A chapa 2 - Unidade pra valer, é a chapa de oposição contra o
divisionismo e as dezenas de traições do PSTU aos trabalhadores dos
Correios
Após anos de todos os tipos de traição contra os trabalhadores, o PSTU entrou
em uma verdadeira bancarrota política. O golpe final foi a desastrosa política
divisionista que tentou impor a qualquer custo aos sindicatos ligados a ele.
Divisionismo esse que foi seguido à risca pelo PCdoB/CTB, justamente os maiores
traidores da categoria.
O Sintect-VP é o último sindicato dos Correios com maioria de diretores
ligados ao PSTU. A pressão dos trabalhadores na base resultou na ruptura de uma
parte dos companheiros da diretoria, que não são membros do partido. Esses
companheiros, que hoje formam a chapa 2 nas eleições do sindicato, são a
expressão da luta dos trabalhadores contra a burocracia sindical e suas
traições.
PSTU: para sempre um anexo dos
traidores
A lista de traições é bem grande, por isso, vamos nos concentrar apenas em
algumas.
O PSTU tem sido o braço do PT e do PCdoB no movimento sindical dos Correios.
A antiga Fentect funcionava assim: o PT e o PCdoB decidiam uma política pelega e
contavam sempre com a ajuda do PSTU que fazia o papel de uma oposição amiga,
consentida. É o que ficou conhecido como Bando dos Quatro.
Mas tiveram casos em que o PSTU esteve à frente da traição. O mais importante
foi o PCCS 2008 da escravidão. O principal articulador da assinatura do PCCS
2008 foi o militante do PSTU de São Paulo, Ezequiel “Jacaré”. Ele liderou a
comissão de PCCS que assinou o documento de acordo com o que queria e ECT.
Isso abriu caminho para a terceirização, para as metas, instituiu o cargo
amplo, em suma, esse foi um importante golpe da empresa para privatizar os
Correios. Não é à toa que ficou conhecido como PCCS da Escravidão.
Na greve de 2008, o PSTU, junto com o PT e o PCdoB, assinou o acordo que
colocou fim à greve e estabeleceu o banco de horas. Os trabalhadores deveriam
pagar as horas paradas com horas-extras. Esse acordo é o embrião da compensação
dos dias que o TST impôs nas greves de 2011 e 2012: um verdadeiro ataque ao
direito de greve.
Em 2010, quando a oposição estava tentando se unir para derrotar os traidores
em São Paulo, o PSTU “preferiu” se juntar ao pai do acordo bianual, José Rivaldo
“Talibã” do PT para fazer uma chapa nas eleições de São Paulo. Garantindo a reelição do PCdoB na direção do sindicato.
Esse é o PSTU, que hoje tenta convencer os mais desavisados que seria
necessário dividir a categoria.
Traição nos
metalúrgicos
Não é só nos Correios que o PSTU leva adiante uma política pelega e traidora.
Em São José dos Campos, dentro do Sindicato dos Metalúrgicos, o PSTU/Conlutas
acaba de assinar um acordo com a GM que rebaixa os salários dos trabalhadores.
Diante da ameaça de demissão, o PSTU não quer a luta dos trabalhadores, prefere
rebaixar o salário, sem garantir o emprego de ninguém. Entregaram a cabeça dos
trabalhadores em uma bandeja.
Trabalhador dos Correios, cuidado: votar na chapa 1, do PSTU, é votar em quem
defende o seu rebaixamento salarial!
Traição nos
metroviários
Em São Paulo, no Sindicato dos Metroviários, o PSTU/Conlutas foi o
responsável por uma das maiores traições políticas. A categoria, há anos sem uma
greve e revoltada com o governo do PSDB, conseguiu aprovar uma greve geral,
apesar de todas as manobras contrárias do PSTU.
Imediatamente ao início da greve, começou na cidade uma série de protestos e
manifestações da população contra o governo. A situação política gerada pela
mobilização dos metroviários seria uma arma da categoria para exigir do governo
as suas reivindicações. Diante disso, a diretoria do sindicato, do
PSTU/Conlutas, mudou o horário da assembleia para o meio-dia para desmobilizar
os trabalhadores e encerrou a greve. A pauta de negociações sequer foi negociada
pelo governo. Uma profunda traição à luta dos trabalhadores.
