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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Os correios de todo o mundo estão à venda

Por exigência dos banqueiros internacionais
Os correios de todo o mundo estão à venda
O governo português anunciou que está definindo os moldes da privatização da sua estatal, a mesma política que está sendo levada adiante pelo governo brasileiro 


Nem bem tomou posse e o novo primeiro-ministro português, Passos Coelho, apresentou, na última terça-feira, dia 28 de junho, um “Programa de Governo” no qual pretende definir uma proposta de modelo de privatização dos Correios de Portugal (CTT).

O governo afirmou, na parte do Programa dedicada às telecomunicações, que vai “proceder à definição do modelo de privatização dos CTT e à sua efetiva concretização.”
A privatização dos Correios de Portugal está sendo discutida desde a apresentação do programa de privatizações 2010-2013, definido no Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) e no Orçamento do Estado. A privatização do Correio português e de outras empresas é uma das condições do imperialismo para que novos empréstimos sejam feitos ao País, que atravessa uma enorme crise econômica.
As privatizações em Portugal são parte do plano de austeridade imposto pelo governo e os banqueiros internacionais contra a população. A economia do País está despedaçada, junto com Grécia e Irlanda. Para “recuperar” a economia do País, que na realidade significa dar dinheiro aos capitalistas e banqueiros europeus, foi fechado um acordo com a “troika”, um órgão formado por um representante do FMI (Fundo Monetário Internacional), um representante do Banco Central Europeu e um representante da União Europeia, ou seja, representantes dos banqueiros internacionais.
O plano de austeridade aprovado pelo governo português, do qual a privatização é um dos principais pontos, é uma exigência direta do imperialismo para roubar o dinheiro da população desses países. Os correios portugueses, por exemplo, deram um lucro de 56,3 milhões de euros no ano passado, ou seja, os capitalistas ganharão de presente uma empresa que foi construída pelo povo português.
O caso de Portugal deve servir de exemplo para os trabalhadores brasileiros sobre quais as intenções dos capitalistas internacionais na ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos). Correios de outros países, como a França e a Inglaterra, também estão na mira das privatizações. Para recuperar os parasitas banqueiros internacionais em crise, a exigência é privatizar e devastar a economia dos países, á custa da fome e do desemprego de milhões de trabalhadores.
A política do governo brasileiro é movida exatamente pelos interesses desses mesmos parasitas internacionais. Dilma Rousseff e o governo do PT-PMDB estão privatizando os aeroportos, a Eletrobras e os Correios, para entregar esse patrimônio do povo brasileiro aos capitalistas internacionais.
As modificações contidas no novo estatuto da ECT, aprovado por decreto pelo governo do PT, são exigências dos mesmos que estão obrigando o governo português a vender os correios daquele país. Essas mudanças são muito semelhantes, como a abertura da empresa para a participação acionária em empresas privadas ou a criação de empresas subsidiárias.
Para quem tem dúvida sobre a privatização dos correios brasileiros, o exemplo de Portugal e de outros países encerram o problema. As mudanças propostas pelo governo do PT para os Correios são as mesmas que estão sendo feitas nesses países e fazem parte do mesmo processo político e econômico de entrega das riquezas nacionais aos capitalistas estrangeiros.
Os resultados dessa política também serão os mesmos: demissões de milhares de trabalhadores, terceirização em massa, corte de direitos, rebaixamento salarial.
A tendência do imperialismo é destruir a economia dos países para aumentar seus lucros, numa tentativa dos banqueiros e capitalistas internacionais de recuperar o dinheiro perdido com a crise, à custa da exploração da população.
O governo do PT-PCdoB-PMDB e os sindicalistas traidores do Bando dos Quatro (PT, PCdoB, PSTU e Psol) tentam negar a privatização por puro cinismo. Na realidade, os Correios estão sendo dados de presente aos banqueiros e capitalistas estrangeiros às costas de toda a população brasileira e dos trabalhadores da própria empresa. Um crime contra todo o povo brasileiro.
Os trabalhadores não devem aceitar esse golpe e organizar imediatamente uma campanha de denúncia e se preparar para lutar energicamente contra as privatizações.

