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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Participe da reunião preparatória para II Conferência da Corrente Ecetistas em Luta

 
Como parte da organização nacional para a realização da II Conferência Nacional da Corrente Ecetistas em Luta, estaremos realizando em Brasília uma reunião no próximo sábado, dia 13
A ideia é apresentar a corrente nacional que atua na categoria dos Correios há mais de 20 anos a fim familiarizar os trabalhadores do Distrito Federal e entorno com os debates que serão realizados na II Conferência Nacional, em São Paulo.

É preciso fazer um balanço da Campanha Salarial 2012/2013 e tirar as conclusões para superar os entraves que o movimento sindical dos Correios enfrenta todos os anos em suas lutas contra os ataques da empresa e do governo.

Em Brasília a organização de uma oposição de verdade ao Sintect-DF é condição fundamental para isso.

Chega de oposição amiga, que nas horas decisivas sobre no carro de som para defender as mesmas propostas que a direção do sindicato, como vimos Jaco Almeida, do PSTU/Conlutas, fazer nesta campanha salarial.

Convidamos todos os trabalhadores interessados em construir um verdadeiro movimento de oposição a ingressar nas fileiras da Corrente Ecetistas em Luta.

Entre em contato e confirme o local da reunião, que acontecerá neste sábado dia 13, às 16h.

Confirme também sua participação na II Conferência Nacional. Mais informações na internet: no blog olhovivoecetista.blogspot.com/ ou adicione Ecetistas em Luta como seu amigo no Facebook.

Por uma oposição de verdade ao Sintect-DF

 
É chegada a hora de organizar os trabalhadores em uma verdadeira oposição. Contra as mentiras e traições da direção do sindicato ligada à Articulação do PT e o oportunismo capitulador da oposição de fachada do PSTU/Conlutas
A direção do Sintect-DF boicotou deliberadamente a Campanha Salarial da categoria neste ano.

Não compareceu às negociações com a empresa; adiou a greve prevista inicialmente para ocorrer no dia 11 de setembro; não mobilizou os trabalhadores; rebaixou a pauta de reivindicação; e acabou com a greve apresentando os miseráveis 6,5% impostos pela ECT através do Tribunal Superior do Trabalho, como se fosse uma vitória.

O trabalho para derrotar a Campanha Salarial feito pela direção do Sintect-DF a serviço da empresa foi tão bem feito que trabalhadores que tradicionalmente participam do movimento este ano ou preferiram ficar em casa, ou sequer aderiram ao movimento paredista. A greve foi fraca e a quantidade de trabalhadores mobilizados que participaram das assembleias não chegou a 100.

A direção do Sintect-DF além de não mobilizar os trabalhadores escondeu a mobilização nacional. O maior exemplo foi o boicote aos atos nacionais. O Comando de Mobilização, do qual a Amanda Corcino (ex-PCdoB e atualmente filiada ao PT e membro da Articulação Sindical) faz parte, aprovou a realização de um ato nacional em Brasília no dia 24 de setembro, segunda-feira.

O Sintect-DF não apenas não convocou o ato, como marcou a assembleia apenas para as 16h da segunda-feira, dia do ato nacional que aconteceu pela manhã, como é tradicional.

O horário da assembleia também confirma que nem passa pela cabeça da presidenta realizar novo piquete para fechar as portas do prédio central e garantir a participação do setor administrativo no ato e na greve. Outra grande traição.

Mas a categoria já enxergou tudo isso. Tanto que nas assembleias o coro que se ouvia quando a Amanda pegava o microfone para falar era “Carminha, Carminha”.

Oposição de verdade para derrotar os pelegos e traidores

A principal dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da ECT no DF, Amanda Corcino (Artculação/PT), faz campanha declarada contra a presença de trabalhadores de outras bases sindicais em Brasília para impedir que atos de luta e mobilização como os que aconteceram na greve do ano passado se repitam.

Como se viu em 2011, a categoria do DF tem disposição para a luta. Fortalecida com a presença de trabalhadores de outros estados é capaz de superar as amarras da direção sindical pelega e realizar grandes feitos, como o fechamento do Ed. Sede da empresa.

A manifestação e piquete no Ed. Sede garantiu a paralisação de serviços fundamentais para a empresa, como a tecnologia. Foi esse ato que no ano passado garantiu a retomada das negociações pela ECT. E ele se deu à revelia da direção do sindicato de Brasília que queria encerrar o ato às 9h da manhã.

