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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

A imprensa e a tentativa de prisão dos estudantes da USP

 
As declarações feitas na imprensa capitalistas pelos jornalistas que supostamente informariam a notícia mostra a campanha orquestrada pela direita para perseguir o movimento estudantil


Estudantes em 2009 protestavam contra invasão tropa de choque para impedir um piquete.
A partir da ocupação da diretoria da FFLCH e da reitoria os estudantes da USP sofrem uma ofensiva da imprensa capitalista com muitas calúnias. Os supostos repórteres se tornam porta-voz da posição do governo e da reitoria com acusações parecidas com as da ditadura militar brasileira como “estudante tem que estudar” e “trabalhador tem que trabalhar”, que os estudantes seriam “vândalos”. A atividade política estaria impugnada nesses setores. Esta concepção em si já é completamente reacionária, uma vez que quer vetar a atuação política nas universidades.
É claro que isso tem uma intenção que é calar os setores de oposição e garantir imposição da política burguesa. Nesse caso da USP, garantir a privatização da universidade mais importante do país e uma das mais importantes do continente.

As reportagens feitas se preocupam em tirar cuidadosamente qualquer conteúdo político da ação dos estudantes. Não citam os casos de perseguições políticas, as eliminações de estudantes, demissão de diretor sindical e as centenas de processos contra funcionários e estudantes por participar de movimentos políticos.

A denúncia do Ministério Público contra os 72 estudantes da USP trouxe à tona a campanha novamente. Sem sequer o juiz aceitar a denúncia e abrir um inquérito contra os jovens, a “repórter” do SBT afirma, de maneira bem decorada "Vândalos, manifestantes ou terroristas, quem era os estudantes que invadiram a USP? O que eles queriam? Munidos de bombas caseiras paus e pedras ocuparam mascarados a universidade desacataram a ordem judicial, depredaram o patrimônio público e tudo isso em prol da liberdade de fumar maconha. Essa foi a grande causa desse revolucionários mas não caiu bem. O vandalismo disfarçado de protestos, os universitários devem saber que a USP não é um reduto imune as leis onde se pode praticar crimes impunimente. Agora aprenderão da forma mais dura o sentido da palavra respeito . Que ao julgar o caso a justiça tenha a temperança que faltou aos 72 arruaceiros da USP".
A histérica jornalista do SBT fez lembrar as intervenções estapafúrdias do folclórico coronel Erasmo Dias, chefe da Segurança Pública de S. Paulo, na época das manifestações contra a ditadura, que se vê em velhos filmes de televisão contra os militantes da época.
Essa declaração dá o tom da cobertura de toda a imprensa sobre o caso. Os estudantes se levantaram contra o estado de sítio em que foi colocada a universidade para garantir a privatização desta. Não tem nada a ver com a maconha, mas é o pretexto ideal para a campanha moralista e caluniosa contra esses estudantes.
Tentam passar a ideia de que não teria uma reivindicação e não teria razão de ser e que os estudantes apenas não queriam a política para “poder fumar maconha livremente”.
Segundo essa imprensa venal, não há processos administrativos, não há processos na Justiça, não há uma perseguição aberta ao movimento estudantil, não há a tentativa de esmagamento da organização sindical dos funcionários, não há ameaças a docentes e, principalmente, não estaria em marcha a privatização da USP. Uma realidade inventada para reforçar a tese deles de que não são estudantes, são “vândalos”.

Pelo que lutam os estudantes da USP

Milhares de estudantes passaram pela reitoria da USP durante a ocupação em novembro de 2011. A ocupação era uma forma de protesto contra os processos contra funcionários e estudantes, pela saída da PM do campus e pela saída do reitor João Grandino Rodas. Esse foi colocado por Serra no cargo mesmo tendo ficado em segundo lugar na consulta ao Conselho Universitário. Isso mostra que foi escolhido a dedo pelo PSDB para agir da maneira truculenta necessária e impor a privatização da USP. Desde que foi indicado fez muitas declarações como a de que deve ser cobrada mensalidade dos estudantes e a iniciativa privada deve estar na USP. A luta dos estudantes da USP tem como objetivo evitar a entrega da USP para a iniciativa privada e para isso enfrentam a política e processos na Justiça. A reitoria tenta paralisar uma parte importante do movimento para impor a privatização.

