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quinta-feira, 28 de março de 2013

Lotar as assembleias para arrancar a PLR da empresa

A categoria deve aprovar um calendário de lutas e organizar a mobilização por uma PLR linear e sem metas para todos os trabalhadores

Está em andamento entre a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios) e a direção da empresa a discussão sobre a PLR 2013.

Diante da proposta da empresa de escravização dos trabalhadores pela chantagem de uma PLR miserável a Fentect está orientando os sindicatos regionais a realizarem assembleias no dia 4 de abril para rejeitar a proposta.

A categoria deve lotar as assembleias e não cair nos golpes das burocracias sindicais que dirigem boa parte dos sindicatos no país. As assembleias devem ser utilizadas para iniciar uma verdadeira mobilização de base. É preciso desmascarar a empresa e lutar por uma PLR de verdade.

Os representantes da ECT nas diferentes reuniões que aconteceram para discutir a PLR continuam provocando a categoria com a proposta de reservar 10% do montante da PLR para o dito “setor estratégico”.

Essa reserva foi inaugurada na PLR de 2012, que foi protocolada unilateralmente pela empresa junto aos órgãos responsáveis no governo federal.

Sobre a PLR 2012 a empresa não dá maiores informações. Não apresenta os valores, o lucro que será dividido, nada. Até agora a categoria não sabe quanto será pago de participação nos lucros pela atividade de 2012. Mas a direção da empresa quer a todo custo forçar os representantes da categoria a fechar um acordo a respeito da PLR 2013, com os mesmos critérios de 2012.

A empresa fala que quer negociar, mas não apresentam os números, os critérios. E ainda quer forçar a categoria a trabalhar mais, através das metas, para aumentar a PLR dos chefes.

Querem dar para os chefes uma participação muitas vezes maior que a dos trabalhadores. Além de receberem da parte que será dividida entre todos, teriam esses 10% que será dividido entre a cúpula da empresa. É uma verdadeira afronta à categoria de conjunto.

E não é só. Estão propondo uma PLR dupla para os chefes, enquanto os trabalhadores para receberem a tradicional mixaria terão de submeter a metas, ao GCR, aos capitães do mato que impõem o SAP etc.

A resposta da categoria a mais essa provocação dos ex-sindicalistas traidores que estão na mesa de negociação defendendo a cúpula da empresa é a mobilização na base por uma PLR linear, de no mínimo R$ 2.500,00 para todos os trabalhadores.

Chega de a categoria carregar os lucros da empresa nas costas e se contentar com salários rebaixados e ainda a chantagem da PLR.

Em todo o país a tarefa é lotar as assembleias e aprovar um calendário de lutas:

Pela abertura imediata das contas da empresa; pela transparência nas negociações; transmissão ao vivo das reuniões; ampliação do Comando da Fentect com um representante por sindicato para acabar com o balcão de negócios em que os traidores transformaram as negociações com a ECT; por uma PLR linear, sem metas, de no mínimo R$ 2.500,00; Fim do GCR e do SAP.

Participação nos lucros ou chantagem por metas?

PLR 2012-2013: Entender o passado para mudar o presente nas negociações da PLR dos Correios. Nada de acordos de portas fechadas. Mobilizar a categoria na base


As discussões sobre a PLR da categoria dos Correios foram retomadas nacionalmente.

A empresa chamou a Comissão da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios) para uma reunião, mas não deixou claro o novo prazo para negociações e manteve para 2013 a mesma proposta de plr apresentada unilateralmente para 2012.

Aqui cabe o esclarecimento aos trabalhadores ecetistas sobre como se deu a discussão da PLR 2012 e qual tradicionalmente é a posição da empresa nesse tema.

A chamada PLR foi um estratagema inventado pelos patrões para dar um cala boca aos trabalhadores, desviando a atenção do que realmente importa: o aumento salarial.

No caso das empresas estatais, como é o caso dos Correios, foi uma medida aprovada durante o governo neoliberal de FHC para legalizar o saque do governo aos cofres da empresa. O governo pega sua parte no lucro, que pode ser entre 25 a 75% do montante, e separa a sobra para ser dividida entre os trabalhadores. A forma de divisão entre os trabalhadores dessa sobra de lucro é que seria mérito da discussão entre os representantes sindicais e a ECT.

