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sexta-feira, 11 de março de 2011

Trabalhador tem que trabalhar mais para pagar cesta básica

Escravidão
Trabalhador tem que trabalhar mais para pagar cesta básica
O DIEESE, órgão oficial das “Centrais Sindicais” e dos patrões apresentou os preços da cesta básica em fevereiro
O DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) apresentou na última semana o preço de cesta básica de fevereiro. O Órgão oficial, controlado pela direitista Força Sindical, apresentou uma leve queda no preço da cesta (em nenhuma capital a queda ficou muito acima dos 2%) em nove das 17 capitais pesquisadas. Nas outras oito capitais houve aumento, Aracaju foi recordista com uma elevação de 4,32%.
As oscilações parecem irrelevantes se a análise for feita apenas com base nos dados relacionados a janeiro. O mais relevante das estatísticas apresentadas, no entanto, são os números do tempo mínimo de trabalho para que um trabalhador compre a cesta básica ganhando um salário mínimo. Nesse quesito, em nenhuma das capitais houve queda em relação a fevereiro de 2010.
Na principal cidade do País, São Paulo, para comprar a cesta básica em fevereiro do ano passado, o trabalhador precisava de 99h4m de trabalho. Em fevereiro de 2011 precisou de 106h24m. Em quase todas as capitais pesquisadas, o aumento do tempo de trabalho para que um trabalhador de salário mínimo adquirisse a chamada “ração essencial” manteve a média de aumento de São Paulo, entre quatro e seis horas a mais de trabalho, ou seja, quase um dia a mais de trabalho.
Os trabalhadores de Goiânia são os que mais tiveram aumento no tempo de trabalho. Se em fevereiro de 2010 eram necessárias 82h14m, em fevereiro desse ano foram necessárias 98h24m de trabalho para adquirir uma cesta básica. O aumento de mais de 16 horas representam mais de dois dias de jornada de trabalho.
Em São Paulo, onde o tempo de trabalho e o preço da cesta são os maiores do País o trabalhador teve que trabalhar mais da metade dos dias úteis do mês de fevereiro (excluindo sábados e domingos) para poder pagar a cesta básica;, foram necessários mais de 13 dias de jornada de trabalho.
Os números revelam que os trabalhadores estão cada vez mais sofrendo com a crise econômica, principalmente com a elevação no preço dos alimentos. A luta por um salário mínimo vital é crucial para a sobrevivência dos trabalhadores. O próprio DIEESE apresenta a necessidade de um salário mínimo de R$ 2. 194,18.
Porém o próprio salário mínimo do DIEESE não corresponde à real necessidade dos trabalhadores, pois os resultados apresentados pelo departamento estão vinculados aos capitalistas que têm relações diretas com esse órgão. É necessária a luta por um salário mínimo de R$ 2.500 que seja capaz de atender às “necessidades básicas vitais dos trabalhadores e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada a sua vinculação para qualquer fim”, conforme diz a própria Constituição Fedderal de 1988.

quinta-feira, 10 de março de 2011

A política “sindical” da direção dos Correios

Atacar os trabalhadores e privatizar 
As últimas reuniões, como a da PLR, confirmam que a política da direção da empresa é comprometer os sindicalistas para evitar a resistência da categoria
As recentes negociações entre sindicalistas da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios) e a direção da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) vêm revelando o objetivo do governo na nomeação da nova diretoria da empresa. Como já vem assinalando esse jornal desde que tomaram posse os novos diretores, Dilma Rousseff escolheu a dedo ex-sindicalistas ligados ao próprio PT para ocupar os principais postos da empresa, acabando assim com anos de dominação do PMDB nos Correios.
A começar pelo presidente Wagner Pinheiro, petista ligado aos bancários, que inclusive atuou no sindicato da categoria, a bancada conta ainda, apenas para citar alguns nomes, com Larry Manoel Medeiros de Almeida, diretor de Gestão de Pessoas, ex-carteiro e ex-sindicalista da categoria no Rio Grande do Sul; e o diretor de Administração, Nelson Luiz Oliveira de Freitas, petista que já atuou na prefeitura Marta Suplicy em São Paulo.
A privatização dos Correios já é certa pelo governo, indicada nos discursos de Dilma no momento de sua posse.
É exatamente da necessidade de impor os maiores ataques contra a categoria que surge a necessidade de nomear uma diretoria com ligações diretas com o movimento sindical e o próprio PT. O objetivo do governo é “amolecer” as relações com os sindicalistas para evitar uma resistência na hora de endurecer com os trabalhadores.
A escolha do governo não indica, pois, uma política mais favorável aos trabalhadores. Pelo contrário, a escolha de Dilma satisfez os banqueiros e os capitalistas e seus planos de privatização dos Correios. Se é verdade que os diretores petistas têm antigas relações com o sindicalismo, é ainda maior a verdade de que suas relações atuais são com os banqueiros. Exemplo do próprio Pinheiro que foi presidente da Petrus, fundo de pensão dos trabalhadores da Petrobras e controlada pelos bancos como todo fundo de pensão.
Comprometer os sindicalistas para derrotar os trabalhadores

