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quinta-feira, 4 de abril de 2013

ECT não abre mão do GCR e dos 10% para o setor estratégico

Não adianta rebaixar a pauta: Direção dos Correios se recusa a negociar. Só a mobilização da categoria com a ampliação do Comando de Negociação, pode garantir conquistas para os trabalhadores
 

Nesta terça-feira, dia 2, aconteceu mais uma reunião para discutir a Participação nos Lucros e Resultados dos trabalhadores dos Correios.

Na reunião quer seria para a empresa dar uma resposta sobre a proposta apresentada pela Fentect os negociadores da ECT disseram que não vão abrir mão do GCR (Gestão de Competências e Resultados) nem da parcela reservada na PLR para o setor estratégico, no montante de 10%.

A Empresa confirma o que já deveria ser um entendimento geral entre os trabalhadores e os sindicalistas: não adianta rebaixar a pauta, a ECT vai usar isso para desmoralizar as reivindicações da categoria e no final impor a sua proposta. A experiência da campanha salarial do ano passado foi definitiva. E isso mais uma vez foi demonstrado na reunião do dia 2.

A empresa quer impor a escravidão nos setores de trabalho e a Fentect não pode ser conivente com isso. Não é possível assinar um acordo que autorize a empresa a manter o GCR, o SAP (Sistema de Avaliação de Produtividade) que são sistemas de controle absoluto e assedio dos trabalhadores.

Tudo isso enquanto a ECT está sendo brutalmente sucateada, falta gente para dar conta do serviço e não existem condições para a realização do trabalho.
Para garantir a PLR da categoria, linear e sem metas, é preciso mobilizar a base e acabar com o balcão de negócios para sindicalistas traidores que se transformaram as negociações com a ECT.

Ampliar o Comando, exigir transparência e a abertura de contas da empresa, são medidas urgentes para mudar os rumos da negociação da PLR dos trabalhadores dos Correios.

Empresa quer manter GCR e todos os condicionantes

Para os Correios, PLR é igual a escravidão. A categoria não deve aceitar nenhuma critério para o pagamento da PLR

Presidente dos Correios, Wagner Pinheiro.
 
A comissão de negociação da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) quer impor aos trabalhadores uma série de critérios condicionantes para o pagamento da PLR.

O real significado desses critérios, o trabalhador já conhece bem: é chantagear a categoria, estabelecendo um regime de escravidão dentro dos setores. Assim, se o trabalhador quiser ganhar a PLR integral, terá que se sujeitar a todas as imposições dos chefes e mesmo assim ainda terá que contar com a sorte. Quer dizer, o trabalhador não pode faltar nem ficar doente, não pode fazer greve nem protestar, tem que cumprir todas as metas e muito mais.

Um dos condicionantes que a direção da ECT quer impor para o pagamento da PLR desse ano é o GCR (Gestão de Competências e Resultados). O GCR é uma avaliação que existe no setor e é feita pela chefia. Já seria ruim para o trabalhador um sistema de avalição concreto, mas o GCR é o próprio assédio moral. Os critérios utilizados ali são inteiramente subjetivos e o trabalhador sabe muito bem como funciona isso. Quando o chefe entrega o GCR do funcionário, não existe explicação, é aquilo e pronto.

Estabelecer o GCR como critério para a PLR é uma canalhice da direção da empresa. É oficializar o assédio moral dentro do setores. O objetivo é bem claro: transformar de vez os Correios em uma empresa escravocrata, em que o trabalhador é obrigado a se submeter à chicotada dos chefes calado.

O problema não é só o GCR

Os trabalhadores dos Correios são contra o sistema do GCR e de qualquer maneira de avaliação de produtividade e de metas. Antes de qualquer coisa, os patrões deveriam se preocupar com a contratação de funcionários, o excesso de serviço e as condições de trabalho.

Portanto, colocar o GCR, como quer a ECT, entre os condicionantes da PLR é um ataque gravíssimo aos trabalhadores. Mas a categoria não deve se iludir. O objetivo da empresa é aumentar a exploração do trabalhador e esse objetivo não será atingido apenas com o GCR.

Por isso, os sindicalistas não devem se opor apenas à vinculação da PLR ao GCR, mas a qualquer tipo de condicionante. Para a empresa, que até agora se recusa a negociar com a Fentect e insiste em manter o GCR como critério, seria um grande negócio, por exemplo, aceitar retirar o GCR e manter todos os condicionantes.

O patrão faz diferente do que os sindicalistas pelegos querem fazer com as reivindicações da categoria, rebaixando a pauta. Pelo contrário, a empresa propõe o máximo de absurdos contra o trabalhador para conseguir chegar em um objetivo determinado, ela nunca “rebaixa” sua proposta a não ser que seja pressionada pela mobilização da categoria.

Portanto, para o patrão, se ele conseguir impor o GCR como critério, melhor, mas se conseguir fazer os sindicalistas caírem na armadilha, retirando o GCR e mantendo todos os outros critérios, também está ótimo.