O governo senta com a direção da empresa e juntos determinam quanto ficará com o governo e a sobra serve como um verniz democrático de Participação nos Lucros.

Por lei a PLR precisa ser paga, mas ao contrário da data-base não depende de acordo com os trabalhadores para ser protocolada pela empresa. Desde que foi estabelecida em 2001 nunca deixou de ser paga, mesmo sem acordo entre as partes e ainda que fosse uma mixaria.

Por isso a ECT está impondo unilateralmente a PLR de 2012 cheia de metas e a absurda reserva de 10% da verba da PLR para o que está chamando de “setor estratégico”. Um absurdo que a direção da empresa se dá ao luxo de não negociar com os representantes dos trabalhadores.

Mobiliar os trabalhadores por uma PLR de verdade

Diante das mentiras da ECT e das calúnias de setores da burocracia sindical (da direção do Sindicato do Pará) é preciso esclarecer que no ano passado as negociações não avançaram com a empresa, e a antiga direção da Fentect, de Talibã e Cia. não fez nenhuma mobilização para tentar reverter essa situação. Facilitando o caminho para a ECT impor as metas e a chantagem contra os trabalhadores.

Agora, a nova direção da Federação está lutando para não apenas abrir caminho de negociação com a empresa pelas vias legais, e da negociação, mas também chamando a categoria à mobilização.

Chega e negociações de mentirinha. Como diz a campanha lançada pela Federação, Chega de enrolação e de enganação. Se a ECT quer pagar PLR realmente negocie com os trabalhadores, abra as contas e pague uma verdadeira participação nos lucros.

Aqui, a nova direção da Fentect, do Movimento de Oposição ao Peleguismo (Mope) encontra como barreiras a própria empresa que volta a utilizar os sindicatos divisionistas contra a categoria e as direções sindicais pelegas que não encaminham a luta porque continuam do lado da empresa.

Querem usar as migalhas que pagam a título de PLR, para que os trabalhadores se sujeitem ao aumento das metas que já estão abusivas, ao GCR que escraviza a categoria e ao Absenteísmo que pune o trabalhador que adoece.

A empresa quer usar a PLR para esfolar ainda mais os trabalhadores e para isso conta com as direções sindicais traidoras. A Corrente Ecetistas em Luta defende a ampliação do Comando da Fentect para um representante de cada sindicato; a transparência nas negociações com acesso aos balancetes da empresa, transmissão ao vivo das reuniões, PLR linear e sem metas.

Somente a mobilização a partir da base da categoria poderá reverter essa situação e garantir uma PLR de verdade para todos os ecetistas.

ECT pune grevista com hora extra

Retaliação: A Direção da ECT iniciou o processo de caça às bruxas contra os grevistas, convocando os trabalhadores para fazer horas extras

A direção da empresa enviou uma convocação exigindo que os trabalhadores que participaram da última greve compensassem os dias parados. De acordo com o documento, os ecetistas serão obrigados a realizarem horas extras.

O pagamento das horas paradas é uma maneira de desmoralizar o movimento grevista nos setores de trabalho. Os trabalhadores ficam a mercê da pressão e do assédio dos chefes, realizando horas extras diárias sem receber pelo trabalho.

As horas extras é um instrumento patronal para ampliar a jornada de trabalho, sobrecarregando os trabalhadores. O excesso de trabalho afeta a saúde dos trabalhadores provocando doenças ocupacionais físicas e psicológicas.

A compensação dos dias parados é um ataque ao direito de greve. O pagamento das horas paradas é uma punição aos companheiros que exerceram o direito de greve, garantido inclusive pela Constituição. É um abuso e uma ilegalidade.