Os dois últimos encontros entre a Fentect e a direção da ECT deixam bem claro a relação pretendida pela empresa.
Para representar a ECT nas negociações sobre a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) foi convocada uma comissão composta quase que exclusivamente por ex-sindicalistas. Alguns exemplos são João Rocha (PT), em membro da Fentect atual diretor regional do Mato Grosso do Sul, e Eugênio Valentin (PT) ex-diretor de Recursos Humanos em São Paulo e também ex-sindicalista.
Nas reuniões da PLR, que ainda estão acontecendo, os dois lados da mesa são compostos por sindicalistas. Contudo, apesar do enorme clima de amizade que existe entre os representantes da Fentect (PT, PCdoB e PSTU) e a comissão da empresa, todo o circo foi cuidadosamente armado para lesar os trabalhadores.
São esses traidores os responsáveis por querer empurrar à categoria critérios absurdos para restringir ao máximo o pagamento da PLR. De acordo com os negociadores da empresa, o trabalhador não poderá faltar, ficar doente, não poderá reivindicar nada com medo de receber uma punição e, claro, não poderá fazer greve. Os critérios impostos pela empresa revelam o nível de degradação moral dos ex-sindicalistas que negociam em seu nome.
São ataques monstruosos e profundos contra os trabalhadores, com o objetivo de aumentar a exploração nos setores, barateando o custo da mão-de-obra para aumentar os lucros dos capitalistas com a empresa. Com esses critérios, os trabalhadores que já estavam trabalhando doentes, serão ainda mais escravizados, tudo com uma boa dose de “moralidade” por parte dos ex-sindicalistas.
A situação armada pela empresa está dando certo. Todos os ataques “oferecidos” pelos patrões contra os trabalhadores estão sendo cuidadosamente considerados e apoiados por todos os representantes da Fentect (PT, PCdoB, PSTU e MRL).
Outro exemplo do comprometimento entre a direção da ECT e os supostos representantes dos trabalhadores foi a última reunião entre estes e o presidente da empresa, Wagner Pinheiro.
O tema da reunião foi o novo estatuto dos Correios, que a direção da empresa se recusa a apresentar o documento, cujos pontos que foram minimamente revelados representam claramente a privatização da ECT, como a possibilidade de constituição de empresas subsidiárias.
A reunião convocada por Wagner Pinheiro ocorreu no último dia 3 de março. Ele continuou se recusando a apresentar o documento aos trabalhadores e suas organizações, porém queria dos representantes da Fentect uma espécie de “voto de confiança”. Ou seja, o estatuto de uma empresa pública está sendo ocultado da categoria e da população e o que a direção da empresa quer é que nove sindicalistas reunidos em uma sala fechada confiem que as mudanças sigilosas não representarão nenhum mal aos cem mil trabalhadores em todo o País.
Está claro que a intenção da direção petista dos Correios é comprometer os sindicalistas para poder ter carta branca para atacar como nunca a categoria.
As intenções do governo do PT e da direção dos Correios estão claras: atacar ainda mais os trabalhadores para privatizar a empresa, exatamente como vem ocorrendo nos setores de trabalho. A categoria não deve aceitar discursos da direção corrupta da empresa, nem do governo e deve rejeitar qualquer tentativa dos sindicalistas de comprometer a categoria com os ataques dos patrões. A única garantia dos trabalhadores é sua mobilização e sua luta.