Diante da intransigência da empresa está na hora de aumentar a mobilização na base. Eleger um comando de negociação amplo, com um representante por sindicato eleito nas assembleias, denunciar todos os golpes da ECT, organizar atos públicos, exigir a transparência nas negociações e preparar uma paralisação nacional. Por uma PLR de no mínimo R$ 2.500,00 igual para todos e sem critérios.

Categoria já aprovou o fim do balcão de negócios nos Correios

A PLR não pode ficar nas mãos de sete pessoas.
Para a PLR, vale o que os trabalhadores decidiram no congresso da Fentect: comando amplo de mobilização e negociação, com um representante por base sindical
Negociação da PLR de 2011.
Nunca é demais lembrar, já que os sindicalistas pelegos e traidores do PT-PSTU-PCdoB procuram todas as brechas para esconder o fato. No último congresso da Fentect, a os trabalhadores, representados pela maioria dos delegados, votaram pelo fim do Comando de Negociação de sete membros e pela criação do Comando Nacional de Mobilização e Negociação, formado por seis representantes da Fentect e um representante de cada base sindical, que soma 41 membros.
Essa decisão do congresso da federação foi uma vitória da categoria contra o “balcão de negócios” que se tornaram as mesas de negociações entre a empresa e os sindicalistas.
Mas os pelegos do PT, da turma de José Rivaldo Talibã, não aprenderam ainda que a categoria não quer mais ser comandado por sindicalistas que estão à venda. Essa turma de pelegos está se opondo à criação do comando amplo de negociação para as negociações da PLR.
Eles querem voltar no passado, quando sete diretores da federação ficavam sentados numa salinha com os diretores da empresa negociando a vida de mais de 110 mil trabalhadores. Faziam tudo o que a empresa queriam e isolavam quem se opunha às suas decisões patronais.
Do velho comando de negociação de sete membros saíram os principais traidores da categoria que receberam cargos. O mais conhecido foi Manoel Cantoara, que depois de ser secretário-geral da Fentect virou assessor da presidência da empresa, ganhando um salario cerca de 20 vezes maior. Mas existem pelo menos uma centena de casos como esse, um deles o próprio Luiz Eduardo do Ceará, membro do PCdoB, que hoje é chefe das negociações do lado da empresa.
As negociações da PLR também não ficaram de fora. Em 2011, Nilson Rodrigues, recebeu um alto cargo na DR-SPI depois de ter assinado o acordo da PLR daquele ano, que foi um ataque à categoria.
Os trabalhadores dos Correios não aceitam mais o balcão de negócios dos sindicalistas traidores. As decisões da PLR não devem ficar nas mãos de sete pessoas. É necessária a ampla participação dos trabalhadores. O comando amplo de negociação e mobilização é aumentar a intervenção da categoria nas discussões e aumentar a pressão contra a empresa.
Para a PLR, é preciso impor o que a categoria decidiu no congresso da federação: estabelecer imediatamente o Comando Nacional de Mobilização e Negociação dos trabalhadores.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Boletim Ecetistas em Luta 3-03-2013

Leia, imprima e distribua o Boletim Ecetistas em Luta
 

 

ECT não abre mão do GCR e dos 10% para o "setor estratégico"

Não adianta rebaixar a pauta: Direção dos Correios se recusa a negociar. Só a mobilização da categoria com a ampliação do Comando de Negociação, pode garantir conquistas para os trabalhadores

Nesta terça-feira, dia 2, aconteceu mais uma reunião para discutir a Participação nos Lucros e Resultados dos trabalhadores dos Correios.

Na reunião quer seria para a empresa dar uma resposta sobre a proposta apresentada pela Fentect os negociadores da ECT disseram que não vão abrir mão do GCR (Gestão de Competências e Resultados) nem da parcela reservada na PLR para o setor estratégico, no montante de 10%.

A Empresa confirma o que já deveria ser um entendimento geral entre os trabalhadores e os sindicalistas: não adianta rebaixar a pauta, a ECT vai usar isso para desmoralizar as reivindicações da categoria e no final impor a sua proposta. A experiência da campanha salarial do ano passado foi definitiva. E isso mais uma vez foi demonstrado na reunião do dia 2.

A empresa quer impor a escravidão nos setores de trabalho e a Fentect não pode ser conivente com isso. Não é possível assinar um acordo que autorize a empresa a manter o GCR, o SAP (Sistema de Avaliação de Produtividade) que são sistemas de controle absoluto e assedio dos trabalhadores.

Tudo isso enquanto a ECT está sendo brutalmente sucateada, falta gente para dar conta do serviço e não existem condições para a realização do trabalho.
Para garantir a PLR da categoria, linear e sem metas, é preciso mobilizar a base e acabar com o balcão de negócios para sindicalistas traidores que se transformaram as negociações com a ECT.

Ampliar o Comando, exigir transparência e a abertura de contas da empresa, são medidas urgentes para mudar os rumos da negociação da PLR dos trabalhadores dos Correios.

ECT quer exigir critérios, sem apresentar seus lucros para os trabalhadores

O que os patrões querem com a PLR? A Participação nos Lucros foi a maneira que a os patrões encontraram para exigir produtividade através do pagamento de um abono que não está vinculado necessariamente ao lucro, mas a metas e critérios

A Lei da PLR deixa claro qual o objetivo dos patrões com esse engodo: “a integração entre o capital e o trabalho e como incentivo à produtividade”.