Trabalhador dos Correios, cuidado: votar na chapa 1, do PSTU, é votar em quem
defende o seu rebaixamento salarial!
Traição nos químicos
No Sindicato dos Químicos de São José dos Campos, a política patronal do PSTU
chegou a extremo. Durante as eleições sindicais, membros do PSTU pediram a
demissão de companheiros da chapa adversária, que também era atual diretor do
sindicato.
Os companheiros eram trabalhadores da Johnson e Johnson e foram demitidos
pela empresa, mas conseguiram liminar revertendo a situação. O PSTU apresentou
documento pedindo que a justiça revertesse a situação e os companheiros foram
novamente demitidos.
Será necessário ensinar ao PSTU que
nunca se deve pedir a demissão de um trabalhador?
Traição e divisionismo também nos
Petroleiros
Assim como quer fazer na Fentect, o PSTU dividiu a categoria diante da luta contra a privatização da Petrobras. Saiu da FUP
(Federação Única dos Petroleiros) e criou um federação anã petroleira, que
reunia meia-dúzia de sindicatos, hoje esse número é menor ainda pois alguns
sindicatos retornaram para a FUP.
A federação anã petroleira nunca foi nada mais do que um anexo da própria
FUP. Tudo o que era decidido nos acordos entre FUP e empresas, a federação anã
do PSTU também era obrigada a assinar a acatar. Uma farsa, exatamente como
ocorreria no Correio.
Mas não é só isso, a federação anã do PSTU nos petroleiros assinou três
acordos bianuais na categoria.
Cuidado mais um vez, trabalhador: a chapa 1 também aprova acordo bianual.
Divisão nos
bancários
Nos bancários, o PSTU também quer dividir a categoria. O PSTU foi o
primeiro a defender mesas de negociações separadas por bancos. Esse golpe, que
foi adotado pelos patrões, dividiu a luta e enfraqueceu a categoria.
Os banqueiros adoraram a ideia do PSTU que também pensa em criar uma
federação anã nos bancários.
Traição e divisionismo nos
Correios
Depois de tanta traição, o PSTU/Conlutas tenta dividir os Correios.
Trata-se de um crime contra os trabalhadores para favorecer os patrões e a
burocracia sindical. Depois de toda a lista de traições em que esteve lado a
lado com o PT e o PCdoB – PCCS da escravidão, banco de horas, aliança com Talibã
– o discurso de que os trabalhadores deveriam romper com a Fentect porque esta
seria “traidora” é puro cinismo.
O que está por trás do divisionismo e da tentativa de formar a Federação Anã
não tem nada a ver com luta dos trabalhadores. O PSTU está atrás de dinheiro. Se conseguir formar cinco federações
nacionais, poderá legalizar a Conlutas e receber imposto sindical dado pelo
governo. É uma espécie de prêmio para aqueles que dividem o movimento dos
trabalhadores. Todo mundo sabe que a divisão enfraquece a luta e favorece os
patrões.
É isso o que significa a Federação Anã e a Conlutas para o PSTU: busca pelo
imposto sindical.
Nas eleições do Sintect-VP votar na chapa 2, contra os traidores e
divisionistas
A chapa de oposição formada pelos companheiros que romperam com a diretoria
do sindicato formada pelo PSTU é a chapa que representa os trabalhadores contra
todas as traições.
Votar chapa 2 é votar contra o divisionismo que todo mundo sabe é uma
política da empresa e do PCdoB para criar confusão e enfraquecer o movimento de
luta da categoria. Portanto, votar na chapa 2 – Unidade pra valer, é garantir a
união dos trabalhadores dos Correios em nível nacional e fortalecer a luta
contra os pelegos e traidores.
Mais importante ainda, votar na chapa 2 é unir os trabalhadores do Vale do
Paraíba aos demais companheiros na luta contra a direção da ECT e seus
representantes dentro do movimento sindical.
Nessas eleições, está claro, a chapa do patrão é a chapa 1, do PSTU, a chapa
do PCCS da escravidão, do banco de horas, do Talibã e dos divisionistas do
PCdoB.