ECT começa receber os funcionários de outros órgãos estatais com altos salários

Cabide de empregos
ECT começa receber os funcionários de outros órgãos estatais com altos salários
O Governo de Dilma Rousseff, do PT- PMDB – PCdoB, está nomeando vários funcionários de outros órgãos estatais para cargos na ECT com remuneração acima de R$ 11.000,00 (onze mil reais) enquanto os trabalhadores ecetistas continuam com seus salários de fome


No dia 28 de junho de 2011, o governo Federal publicou no Diário Oficial da União a transferência de três professores do ensino básico, técnico e tecnológico do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Santa Catarina para assumirem cargos comissionados na ECT – Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ocupando a Função Técnica de Analista XI.

Os novos funcionários dos Correios, Rosângela Mauzer Casarotto, Marcelo Carlos da Silva e Consuelo Aparecida Sielski Santos, que estão se alojando no grande cabide de emprego que os Correios se transformou, vão receber só de remuneração singular a nada módica quantia de R$ 11.738,45. Conforme tabela de valores pagos pela função de Analista XI, fornecida pela DAREC, tendo como base o PCCS/2008, assinado pelas costas da categoria pelo Bando dos Quatro da Fentect.
Esta aberração moral está sendo permitida após a aprovação do novo Estatuto da ECT, que visa acabar com a carreira na empresa formando um grupo de comissionados, que vão ajudar o governo do PT-PMDB-PSTU entregar o patrimônio dos Correios.
A nomeação de funcionários de outros órgãos estatais, para cargos comissionados, de confiança, na ECT faz parte do processo de privatização dos Correios.
Enquanto o governo do PT-PMDB-PCdoB nomeia seus compadres em cargos de chefia na ECT com salários em média de R$ 10.000,00, a direção corrupta da ECT quer manter congelado o valor dos salários dos trabalhadores ecetistas, que possuem piso inferior a R$ 800,00 .
É a política de destruição da ECT e do Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos Trabalhadores dos Correios, que vem sendo colocado em marcha com a colaboração do Bando dos Quatro da Fentect (PT – PCdoB - PSTU e Psol) que tentam esconder da categoria a política de privatização da ECT pelo governo de Dilma.
Contra esta situação, os trabalhadores dos Correios devem levantar suas reivindicações:
-Abaixo as nomeações feitas pelo governo e pela direção corrupta da ECT;
-Colocar abaixo todo o processo de privatização dos Correios;
-Por um Correio Público, de Qualidade, controlado pelos próprios trabalhadores, através de eleição direta a todos os cargos de chefia na ECT, desde Presidente dos Correios a Supervisor de Operações, com mandatos revogáveis pelos próprios trabalhadores.

Solução da ECT é sobrecarregar trabalhador

Atraso na entrega de encomendas
Solução da ECT é sobrecarregar trabalhador
Matéria divulgada pela Rede Globo de televisão sobre os atrasos na entrega de correspondências do Correio aponta que a direção da ECT está “resolvendo o problema” com aumento de horas extras, trabalhos nos fins de semana e contratação de terceirizados. Na prática é a escravização do trabalhador para a privatização da empresa 


A matéria colocada no ar pelo programa Bom Dia Brasil, da Rede Globo, com o tema “Falta de funcionários nos Correios causa atraso nas entregas” a empresa mais uma vez coloca seus planos para o futuro da empresa e dos trabalhadores de maneira clara.

Com depoimentos de funcionários, sindicalistas e de clientes da empresa a matéria coloca que a falta de trabalhadores está causando esses atrasos, principalmente na região de Campinas (SP).
No fim da matéria a direção da ECT, de maneira cínica, divulgou uma nota afirmando que está tomando as medidas necessárias para a resolução do problema. Segundo a direção da ECT o problema está sendo minimizado com a “compra de equipamentos, realização de horas extras e trabalho nos fins de semana, realocação de pessoal e contratação de trabalhadores temporários” e “que na maior parte do país as entregas estão dentro do prazo e que vai realizar um novo concurso para contratar dez mil funcionários, entre eles cinco mil carteiros”. A afirmação é ridícula e funciona apenas para aterrorizar ainda mais os trabalhadores que já estão sobrecarregados.
Para resolver o problema dos atrasos a direção da ECT quer escravizar o trabalhador. O aumento das horas extras e o trabalho nos finais de semana são adotados frequentemente causando danos aa saúde do trabalhador, enquanto a ECT prepara a privatização.
Outro sinal da privatização é a contraçtaão de terceirizados que está sendo justificada devido a ausência de mão-de-obra, mas que não passa de uma manobra para colocar em marcha um processo de baratear os custos e tornar a empresa mais lucrativa para os futuros compradores.
Não falam que há um déficit de mais de 35 mil trabalhadores devido ao aumento gigantesco do número de encomendas. Em vez disso, a ECT, apoiada pela burocracia sindical do Bando dos Quatro (PT, PCdoB, PSTU e Psol) realizou em 2009 um PDV (Plano de Demissão Voluntária) onde foram demitidos aproximadamente 7 mil trabalhadores.
Escondem também que o concurso que está sendo realizado não resolve os problemas do excesso de trabalho, para isso seriam necessárias mais contratações.
A empresa está sobrecarregando ainda mais os trabalhadores que realizam horas-extras diariamente e o fim de semana é dado como dia certo de trabalho. Com isso se aproveita para consolidar aos poucos a privatização da empresa através da terceirização.
Os trabalhadores devem se recusar a realizar horas-extras e trabalhos nos finais de semana e se organizar para forçar a empresa a contratar imediatamente mais trabalhadores para suprir as deficiências na sua organização.
A corrente Ecetistas em Luta (PCO) defende a imediata contratação por meio de concurso público de 35 mil trabalhadores e a incorporação sem concurso dos terceirizados ao quadro de funcionários efetivos da ECT.

