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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Terceirização é escravidão: ECT é condenada por calote a terceirizados

Até a Justiça reconheceu a ilegalidade da terceirização e condenou os Correios e a empresa terceirizada Worktime a pagar seus funcionários

Os Correios começaram a lotar os setores de trabalho com terceirizados para cumprir todo o tipo de função a partir, principalmente, do final do ano passado. Desde então, o número de terceirizados e de temporários (MOTs) só aumenta.
Esse quadro é um dos caminhos para a privatização da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos). A mudança no estatuto da empresa, assinada por Dilma Rousseff, abre o caminho para a terceirização em larga escala na empresa, através da constituição de empresas subsidiárias.
Para os capitalistas que querem colocar as mãos nos Correios, a terceirização é um grande negócio, pois diminui os salários e os direitos dos trabalhadores e contrata funcionários sem nenhum vínculo com a empresa, o que não traz nenhuma estabilidade, além de os terceirizados serem “órfãos” de organizações sindicais que possam, mesmo que remotamente, os defender.
A terceirização nos Correios mal começou a ser implantada e já é possível ver os resultado nefasto aos trabalhadores. Um exemplo é o que ocorreu com a empresa terceirizada Worktime, contratada pelos Correios para fornecer mão de obra em vários estados. Depois de quase seis meses de contrato, os Correios romperam a licitação, pois a Workitime se recusava a pagar corretamente seus trabalhadores. A quebra de contrato resultou em milhares de trabalhadores sem empresa... e sem salário.
Os efeitos da terceirização são tão evidentes que a própria Justiça do Trabalho condenou a ECT por se eximir da responsabilidade da contratação dos temporários da Workitime Assessoria Empresarial. O Juiz federal do trabalho de Rondônia deu ganho de causa a dois trabalhadores contratados pela Worktime para fazer o serviço de carteiros. Esses dois trabalhadores não receberam salários, nem veras rescisórias e não foi dada a baixa em suas carteiras de trabalho.
A Workitime foi condenada a pagar todas as verbas que deve a esses trabalhadores, como 13º salário, férias, vale alimentação e FGTS. A sentença obriga a ECT a cumprir e pagar os empregados nos valores  das condenações, caso a Worktime não efetue o pagamento.
A decisão do Juiz mostra que a terceirização é apenas uma forma de empresários ganharem dinheiro à custa da exploração desses trabalhadores. A Worktime, segundo declarou a ECT, recebeu todos os pagamentos do contrato, mas não pagou seus funcionários. Na realidade, essas empresas são empresas fantasmas. Em São Paulo, alguns trabalhadores da Worktime que foram procurar a sede da empresa para reclamar suas dívidas deram com a porta na cara e descobriram que a empresa tinha sede na Bahia.
Os trabalhadores devem rejeitar a terceirização que nada mais é do que uma das faces da privatização. Devemos lutar, juntos com os terceirizados, pela contratação imediata de 35 mil novos concursados e pela incorporação dos terceirizados que já estão trabalhando nos Correios. Nos casos de calote contra esses trabalhadores, os Correios devem arcar com as conseqüências, já que esses companheiros estão cumprindo o serviço de qualquer ecetista.

- Não à terceirização, não à privatização;
- Contratação imediata de 35 mil novos trabalhadores.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Lutar contra a privatização: Todos à Brasília fazer um grande ato unificado da categoria para pressionar a direção dos Correios e o governo

A tarefa do momento está clara: pressionar o governo e a ECT a negociar, a pagar os dias parados e a atender as reivindicações