A presença e participação da categoria de Brasília é fundamental para o sucesso da Campanha Salarial. Porque aqui está a cúpula da empresa, do governo e do poder judiciário.

A Amanda “Carminha” não quer que a categoria de Brasília tenha contato com setores combativos do movimento sindical, seja dos Correios, seja de outras categorias. Porque ela não quer nenhuma oposição de verdade atuando contra os desmandos e traições da direção do Sintect-DF.

É por isso que ela ataca o Sintect-MG, o Boletim da Corrente Sindical Ecetistas em Luta e os militantes do Partido da Causa Operária-PCO, como o companheiro secretário geral da Fentect, Edson Dorta.

Para Amanda e a direção do Sintect-DF, oposição só se for como a que é feita pelo Jacó do PSTU/Conlutas. Só pode oposição de fachada, que acompanha as decisões do sindicato e com isso tem garantido o direito de falar no carro de som.

A este serviço de denúncia, esclarecimento e mobilização está dedicada a Corrente Sindical Ecetistas em Luta, do PCO, no Distrito Federal.

Por isso convidamos todos trabalhadores para a luta, independente do sindicato, organizando uma verdadeira oposição junto com a gente, na corrente Ecetistas em Luta. Para derrotar os desmandos e mentiras da direção sindical pelega, e desmascarar a oposição e fachada do PSTU/Conlutas que serve apenas para encobrir as traições das seguidas direções do Sintect-DF, desde Moises Leme (CTB/PCdoB) e Marcão (ex-PCdoB atual PT/MTC) a Amanda Corcino (ex-PCdoB, atual PT/Articulação Sindical).

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Pós-greve dos Correios

Começam os ataques aos trabalhadores nos setores


Na primeira semana depois da greve, a empresa mostra que quer repetir as retaliações do ano passado contra os grevistas.

A greve acabou e a direção dos Correios já colocou os chefes para assediar os grevistas. Durante a última semana, a primeira após a greve, os chefes começaram a fazer as convocações para a compensação dos dias parados. Estão vindo denúncias de retaliações de vários locais.

A ECT oi frustrada em sua tentativa de descontar os dias parados. Os trabalhadores viram que no dia do último pagamento o valor depositado pela empresa foi menor, mas devido à decisão do TST contrária ao desconto, no mesmo dia a ECT foi obrigada a depositar o restante dos salários.

Isso mostra que a direção da empresa está mal intencionada. O exemplo do ano passado não deixa dúvidas. Logo após a greve de 28 dias, houve uma série de retaliações. Houve casos de trabalhadores que perderam funções, que foram transferidos sem o consentimento, isso sem falar nas convocações para domingos e feriados desrespeitando o descanso semanal.

As retaliações foram tantas que o próprio SAP (Sistema de Avaliação de Produtividade) foi estabelecido pela empresa no pós greve.

Esse ano, muitos chefes começaram a pressionar os trabalhadores para a compensação, antes mesmo que saísse a certidão do julgamento do TST. É importante esclarecer que os trabalhadores tem seis meses para compensar os dias e não são obrigados a compensar, a única pena da não compensação seria o desconto dos dias parados. Porém, mesmo o desconto, também é algo que será contestado pelas organizações dos trabalhadores.

A decisão do TST, embora tenha sido menos pior do que no ano passado, continua sendo um ataque ao direito de greve do trabalhador. É importante dizer que a decisão do tribunal só não foi pior porque os trabalhadores foram contra a ditadura imposta no ano passado.

Os trabalhadores devem ficar de olho em qualquer tentativa dos chefes de perseguir os companheiros que fizeram a greve. Tudo o que acontecer nos setores deve ser relatado para a Fentect e para a corrente Ecetistas em Luta para que seja amplamente denunciado.

Voo tucano


PSTU impede greve metroviários



 Direção do Sindicato dos Metroviários de São Paulo impede greve da categoria na reta final das eleições, para evitar a desbarrancada da candidatura do PSDB em São Paulo.

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo, liderado pelo PSTU/Conlutas, mais uma vez impede os trabalhadores de iniciarem a greve.

Na assembleia da categoria realizada no ultimo dia 04, os sindicalistas do PSTU defenderam adiar a greve da categoria, quinta-feira (4/10), para 24 de outubro. A decisão foi estipulada pelos Juízes biônicos do TRT (Tribunal Regional do Trabalho).

