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sábado, 16 de junho de 2012

Comissão de Anistia: é preciso fazer justiça aos companheiros demitidos

O companheiro Pedro Paulo Pinheiro, presidente do Sintect-MG (Ecetistas em Luta/PCO) pediu a palavra para falar no ponto sobre a Anistia. Pedro Paulo foi o primeiro secretário de Anistia da Fentect, frente à uma luta de 4.000 trabalhadores que estavam demitidos na época.
Ele pediu que a Fentect se empenhe para colocar o debate e resgatar todas as questões de reintegração daqueles que foram vítimas da ditadura militar. Foram demitidos políticos, por lutar pelo direito de organização dos ecetistas.
A proposta de Ecetistas em Luta é que a Fentect aponte numa organização mais eficiente e tenha embate mais concreto na defesa desses trabalhadores.
Segundo Pedro Paulo, muitos trabalhadores foram demitidos e tiveram q se desgarrar do movimento por questão de sobrevivência, o que fez com que muitas dessas pessoas tivessem os dados perdidos durante a mudança das diretorias dos sindicatos e outros. A proposta seria portanto fazer um resgate desses dados, para procurar os companheiros e “fazer justiça a todos esse lutadores que permitiram que estivéssemos fazendo o que estamos fazendo agora”.

Comissão de PCCS discute o PCCS da escravidão


Após a discussão sobre o SAP, está sendo discutido o PCCS (Plano de Cargos Carreiras e Salários). A comissão de PCCS da Fentect subiu à mesa para fazer uma primeira explanação sobre o assunto.
O PCCS é, como é o SAP, outro mecanismo de super-exploração dos trabalhadores, tanto que o PCCS de 2008 é conhecido na categoria como da “escravidão”. A maioria da comissão de PCCS, composta por Articulação-PCdoB, assinou às costas dos trabalhadores o documento. A crise foi tão grande que a empresa e a burocracia sindical foram obrigadas a recuar, ainda que parcialmente.
Um dos principais ataques contidos no PCCS é o cargo amplo. Ali, as funções dos trabalhadores ficam na mão da empresa. Ao contrário do que disse o membro do bloco pelego, há centenas de casos de trabalhadores que estão cumprindo cargos e funções que não são a deles, como OTT fazendo serviço de carteiro e outros casos.

Anaí Caproni chama unidade contra o SAP


A companheira Anaí Caproni, chamou os delegados da Articulação, que estão num partido de esquerda, a se juntar na luta contra o SAP.
Os delegados que estão no Congresso são trabalhadores e não estão na mesma situação que os petistas que estão na direção da empresa. Estão atuando contra seus próprios interesses ao ficar defendendo o diretor regional (do PT) contra o sindicalistas de Minas Gerais (do PCO/Ecetistas em Luta). “O diretor regional – disse Anaí – não vai ajudar os sindicalistas do Pará e da Bahia”.
A companheira chamou os delegados do PT aqui presentes a bater pesado naqueles que se escondem atrás da sigla da Articulação para defender seu próprio bolso e nos que aqui fazem discurso contra o SAP, mas estão vendendo a cabeça de todo o mundo para a direção da empresa em troca de um cargo.
Chamou, assim, a união de todos os trabalhadores e sindicatos para derrotar o SAP.

A Fentect precisa encampar a luta contra o SAP


Irani Leandro, delegada de Ecetistas em Luta/PCO disse que o Sintect-MG, do qual é diretora, está levando uma luta de fato contra o SAP. O sindicato orienta os trabalhadores a não assinar os termos, o que de fato acontece. Mas ressaltou que esses atos não podem ser localizados. Segundo ela, a Federação tem que encampar essa luta, unificando todos os sindicatos nesse sentido.
Por isso é importante que a Fentect tenha uma nova direção, que de fato leve adiante essa luta, o que pode acontecer nesse congresso.
Criticou ainda a bancada da situação (PCdoB-PT/Articulação) por ser legalista. Ela disse que não bastam ações judiciais e que eles têm que parar de confiar na justiça e ir para a luta junto com o trabalhador. Ela lembrou que eles disseram que a greve de 28 dias deveria ser encerrada após a decisão do TST, alegando que “ordem judicial não se discute, se cumpre”.
Irani chamou ao boicote ao SAP e à unificação dos sindicatos contra esse sistema.

Traidor: presente!


O companheiro Evandro Leonir, do MRL do Rio Grande do Sul, membro do bloco de oposição, denunciou que os traidores das últimas campanhas salariais estão presentes na bancada da Articulação/PT-PCdoB.
O companheiro citou o nome de Saul (Articulação/PT-BA), de Cláudio (PCdoB-RJ) e Paulo Wilson (Articulação/PT ) e Soró (PCdoB-RPO), que eram membro do comando de negociação em 2011 e foi responsável pelo golpe do TST que acabou com a greve de 28 dias.
Citou ainda o nome de Reginaldo (PCdoB-RN) e Reginaldo (Articulação/PT-BA) que assinaram o acordo bianual.
A cada nome citado, juntamente com sua traição, a bancada de oposição gritava em protesto; “presente!”, denunciando a presença no Congresso desses verdadeiros traidores da categoria, que enquanto atacam a oposição, escondem suas traições.
Os judas da categoria precisam ser denunciados para que os trabalhadores saibam quem são.

Articulação/PT é a favor de criar novo SAP


O delegado de Ecetistas em Luta, Aurimar de Carvalho, denunciou que Articulação/PT quer criar “novo SAP”.
A tese da Articulação/PT que o companheiro de Ecetistas em Luta leu no plenário diz textualmente o seguinte: “Defendemos um sistema de avaliação com critérios claros e objetivos, onde trabalhadores saibam que estão sendo avaliados, dessa forma acreditamos na possibilidade de construir um sistema que produza bons resultados. Assim sendo defendemos um sistema de avaliação que tenha credibilidade e respeito pelo trabalhador e que possa ser totalmente revisto, partindo do debate com trabalhadores e entidades.”
Ou seja, a Articulação/PT se diz contra o SAP por pura formalidade, pois pede claramente um novo SAP. Os trabalhadores devem rejeitar todo e qualquer sistema de avaliação, que só tem por objetivo coagir o trabalhador e facilitar as demissões para privatizar a empresa.

PCdoB diz que ecetistas são favoráveis ao SAP


O delegado do PCdoB, Manoel Feitosa, disse que é preciso “ganhar o debate” sobre o SAP. Ou seja, para ele não se trata de derrotar de fato o projeto, mobilizando os trabalhadores, organizando atos, paralisações e tomando medidas práticas. Não, o trabalhador ainda precisaria ser conscientizado antes de fazer alguma coisa.
No meio da sua fala, o ato falho: “é preciso fazer uma campanha contra o trabalhador”. Depois, ele corrigiu; “contra o SAP”. Mas o erro, revela o pensamento. Feitosa deu voz à campanha da empresa, evidentemente mentirosa, de que a maioria dos trabalhadores ecetistas é a favor do SAP.
Enquanto o PCdoB não “ganha o debate”, os trabalhadores aguentam o plano nazista do SAP…