A greve dos trabalhadores dos correios encontra-se em um momento decisivo.
Os trabalhadores de todo o país entraram massivamente em greve e acuaram a empresa que não sabe como responder à greve.
As direções sindicais ligadas ao governo do PT e do PCdoB entraram na greve completamente a reboque do movimento realizado pelos próprios trabalhadores e dão uma espetacular manifestação de impotência política.
Incapazes de desenvolver o movimento como movimento ativo, de luta, de protesto de rua, tentaram a via da conciliação com a direção da empresa e do governo rebaixando a pauta na esperança de fazer o governo negociar, levando em consideração a sua boa vontade.
Bobagem maior, impossível. A tentativa terminou não só em fiasco como em ridículo. A empresa sequer deu resposta à “boa vontade” dos sindicalistas conciliadores. Fica claro que a empresa não quer meia rendição, que rendição incondicional.
Agora, os sindicalistas estão sem fórmulas mágicas e seus habituais truques de ilusionismo não convencem ninguém: nem a empresa e menos ainda os trabalhadores.
Para qualquer pessoa que esteja analisando seriamente esta greve, a solução para a situação é absolutamente clara. É preciso aumentar a pressão para forçar a empresa, já acuada por um greve de duas semanas a ceder.
Ela pode ceder e os trabalhadores têm condições de sair vitoriosos.
Os trabalhadores, por sua vez, estão sedentos por ação, por realizar uma greve mais vigorosa, mais ativa. As passeatas da sexta-feira passada mostraram isso acima de qualquer dúvida, apesar do fato de que foram convocadas para evitar uma ação unitária da categoria contra o governo.
O dilema dos sindicalistas do Bando dos Quatro está em que eles colocam as eleições e os seus cargos no governo acima do interesse dos trabalhadores. Isso não se dá por acaso. O seu governo e os seus interesses são contrários aos dos trabalhadores porque estão subordinados aos interesses dos banqueiros e dos grandes empresários.
Eles temem o ato em Brasília porque o ato seria uma denúncia do governo do PT, mas não só isso, representaria um enfrentamento entre a classe trabalhadora e o governo, ao contrário dos atos promovidos pela direita contra a corrupção. Os trabalhadores são a base fundamental do atual governo e o choque com essa base somente pode ser muito duro para o governo do PT.
Esse dilmema, porém, não é o nosso, não é o dos trabalhadores. Os trabalhadores não têm cargo no governo e nem estão preocupados com as eleições. Estão preocupados com a sua vida, o seu salario, as suas necessidades, não com as necessidades do PT, do PCdoB e dos seus aliados burgueses.
Por isso, todos os sindicatos, diretores de sindicato, militantes do movimento sindical e em última instância, todos os trabalhadores em greve devem exigir imediatamente a realização de um grande ato em Brasília dirigido contra a direção da empresa e contra o governo do PT-PCdoB-PMDB.
A hora para dar um xeque-mate na direção da ECT é agora e quem sabe, faz a hora.
Todos a Brasília.

Veja aqui as fotos dos piquetes de Minas Gerais

Acesse o link abaixo e veja algumas fotos dos piquetes realizados em Minas Gerais


A maior greve dos últimos anos. Uma nova etapa na luta dos trabalhadores dos Correios


A enorme adesão à greve em nível nacional e a disposição de luta dos trabalhadores, apesar de toda a desmobilização promovida pelo Bando dos Quatro, revela as características revolucionárias