Para que serve a ditadura no Conrep?

Correios
Para que serve a ditadura no Conrep?
A burocracia sindical do Bando dos Quatro e a direção dos Correios preparam o maior ataque aos trabalhadores nessa campanha salarial 


No último Conrep (Conselho de Representantes da Fentect), devido à enorme crise diante dos trabalhadores dos Correios, a burocracia sindical foi obrigada a escancarar a ditadura que impera na Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios) e na maioria dos sindicatos dos Correios, excluindo de maneira completamente arbitrária e autoritária a corrente Ecetistas em Luta, do PCO. Os companheiros de Ecetistas em Luta foram excluídos porque fazem parte da oposição mais conseqüente contra a privatização dos Correios e a política de traições da burocracia.
Não há espaço para a oposição e, mais ainda, não há espaço para que os trabalhadores estejam minimamente representados. Isso porque a empresa prepara o maior ataque contra a categoria, que é a privatização dos Correios, e a burocracia sindical, totalmente desmoralizada diante dos trabalhadores, precisa fazer o trabalho sujo cada vez mais escondido dos trabalhadores.
O Conrep iniciou com a burocracia sindical do PT-PCdoB impedindo a entrada de trabalhadores que tinham vindo de vários estados para acompanhar as “discussões”. Além disso, o regimento do Conrep foi montado cuidadosamente para que não houvesse qualquer discussão. O resultado: não se falou em privatização, não se falou em acordo bianual nem em nada do que realmente diz respeito aos interesses dos trabalhadores. Para que não houvesse discussão, foram montados grupos de “discussão” para restringir a participação dos delegados, exigindo uma “cláusula de barreira” para que as propostas pudessem ser levadas ao plenário.
Qualquer proposta que divergisse do esquema montado pelo Bando dos Quatro (PT, PCdoB, PSTU e Psol) para impedir a participação era atropelada.

A exclusão da oposição


Diante de tanta bandalheira contra os trabalhadores, era necessário preparar um golpe contra a oposição. O PCdoB e o PT, junto com a direção da ECT, financiaram a vigem para Brasília de elementos da oposição patronal de Minas Gerais. Essa oposição, que todo mundo sabe, é composta por elementos denunciados pelos trabalhadores como delatores e traidores, é financiada pelo PCdoB/CTB e pela direção da empresa para tentar tomar o sindicatos de Minas Gerais da corrente Ecetistas em Luta, única oposição nacional aos traidores da Fentect.