Fim do monopólio capitalista da imprensa

É importante o movimento realizar uma ampla discussão a respeito da atuação da imprensa capitalista e tirar a conclusão de que não há imprensa livre, exceto aquela que os próprios estudantes e trabalhadores fazem. Não devem confiar na imprensa capitalista monopolizada. É necessário que não tenham ilusão nessa imprensa vendida que age pelos interesses dos poderosos.
Uma imprensa independente e livre deve se constituir pelos que lutam em favor da universidade e dos interesses da população em geral.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

PCdoB: a burocracia inimiga da luta dos trabalhadores esta à beira da decomposição

Sem apoio entre os trabalhadores, burocracia do PCdoB aprofunda sua crise e se mantém às custas do apoio patronal e de fraudes e golpes contra os ecetistas

 
A recente “vitória” da Chapa 1 – do Partido dos Capangas do Brasil – nas eleições para a diretoria do Sintect – RJ longe de conter a violenta crise da burocracia sindical dos movimento sindical dos correios, expõe de forma inequívoca o seu aprofundamento e as tendências à própria decomposição da burocracia, em contrapartida com as claras tendências à evolução da luta da categoria e do desenvolvimento no seu interior de um novo sindicalismo, que se apoia na luta dessa combativa categoria, no reagrupamento e no avanço dos setores classistas no seu interior.

Uma ditadura sem apoio entre os ecetistas

A atual diretoria reeleita no pleito totalmente manipulado, realizado no final de janeiro passado, obteve (segundo os dados fraudulentos apresentados) um total de 1502 votos. Isso representou 31% do total de votos apurado (4809) e equivale a menos de 10% da categoria ecetista no Estado do Rio de Janeiro (incluindo aposentados, anistiados, Motes e outros que integram a base estadual e parte dos quais participaram das eleições).

Do processo eleitoral anterior (2010) para cá a diretoria pcebista teria perdido mais de 700 votos, cerca de 30% da votação anterior, também amplamente denunciada por fraudes, em um número muito pouco maior de votantes (menos de 100 a mais).

Mais uma vez, cerca de 1/3 dos associados não teriam votado e pouco mais de 30% dos trabalhadores da categoria teriam participado do processo eleitoral, contra uma esmagadora maioria (67%) que se manteve distante, diante da ditadura implantada n Sindicato pela atual direção da entidade.

A baixa participação em uma eleição com quatro chapas e em uma das categorias de trabalhadores que possui um dos maiores índices de sindicalização e participação do País evidencia claramente o profundo desgaste da atual direção sindical, que há 15 anos controla o Sindicato, transformando-o em uma ditadura contra os trabalhadores, recebendo por isso – em diversas oportunidades – rasgados elogios da direção da ECT, no Rio de Janeiro e em nível nacional.

Uma extensa folha de serviços prestados à empresa

A chapa 1, reeleita, do PCdoB (Partidos dos Capangas do Brasil) completou 15 anos à frente do Sindicato apoiado pela direção da ECT e às custas de uma sequência de fraudes e golpes.

O secretário-geral do Sintect-RJ, esteve à frente maior golpe contra os mais de 120 mil ecetistas de todo o País que foi a assinatura do acordo bianual de 2009, que deixou a categoria sem campanha salarial por dois anos.

Na campanha salarial seguinte, depois da combativa greve de 28 dias (2011), o bloco traidor PCdoB/PT retirou a categoria da greve diante de uma decisão arbitrária do TST, sem qualquer conquista e aceitando um processo de reposição que intensificou a escravidão no interior da empresa, obrigando milhares de ecetistas a trabalharem sábados e domingos e a dobras sem fim.