A greve dos trabalhadores dos Correios é uma das maiores dos últimos anos. Trabalhadores em todas as regiões do País e de todos os setores aderiram à greve. Por mais que não se tenham dados completamente seguros, é provável que a adesão ultrapasse os 70% dos trabalhadores do setor operacional, sendo que em alguns lugares esse índice chega até a 90%.
Mesmo com todas as tentativas do Bando dos Quatro (PT-PCdoB-PSTU-Psol) de levar a greve em banho-maria, não tomando nenhuma mínima iniciativa para mobilizar os trabalhadores, a categoria está por si só parando os setores e participando da greve.
É inegável que há uma grande disposição de luta dos trabalhadores. A tendência não é a de fazer uma greve passiva, como tenta impor a burocracia sindical, mas de fazer uma greve cheia de iniciativas de luta. Não só a adesão à greve é geral – os setores que tradicionalmente param estão completamente mobilizados e aqueles que não param tradicionalmente estão aderindo ao movimento – como também as características da greve são claramente revolucionárias, quer dizer, verdadeiramente combativa contra os patrões, fora do esquema sonolento da burocracia sindical.
Nesse sentido, a greve é a mais radical desde 2003, quando os trabalhadores protagonizaram uma enorme mobilização que resultou inclusive na queda da burocracia sindical da época.
A burocracia sindical por seu lado não contava que a greve teria a força que tem. Prova disso é que a diretoria do Sintect-SP (PCdoB) admitiu em mais de uma oportunidade nas assembleias que a greve é maior do que se esperava, chegando até mesmo a pedir desculpas aos trabalhadores por não ter “condições de organizar” a greve.
A manobra frustrada do último dia 21 também revelou que a burocracia sindical não tem claras as dimensões da greve, assim como não tem clara a política do governo e da direção da ECT. Visto isso, a burocracia foi pega de surpresa, pensava que iria fazer uma greve água com açúcar, que poderia ser levada em banho-maria como normalmente ocorre nas campanha salariais, mas está se deparando com uma enorme de mobilização que tende a superar o seu domínio nos sindicatos. Os sindicalistas estão em um impasse: a empresa não quer saber de aliviar e eles não têm condições de controlar os trabalhadores.
Tudo indica que se abriu uma nova etapa na categoria dos Correios. A disposição e a ação dos trabalhadores demonstram que há um movimento mais amplo, no sentido de superar a burocracia sindical e sair seu curral, como acontecia nas greves anteriores, em que a burocracia mantinha certo controle sobre a greve.
Essa nova etapa indica que há uma tendência ao aparecimento de organizações próprias dos trabalhadores, que surjam na base, independente da burocracia sindical. Esse movimento é apenas embrionário, o que quer dizer que ainda não toma as rédeas do processo, enterrando de vez a burocracia. No entanto, essa organização pode se desenvolver a partir de um choque mais claro e definitivo entre os trabalhadores e a burocracia, fato que está cada vez mais próximo de ocorrer.
A força da greve depende dos próprios trabalhadores que até agora, apesar de todos os golpes e manobras do bando dos Quatro, estão lavando adiante uma greve de características revolucionárias. É preciso ampliar as medidas de mobilização, por isso, convocamos um ato em Brasília para unificar a luta nacional dos trabalhadores e colocar na parede os patrões da categoria: a presidenta Dilma Rousseff e o presidente da ECT, Wagner Pinheiro, ambos do PT.

- Ato no dia 28 em Brasília;
- Por 74% de reajuste;
- Greve até a vitória.

Contratação já de 35 mil ecetistas. Terceirização é escravidão e privatização

O expressivo aumento de trabalhadores terceirizados nos Correios é o resultado direto da política de privatização da empresa, explorando mais os trabalhadores para aumentar os lucros dos capitalistas

A direção da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) começou a terceirizar os serviços desde o início dos anos 90, com a terceirização de funções que não eram consideradas com atividades-fim: limpeza e alguns setores administrativos principalmente. Com a perpetuação das ACFs (Agências de Correios Franqueadas) a terceirização chegou aos atendentes comerciais contratados pelos empresários que detêm o direito das franquias.
Todo esse processo faz parte de um ataque geral do governo, dos capitalistas e da direção dos Correios em seu desejo antigo de privatizar a empresa e distribuir seus lucros para os parasitas nacionais e estrangeiros.
É por esse motivo que recentemente a terceirização está tomando conta da ECT. No momento em que o governo e a direção da ECT, do PT, estão colocando em prática de maneira decisiva a privatização. A mudança no estatuto da empresa, aprovado pelo Congresso Nacional e assinado por Dilma Rousseff, abre o caminho para a distribuição do dinheiro público aos capitalistas, através da constituição de empresas subsidiárias e da possibilidade dos Correios serem sócios de empresas privadas. Um dos principais resultados dessas mudanças é a terceirização. Desde o final do ano passado, a terceirização tomou conta da empresa nas funções de atividades-fim. São centenas de terceirizados e MOTs (Mão de Obra Temporária) cumprindo o serviço dos OTTs e carteiros.
Para privatizar a empresa é necessário aumentar a exploração dos trabalhadores. Por isso, a categoria está sofrendo com o corte de direitos, como é o caso do convênio médico, com o excesso de serviço e a falta de funcionários. A direção da ECT passou mais de dois anos sem concurso público apesar da falta de mão de obra ser clamorosa, enquanto isso aumentava o número de terceirizados.
A terceirização é um dos maiores ataques dos capitalistas para aumentar a exploração e assim, aumentar seus lucros. Os companheiros terceirizados não têm os mesmos direitos e não há nenhum comprometimento de que recebem os mesmos salários dos concursados. Prova disso é que, desde que a terceirização aumentou na empresa, já são centenas de casos de empresas fantasmas contratadas pela direção da ECT que não pagam os salários e atrasam os vales alimentação e transporte dos trabalhadores. Isso acontece com praticamente todas as empresas terceirizadas. O terceirizado não tem sindicato e não pode se organizar, o que também aumenta a escravidão dos trabalhadores.
Um verdadeiro descaso com os trabalhadores que prova que a terceirização não é nada mais do que a escravidão em larga escala.
Os trabalhadores dos Correios devem rejeitar a terceirização, que representa o ataque final à categoria. Os planos da direção da empresa são claros: trocar os concursados pelos terceirizados.
Por isso, é necessário defender o fim da terceirização como forma de lutar também contra a privatização. Para isso, a reivindicação dos trabalhadores é a imediata contratação de pelo menos 35 mil trabalhadores concursados e a incorporação de todos os terceirizados que já estão trabalhando e que a ECT arque com os prejuízos causados contra os trabalhadores terceirizados pelas empresas fantasmas que ganham a licitação de ECT para roubar esses companheiros.