É por isso que em 2011 a empresa fez questão de mudar as negociações sobre a PLR. A história dessa traição começa com o acordo dos ditos representantes dos trabalhadores com a mudança no calendário de negociação.

Antes de 2011 as discussões eram feitas para discutir a Participação nos Lucros do ano anterior. Ou seja, em 2013 se discutiria a PLR dos trabalhadores sobre a base do lucro de 2012. Neste quase os quase 1 bilhão apresentado pela ECT ao governo no ano passado.

A parte a ser paga a título da PLR nos Correios é definida depois que a empresa repassa a parte do governo, por ser empresa pública. Ainda que antes de 2011 a empresa nunca tenha aberto suas contas e apresentado na mesa de negociação os balancetes pra a discussão da PLR ela ao menos era baseada em números, em valores.

Depois de 2011 isso mudou. Agora a empresa senta para discutir a PLR do ano corrente, ou seja, sem que a empresa tenha auferido seus lucros, e sequer saiba qual o montante que será destinado para esse pagamento.

Por isso a chamada negociação é uma farsa e só pode ser feita com base no estabelecimento de metas e critérios. A negociação é a empresa exigindo a “produtividade” dos trabalhadores sem se comprometer com nada.
Assim como o traidor Luiz Eduardo do Ceará (PCdoB), foi beneficiado pela empresa por mudar a data-base da categoria de dezembro para o meio do ano, no caso da PLR o traidor foi o Nilson Rodrigues (MRL-PR).

Agora a empresa tirou da gaveta a PLR de 2011 foi rejeitada por mais de 11 bases sindicais e apresenta com a ajuda dos sindicalistas traidores como se fosse uma grande conquista. Em 2011 o cavalo de Tróia era a mudança da data de negociação, dessa vez é a reserva de 10% do montante da PLR para a direção da empresa. A pergunta é, quem será o traidor a assinar o acordo?

A categoria não deve aceitar a PLR como uma chantagem contra a categoria, e continuar defendendo uma PLR linear e sem metas. Além da ampliação do Comando de Negociação da Fentect, para que as negociações com a ECT deixem de ser um balcão de negócios para os sindicalistas traidores, como Luiz Eduardo e Nilson Rodrigues.

PLR: As ilusões disseminadas pelos sindicalistas pelegos (parte II)

Os sindicalistas traidores querem deixar a categoria de fora das decisões para poder aprovar um acordo de PLR que favorece a empresa

Quando um sindicalista senta de frente com os representantes da empresa, uma lição elementar que qualquer um deveria saber é que ele é a representação da vontade dos trabalhadores. Mas não é bem assim que acontece nas negociações da PLR.

Quando um sindicalista pelegos do PT e do PCdoB entram na sala fechada com os patrões, sua única preocupação é saber o que fazer para satisfazer a vontade do patrão, que são seus colegas de partido, no caso dos Correios. Por isso, uma das ilusões que esses sindicalistas pelegos tentam apresentar para a categoria é a de que é possível conquistar alguma coisa sem mobilização.

Avanços sem nenhuma mobilização

Entre quatro paredes, sindicalistas e representantes patronais podem fazer o que bem entender. Quando o comando de negociação dos trabalhadores está dominado por uma maioria de pelegos e traidores, como era até o ano passado, as reuniões de negociação com a empresa se tornavam um verdadeiro balcão de negócios. Ali, muito sindicalista foi comprado em troca da cabeça do trabalhador, que é sempre o último a saber, o última a falar e o último a decidir.
Foi assim que muitos acordos contra os interesses da categoria foram assinados pelos pelegos do PT e do PCdoB, incluindo várias PLRs, miseráveis, desiguais e cheios de critérios.

Por isso, a tarefa de qualquer sindicalista minimamente comprometido com os interesses dos trabalhadores é mobilizar a categoria. É preciso tomar todas as iniciativas para que a massa dos trabalhadores possam intervir nas negociações. Denúncias, comandos amplos, assembleias, atos públicos, greves, panfletos, cartazes, vídeos etc. Apenas a pressão dos mais de 110 mil trabalhadores dos Correios é capaz de colocar a faca no pescoço da direção da ECT.

A ECT não quer transparência nas negociações para que a categoria não saiba o que ocorre na mesa de negociação. Se o trabalhador assistisse tudo ao vivo, ficaria muito mais complicado para a empresa defender os absurdos contra os trabalhadores que normalmente defende. Ficaria ainda mais difícil pressionar os sindicalistas para aceitar esses absurdos.

Quem defende que as negociações devem ser escondidas, sem a intervenção dos trabalhadores, sem um comando de negociação amplo, sem denúncia do que está sendo proposto pela direção dos Correios são os sindicalistas patronais do PT e do PCdoB/CTB. Isso porque querem ter mantidos os seus interesses particulares que em grande medida são idênticos aos dos seus correligionários que estão do outro lado da mesa de negociação. Nunca é demais lembrar que os negociadores da empresa são justamente do PT e do PCdoB.