No ano passado, a burocracia “comunista” resolveu ajudar a empresa a atacar a unidade nacional da categoria, uma de suas maiores armas na luta contra os patrões.

Nas vésperas da campanha, por ocasião do XI Congresso Nacional da categoria, a máfia do PCdoB (que também dirige o Sintect - SP) resolveu, sem qualquer consulta real à categoria, desfiliar o Sintect - RJ da federação nacional da categoria (Fentect) que reúne os mais de 30 sindicatos dos ecetistas de todo o País.

A ruptura buscou evitar que as bases sindicais do Rio e São Paulo (as maiores do País) se unificassem diante das propostas de luta aprovadas pela federação que, diante da revolta geral da categoria com as traições do bloco traidor PCdoB/PT passou a ser dirigida por uma frente dos setores de oposição que venceram o XI Congresso Nacional e aprovaram uma série de mudanças de caráter democrático e de luta para a entidade e para a luta nacional da categoria, como a eleição de um comando nacional de mobilização e negociação integrado por representantes de toas as bases sindicais da categoria. Medida que pôs fim ao balcão de negócios anual, em que os dirigentes sindicais que assinavam os piores acordos contra os trabalhadores eram contemplados com cargos e vantagens pela direção da ECT.

De fora da federação e das suas decisões unitárias, a burocracia do PCdoB atuou claramente contra a campanha salarial, propondo uma pauta em que aceitavam perdas salariais para os trabalhadores e procurando semear confusão entre os trabalhadores e trabalhando contra a greve unificada da categoria, o que provocou uma derrota parcial da categoria que apenas conseguiu evitar que a empresa avançasse contra importantes conquistas da categoria, como plano de saúde dos Correios.

A fraqueza da ditadura da burocracia

Estes e outros golpes levaram, inclusive, à própria divisão da burocracia no Rio (como em diversos outros sindicatos). Uma parcela dos diretores do PCdoB (liderados por Ana Zélia “Ginsp” e “Claudinho”) rompeu com a maioria, com denuncias mútuas de golpes, desvios e traições à categoria, aprofundando a crise, como se expressou – ainda que de forma limitada – no processo eleitoral.
Como se viu na campanha salarial (quando ambas as alas do PCdoB se unificaram em torno de questões fundamentais como o rebaixamento da pauta e a sabotagem à greve da categoria) e nas recentes eleições, onde o “racha” se juntou à burocracia do PT na Chapa 2, a crise embora separe as alas da burocracia por conta da intensificação da disputa interna diante da revolta dos trabalhadores, de modo algum leva a que estes setores da burocracia evolua no sentido da defesa dos interesses dos trabalhadores.

Nas eleições do Sintect – RJ, a chapa 2 (encabeçada pelo racha do PCdoB e integrada pelo PT/Articulação) buscou confundir a categoria e dividir a oposição e não só se recusou a denunciar a fraude no processo eleitoral, como colaborou abertamente com ela, como ficou evidente no processo de apuração, que esteve paralisado por várias horas até que setores da chapa 2 negociassem entre si a consumação da fraude contra a verdadeira oposição agrupada na Chapa 4, do Movimento de Oposição ao Peleguismo, representado no Rio pelo MRL, PCO, Mute e Alternativa Sindical. Situação que gerou revolta até mesmo entre setores do PT que integravam a Chapa 2.

O aprofundamento da crise, pelo contrário, intensifica as tendências à uma ditadura na maioria dos sindicatos, até que a evolução da mobilização das massas permita a superação - pelos meios que forem necessários – da burocracia e da sua política contra os trabalhadores.

Isso fica expresso não apenas nos processos eleitorais fraudulentos, dominados por capangas e por “especialistas” em roubar eleições sindicais, como também na agressão contra trabalhadores em assembleias se viu no Rio e em São Paulo, recentemente.