Ao longo dos últimos anos foram se intensificando as “restrições” a este direito do trabalhador. Imposição pela justiça de limites de paralisação em até 80% em serviços classificados como “essenciais” (que para a burguesia e a Justiça só são essenciais quando os trabalhadores entram em greve), imposição de pesadas multas aos sindicatos dos trabalhadores pela manutenção de greves consideradas “abusivas” (ou ilegal, como decretava a ditadura militar), estabelecimento de regras para a decretação da greve pelos trabalhadores, como aviso aos patrões com até 72h de antecedência; restrição do direito de manifestação e repressão brutal contra manifestações dos grevistas etc.

Essa tentativa da burguesia de cassar o direito de greve serve para submeter os trabalhadores a um regime de escravidão, rebaixar salários, aumentar a exploração e impedindo qualquer mobilização.

A classe operária não deve aceitar essa arbitrariedade e permitir a liquidação do direito de greve, fundamental para a luta dos trabalhadores por suas condições de vida.

terça-feira, 26 de março de 2013

Sintect-PB: Eleição mostra o total apoio da direção da ECT à chapa do Emanuel/PSTU/Ditadura

O resultado da eleição do Sintect-PB, demonstrou a vitória da direção da ECT sobre os trabalhadores da Paraíba, apoiando a chapa 1 de Emanuel/PSTU/Ditadura, que contratou a chapa 3 (Robson/PT/patrão) para obstruir a vitória da Chapa 2 A chapa do MOPe, a chapa dos trabalhadores, e ainda organizou a votação dos gerentes na chapa de Emanuel

 
Na madrugada de sábado (16/03) ocorreu a apuração dos votos da eleição para diretoria do Sintect-PB - Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Estado da Paraíba, indicando como vencedora a CHAPA 1 – Emanuel/PSTU/ Ditadura com 464 votos, contra 291 votos da CHAPA 2 – MOPe – A chapa dos trabalhadores, e 254 votos da CHAPA 3 – A chapa do Robson/PT/Patrão.

À primeira vista, para qualquer pessoa que analisasse este resultado sem o conhecimento da situação política no sindicato da Paraíba, e os fatos que nortearam esta eleição, chegaria a uma conclusão comum, superficial e errada de que a Chapa 1- Emanuel/PSTU/Ditadura tem apoio junto aos trabalhadores paraibanos, mas os números do resultado da eleição deixaram transparente justamente o contrário.

O resultado final deixou claro para aqueles que participaram da eleição que a Chapa 1 – Emanuel/PSTU/Ditadura era a chapa oficial da DR/PB - Diretoria Regional da Paraíba, pois esta trabalhou intensamente para sufocar a tendência de voto da Chapa 2 – a Chapa dos Trabalhadores, inclusive contratando na última hora o mega-pelego Robson Nevez do PT, cabo eleitoral do traidor José Rivaldo, Talibã, para que montasse uma terceira chapa, uma chapa “laranja”, pois esta chapa não teria a menor chance de ganhar a eleição, mas apenas cumpriria a função de dividir os votos da Chapa 2 para obstruir a vitória dos trabalhadores.

Só a empresa poderia sustentar Emanuel-PSTU-Ditadura no Sintect-PB

Nos últimos dois anos Emanuel/PSTU/Ditadura aprofundou a política traidora e divisionista do PSTU no Sintect-PB, passando por cima da unidade da categoria, trabalhando para ajudar o PSTU a dividir a categoria com a formação de uma Federação anã, que garantiria dinheiro e liberações para os sindicalistas do PSTU.

Esta política abriu uma enorme crise na própria diretoria do sindicato controlada por Emanuel/Ditadura, que para continuar mandando no sindicato precisou partiu para a violência, ameaçando de agressão física os diretores do sindicato que não apoiassem a construção da Federação anã do PSTU.

Sem o apoio da maioria de sua diretoria, Emanuel/Ditadura foi obrigado a realizar, de forma escondida, assembleia em Patos para aprovar que o Sintect-PB mandasse dinheiro para o PSTU formar a Federação anã, pois perdeu todo o apoio que tinha em João Pessoa e Campina Grande.

Com o golpe da Assembleia, escondida dos trabalhadores, para aprovar a política divisionista do PSTU, Emanuel foi se afundando cada vez mais a ponto de ser vaiado nos setores de trabalho em que fazia reunião setorial, a exemplo do CDD Centro, CDD Leste na cidade de João Pessoa.