- Não à terceirização, terceirização é escravidão;
- Derrotar a privatização;
- Contratação de 35 mil novos concursados;
- incorporação imediata dos terceirizados que já estão trabalhando na empresa.

Desespero: Correios estão desviando funcionários de suas funções por conta da greve

Os trabalhadores do CTC Vila Maria, em São Paulo, denunciaram que os OTTs que não aderiram à greve estão sendo mandados para outros setores


Os trabalhadores dos Correios de São Paulo, que trabalham no CTC Vila Maria (Centro de Tratamento de Correspondências), denunciaram que os trabalhadores que não aderiram à greve da categoria estão sendo remanejados para outros setores, inclusive para cumprir funções que não têm nada a ver com as suas próprias.

A adesão no Complexo Operacional Vila Maria é muito parecida com os demais setores operacionais, em que a maioria dos trabalhadores estão parados. A adesão é maior entre os motoristas e entre os OTTs que trabalham nos dois turnos do CTE (Centro de Tratamento de Encomendas). No CTC, os poucos OTTs (Operadores de Triagem e Transbordo) que continuam trabalhando estão sendo obrigados a ir para outros setores “cobrir” os grevistas.

Assim, os OTTs estão sendo mandados principalmente para os CDDs (Centros de Distribuição Domiciliária) fazer o trabalho dos carteiros. Os CDDS estão lotados entupidos de carga e o desespero da empresa é entregar pelo menos as cartas e encomendas que conseguiram chegar até os setores. O desespero da empresa desmente as notícias falsas que estão sendo divulgados pela direção da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos), de que a greve estaria enfraquecida e com apenas 30% de adesão.

No CTP (Centro de Triagem Principal) Jaguaré, o desespero da empresa chegou ao ponto de os funcionários administrativos estarem sendo deslocados para o setor de operações. Essa situação criou uma revolta nos funcionários administrativos que estão começando a aderir à greve, assim como está ocorrendo em outros lugares, como Brasília.

A situação criada pela empresa foi anunciada publicamente pela direção da ECT que afirmou que faria um “plano de contingência” para tentar “amenizar” os efeitos da greve. Esse plano consiste em aumentar as horas-extras, o trabalho no fim de semana e o remanejamento de funcionários. Quer dizer, a empresa não cansa em aumentar a exploração dos trabalhadores.

A piada, no entanto, é que essas mesmas medidas já estão sendo tomadas pela direção da ECT há muito tempo. Não se trata de nenhum plano emergencial, mas de um ataque permanente dos patrões para sugar os trabalhadores. Todo o trabalhador dos Correios sabe que faz muito tempo que as dobras, horas-extras e trabalho no final de semana e feriados e o remanejamento de trabalhadores sem o consentimento destes é a política vigente na empresa.

O excesso de serviço e esses ataques da empresa foram um dos motivos da greve dos trabalhadores dos Correios, que não agüentam mais tanta exploração, que estão adoecendo nos setores, devido às condições de trabalho insuportáveis.

