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terça-feira, 5 de março de 2013

Por um amplo comando nacional de negociação da PLR

As negociações da PLR não podem ser o balcão de negócios como no passado


A direção da ECT anunciou que as negociações da PLR 2013 estão encerradas antes mesmo que pudesse ser negociada qualquer coisa com a Fentect. Na verdade, os Correios não querem negociar, como sempre.

O que a Comissão de negociação da empresa gostaria era que a Fentect fosse capacho da ECT e aceitasse todas as imposições contra os trabalhadores, como os critérios.

Era assim que funcionavam as negociações antes do Movimento de Oposição ao Peleguismo (MOPe) ganhar maioria na Fentect. Os traidores do PT e do PCdoB dominavam o comando de negociação da PLR, que era composto por apenas sete membros. Assim, a empresa comprava esses que deveriam representar os trabalhadores e os critérios eram aceitos, junto com um valor miserável de PLR, pago de maneira desigual.

Tudo o que a empresa quer é que a Fentect, como no passado, aceite todas essas imposições, aceite os critérios para transformar os trabalhadores em escravos, aceite que os trabalhadores recebam 500 reais enquanto a cúpula recebie5 mil, na melhor das hipóteses.

Por isso, o MOPe defende que as negociações da PLR sejam feitas por um comando nacional de negociações composto por um representante por sindicato, como aconteceu na campanha salarial. Não dá para manter a negociação da PLR como um balcão de negócios entre sindicalistas e a direção da ECT. É necessária a ampla participação da base para pressionar a empresa a negociar e arrancar da ECT a PLR conforme os interesses dos trabalhadores.

O PT de Talibã, não quer um comando de negociação amplo. O PT quer manter o velho esquema do balcão de negócios dos sete que negociam por todos.

Por isso, a categoria deve se mobilizar e exigir a formação, nos sindicatos, das assembleias de base para eleger o comando nacional de negociação.

Por uma PLR de R$ 2.500, sem critérios e igual para todos os trabalhadores!

segunda-feira, 4 de março de 2013

No Sintect-PB: CHAPA 2- Mudança, Democracia e Luta!

Boletim 002 - CHAPA 2- Mudança, Democracia e Luta!
Apresenta quem é quem para a categoria.

Entenda porque mesmo sem acordo, a ECT nunca deixou de pagar a PLR

Os trabalhadores dos Correios são chamados para “negociar” a PLR da ECT – Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos


Desde 2001 os trabalhadores dos Correios são chamados para “negociar” a PLR – Participação nos Lucros e Resultados da ECT – Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.

No entanto, os trabalhadoresque se sentam à mesa de negociação com os representantes da direção da ECT, mas nunca conseguiram sequer confirmar o real lucro da ECT, quanto mais negociá-lo.

A ECT se nega a apresentar os balancetes da empresa, se negam que os trabalhadores façam o levantamento dos contratos e de toda a operação financeira envolvida com os Correios.

A “negociação” da PLR na ótica dos representantes patronais é só para que os representantes dos trabalhadores aceitem e legitimemcom com suas assinaturas a política de super-exploração da ECT, a qual os trabalhadores ecetistas estão submetidos.

Querem usar as migalhas que pagam a título de PLR, para que os trabalhadores se sujeitem ao aumento das METAS que já estão abusivas, ao GCR que escraviza a categoria e a política de Absenteísmo que pune o trabalhador que adoece.

Para conseguir o aval dos sindicalistas na política de escravidão que querem impor nos Correios, a direção da ECT ameaça a categoria de que se a Fentect não negociar, a empresa não pagará a PLR, no entanto, desde que a PLR foi instituída na empresa em 2001, só três vezes houve assinatura de acordo entre as partes, no entanto, mesmo nos anos que não houve acordo, a ECT nunca deixou de fazer o pagamento da PLR.

A PLR é uma maneira “legal” de o governo saquear as Estatais

A PLR - Participação nos Lucros e Resultados - foi uma medida legislativa aprovada pelo governo FHC para retirar dinheiro das estatais, usando o falso discurso de que estaria distribuindo o lucro para os trabalhadores.

A lei da PLR determina que no momento em que a Estatal estabelecer o seu lucro o governo federal encaminhará à empresa o valor que quer deste lucro, que pode ser de 25 a 75% do montante.

O valor do lucro que será distribuído aos trabalhadores que fizeram com seu suor a empresa lucrar será tirado do valor que o governo pegar, ou seja, os trabalhadores terão que dividir 25% do montante que o governo retirar da empresa.