O circo foi armado no Conrep. Os traidores do PT e do PCdoB/CTB armaram uma provocação contra os delegados de Minas Gerais e toda a delegação da corrente Ecetistas em Luta. Colocaram o elemento patronal Roberto Delator Abrunhosa para defender que 40% (!) da delegação de Minas Gerais fosse dada para os traidores.
Diante do protesto enérgico dos companheiros da corrente Ecetistas em Luta, o PCdoB, tradicionais bate-paus do movimento sindical, partiram para agressão. Os companheiros da corrente Ecetistas em Luta se defenderam e, mesmo em minoria, não deixaram barata a provocação e a agressão.
Armado o cenário, a burocracia sindical (PT-PCdoB) decidiu, de maneira totalmente arbitrária, que todos os delegados do PCO, da corrente Ecetistas em Luta, fossem expulsos do Conrep. Para colocar em prática toda essa ditadura, contaram com a cobertura do PSTU/Conlutas, que se declarou favorável ao golpe contra a delegação de Minas Gerais e não se opôs à arbitrariedade da exclusão da corrente Ecetistas em Luta.
Uma verdadeira ditadura contra a oposição e contra todos os trabalhadores!
Esses traidores, que estão se vendendo para a direção da empresa por cargos para defender a privatização da empresa, não querem a presença da oposição para que toda a bandalheira não seja denunciada publicamente. A direção da empresa e a burocracia preparam um acordo pior do que o de 2009, pois precisa atacar fortemente os trabalhadores para poder privatizar os Correios.
Com a exclusão da corrente Ecetistas em Luta do Conrep, também garantiram um Comando de Negociação sem a presença da oposição, para fazerem todo o tipo de bandalheira. As inúmeras traições à luta dos trabalhadores dos Correios resultaram em uma crise profunda do Bando dos Quatro, por isso, é necessário excluir ao máximo a oposição para poder passar por cima dos trabalhadores e aprovar, junto com a empresa, a política de privatização.
A exclusão da corrente Ecetistas em Luta, no entanto, não vai ser suficiente para evitar que a crise dessa burocracia vendida seja ainda mais intensa diante dos trabalhadores. A corrente Ecetistas em Luta vai aumentar as denúncias contra todos os golpes que estão sendo preparados pela empresa e pelo Bando dos Quatro, com o objetivo de privatizar os Correios e convoca os trabalhadores e se mobilizar e atropelar os traidores e vendidos e organizar uma ampla mobilização contra os ataques do governo e da direção da ECT.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Migalhas para os trabalhadores

Correios: a campanha salarial dos traidores da Fentect
Migalhas para os trabalhadores
A proposta de reajuste de 24% aprovada no Conrep dos traidores não dá nem para compensar o fraudado acordo bianual, que deixou a categoria sem aumento por dois anos
O bloco traidor PT-PCdoB no 30º Conrep (Conselho de Representantes da Federação) para afirmar sua política de defesa da direção da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) propôs um miserável índice salarial de 24% para a campanha salarial dos trabalhadores dos Correios desse ano.
O reajuste apresentado pelos traidores foi aprovado pela plenária do Conrep, composta em sua maioria pelo bloco PT-PCdoB. A reivindicação é uma piada contra a categoria que está há dois anos sem aumento salarial.
Por conta do fraudado acordo bianual, aprovado contra a vontade dos trabalhadores em 2009, a categoria recebeu 0,1% de reajuste em 2010, além de ter ficado sem luta por dois anos. O golpe do acordo bianual, no qual direção da empresa e sindicalistas do PT e do PCdoB estiveram juntos, foi uma fraude escandalosa. Foi necessária a intervenção direta da direção da empresa e de chefes para fraudar assembléias e a assinar o acordo.
Nessa campanha salarial, os planos da empresa são ainda piores, devido ao aumento da crise econômica no País, que exige que os patrões aumente a exploração dos trabalhadores, mas principalmente devido ao plano de privatização dos Correios.
A direção da ECT, com a ajuda do Bando dos Quatro (PT, PCdoB, PSTU e Psol), quer um acordo salarial pior do que o de 2009. É necessário aumentar os ataques contra a categoria para impor a privatização dos Correios e assim, garantir os lucros dos abutres internacionais que estão colocando as mãos nos Correios.
Por isso, o Conrep, domina pelo bloco traidor, aprovou essa proposta miserável para os trabalhadores.
O PSTU, por sua, como cobertura da traição, propôs um reajuste também miserável de 34,18%, que não foi aprovado. O reajuste proposto pelo PSTU quase não se diferencia do aprovado pelo bloco PT-PCdoB, já que os 24% aprovados não incluem as perdas da inflação.
É importante ressaltar também que a migalha proposta pelo PSTU é menos do que os 35% reivindicado pela Frente dos 17 sindicatos contrário ao acordo bianual, que se formou após a traição da campanha salarial de 2009. O PSTU, apesar de todo o boicote interno liderado por ele mesmo, também fazia parte do bloco dos 17. Agora, passados dois anos, o PSTU rebaixa até mesmo aquilo que dizia defender, provando que estão completamente alinhados com o bloco traidor na defesa da privatização.
Não foi à toa que o Bando dos Quatro se uniu novamente para defender a direção dos Correios e excluir a oposição nacional Ecetistas em Luta, do PCO.
Os trabalhadores dos Correios não aceitam migalhas. A exploração nos setores de trabalho chegou ao limite. Os trabalhadores devem lutar por 74% de aumento ou greve.