quarta-feira, 9 de março de 2011

PCdoB/CTB: sair na foto com a direção da ECT, sim, lutar contra a privatização, não

Fique de olho
PCdoB/CTB boicotou a manifestação contra a privatização em Brasília
Enquanto alguns diretores do Sintect-SP realizavam reuniões com a burocracia da ECT para fazer demagogia com os trabalhadores, chegando ao cúmulo de levar reivindicações absurdas para a direção da empresa, como a defesa do aumento da terceirização, os trabalhadores faziam um ato em Brasília contra a privatização dos Correios.
No último Consin (Conselho de Sindicatos da Fentec) que aconteceu no final de janeiro, foi discutido o novo estatuto dos Correios – que representa a privatização da empresa – e foi aprovado um ato em frente ao edifício sede da ECT contra a privatização. A diretoria do Sintect-SP sequer mandou um representante à reunião.
A manifestação contra a privatização ocorreu no dia 24 de fevereiro e foi deliberadamente boicotada por todas as organizações políticas, incluído aí o PCdoB/CTB, que dirige o Sintect-SP. Para não ter que enfrentar a direção dos Correios, a diretoria do sindicato não mobilizou absolutamente nenhum setor, nenhum trabalhador para a manifestação. Apenas os membros da corrente de oposição Ecetistas em Luta estiveram no ato em Brasília. A corrente Ecetistas em Luta, que dirige o sindicato de Minas Gerais e a oposição em São Paulo, levou cerca de 100 trabalhadores para protestar em Brasília.
O boicote generalizado não impediu que a manifestação ocorresse. O PCdoB/CTB não organizou a ida dos trabalhadores ao ato. A diretoria do Sintect-SP sequer mandou um representante para acompanhar, mesmo com os representantes do sindicato estando em Brasília no mesmo dia, mas estavam preocupados com outra coisa: tirar fotos com seus amigos corruptos da direção da ECT para tentar convencer os trabalhadores de São Paulo que eles estariam fazendo alguma coisa.
O PCdoB é a favor da privatização, por isso é contra qualquer iniciativa para mobilizar os trabalhadores e foi colocado no Sintect-SP para levar adiante a política dos patrões. Os trabalhadores devem passar por cima desses traidores, que são os mesmos que assinaram o fraudado acordo bianual em 2009 contra a vontade da categoria, e organizar de maneira independente a luta contra a privatização e os ataques da direção da ECT.