Por isso, mesmo sem acordo, a ECT nunca deixou de pagar a PLR dos trabalhadores, pois a PLR dos trabalhadores está diretamente ligada ao saque promovido pelo governo federal ao lucro da ECT.

Para legalizar este saque, o governo não pode deixar o trabalhador de mãos abanando.

Sabendo disso, a direção da ECT quando não consegue o aval dos sindicalistas na sua política de escravização dos trabalhadores, usa a PLR para privilegiar os altos cargos e humilhar ainda mais a categoria.

Diante disso, os trabalhadores não devem abrir mão em hipótese nenhuma de que esta migalha de PLR, que vem da parte do lucro que é dada ao governo, seja linear, sem estabelecer metas, GCR ou absenteísmo.

ECT usa PLR para dividir a categoria

Uma arma contra os trabalhadores: Os critérios são usados pela empresa para aumentar a competição nos setores


Além de não querer negociar com os trabalhadores e apenas querer impor critérios para aumentar a escravidão nos setores, a direção da ECT usa a PLR como mais uma arma contra os trabalhadores: Os critérios servem para dividir a categoria.

Portanto, os critérios abusivos não servem apenas para aumentar a escravidão dos trabalhadores em troca de uma PLR miserável. À medida que a empresa impõe metas para o recebimento da PLR cria entre os trabalhadores uma competição. O trabalhador dentro do setor se vê obrigado a competir com seu companheiro na ilusão de que caso tenha um GCR maior, por exemplo, ganhará uma PLR maior.

É um verdadeiro crime contra a unidade e a luta da categoria. Por isso, se dependesse dos patrões, eles trocariam a campanha salarial pela PLR. Por dois motivos: primeiro, para o patrão compensa pagar um valor muito alto de PLR e manter o salário baixo, qualquer trabalhador sabe que o reajuste salarial é a única forma de ganho efetivo pois será incorporado ao salário para sempre.

Segundo, enquanto na campanha salarial os trabalhadores têm que se unir para arrancar um aumento, na PLR a empresa cria a competição para desunir a categoria.

A maior arma de uma categoria é sua unidade na luta por melhores salários. Os critérios que os capitães-do-mato da comissão de negociação da ECT, tendo à frente o provocador Luiz Eduardo do Ceará (do PCdoB como os divisionistas Divisa e Ronaldão Bianual), estão querendo impor são uma arma apontada contra a luta da categoria.

Por isso, os trabalhadores não devem aceitar os critérios e a Fentect não deve assinar embaixo de nenhuma medida da empresa que sirva como uma arma apontada pelos trabalhadores.

Se a ECT quer escravizar os trabalhadores, que faça sozinha. A categoria fará sua parte que é lutar unida por uma PLR de R$ 2.500 igual para todos os trabalhadores da empresa, sem critérios.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Boletim Ecetistas em Luta 1-3-2013



A empresa impõe critérios e os gerentes atacam nos setores

A PLR da escravidão: As denúncias que chegam dos setores revelam porque a direção da ECT não quer negociar a PLR e quer impor critérios para o seu pagamento

 
Primeiro, recebemos a denúncia de que os trabalhadores estavam sendo assediados pelos gerentes que enviaram e-mails afirmando que quem não pagasse as horas da greve não receberiam a PLR.

É uma rotina nos setores é a perseguição aos trabalhadores que participaram da greve. No CTE-Saúde, por exemplo, desde o final da greve no ano passado, a gerência vem distribuindo SIDs (Solicitação de Informação e Defesa) aos trabalhadores. O alvo preferido são os trabalhadores que fizeram a greve e os companheiros mais novos de Correios. Esse verdadeiro assédio moral serve para desanimar os trabalhadores. A jogada nos setores está armada para que a direção da empresa use as SIDs para não pagar os trabalhadores.

Os companheiros do CTE-Saúde denunciaram que a “moda” da gerência é dar um baixa pontuação de GCR (Gestão de Competência e Resultados) para os trabalhadores que fizeram greve. Fica provado que o GCR serve apenas como mais um fator de assédio contra os trabalhadores.

Não é à toa que os alvos principais dos negociadores da ECT quando estão impondo os critérios para o pagamento da PLR são justamente o GCR, as SIDs e advertências. Enquanto isso, os diretores de cúpula recebem quase 5 mil reais – se acreditarmos nos dados oficiais – com direito a abono e cortesia dos chefes.

