trabalham com efetivo reduzido, horário de trabalho ampliado em meio a escorpiões e baratas.
A AC/Aarão Reis está num verdadeiro caos, os trabalhadores estão trabalhando com o efetivo reduzido precisando de pelo menos cinco outros funcionários para colocarem em ordem o excesso de serviço.
Esta situação leva os trabalhadores a um cansaço cada dia maior. Diferentemente de outras AC’s da ECT no País, os trabalhadores pegam serviço as 08h50min e encerram o expediente sempre após as 18h20min, tendo ainda o revezamento do trabalho aos sábados.
A AC/Aarão Reis encontra-se no “rolo” de obras “intermináveis”. Há poeira em tudo e em todos. Com isso, o próprio atendente comercial é obrigado a fazer a limpeza contínua do seu local de trabalho, isto por que há apenas uma profissional da área de limpeza para limpar toda a unidade, tarefa esta extremamente cansativa e penosa para esta única trabalhadora.
O teto da AC encontra-se em situação deplorável. A iluminação é inadequada precisando de reorganização da parte elétrica com ampliação dos pontos de luz e de conserto da luminária da expedição, pois a mesma está solta.
O ar condicionado da agência não funciona nunca e quando é ligado o barulho fica ensurdecedor e o ambiente fica com um odor de rato morto. O único ventilador que não está quebrado, não dá conta da ventilação do local. A caixa d’água não é limpa há muito tempo sendo que o trabalhador se vê forçado a comprar água, pois até o bebedouro que existia no primeiro piso foi retirado de lá.
Quando chove, há imenso vazamento d’água pelo espaço do ar condicionado, atrapalhando o serviço.
Os trabalhadores têm que conviver ainda com escorpiões, além de ratos e baratas.
A situação é tão precária, que sequer existe vestiário feminino para as trabalhadoras do setor. E para piorar a situação o sistema de senhas, do atendimento da agência, está estragado não se sabe desde quando, o que obriga os atendentes a ficarem gritando “o próximo, o próximo, o próximo...”, o dia inteiro.

Nada funciona...nem a CIPA

A CIPA do prédio não participa de nenhuma fiscalização nem reunião na agência.
Os trabalhadores exigem uma inspeção geral na AC/Aarão Reis e imediata resolução dos problemas existentes na unidade.
Para que os trabalhos tenham condições de funcionar a contento é preciso de:

- Uma verdadeira reforma em toda a agência, conserto do teto e de toda a parte elétrica com novas luminárias, pontos de luz, etc;
- Limpeza e manutenção da caixa d’água;
- Um bebedouro novo para a AC (no primeiro piso);
- Contratação de mais um profissional para garantir a limpeza necessária;
- Um vestiário feminino;
- Retirada do ar condicionado e fechamento do local do vazamento;
- Instalação de sete ventiladores na AC (um na expedição, um na sala a faturar, dois no salão e três no atendimento);
- Conserto imediato do sistema de senhas do atendimento;
- Visita mensal de representante da CIPA para reunião com os atendentes comerciais;
- Contratação de cinco outros trabalhadores para dar conta da demanda existente;
- Alteração do horário de entrada e saída dos trabalhadores tendo como início as 08h30min e término às 17h30min (e horários de café de 15 minutos, subdividindo a turma em dois grupos, bem como almoço de uma hora considerando-se a mesma subdivisão da turma já discutida pelos trabalhadores da AC/Aarão Reis);
- Condições organizativas preventivas a assaltos, dentre outros riscos;
- Fim do trabalho aos sábados.

Além dessas reivindicações, os trabalhadores requerem a visita, o mais urgente possível, do Diretor Regional, na unidade, para que o mesmo que também é Atendente Comercial comprove a precária situação da AC e para que ouça as opiniões e propostas diante dos próprios trabalhadores da AC/Aarão Reis.

Assédio moral e truculência em um dos principais CDD’s de Belo Horizonte

A unidade que deveria ter uma gestão exemplar, tem, na verdade é muita repressão aos trabalhadores

No CDD Belo Horizonte, estão acontecendo coisas bizarras.  A gerência do CDD BH está nas mãos do supervisor João Francisco o qual age com claras retaliações e todo tipo de perseguição às pessoas que não integram sua panelinha.
Fica claro que ou o gerente José Miguel deu carta branca ao supervisor João Francisco para fazer o quer na unidade a seu bel-prazer, pois ninguém é ingênuo o suficiente para achar que o gerente não sabe o que está acontecendo na unidade.
      O supervisor João Francisco coloca em primeiro lugar aspectos pessoais, além de procurar dividir os trabalhadores. A péssima administração do senhor João Francisco, vêm suscitando sentimentos de revolta e insatisfação cada vez maiores entre os trabalhadores do CDD BH. O chefete João Francisco age como se tivesse em suas mãos todo o poder, faz o que bem entende, é ignorante ao extremo, não aceita opinião de ninguém, realiza reuniões agressivas, com teor constrangedor, e deixa a clara sua política de retaliação a quem não se dobra aos seus desmandos. E o supervisor faz isso tudo com a carta branca do gerente José Miguel, conhecido por coagir e ameaçar funcionários.