Convocamos os trabalhadores que ainda não estão em greve a aderir à paralisação e rejeitar os ataques da empresa para sugar o sangue do trabalhador. A greve é forte e está em pleno desenvolvimento, só a luta da categoria vai arrancar as reivindicações que os patrões se recusam a negociar.

 
- Greve até a vitória;
- Pelo direito de greve, não ao corte do ponto;
- 74% de reajuste para repor as perdas da categoria.

Sintect-MG realiza a final do XIII campeonato de futebol


Centenas de trabalhadores compareceram para acompanhar a final do tradicional campeonato de futebol realizado pelo Sintect-MG. Uma atividade de lazer, confraternização e de luta contra a privatização da ECT


Ocorreu no último domingo a grande final do final da XIII campeonato de futebol dos trabalhadores dos Correios de Minas Gerais, organizado pelo Sintect-MG (Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Minas Gerais) e pela Corrente Ecetistas em Luta.
O dia de confraternização encerrou o tradicional campeonato iniciado no dia 7 de agosto de 2011, que contou com a participação de 24 times, mais de 250 jogadores, diversas rodadas e dezenas de jogos.
O último dia contou com três partidas empolgantes. A final do Master, a disputa do 3º lugar e a grande final do campeonato. Mais de 1.500 espectadores vieram ver os jogos. O campeonato de futebol do Sintect-MG tornou-se com o tempo maior que o campeonato promovido pela direção da ECT através da pelega ARCO, associação recreativa oficial.
Entraram em campo para disputar a final do Master os jogadores veteranos do Cento de Distribuição Domicilias (CDD) Parque Industrial e do CDD Floresta. O caneco foi levantado CDD Parque Industrial que venceu a partida por 4x3.
O 3º lugar do campeonato foi disputado pelo CDD Calafati e o CDD Nova Glória. A partida, que valia o bronze, terminou empatada no tempo normal, levando a disputa para os pênaltis.
A torcida vibrava a cada cobrança. As certeiras cobranças de pênaltis garantiram a vitória ao CDD Novo Glória.
A final do XIII campeonato foi emocionante. Após dezenas de partidas, o Centro de Tratamento de Encomendas de Belo Horizonte (CTE-BH) e o CDD Barreiro conseguiram chegar na final para disputar o caneco de ouro.
Em uma partida acirrada, os dois times se reversavam entre ataques e defesas. O equilíbrio da partida permitiu que cada time marcasse apenas um gol. Com o placar apertado de 1x1, a final foi decidida nos pênaltis.
Um único erro na finalização garantiu o troféu de campão para o CTE-BH que venceu a cobrança de pênaltis por 3x2.
Além da premiação dos três primeiros lugares, houve a distribuição do prêmio do goleiro menos vazado. O troféu de artilheiro vai ser entregue na assembleia dos trabalhadores.
Durante a entrega dos prêmios e das medalhas, o presidente do Sintect-MG, membro da Coordenação Nacional da Corrente Ecetistas em Luta, Pedro Paulo de Abreu fez um balanço das duas semanas da greve.
Pedro Paulo destacou: a massiva participação dos trabalhadores na greve, denunciado da manobra política do Bando dos Quatro (PT,PCdoB, PSTU e PSOL) que dirige a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos) para esfriar a greve e desmobilizar os trabalhadores, enfatizando a necessidade de romper com a barreira da burocracia através da ampliação do movimento paredista. O mesmo encerrou a fala convidando todos os trabalhadores presentes para construir o ato nacional contra a privatização em Brasília na próxima quarta dia 28.
Os trabalhadores aproveitaram o microfone para comentar as cenas da combativa greve de Minas Gerais, os piquetes com centenas de trabalhadores, as passeatas, os boletins distribuídos diariamente pela Corrente Ecetistas em Luta e da necessidade do ato nacional em Brasília.
O campeonato é mais uma das várias atividades que o Sintect-MG e da Corrente Ecetistas em Luta para promover uma integração cada vez mais ampla da base da categoria na organização sindical e mobilizar os trabalhadores para lutarem contra a privatização da ECT.