Esse é o principal motivo que a Fentect não deve assinar embaixo da imposição dos critérios. A ECT não quer nem começar a negociar valores da PLR e anunciou que vai pagar tudo de acordo com sua própria vontade. Já os critérios, vão apenas servir para que o trabalhador seja mais escravizado do que já é, a ECT quer o aval da Fentect.

Só mesmo a mobilização na base da categoria vai arrancar da empresa uma PLR que sirva aos interesses de todos os trabalhadores.

É preciso formar imediatamente o comando nacional de mobilização, com um representante por base sindical, para impedir que os traidores do PT transformar as negociações em um balcão de negócios.

Por uma PLR de R$ 2.500 para todos os trabalhadores, sem critérios, nem metas.

Porque apoiamos a chapa 2 nas eleições do Sintect-VP

A chapa 2 - Unidade pra valer, é a chapa de oposição contra o divisionismo e as dezenas de traições do PSTU aos trabalhadores dos Correios

 
Após anos de todos os tipos de traição contra os trabalhadores, o PSTU entrou em uma verdadeira bancarrota política. O golpe final foi a desastrosa política divisionista que tentou impor a qualquer custo aos sindicatos ligados a ele. Divisionismo esse que foi seguido à risca pelo PCdoB/CTB, justamente os maiores traidores da categoria.

O Sintect-VP é o último sindicato dos Correios com maioria de diretores ligados ao PSTU. A pressão dos trabalhadores na base resultou na ruptura de uma parte dos companheiros da diretoria, que não são membros do partido. Esses companheiros, que hoje formam a chapa 2 nas eleições do sindicato, são a expressão da luta dos trabalhadores contra a burocracia sindical e suas traições.

PSTU: para sempre um anexo dos traidores

A lista de traições é bem grande, por isso, vamos nos concentrar apenas em algumas.

O PSTU tem sido o braço do PT e do PCdoB no movimento sindical dos Correios.

A antiga Fentect funcionava assim: o PT e o PCdoB decidiam uma política pelega e contavam sempre com a ajuda do PSTU que fazia o papel de uma oposição amiga, consentida. É o que ficou conhecido como Bando dos Quatro.

Mas tiveram casos em que o PSTU esteve à frente da traição. O mais importante foi o PCCS 2008 da escravidão. O principal articulador da assinatura do PCCS 2008 foi o militante do PSTU de São Paulo, Ezequiel “Jacaré”. Ele liderou a comissão de PCCS que assinou o documento de acordo com o que queria e ECT.

Isso abriu caminho para a terceirização, para as metas, instituiu o cargo amplo, em suma, esse foi um importante golpe da empresa para privatizar os Correios. Não é à toa que ficou conhecido como PCCS da Escravidão.

Na greve de 2008, o PSTU, junto com o PT e o PCdoB, assinou o acordo que colocou fim à greve e estabeleceu o banco de horas. Os trabalhadores deveriam pagar as horas paradas com horas-extras. Esse acordo é o embrião da compensação dos dias que o TST impôs nas greves de 2011 e 2012: um verdadeiro ataque ao direito de greve.

Em 2010, quando a oposição estava tentando se unir para derrotar os traidores em São Paulo, o PSTU “preferiu” se juntar ao pai do acordo bianual, José Rivaldo “Talibã” do PT para fazer uma chapa nas eleições de São Paulo. Garantindo a reelição do PCdoB na direção do sindicato.

Esse é o PSTU, que hoje tenta convencer os mais desavisados que seria necessário dividir a categoria.

Traição nos metalúrgicos

Não é só nos Correios que o PSTU leva adiante uma política pelega e traidora.

Em São José dos Campos, dentro do Sindicato dos Metalúrgicos, o PSTU/Conlutas acaba de assinar um acordo com a GM que rebaixa os salários dos trabalhadores.

Diante da ameaça de demissão, o PSTU não quer a luta dos trabalhadores, prefere rebaixar o salário, sem garantir o emprego de ninguém. Entregaram a cabeça dos trabalhadores em uma bandeja.

Trabalhador dos Correios, cuidado: votar na chapa 1, do PSTU, é votar em quem defende o seu rebaixamento salarial!

Traição nos metroviários

Em São Paulo, no Sindicato dos Metroviários, o PSTU/Conlutas foi o responsável por uma das maiores traições políticas. A categoria, há anos sem uma greve e revoltada com o governo do PSDB, conseguiu aprovar uma greve geral, apesar de todas as manobras contrárias do PSTU.