Emanuel/PSTU/Ditadura chegou à desmoralização final quando, na campanha salarial passada, defendeu que os trabalhadores não deflagrassem greve no dia 11 de setembro, conforme já havia sido divulgado pela Fentect, mas defendeu suspender a greve para seguir o calendário dos traidores do PCdoB de SP e RJ. O que inviabilizou a unificação da categoria na luta pelo aumento de salário.

Veja o porquê da direção da ECT ter se organizado para impedir a vitória dos trabalhadores

Com a Vitória do MOPe – Movimento de Oposição ao Peleguismo- no último Congresso da Fentect (junho/2012), apoiado pelos sindicatos do Piauí e Amazonas, ex-integrantes do projeto da Federação anã/PSTU, a situação do Emanuel/PSTU/Ditadura piorou ainda mais na Paraíba fortalecendo a luta da Oposição no Sintect-PB, que ganhou ainda mais força.

Prevendo que a vitória dos trabalhadores no Sintect-PB seria inevitável, o que fortaleceria a luta unitária da categoria em todo país, a direção da ECT começou a se mexer para manter Emanuel/PSTU/Ditadura no sindicato.

Para evitar a vitória da Chapa dos trabalhadores, contra Emanuel/Ditadura, a direção da ECT começou a assediar os trabalhadores que faziam parte da Oposição à direção do Sindicato, principalmente no CDD Leste, Centro e Sudoeste, oferecendo cargos de supervisão, e como esta tática não foi suficiente, a direção da ECT separou estes trabalhadores uns dos outros, através de transferências.
 
Diante da formação da Chapa 2 – A chapa dos trabalhadores, verdadeira Oposição à Emanuel/Ditadura, a ECT contratou Robson L. Nevez, do PT, cabo eleitoral do pelego Talibã, a fim de que este organizasse outra chapa de oposição, pela direita, buscando evitar a polarização nas eleições do sindicato.
 
A principal função da chapa do Robson, uma chapa laranja, seria obstruir a chapa dos trabalhadores, para que os votos do setor operacional de Campina Grande, segunda maior cidade do Estado, onde Emanuel/PSTU/Ditadura não possui nenhum apoio, não fosse para a Chapa 2 – A Chapa dos trabalhadores.
 
ECT organiza votação dos gerentes na chapa de Emanuel/PSTU/Ditadura 
 
Sabendo de antemão que a votação das eleições do Sindicato aconteceria nos dias 14 e 15 de março, a Diretoria Regional dos Correios desmarcou um curso que aconteceria no final de fevereiro, remarcando-o para os dias da eleição, convocando todos os gerentes de agências do interior da Paraíba para este curso, inclusive aqueles gerentes que se encontravam de férias.
 
Em Campina Grande, mais de 80 gerentes de agências se reuniram em um Hotel no dia 14 de março, para que a direção da ECT canalizasse os votos destes gerentes na Chapa 1 – Emanuel/PSTU/Ditadura.
 
Em João Pessoa, a direção da ECT convocou os gerentes para o mesmo “curso” no dia 15 de março, a ser realizado no COA – Centro Operacional e Administrativo de João Pessoa.
 
Estes gerentes, pressionados pela DR-PB, votaram de forma separada nas urnas do COA-JP e na urna de Campina Grande, que juntas totalizaram 88 votos em separado.
 
Estas duas urnas que contabilizaram a maioria de votos de gerentes e chefes foi vencida pela Chapa de Emanuel/PSTU/Ditadura.
 
Em Campina Grande, os gerentes e chefes lotavam vários carros do Hotel e iam votar na chapa de Emanuel na urna instalada no prédio central dos Correios de Campina Grande.
 
Quando a Urna de Campina Grande foi aberta, até mesmo Emanuel/PSTU/Ditadura ficou surpreso com a eficiência da Direção da ECT para fazer os chefes votarem nele.
 