terça-feira, 8 de março de 2011

PCdoB/CTB defende a terceirização e a privatização

No sindicato dos Correios em São Paulo
PCdoB/CTB defende a terceirização e a privatização
A reivindicação da diretoria do Sintect-SP é o aumento dos terceirizados nos setores, exatamente a política da direção da empresa e dos capitalistas que querem privatizar os Correios
O PCdoB, diretoria do maior sindicato dos Correios do País, o Sintect-SP, mais uma vez não consegue esconder o completo alinhamento de sua política com a da direção dos Correios.
No portal do sindicato na internet, a diretoria do sindicato defende abertamente a terceirização na empresa, anunciando que uma das reivindicações levadas pelo sindicato à direção da empresa foi aumento na contratação de MOTs (Mão de Obra Temporária). “A necessidade urgente de contratações e de realização de concurso público, solicitando a definição de data para o mesmo, assim como o aumento dos MOTs, pois a quantidade fornecida a DR/SPM não foi suficiente para amenizar a demanda [grifo nosso]”.
O PCdoB/CTB incentiva a política de terceirização dos Correios. O fato de que os setores em São Paulo estejam abarrotados de terceirizados não só é ignorado, há a consideração de que o número de MOTs não seria o suficiente (!).
A defesa da contratação de mais terceirizados revela que o PCdoB/CTB não está minimamente preocupado com reais contratações e com o concurso público. A colocação no começo da frase é apenas um discurso para disfarçar o real conteúdo.
Dizer que o concurso é urgente não é novidade para ninguém, muito menos para a direção da empresa, que não contrata e não abre concurso justamente porque sua política é a terceirização. Essa sim, ao contrário do que diz a diretoria do Sintect-SP, está ocupando aos montes os setores de trabalho e justamente essa política de terceirização a que está sendo defendida pelo PCdoB/CTB.
A terceirização, desejada pelo PCdoB, significa a destruição da categoria dos Correios e a privatização da empresa. Ao invés de organizar os trabalhadores para exigir de fato mais contratações e a abertura imediata do concurso público, preferem fazer discurso para a direção corrupta da empresa e pior, dão o aval para a política de terceirização (privatização) dos Correios.
Além de todo o problema político, a contratação dos terceirizados e MOTs não resolverá o problema de completa falta de funcionários. Os terceirizados, como é possível presenciar no dia-a-dia, são usados como “bucha de canhão” pela empresa, ganhando menores salários e sem direitos, com contratos temporários, sem vínculo necessário para uma preparação efetiva para realizar o trabalho de carteiros, OTTs, atendentes etc.
A quantidade de terceirizados nos setores dos Correios aumentou consideravelmente nos últimos meses, fruto da política de privatização. A “reivindicação” da diretoria do Sintect-SP é tão absurda que, se for atendida pela empresa, o número de MOTs que seriam contratados para suprir a demanda de funcionários iria quase se igualar ao número de contratados. Seria a institucionalização definitiva da terceirização. Exatamente o maior desejo dos capitalistas que querem privatizar os Correios.
O PCdoB/CTB foi colocado na diretoria do Sintect-SP, através de duas eleições fraudadas para cumprir o papel dos patrões no sindicato, que é o maior do País. Isso significa frear a luta dos trabalhadores contra a privatização. É o que está sendo provado mais uma vez.
Está na ordem do dia a luta contra a privatização da ECT, que passa por lutar contra a terceirização, e pela contratação de no mínimo 30 mil novos ecetistas e pela abertura imediata do concurso público. Os terceirizados estão sendo contratados, pois recebem baixos salários e não tem os mesmos direitos dos contratados, por isso, devemos exigir a incorporação imediata aos quadros da empresa de todos os terceirizados que já estejam trabalhando, para unir os trabalhadores contra os ataques que estão sendo preparados pelos patrões.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Direção dos Correios se recusa a apresentar documento do novo estatuto

A ditadura do governo do PT
Direção dos Correios se recusa a apresentar documento do novo estatuto

Os trabalhadores dos Correios estão sendo impedidos de discutir o novo estatuto da ECT, que prepara a privatização da empresa
Nesta quinta-feira, dia 3, ocorreu uma reunião entre o presidente da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos), Wagner Pinheiro, e os representantes da Fentect. A reunião foi proposta pela presidência da empresa para tratar sobre o novo estatuto dos Correios.
Pinheiro limitou-se a apresentar aos sindicalistas alguns pontos que foram modificados em relação ao estatuto atual da empresa e insistiu em não apresentar o documento do estatuto. Os pontos apresentados não são nenhuma novidade. Todos eles já foram publicizados pela direção da ECT, em entrevistas à imprensa e até mesmo no Primeira Hora (informativo interno da empresa) divulgado aos trabalhadores.
Esses pontos são, inclusive, os mais polêmicos, como o que trata sobre a criação de empresas subsidiárias pelos Correios, o que permite que a empresa seja sócia de empresas privadas ou o que trata sobre a possibilidade de nomeação de chefes que não são empregados dos Correios. Essas mudanças são nitidamente um ataque contra os trabalhadores e a privatização da empresa na prática.
A possibilidade da ECT constituir empresas subsidiárias ou ser sócia de empresas privadas é uma maneira de distribuir dinheiro público dos Correios para empresários, através dos serviços que deveriam ser feitos exclusivamente pela ECT.
Apesar de ser um ataque contra os trabalhadores e contra toda a população, a reunião limitou-se a uma “aulinha” do presidente da empresa explicando as mudanças. Aos sindicalistas, restou ouvir, sem a menor possibilidade de interferir na mudança estatutária.
O representante da corrente Ecetistas em Luta, do PCO, na Fentect, questionou e o fato de a direção da empresa estar escondendo o documento oficial do novo estatuto e que os trabalhadores têm o direito de tomar conhecimento e a direção da empresa a obrigação de apresentar o documento, já que se trata de uma empresa pública. Pinheiro apenas disse que não tem “autorização” do governo para apresentar o documento e que o estatuto já está no Ministério da Casa Civil para ser aprovado por decreto e depois por medida provisória.
Aos trabalhadores não resta nada, a não ser esperar a empresa enfiar goela abaixo da categoria um estatuto que nitidamente vai piorar a situação nos setores de trabalho.
O governo do PT está escondendo, não só dos trabalhadores, mas de todo o povo brasileiro, o documento do novo estatuto da ECT. É uma ditadura de um partido que se diz democrático, mas que não cumpre sequer a obrigação de deixar transparente o que pretende fazer em uma empresa pública da importância dos Correios. O governo do PT prova que é democrático apenas no discurso, está passando por cima de 110 mil trabalhadores dos Correios nacionalmente.
A categoria exige o documento do novo estatuto e a possibilidade de discutir as mudanças apresentadas ali. O autoritarismo do governo do PT e da direção da ECT, que não querem apresentar o documento, revela que a intenção é esconder os maiores ataques já feitos contra os trabalhadores sem que haja uma reação à altura.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Não aceitar nenhum critério contra os trabalhadores