Imediatamente ao início da greve, começou na cidade uma série de protestos e manifestações da população contra o governo. A situação política gerada pela mobilização dos metroviários seria uma arma da categoria para exigir do governo as suas reivindicações. Diante disso, a diretoria do sindicato, do PSTU/Conlutas, mudou o horário da assembleia para o meio-dia para desmobilizar os trabalhadores e encerrou a greve. A pauta de negociações sequer foi negociada pelo governo. Uma profunda traição à luta dos trabalhadores.

Trabalhador dos Correios, cuidado: votar na chapa 1, do PSTU, é votar em quem defende o seu rebaixamento salarial!

Traição nos químicos

No Sindicato dos Químicos de São José dos Campos, a política patronal do PSTU chegou a extremo. Durante as eleições sindicais, membros do PSTU pediram a demissão de companheiros da chapa adversária, que também era atual diretor do sindicato.

Os companheiros eram trabalhadores da Johnson e Johnson e foram demitidos pela empresa, mas conseguiram liminar revertendo a situação. O PSTU apresentou documento pedindo que a justiça revertesse a situação e os companheiros foram novamente demitidos.

Será necessário ensinar ao PSTU que nunca se deve pedir a demissão de um trabalhador?

Traição e divisionismo também nos Petroleiros

Assim como quer fazer na Fentect, o PSTU dividiu a categoria diante da luta contra a privatização da Petrobras. Saiu da FUP (Federação Única dos Petroleiros) e criou um federação anã petroleira, que reunia meia-dúzia de sindicatos, hoje esse número é menor ainda pois alguns sindicatos retornaram para a FUP.

A federação anã petroleira nunca foi nada mais do que um anexo da própria FUP. Tudo o que era decidido nos acordos entre FUP e empresas, a federação anã do PSTU também era obrigada a assinar a acatar. Uma farsa, exatamente como ocorreria no Correio.

Mas não é só isso, a federação anã do PSTU nos petroleiros assinou três acordos bianuais na categoria.

Cuidado mais um vez, trabalhador: a chapa 1 também aprova acordo bianual.

Divisão nos bancários

Nos bancários, o PSTU também quer dividir a categoria. O PSTU foi o primeiro a defender mesas de negociações separadas por bancos. Esse golpe, que foi adotado pelos patrões, dividiu a luta e enfraqueceu a categoria.

Os banqueiros adoraram a ideia do PSTU que também pensa em criar uma federação anã nos bancários.

Traição e divisionismo nos Correios

Depois de tanta traição, o PSTU/Conlutas tenta dividir os Correios. Trata-se de um crime contra os trabalhadores para favorecer os patrões e a burocracia sindical. Depois de toda a lista de traições em que esteve lado a lado com o PT e o PCdoB – PCCS da escravidão, banco de horas, aliança com Talibã – o discurso de que os trabalhadores deveriam romper com a Fentect porque esta seria “traidora” é puro cinismo.

O que está por trás do divisionismo e da tentativa de formar a Federação Anã não tem nada a ver com luta dos trabalhadores. O PSTU está atrás de dinheiro. Se conseguir formar cinco federações nacionais, poderá legalizar a Conlutas e receber imposto sindical dado pelo governo. É uma espécie de prêmio para aqueles que dividem o movimento dos trabalhadores. Todo mundo sabe que a divisão enfraquece a luta e favorece os patrões.

É isso o que significa a Federação Anã e a Conlutas para o PSTU: busca pelo imposto sindical.

Nas eleições do Sintect-VP votar na chapa 2, contra os traidores e divisionistas

A chapa de oposição formada pelos companheiros que romperam com a diretoria do sindicato formada pelo PSTU é a chapa que representa os trabalhadores contra todas as traições.

Votar chapa 2 é votar contra o divisionismo que todo mundo sabe é uma política da empresa e do PCdoB para criar confusão e enfraquecer o movimento de luta da categoria. Portanto, votar na chapa 2 – Unidade pra valer, é garantir a união dos trabalhadores dos Correios em nível nacional e fortalecer a luta contra os pelegos e traidores.

Mais importante ainda, votar na chapa 2 é unir os trabalhadores do Vale do Paraíba aos demais companheiros na luta contra a direção da ECT e seus representantes dentro do movimento sindical.

Nessas eleições, está claro, a chapa do patrão é a chapa 1, do PSTU, a chapa do PCCS da escravidão, do banco de horas, do Talibã e dos divisionistas do PCdoB.