Enquanto a Chapa 3 do Robson/PT/Patrão impedia a tendência de votos dos trabalhadores de Campina Grande na verdadeira Chapa de oposição, a Chapa 2 dos companheiros do MOPe, a direção da ECT movimentava toda a sua estrutura para que os gerentes das regiões vizinhas a Campina Grande votassem na Chapa 1 – Emanuel/PSTU/Ditadura.
 
Com isso, como num passe de mágica, Emanuel-Ditadura, que não ganha uma assembleia de trabalhadores em Campina Grande há mais de 3 anos, recebeu 83 votos contra 54 da chapa de Robson/PT/Patrão e 18 votos da Chapa 2- dos Trabalhadores, dos companheiros do MOPe.
 
Também teve uma votação expressiva na Urna do COA – recebendo um apoio desconhecido da direção da ECT e gerentes que trabalham ali.
 
Os trabalhadores devem continuar lutando para retirar o Sintect-PB do controle da direção da ECT
 
A direção da ECT se organizou nestas eleições para manter Emanuel/PSTU/Ditadura no sindicato, evitando a tomada do Sindicato para a luta nacional da categoria pelos trabalhadores, pois sabem que a política divisionista de Emanuel facilitará os seus ataques contra a categoria de conjunto.
 
Inclusive, o preço do apoio dado pela ECT a Emanuel é a desfiliação do Sintect-PB da Fentect, para que os trabalhadores da Paraíba fiquem isolados do movimento nacional.
 
A direção da ECT sabe que se os trabalhadores dos correios se unificarem nacionalmente, através da Fentect, não é possível implementar a sua politica de arrocho salarial e superexploração nos setores.
 
Diante disso, os trabalhadores da Paraíba devem continuar organizados para impedir que Emanuel e a direção da ECT consigam afastar os trabalhadores da Paraíba da Luta nacional, da luta unificada pelas reivindicações e direitos da categoria. Somos uma única categoria, e por isso devemos estar organizados de forma unitária em um único sindicato, numa única federação.
 
Apesar da direção da ECT conseguir impor um resultado fictício na eleição que não corresponde ao sentimento dos trabalhadores da Paraíba de mudança, de oposição ao divisionismo, a eleição mostrou a fraqueza da Chapa 1 – Emanuel/PSTU/Ditadura, que sem ajuda da ECT jamais conseguiria se manter no sindicato.
 
Os trabalhadores devem lutar para colocar para fora do seu sindicato estes elementos patronais, que a serviço da ECT obstruem a luta e a organização de toda a categoria.

Unificar a luta contra os processos e a perseguição política

O aumento da repressão e perseguição política a diversos setores organizados de trabalhadores e estudantes nos últimos tempos tem colocado a necessidade de uma ampla campanha conjunta contra estes ataques.

O mais recente ataque ocorreu à sindicalista Bia Abramides, professora e diretora da Apropuc (Associação dos Professores da PUC) simplesmente por apoiar uma manifestação estudantil.

Bia é acusada pela reitoria da PUC de “obstaculizar uma reunião do Conselho Superior da faculdade” e “desrespeito a superiores hierárquicos e colegiados da universidade, contribuir ou influir para atos de indisciplina dos estudantes”, segundo diz o processo administrativo movido pela reitoria.

É mais um caso claro de perseguição política aqueles que, por não aceitar as medidas totalmente ditatoriais impostas pela burocracia universitária, se manifestam. Bia Abramides apoia a luta dos estudantes contra a escolha do novo reitor da PUC que foi escolhido nos mesmos moldes que o reitor interventor da USP, João Grandino Rodas. O cardeal Dom Odilo Scherer, fez as vezes de José Serra, e assim como aconteceu na USP, não escolheu o mais votado, mas o terceiro colocado, último da lista tríplice, a professora Anna Maria Marques Cintra.

A medida indignou toda a comunidade acadêmica, principalmente os estudantes que protestaram ocupando a reitoria e aprovando greve e outras medidas. Bia, em todos os momentos apoiou a luta dos estudantes e agora está sendo perseguida politicamente.

Outro caso recente de perseguição política está acontecendo na categoria dos bancários. Trabalhadores de bancos públicos foram demitidos depois de inúmeros processos administrativos envolvendo a luta por melhores salários e condições de trabalho, como a participação em greves, por exemplo.