Humilhação dos trabalhadores e favorecimento da panelinha

Este mesmo supervisor persegue algumas pessoas que chegam atrasadas, enquanto ignora outras,que, por fazerem parte de sua panelinha, escapam da retaliação. Mas a prática indigesta do supervisor não pára por aí, os trabalhadores não podem sequer ir ao banheiro,ou beber água que o supervisor João Francisco faz questão de ir atrás assediar o trabalhador com suas piadas impróprias.
Não é de admirar que a ECT/DR/MG conhecida por premiar chefes truculentos, treinados para humilhar os trabalhadores e criar um clima de terror para impedir que a categoria reivindique seus direitos,  coloque na gerência da unidade, que é considerada a mais importante do estado, alguém  odiado pelos trabalhadores. Na maioria das falas do supervisor João Francisco,consegue-se identificar um ar soberano,como se ele estivesse acima de tudo e de todos e a permissão que é dada a ele por parte da diretoria regional.
  O SINTECT-MG chama os trabalhadores do CDD BH a não aceitarem a ditadura imposta pela ECT através do supervisor João Francisco. Os trabalhadores devem junto ao sindicato organizar ação contra o assédio moral praticado pelo supervisor assediador e organizar a mobilização dentro do setor para conseguir nossas reivindicações.

Não à censura e repressão praticadas no CDD BH pela chefia;

Fora o chefe assediador, eleição da chefia pelos trabalhadores;

Afastamento já de todos os chefes que forem processados por assédio moral!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Um esquema do PT para o financiamento das eleições com o dinheiro da ECT

A direção dos Correios, através do convênio farmácia, vai distribuir mais de um milhão de reais por mês para a direção majoritária da Fentect em pleno ano eleitoral



No mês passado os Correios anunciaram, em seu informativo interno, O Primeira Hora, o contrato do Vale Drogaria assinado com a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios). O acordo garante aos trabalhadores descontos em medicamentos de até 60%, além de acesso facilitado à farmácia popular, com medicamentos gratuitos.
O Vale Drogaria apareceu pela primeira vez no acordo coletivo 2009-2011, no que ficou conhecido como acordo bianual, mas só agora está sendo colocado em prática pela ECT e a Fentect.
Segundo o novo Acordo Coletivo 2011/2012 imposto pelo TST, “a ECT ressarcirá aos empregados ativos, mediante modelo de comprovação a ser regulamentado, o valor gasto em medicamentos definidos em lista própria, até o limite de R$ 28,00 mensais”.
Em termos gerais, o Vale Drogaria funcionará da seguinte maneira: o trabalhador terá descontados os 28 reais da folha de pagamento que irão para o caixa da Fentect e a empresa ressarce imediatamente também na folha de pagamento o trabalhador no mesmo valor.

Um contrato milionário

Quem fará o contrato com a empresa de saúde responsável pelo convênio será a própria Fentect. Por isso, o dinheiro dos trabalhadores que aderirem ao convênio vai para o caixa da federação.
A adesão dos trabalhadores, sindicalizados ou não, se dará de maneira quase automática. Basta aceitar a carta com o cartão do Vale Drogaria enviado ao local de trabalho pela Fentect.
Como é possível verificar, o desconto vai funcionar como um espécie de contribuição mensal à Fentect, similar à uma “sindicalização”. A diferença é que todo o ônus será da empresa e não do trabalhador.
O contrato do Vale Drogaria é a transferência mensal de valor expressivo do caixa da empresa para o caixa da Fentect.
Se levarmos em conta que somente metade dos trabalhadores da ECT (cerca de 50 mil) aderirem, imediatamente, ao convênio – número que possivelmente será maior -, a Fentect receberá quase 1,5 milhão mensais diretamente da empresa. Se todos os trabalhadores aderissem, seriam cerca de 3 milhões transferidos dos cofres da ECT para os cofres da Fentect, todos os meses.