Esta ditadura, como se vê no Sintect – RJ, no Sintect – SP e em tantos outros, longe de ser uma demonstração de força da burocracia são a clara expressão de sua crise. Evidenciam o abismo cada vez mais intenso que a separa dos trabalhadores que claramente – como se expressou no Congresso da Fentect e nas próprias eleições do Rio (ainda que de forma limitada) estão evoluindo no sentido da sua reorganização e da superação política e organizativa dessa máfia.

Derrotar a burocracia

Nestas condições, na medida em que evolua a luta da categoria contra a ofensiva patronal, que tende a se intensificar com o agravamento da crise histórica do capitalismo que cobra a retirada de conquistas, o aumento da terceirização e a privatização da ECT, a burocracia do PCdoB (e toda a burocracia de conjunto) se mostra cada vez mais debilitada e sem condições de enfrenta a reação dos trabalhadores.

É preciso dissipar toda a confusão que uma análise equivocada da situação possa provocar (o que tende a ser estimulado pelas diversas alas da burocracia em crise, do PCdoB ao PSTU) e avançar no sentido da organização independente dos trabalhadores em relação aos patrões e à burocracia sindical, preparando as condições para sua derrubada e sua substituição por uma nova direção real para a luta dos trabalhadores.

A crise do PCdoB, principal suporte política dos patrões e dos seus governos contra os trabalhadores na categoria dos Correios, é uma crise terminal, expressão da total perda de apoio dessa corrente patronal infiltrada no movimento operário para defender os interesses dos maiores inimigos dos trabalhadores.

A tarefa é arregaçara as mangas e trabalhar pelo fortalecimento de uma verdadeira alternativa classista à essa burocracia (e suas variantes, como o PT e o PSTU, também imerso em profunda crise – que analisaremos a seguir) para acelerar a sua derrota decisiva diante da luta dos trabalhadores.

É preciso superar as debilidades políticas e organizativas da Oposição que, no Rio e em todo o País, que são parte do atual estágio intermediário da evolução luta da categoria que avança no sentido de liquidar com a burocracia que não para de retroceder.

Todo apoio à luta dos estudantes da USP! Abaixo a ditadura!

Nota de apoio aos estudantes da USP


Os trabalhadores dos Correios de Minas Gerais repudiam energicamente a tentativa do Ministério Público, por meio da promotora Eliana Passarelli, de colocar na prisão por oito anos 72 estudantes da USP.

O crime desses estudantes: lutar contra a ditadura de uma burocracia que quer privatizar a universidade para afastá-la ainda mais dos interesses dos trabalhadores e da população em geral.

A tentativa de tornar crime um movimento político deve ser amplamente denunciada. Está claro que o Ministério Público está organizando um processo farsa cujo único objetivo é perseguir politicamente esses estudantes. É assim que a burguesia brasileira trata os que lutam por suas reivindicações, essa é a verdadeira cara da “democracia” brasileira. Para atacar um direito elementar da população de se manifestar vale tudo: forjar provar, mentir, inventar acusações.

O Sintect-MG (Sindicato dos Trabalhadores de Minas Gerais) denuncia e repudia esse ato fascista de uma direita que está escondida atrás das instituições mais antidemocráticas do regime político como os tribunais e o ministério público. Mais do que isso, o Sintect-MG convoca todos os trabalhadores dos Correios e todos os estudantes a entrarem na luta contra esses ataques da direita. Não mediremos esforços para combater esses a direita mais reacionária.

Nos solidarizamos com os companheiros do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) que também estão sendo processados.

O ataque aos estudantes e funcionários da USP faz parte de uma onda de ataques aos direitos dos trabalhadores. Nos Correios, nas últimas greves, a direção da empresa tem agido junto com o TST para atacar o direito de greve da categoria, ameaçando com corte do ponto e compensação dos dias de greve em regime de escravidão.

Chamamos todos os sindicalistas a denunciar a ditadura contra os estudantes da USP. A luta dos estudantes é a mesma luta dos trabalhadores.