Somam-se a estes casos, os ataques ao direito de greve, a prisão de trabalhadores que se manifestaram nas obras do PAC (Projeto de Aceleração do Crescimento) e as centenas de processos que estudantes e trabalhadores da USP e outras universidades públicas estão sofrendo por se manifestarem.

Na USP, inclusive, oito estudantes foram expulsos e “eliminados” da universidade por protestar e o sindicalista Claudionor Brandão foi demitido por desacatar um professor na reunião do Conselho Universitário.

Diante desta ofensiva da direita contra os movimentos de luta é necessária a criação de uma frente de luta ampla para reunir todos que estão sendo perseguidos pelos governos do PT e do PSDB dentro e fora das universidades.

Esta frente deve se apoiar na luta comum contra estes ataques e definir medidas práticas de uma campanha nacional contra a perseguição política.

Nada de regulamentação: O direito de greve deve ser irrestrito

O governo quer atacar o direito de greve dos servidores federais, com o apoio da burocracia sindical

Talvez um dos maiores desejos da burguesia seja impedir o direito de greve dos trabalhadores. Não faltam motivos, econômicos ou políticos, para que os patrões façam de tudo para estrangular esse direito que, depois de mais de um século de luta, é considerado um direito elementar da população.

Em períodos de crise, a burguesia procura de todas as formas, estrangular a ação dos trabalhadores. Nesse momento, a burguesia brasileira está numa ofensiva contra o direito de greve. Exemplos não faltam.

Nos últimos anos, aumentou o número de greve que de alguma maneira sofreram a intervenção do poder Judiciário. Segundo dados do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), em 2011, mais de 40% das greves tiveram alguma forma de intervenção judicial. No setor público, esse número sobe para 50%. As intervenções judiciais resultam em multas estratosféricas contra as organizações sindicais, punições aos trabalhadores, corte de ponto etc.

Há ainda as centenas de casos de repressão policial, como o ocorrido nas obras do PAC na Hidrelétrica de Jirau (RO), onde a ação da Força Nacional de Segurança e da Polícia Militar resultou em dezenas de grevistas presos, denúncias de torturas e agressões e desaparecidos políticos.

Governo do PT quer acabar com o direito de greve

Depois de várias tentativas durante o governo Lula, a informação é a de que Dilma Rousseff incumbiu à AGU (Advocacia Geral da União) uma proposta de regulamentação de greve dos servidores.

Para a burguesia, a palavra “regulamentação” é apenas um eufemismo para cortar direitos. O fato é que o governo do PT foi colocado na parede em 2012 por uma enorme greve generalizada dos servidores, que gerou uma enorme crise dentro do governo, inclusive com o pedido de demissão de um alto funcionário do ministério do Planejamento que se recusou a cortar o ponto dos servidores.

O maior motivo dessa ofensiva, no entanto, é econômica. Com a crise capitalista internacional atingindo em cheio a economia brasileira, a primeira medida é atacar o funcionalismo público, cortando direitos, salários e benefícios.

Porém, o ataque ao direito de greve dos servidores é a preparação para um ataque a todas as categorias. O funcionalismo público é o primeiro a ser atacado, basta ver o desenvolvimento da crise nos Países europeus como a Grécia, Portuga e Espanha. A tentativa de “regulamentar” o direito de greve dos servidores é a preparação política do governo para colocar em prática uma política de austeridade contra todos os trabalhadores e a população em geral.

Direito irrestrito ou regulamentação?

As federações, confederações e associações dos servidores que participam do chamado Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate).

O órgão, apesar de protestar contra a tentativa do governo de atacar o direito de greve dos servidores, está caindo numa armadilha.

O Fonacate, segundo matéria publicada pela Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Consef), defende que “os servidores grevistas devem manter um percentual mínimo de 30% do efetivo total em atividade durante a paralisação. Por outro lado, o Fonacate defende que as faltas decorrentes da greve sejam objeto de uma negociação. ‘Em não havendo acordo, as faltas implicarão na perda de remuneração a ser efetivada mensalmente em valor não superior a 10% da remuneração do servidor’, prevê o projeto dos servidores.”