Os trabalhadores estão revoltados com a intransigência da empresa que se recusa a atender as reivindicações de linearidade do pagamento da PR (Participação nos Resultados), uniformizar a jornada de 36h semanais, já que estas reinvindicações faziam parte do acordo do próprio TRT, utilizado pelo PSTU para acabar com a ultima greve da categoria

O principal argumento da direção do sindicato para evitar a greve é a eleição. O PSTU está adiando a greve para desmentir  “(...) a acusação mentirosa e oportunista da direção da empresa e do Governo do Estado de que estaria promovendo uma greve de caráter eleitoreiro” (http://www.metroviarios.org.br).

A direção do sindicato dos metroviários prestou mais um serviço ao PSDB. O PSTU apagou o fogo e sufocou a luta no momento em que o PSDB encontra-se completamente debilitado. A greve poderia colocar de joelhos o governo do PSDB e poderia arrancar todas as reivindicações. Desde o ano passado, o governo tucano vem atacando a categoria e atuando de maneira intransigente. Não aceita negociar nenhuma reivindicação dos trabalhadores, como a equiparação salarial, plano de saúde, readmissão dos grevistas de 2007.

A greve dos metroviários, marcada para o dia 4, estaria ocorrendo exatamente no momento decisivo da campanha eleitoral e serviria como mais um instrumento de pressão dos trabalhadores contra a empresa e o governo do PSDB.

Existe um enorme descontentamento da população do estado com sucessivos governos tucanos e seus ataques sistemáticos à população. Esta rejeição se expressa no terreno eleitoral. A greve dos metroviários poderia servir para liquidar de vez o PSDB em São Paulo por meio de uma mobilização dos trabalhadores, não por meio do restrito e controlado processo eleitoral.

O adiamento da greve em geral serve apenas aos interesses da empresa e do governo do PSDB. É uma farsa montada pela direção do PSTU que novamente traiu mais uma luta dos trabalhadores dos metrô.

Polícia Militar invade sete sedes regionais do Sindicato dos Bancários

Policiais Militares revistaram gavetas e arquivos na procura de supostos materiais de campanha contra o candidato do PSDB José Serra e apreenderam mais de 100 mil jornais do sindicato. Uma intervenção policial deste tipo em uma entidade sindical nunca foi vista desde a ditadura militar.

No último dia 5, oficiais de Justiça, acompanhados de policiais militares, com ordem para arrombamento em caso de  “necessidade” apreenderam mais de 100 mil exemplares do jornal “Folha Bancária” em sete sedes regionais do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

Eles revistaram gavetas e armários das sedes regionais a procura do jornal que trazia uma matéria na qual a diretoria do sindicato expressa sua opção política nas eleições. Na reportagem, o jornal mostrava o histórico dos candidatos a prefeito e a escolha da diretoria em votar no candidato do PT, Fernando Haddad.

A juíza Carla Themis Lagrotta Germano autorizou a invasão no sindicato alegando que a publicação viola o artigo 24 da legislação eleitoral, que proíbe os candidatos de receberem doações, inclusive na forma de “publicidade”, o que teria sido feito pelo sindicato, na opinião da mesma.

A expressão da opinião da diretoria do sindicato seria uma doação em forma de publicidade ao candidato do PT. Um completo absurdo.

O sindicato ainda foi obrigado a retirar a matéria da sua página na internet. A alegação de Serra na ação judicial contra o sindicato é que a matéria na página do mesmo “denegria sua imagem”.

O diretor do sindicato Paulo Salvador afirmou que “embora não tenham encontrado o material, eles fizeram questão de arrombar o armário. Não havia essa necessidade”, mostrando que se tratou de uma invasão policial.

A mesma lei que permite que multinacionais doem milhões para financiar centenas de candidatos, impede que um sindicato de trabalhadores tenha uma posição política.

Na prática, o que a juíza fez foi mandar o sindicato retirar o apoio a Fernando Haddad, uma vez que não se comprova que se trata de doação financeira, nem mesmo de caráter “publicitária”. O sindicato possui um jornal e sua diretoria tem direito de publicar sua opinião política.

A juíza faz isso contra um sindicato por apoiar o PT, enquanto é público e notório a campanha “publicitária” de diversos setores da Igreja a Celso Russomano e ao próprio Serra. No entanto, não houve invasão policial em nenhuma Igreja, nem apreensão de nenhum material.

A invasão policial a um sindicato de trabalhadores é uma ação que só foi vista durante a ditadura militar. Não se trata de uma ação normal da direita, esse processo pode levar a uma onda reacionária, à perseguição de sindicatos, de líderes de esquerda etc.

A direita tenta levantar a cabeça

Essa ação ocorre após uma ofensiva da direita por tentar evitar sua completa falência, que está sendo retratada nas eleições em São Paulo.