Não ao processo!
Pelo direito irrestrito de greve e manifestação!
Não à privatização da USP e dos Correios!
Pelo fim de todos os processos contra o movimento estudantil!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Correios pelo mundo: A crise do serviço postal norte-americano

Os correios dos EUA anunciaram que vão interromper o serviço de entrega aos sábados para cortar gastos. O desmonte da empresa norte-americana é parte da política geral de privatizações

Os correios norte-americanos passam por uma enorme crise nos últimos anos. Estima-se que nos últimos seis anos, a empresa perdeu 41 bilhões de dólares, apenas no ano passado, foram 16 bilhões de prejuízo.
 
Nessa quarta-feira, dia 6 de fevereiro, a direção do Serviço Postal dos Estados Unidos anunciou que vai suspender as entregas de sábado como medida para reduzir custos. As entregas serão realizadas apenas nos cinco dias da semana, com exceção de alguns tipos de objetos, como remédios. Para se ter uma ideia do tamanho da crise, a entrega aos sábados é uma tradição de 150 anos dos correios norte-americanos.
 
Essa não é a primeira medida da empresa para cortar gastos. Vários postos de correios do País foram fechados ou tiveram o horário de funcionamento diminuído. A medida mais grave de todas, no entanto, é que a empresa vem demitindo em massa seus funcionários; 35% do quadro de funcionários já foi reduzido.
 
Um dos fatores apontados como responsável pela crise da empresa postal dos EUA é a busca por empresas privadas para a realização dos serviços de entrega. Exatamente o que querem aqueles que defendem o fim do monopólio postal da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) que na realidade é uma face da privatização.
Uma crise internacional
A crise nos correios dos Estados Unidos não é um fenômeno isolado. É possível verificar a mesma tendência nos correios de outros países, como Portugal, Inglaterra e França.
 
Em todos os casos há uma pressão dos capitalistas internacionais para que se privatize os correios. Na França e na Inglaterra, por exemplo, o governo planeja uma “reestruturação” da empresa, que nada mais é do que um eufemismo para a privatização. Assim como no Brasil a “modernização” da ECT esconde uma política de entrega da empresa para os capitalistas.
 
No caso de Portugal, o governo não esconde. A privatização dos correios já está marcada para esse ano e é uma exigência do Banco Europeu, após a quebradeira econômica do País.
 
A enorme crise dos Correios dos Estados Unidos, que está fechando postos de trabalho e agências é resultado de uma política avançada de desmonte das empresas estatais. No País, o correios é controlado pelo governo, mas a iniciativa privada tomou conta do setor. É o que estão querendo fazer no Brasil.
Funciona assim: primeiro, os capitalistas parasitam tudo o que for possível da empresa estatal; abaixam salários, aumentam preços e sucateiam serviços. Depois, eles destroem a empresa. Quem perde com a devastação só pode ser os trabalhadores e a população em geral.

Uma lista de golpes contra o trabalhador: CTB, a “fraude é pra valer”

Enquanto fraudava escandalosamente a eleição no Rio de Janeiro, o PCdoB/CTB também fraudava a assembleia do Rio Grande do Norte para dividir o movimento nacional

 
As eleição do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Rio de Janeiro foi mais uma na lista de fraudes e golpes contra os trabalhadores colocados em prática pelo PCdoB/CTB. Só assim, o PCdoB consegue se manter no sindicato. No Rio de Janeiro, a situação é muito pior, nem mesmo com a fraude, Ronaldão Bianual e sua turma não conseguiram esconder a enorme insatisfação dos trabalhadores.
 
Segundo os números oficiais, foram 4.770 votantes nas eleições, de um universo de 13.605 trabalhadores na base do Rio de Janeiro. Desses votantes, a chapa 1, do PCdoB/CTB teria obtido 1.504 votos, ou seja, dos votantes, o PCdoB não obteve sequer 1/3 dos votos. Se forem somados apenas os votos da chapa 4 (777) e da chapa 3 (934), seriam 1.711 o que já passaria o PCdoB, isso sem contar os da chapa 2 (1.279). Isso se pudéssemos levar a sério os números oficiais que são todos fraudados, nem assim o PCdoB só conseguiu a vitória porque a oposição foi dividida pela ação “laranja” do PSTU (chapa 3).
 