Caixa dois para as eleições

Basta fazer as contas para notar que é muita bondade da ECT para a Fentect, uma vez que a “mensalidade” paga à Fentect será totalmente gratuita, uma vez que os trabalhadores terão descontados em sua folha de pagamento cada centavo comprado em qualquer farmácia. Nesse caso, vale o ditado: “quando a esmola é demais o santo desconfia”. Por que tanto dinheiro?
O montante na casa dos milhões de reais e toda a propaganda conjunta entre empresa e Fentect para convencer os trabalhadores a aderirem a mais essa “conquista” chamam a atenção.
Todo mundo sabe que a direção da ECT, assim como qualquer outro patrão, não tem nenhum interesse em favorecer os trabalhadores, a não ser quando quem realmente vai ganhar com a operação seja a própria direção da empresa.
A distribuição de dinheiro via Vale Drogaria em pleno ano de eleições municipais tem apenas um sentido. A direção da ECT está utilizando o convênio como forma de caixa dois para a campanha eleitoral do PT nas cidades.
Não é à toa que a maior parte dos sindicatos do Bando dos Quatro (PT-PCdoB-PSTU-Psol) tem como única “crítica” ao convênio farmácia:  o fato de “não ter sido discutido com os sindicatos”, que significa simplesmente dizer que o dinheiro deveria estar sendo, também, pago a eles e não somente à Fentect.

Transferindo o lucro produzido pelos trabalhadores

Os Correios estiveram envolvidos nesses últimos anos, com destaque para os anos oito anos de governo do PT, em dezenas de casos de corrupção. O mais famoso foi o próprio mensalão, esquema de distribuição de dinheiro a Parlamentares, cujo objetivo, fica claro, era formar uma base para disputa das eleições municipais de 2004.
Depois de tanto escândalo, a direção da ECT e o PT estão prevenidos. A Fentect, também dominada pelo PT através do seu secretário-geral, José Rivaldo Talibã, que assinou juntamente com a secretária de finanças, Zélia “Ginsp”, do PCdoB o contrato, será a via da distribuição desse dinheiro da ECT pra a campanha eleitoral petista.
Os Correios são um foco de escândalos de corrupção porque são um importante cabo eleitoral, com presença em quase todos os municípios brasileiros. Até as eleições em outubro, se metade dos funcionários aderirem ao convênio drogaria, a Fentect vai acumular cerca de 10 milhões de reais.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Banco do Brasil conquista 30 mil novas contas em quatro dias de Banco Postal

O Banco Postal é um esquema de distribuição de dinheiro aos banqueiros, através da utilização de toda a estrutura dos Correios



Em apenas quatro dias operando o Banco Postal, o Banco do Brasil (BB) contabilizou 30 mil novas contas abertas a partir da parceria com os Correios. Não é à toa que o leilão que deu ao BB o direito de operar o Banco Postal ficou na caso do bilhão. O lance com o qual o Banco do Brasil saiu vitorioso foi de R$ 2,3 bilhões mais R$ 500 milhões desembolsados para pagar a rede de agências e R$ 350 por ano em tarifas das transações bancárias.
O Bradesco foi o primeiro operador do Banco Postal, de 2002 até o final do ano passado. Até 2010, dados publicados pelo banco mostraram que foram 10 milhões de contas somente com o Banco Postal. Apenas em 2010, o Bradesco obteve, segundo dados oficiais, R$ 820 milhões de lucro com a parceria com os Correios. Os quantias explicam porque a guerra bilionária entre os bancos para vencer a licitação, que foi em maio.
O Banco do Brasil vai operar o Banco Postal pelo menos pelos próximos cinco anos. Apenas no primeiro dia de funcionamento sob a administração do BB, foram movimentados R$ 44,1 milhões em transações. Com o Banco Postal, o BB ganha acesso a 6 mil agências dos Correios, espalhadas em 99% das cidades brasileiras.

A privatização na prática

O esquema do Banco Postal é mais uma face da privatização dos Correios, através do favorecimentos dos capitalistas. É nitidamente um esquema para distribuir dinheiro aos banqueiros. O Banco do Brasil, apesar de toda a propaganda do governo de que a parceria com a ECT seria com um banco “estatal” dessa vez, é uma Sociedade Anônima (S.A) na qual predominam os interesses econômicos dos capitalistas e especuladores internacionais.
Em 2005, o Bradesco foi alvo da CPI dos Correios e da Controladoria Geral da União, que apontaram favorecimento irregular do banco.
Além dos inúmeros esquemas de corrupção, os lucros dos banqueiros com o Banco Postal se dá principalmente através da exploração de toda a estrutura da ECT, inclusive dos trabalhadores ecetistas. No caso dos atendentes comerciais, as doenças advindas da superexploração só aumentaram, pois são obrigados a fazer o serviço de bancários ao mesmo tempo em que fazem o serviço dos Correios.
-    Não à privatização da ECT através da distribuição de dinheiro aos banqueiros;
-    Não ao cargo amplo. Trabalhador dos Correios não é bancário;