Os partidos de direita tentaram fazer do julgamento do “mensalão” um julgamento político para tentar alcançar algum dividendo eleitoral, mas fracassaram visivelmente. Ao mesmo tempo, a direita tem estimulado a censura, sob o pretexto de defender as mulheres, os negros e os homossexuais.

Nesse sentido, utilizando-se da mesma alegação que Serra usou nesse caso, a direita aplaude as campanhas para que filmes, músicas e livros sejam censurados por “denegrir” a imagem de mulheres, negros e homossexuais ou passar a imagem de que usar drogas e não trabalhar é uma coisa boa, como declarou o deputado do PCdoB, Protógenes Queiroz, que entrou com uma ação para evitar a exibição do filme “Ted”.

O problema dessa política encabeçada sobretudo pelo PT e acompanhada pela esquerda pequeno-burguesa é que ela concede maior poder ao estado para agir contra os cidadãos.

Como podemos ver nesse caso, uma legislação como essa que proíbe doações aos candidatos é utilizada pela direita contra as entidades de trabalhadores sob a alegação de que estas estariam financiando o candidato do PT. Enquanto é público e notório as doações suntuosas às campanhas dos partidos, tanto do PSDB como do PT, por multinacionais e grandes capitalistas. Essas doações são permitidas, a manifestação da opinião política da diretoria do sindicato, não.

Esse acontecimento é mais um exemplo de que as organizações em defesa dos trabalhadores, das mulheres, dos negros e dos homossexuais não devem lutar pela aprovação de leis que tornem crime uma opinião, uma manifestação ou qualquer coisa do gênero, porque se for aberto esse caminho, com certeza ele será utilizado pela direita contra as organizações populares.

sábado, 6 de outubro de 2012

Leia o Acórdão do TST

Leia a decisão do dissídio coletivo da Campanha Salarial da categoria dos Correios, publicada pelo do Tribunal Superior do Trabalho.

Clique no link para ler o documento em PDF: Acórdão do TST

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Participe da II Conferência Nacional da Corrente Ecetistas em Luta

Fortalecer a organização combativa e classista nos Correios
 
No dia 4 de novembro, em São Paulo, a corrente Ecetistas em Luta deve reunir trabalhadores de todo o País

No próximo dia 4 de novembro, a corrente Ecetistas em Luta vai realizar sua II Conferência Nacional. Passada a campanha salarial dos trabalhadores dos Correios, está na ordem do dia o balanço da greve e o fortalecimento de uma organização de base da categoria que possa enfrentar os ataques da empresa, de um lado, e as traições dos sindicalistas patronais do bloco (PT-PCdoB-PSTU), de outro.

A categoria ecetista tem mostrado sua disposição e tendência de luta. As derrotas e traições nas últimas campanhas salariais só foram possíveis porque a direção da ECT conta com os elementos patronais dentro dos sindicatos. São centenas de sindicalistas que ganharam cargos e privilégios para entregar a cabeça da categoria em uma bandeja para a empresa.

Esses elementos patronais dentro do movimento sindical servem para confundir a categoria e desviar os trabalhadores de sua luta contra a empresa. Esse papel ficou bem claro na atuação dos quatro sindicatos divisionistas nessa campanha salarial, na qual foram usados pela empresa para pressionar os trabalhadores a aceitar uma proposta rebaixada e para atacar a Fentect e o movimento nacional.

A experiência da luta dos trabalhadores dos Correios revela a importância de uma organização de trabalhadores para enfrentar os partidos que levam uma política em defesa dos interesses patronais. Daí a importância de fortalecer a corrente Ecetistas em Luta (PCO) em todo o País para impor uma política independente dos patrões. Essa é a tarefa central da II Conferência Nacional.

A vitória na Fentect do Movimento de Oposição ao Peleguismo, da qual a corrente Ecetistas em Luta teve importância central, foi o primeiro passo para colocar as organizações da categoria de acordo com os interesses da luta do trabalhador. Mas essa foi apenas o primeiro passo, é necessário fortalecer a organização combativa e classista dos trabalhadores para retomar os sindicatos como instrumentos de luta da categoria.

A Conferência será realizada em São Paulo, no dia 4 de novembro. Para participar entre em contato com os militantes da corrente Ecetistas em Luta, envie um e-mail para correios@pco.org.br ou ligue para (0xx11) 3637-3273 ou (0xx31)-3224-0752. No Facebook: http://www.facebook.com/#!/events/281238101988382/