Mas a enorme rejeição dos trabalhadores do Rio de Janeiro é ainda mais clara se levarmos em consideração o número de trabalhadores na base. Segundo os votos oficiais, o PCdoB/CTB de Ronaldão Bianual não tem votos nem de 15% da categoria.
 
Assim fica claro que para o PCdoB “ganhar” é preciso capangas, manipulação, golpes e muito acordos de bastidores. Essa eleição é mais uma que entrou na conta das fraudes do PCdoB.
Profissionais do golpe
Enquanto os olhos do País todo estavam voltados para as eleições no Rio de Janeiro, o PCdoB/CTB, da mesma turma do Ronaldão Bianual, colocava em prática outra fraude bem tradicional no Rio Grande do Norte.
 
A diretoria daquele sindicato decidiu se juntar aos seus amigos divisionistas e desfiliar do Sintect-RN da Fentect para ajudar os patrões a destruírem o movimento nacional.
 
Foi marcada uma assembleia para a desfiliação, sem divulgação como sempre. Mesmo assim, prevendo que a proposta de divisão seria derrotada, a diretoria do sindicato marcou clandestinamente, ao mesmo tempo, uma assembleia no interior do estado, na cidade de Mossoró. Um golpe muito fuleiro, de uma burocracia que já não tem apoio de ninguém.
 
O resultado do golpe foi o esperado. A proposta de desfiliação perdeu na assembleia de Natal e ganhou, ou pelo menos dizem que ganhou, na assembleia de Mossoró.
 
Há muito tempo o PCdoB sobrevive nos Correios por meio das fraudes e golpes contra a categoria. A lista é imensa. Quanto maior é a rejeição dos trabalhadores à sua política patronal, mais evidente são os golpes.
 
Resta aos trabalhadores a organização de um grupo de base, classista e combativo para arrancar esses elementos patronais de onde eles estejam e devolver os sindicatos para os interesses da categoria.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

PSTU: serviçal do divisionismo do PCdoB

Nem mesmo a fraude nas eleições do Sintect-RJ conseguiu esconder o papel da chapa montada pelo PSTU/Conlutas: dividir a oposição para favorecer o PCdoB/CTB

Um dos fatos que mais chamou a atenção na eleição do Sintect-RJ (Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Rio de Janeiro), além da fraude escandalosa, foi a divisão dos votos da oposição opera- da pela chapa 3, do PSTU/ Conlutas.
Desde o começo a Chapa 4, do Movimento de Oposição,  denunciou  que o PSTU/Conlutas tinha a função de uma chapa “laranja” na eleição, ou seja, se lançou para tirar votos da chapa de oposição e dar votos para o PCdoB/CTB. Essa situação ficou muito clara no final. Ainda que os números sejam completamente manipulados, resultado da fraude escandalosa, se o número de votos obtidos pela chapa 4 (777) fossem somados ao da chapa 3 (934) a oposição ultrapassaria em mais de 200 votos o número obtido pelo PCdoB/CTB (1.504).
A vitória da oposição era tão evidente, que nem mesmo a fraude conseguiu esconder.