Essa proposta do Fonacate, órgão ligado ao PT, é a própria regulamentação e restrição ao direito de greve. Para o governo, a proposta dos sindicalistas já seria uma vitória.

Em primeiro lugar porque limita o número de trabalhadores em greve, independentemente dos chamados “setores essenciais”, o que somente serve para enfraquecer a luta da categoria. Em segundo lugar, a ainda mais grave, “autoriza” o governo a punir os trabalhadores om o corte de ponto parcelado, o que é uma perfídia.

Na realidade, a proposta do Fonacate é uma enorme traição ao movimento sindical e abre o caminho para que as demais categoria sejam atacadas. O direito de greve deve ser irrestrito, a partir do momento em que o patrão desconta os dias parados, isso já é um ataque ao próprio direito.

O que o Fórum está propondo para o governo é o que já vem ocorrendo nas greves pelo País: obrigação de mínimo efetivo trabalhando, desconto dos dias etc. A burocracia sindical do PT se deixa cair numa armadilha preparada pelo governo e ela mesma organiza a “regulamentação” da greve para estrangular as lutas, não só dos servidores, mas de todos os trabalhadores. A “regulamentação” abre também o caminho para a reforma sindical e trabalhista tão almejada pela burguesia.

Os trabalhadores só vão conseguir aquilo que lhes é de direito com mobilização e luta, e passando por cima dos patrões. Inclusive para garantir o seu direito irrestrito de greve.

Sindicalista sofre perseguição por apoiar mobilização dos estudantes

Todo apoio aos setores em luta! Contra a repressão ao movimento estudantil, popular e sindical!
 
Reitoria da PUC ataca o direito de manifestação e abre processo administrativo contra a Diretora da Apropuc (Associação dos Diretores da PUC-SP) Beatriz Abramides

A reitoria da PUC-SP (PUC-SP – Pontifica Universidade Católica de São Paulo) abriu um processo administrativo contra a diretora da Apropuc (Associação dos Diretores da PUC-SP) Beatriz Abramides.

O processo é uma aberração. Vejamos. “A Reitoria da Pontifica Universidade Católica de São Paulo- PUC-SP, no uso de duas atribuições legais(...) RESOLVE instaurar Processo Administrativo em face a professora Dra. Beatriz Costa Abramides, da faculdade de Ciências Sociais (...) para a apuração dos atos (...) supostamente por ela praticados no dia 27/03/2013, consubstanciados na obstaculização da Reunião do Conselho Superior. (...) Os atos por ela supostamente praticado se consubstanciam em: desrespeito a superiores hierárquicos e colegiados da universidade, contribuir ou influir para atos de indisciplina dos estudantes” (Ato da Reitoria, nº 22/2013, grifo nosso)
A participação da professora na manifestação dos estudantes foi aprovada em assembleia geral dos docentes realizada no dia 26/02. Ela foi como represente APROPUC.

Ao ser levada a cabo a acusação contra a companheira Bia a reitoria abre precedente para atacar a organização e atuação de todo movimento político da PUC-SP. De acordo com o processo, qualquer pessoa que protestar contra o conselho universitário pode ser punida, uma vez que estaria desrespeitando a “hierarquia”.

O caso da PUC-SP está longe de ser um caso isolado. Existe uma ofensiva da direita contra os direitos mais elementares dos trabalhadores. Na USP, por exemplo, o Reitor interventor do PSDB Rodas já abriu mais de 200 processos administrativos. Todos os diretores do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) estão sofrendo processos. De acordo com dados do IBGE 70% das greves sofreram intervenção judicial em 2011.

É importante a realização de uma ampla campanha em defesa dos direitos de liberdade de manifestação e organização. A política da burocracia universitária é liquidar qualquer tipo de manifestação contra os ataques aos professores, funcionários e estudantes. A resposta do movimento deve ser a de expor claramente a ditadura nas universidades.

Pelo direito de liberdade de organização e manifestação!
Não ao processo contra a companheira Bia Abramides!