O maior trampolim para cargos na ECT, usando a cabeça do trabalhador

Comissão de Negociação da Fentect
O maior trampolim para cargos na ECT, usando a cabeça do trabalhador
A Comissão de Negociação da Fentect deveria ter o objetivo de representar os interesses dos trabalhadores, mas nos últimos anos, os sindicalistas do Bando dos Quatro usam a Comissão para conseguir cargos e privilégios na ECT, vendendo os trabalhadores nos acordos salariais
A Comissão de Negociação da Fentect se transformou no maior trampolim para obter cargos dentro da ECT, onde os sindicalistas do Bando dos Quatro (PT-PCdoB-PSTU e PSol) fazem de tudo para serem indicados para esta Comissão, a fim de se colocarem diretamente à venda para a direção corrupta dos Correios.
A conta é simples: se a Comissão de Negociação da Fentect tem o poder de assinar acordos salariais e de direitos que refletirão na folha de pagamento dos Correios, que possui mais de 110 mil trabalhadores é óbvio que ficará mais barato para a direção da ECT comprar meia-dúzia de sindicalistas para lucrar à custa dos trabalhadores.
A Direção da ECT faz como aquele ditado “Juntar a fome com a vontade de comer”, pois corrompe os sindicalistas que querem ser corrompidos para assinarem acordos salariais rebaixados, retirando direitos, em troca do serviço sujo, dá alguns cargos ou privilégios para os sindicalistas da Comissão de Negociação da Fentect.
Foram vários sindicalistas que aceitaram este esquema nas mesas de negociação entre a Fentect e a direção da ECT, e logo após a assinatura do acordo receberam o prêmio (cargo) pela traição.
O caso de traição mais aberrante foi o do ex-sindicalista Marcos Antônio Teixeira, vulgo Teixeirinha, que, como membro da Comissão de negociação salarial de 2003, se colocou contra a maior greve da categoria dos últimos 20 anos, dando entrevista para Rede Globo, dizendo na entrevista que a greve havia terminado, quando os trabalhadores ainda estavam em greve no país inteiro. Depois de fazer estes pronunciamentos, Teixeirinha, mais dois sindicalistas do PT (Cecilião e Bezerra) e um do PCdoB (Marcão do DF) assinaram o acordo da campanha salarial daquele ano, exatamente como a empresa queria, sem o consentimento dos trabalhadores. Teixeirinha, Cecilião e Bezerra que fizeram esta traição no Comando, dias depois da assinatura do acordo receberam cargos de Coordenadores e Assessores na ECT.
Enquanto os trabalhadores perderam dinheiro com o acordo prejudicial assinado pelos traidores, estes sindicalistas aumentaram em mais de 500% seus salários.
Como foi o trampolim na Comissão de negociação do PCCS/2008
Para conseguir impor o PCCS/2008 da escravidão, que organiza as bases da ECT para todo o processo de privatização, a direção da ECT foi comprando sindicalista por sindicalista desta Comissão, o que obrigou a direção da Fentect substituir os membros da Comissão no meio da própria negociação.
O primeiro a ser comprado foi o sindicalista Eduardo do PCdoB do sindicato de Juiz de Fora, que no meio da negociação do PCCS/2008 recebeu um cargo de assessor do Departamento de negociação da ECT em Brasília para ganhar mais de R$ 10.000,00 de salário, logo após outro membro foi comprado, Luis Ferrer do PT da Bahia, que deixou a Comissão do PCCS/2008 para assumir o cargo de Chefe da segurança na DR-BA. Também foi comprado com cargo o diretor sindical, ex-militante do PSTU, Jorge Rolim, que deixou a Comissão para assumir cargo de chefia no seu Estado. Também passou pela Comissão do PCCS, o traidor Manoel de Oliveira Cantoara que foi comprado pela ECT, para o cargo de Assessor direto do Diretor de Recursos Humanos da ECT, este com o salário de R$ 20.000,00 mensais, isso após a conclusão da assinatura do acordo do PCCS/2008 e do Saldamento do Postalis.
A comissão de negociação da Fentect virou uma moeda de troca entre os sindicalistas traidores da Fentect e a direção corrupta da ECT, tudo para garantir a política de redução salarial e opressão dentro da ECT a serviço da privatização dos Correios.
- Contra o mercadão de cargos, através da Comissão de Negociação da Fentect
-Abaixo o trampolim por cargos na Comissão de negociação da Fentect. 
- Por uma Comissão de Negociação da Fentect constituída de um membro por sindicato, dos 35 sindicatos filiados, escolhidos pelos próprios trabalhadores em assembléias dos seus Estados.