Apoiadores do divisionismo do PCdoB/CTB

Não é de hoje que o PSTU se alia aos traidores do PCdoB. Mas vamos nos ater apenas aos fatos mais recentes.
O PSTU/Conlutas foi o primeiro grupo a pregar a divisão da categoria. Sob o pretexto de criar uma federação  anã,  destruíram o bloco dos 17 sindicatos contra o acordo bianual, primeira tentativa de for- mação de um bloco oposicionista em 2009.
O PSTU/Conlutas levantou, mas quem tinha forças para chutar a bola era o PCdoB/CTB, que no início do ano passado anunciou estar fora da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios). Vindo de um grupo como o PCdoB/CTB, de Ronaldão Bianual e Cia, reconhecida- mente patronal e traidor, ficou evidente que a política divisionista era uma política pelega e principal- mente orquestrada direta- mente do gabinete da diretoria da empresa.
No entanto, o PSTU/ Conlutas não se intimidou. Continuou defendendo a divisão da categoria e  a  federação  anã.  Heitor  Fernandes,  do  PSTU do Rio de Janeiro, foi um dos principais incentivado- res, inclusive “saudando” o rompimento do PCdoB em documento público.
A essa “colaboração teórica” seguiu-se a colaboração política prática. Durante a campanha salarial, enquanto a empresa usava abertamente os sindicatos divisionistas para enfraquecer a luta da categoria, o PSTU se colocava contra as iniciativas da Fentect e colaborava com o PCdoB, servindo inclusive como uma   oposição   consenti- da nas assembleias, como já é tradicional na relação entre PSTU e PCdoB, vale lembrar que na greve de 28 dias, o único que falava nas assembleias de São Paulo, fora a diretoria do sindicato era o Geraldinho do PSTU.
Nota-se que o papel de oposição “laranja” é cumprido pelo PSTU não apenas nas eleições, mas na própria luta da categoria.

A chapa “laranja”

Quando começou o processo eleitoral, o PSTU/ Conlutas tratou de colocar em prática sua política divisionista.
Se recusou a montar um chapa da oposição unifica- da. Prova disso é que durante a formação das chapas procurou elementos oposicionistas reconheci- dos na categoria para lançar a calúnia de que o Movimento de Oposição não lançaria chapa e apoiaria a chapa da empresa, representada pela Articulação. Muitos companheiros rela- taram tal calúnia, inclusive desistindo de ingressar na chapa do PSTU e entrando na chapa 4, da oposição.
Quando o Movimento de Oposição estava formando a chapa 4, o PSTU recusou-se a discutir a formação de uma chapa unitária. Na assembleia que definiu a comissão eleitoral, o PSTU/Conlutas se isolou para facilitar a vitória do PCdoB, que mesmo assim foi derrotado por poucos votos de diferença.
Mas não é só isso. Duran- te todo o processo eleitoral, o PSTU/Conlutas continuou com a calúnia de que a chapa 4 era uma chapa laranja  da  Articulação/PT e que chegaria a retirar a candidatura (!) em benefício da chapa 2.
Durante as eleições revelou-se inclusive que havia dois elementos na chapa 1, do PCdoB/CTB, membros da Conlutas.

Tudo pela federação anã

A política do PSTU/Conlutas tem uma explicação, que ficou clara também no último Congresso da Fentect, vencido pela oposição.
O ataque à oposição e a defesa dos divisionistas do PCdoB tenta jogar a fede- ração e os sindicatos nas mãos dos pelegos e traidores para forjar um pretexto para a criação da fede- ração anã.
De um lado, apoiam, ora valada ora abertamente, a política do PCdoB/CTB para justificar a divisão da categoria em várias federações. De outro lado, colocam no mesmo barco o Movimento de Oposição e a ala patronal da Fentect, representada pela Articulação/PT. Com isso, o PSTU procura convencer  os  trabalhadores, particularmente um setor  mais  despolitizado, de que a Fentect seria “in- corrigível”, que não valeria a pena lutar para retomar a federação para as mãos dos trabalhadores. Mais ainda, de que a luta travada pelo MOPe (Movimento de Oposição ao Peleguismo) não passa de uma farsa, ainda que não consigam explicar nem provar uma única linha das calúnias que produzem.
Está muito claro que o interesse do PSTU não é desenvolver a luta das trabalhadores contra os traidores e a empresa. Pelo contrário, o único interesse é a formação da federação anã e se preciso for, passando por cima dos próprios interesses da categoria.
Esse é o motivo da política divisionista do PSTU/ Conlutas e do seu apoio aos divisionistas do PCdoB/CTB.

Boletim Ecetistas em Luta 8-2-2013

Boletim Ecetistas em Luta