PSTU quer rachar a Fentect, PT e PCdoB fazem de conta que não vêem

Nova federação anã do PSTU
PSTU quer rachar a Fentect, PT e PCdoB fazem de conta que não vêem
No 30º Conrep, a política divisionista do PSTU/Conlutas foi completamente ignorada, tanto por eles próprios, como pelo bloco traidor do PT e do PCdoB, os maiores beneficiados da divisão da categoria
O PSTU/Conlutas está levando adiante, nos Correios, uma política para romper com a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios) e criar uma nova federação anã com meia-dúzia dos menores sindicatos da categoria, que não representam nem 10% dos trabalhadores dos Correios.
A política do PSTU poderia ser encarada pelo PT e pelo PCdoB, os grupos que compõem a maioria da federação, como uma ameaça à sua política e à organização da qual tem maioria e impõem sua política na categoria. No entanto, fica claro que o PT e o PCdoB não encaram o divisionismo do PSTU como uma ameaça.
O que ocorre é que a política do PSTU não tem absolutamente nenhum resquício de oposição. O racha com a federação e a criação de uma nova é uma manobra casada que visa a favorecer a burocracia sindical traidora do PT e do PCdoB. O objetivo é enfraquecer a oposição para dar uma maioria folgada ao bloco traidor.
Nesse momento, depois das enormes traições desses sindicalistas, das quais o PSTU/Conlutas foi o mais fiel aliado, a burocracia sindical nos Correios se encontra em uma crise terminal. Em todos os sindicatos há a formação de oposições, em muitos casos dentro das próprias diretorias. Os trabalhadores estão se levantando espontaneamente em vários lugares, contra a super-exploração nos setores de trabalho.
A burocracia não tem a menor condição de conter a mobilização dos trabalhadores, o que deve ser ainda mais grave no momento em que o governo intensifica os ataques para privatizar os Correios. Para defender a privatização, a burocracia sindical precisa da ajuda preciosa do PSTU/Conlutas.
O divisionismo do PSTU nada mais é do que uma cobertura da política do bloco PT-PCdoB. Por isso, no XXX Conrep (Conselho de Representantes da Fentect), o bloco traidor sequer levantou o assunto. O “grande opositor” PSTU quer rachar a federação e justamente aquelas que a dominam não dizem nada e fingem que não estão vendo. Resta dúvida que existe um acordo? Claro que não.
O acordo é tão explícito que foi dada uma sala para cada grupo político poder realizar reuniões. A sala do PSTU, não era bem do PSTU, mas da tal frente que formaram para criar a nova federação anã. Total e completo apoio dos traidores. O que dizer então que os “combativos” divisionistas do PSTU tinham até mesmo o poder de conduzir os trabalhos na plenária do Conrep?
A discussão sobre o rompimento com a federação e a criação de uma nova não foi sequer levantada porque há o claro interesse do bloco PT-PCdoB e da própria empresa de que haja esse racha na categoria. Em troca do apoio do PSTU/Conlutas a todos os ataques que estão sendo preparados contra os trabalhadores, o reconhecimento da nova federação anã, que significa mais liberações sindicais, verbas e cargos.
O trabalho sujo do PSTU/Conlutas no 30º Conrep também fica absolutamente claro no apoio ao golpe contra a oposição nacional Ecetistas em Luta, que teve, de maneira completamente arbitrária, toda a bancada expulsa pelo bloco traidor.
A discussão não levantada também porque o objetivo é fazer tudo nas costas dos trabalhadores. A categoria não pode saber do tamanho da traição, para que não haja resistência.
A nova federação anã do PSTU/Conlutas serve apenas aos interesses particulares desse grupo, que são opostos aos interesses dos trabalhadores. Serve também, e principalmente, aos objetivos do governo e da direção da ECT que preparam os maiores ataques contra a categoria para privatizar os Correios.