PLR dos Correios
Não aceitar nenhum critério contra os trabalhadores

A direção da ECT quer impor critérios para novamente deixar os trabalhadores com uma PLR miserável e para isso conta com a ajuda dos sindicalistas
Estão acontecendo as reuniões entre a comissão de negociação da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios) e a direção da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) para decidir sobre o pagamento da PLR aos trabalhadores.
Nesta quinta-feira, dia 3, será a quarta reunião. O que tem sido presenciado nas reuniões é uma a mal disfarçada intenção da direção da empresa de atacar a fundo os trabalhadores, com a total conivência dos sindicalistas da Fentect. Isso porque a direção dos Correios, a mesma que foi nomeada pelo governo para privatizar a empresa, não quer pagar a categoria e já colocou em prática o plano de baratear o custo da mão de obra para aumentar os lucros dos capitalistas com a empresa.
Para isso, estão tentando impor aos trabalhadores uma série de critérios absurdos para restringir ao máximo o pagamento da PLR. De acordo com os negociadores da empresa, o trabalhador não poderá faltar, não poderá ficar doente, não poderá revindicar nada com medo de receber uma punição e, claro, não poderá fazer greve.
Os critérios impostos pela empresa são cobertos com justificativas morais cínicas e que revelam o nível de degradação moral dos ex-sindicalistas que negociam em seu nome, ou seja, aquele que não faltar ganha mais do que faltar, o que pareceria muito justo.
Os que pedem justiça, sempre é bom lembrar, fazem parte da direção da empresa que tem sido o centro dos escândalos de corrupção no governo do PT.
No entanto, por detrás dessa “justiça” está a escravização cada vez maior dos trabalhadores. O que a direção da ECT quer são trabalhadores que não podem sequer respirar fora de hora. Os “moralistas e justos” estiveram enriquecendo com dezenas de casos de corrupção nos últimos anos, enquanto os trabalhadores trabalham sem descansar para ganhar uma miséria.
A PLR (Participação nos Lucros e Resultados)não passa de um abono dado aos trabalhadores como forma de enfraquecer a luta pelo aumento salarial, a única forma de melhorar de fato a situação da categoria. Com esses critérios, a empresa quer tornar esse abono mais uma maneira de escravizar os trabalhadores. Depois disso, com o excesso de carga nos setores que está adoecendo os trabalhadores, e depois do acordo bianual que deixou a categoria sem luta e sem aumento em 2010, a direção dos Correios deveria propor a volta dos castigos corporais... seria mais sincero da parte dela.

O papel dos sindicalistas: capitães do mato a favor da privatização

Diante de mais esse ataque da empresa, os sindicalistas, que deveriam representar os trabalhadores, adotaram uma política de conivência com a direção dos Correios no seu ataque contra os trabalhadores para preparar a privatização. Enquanto os representantes da ECT apresentam esses critérios, os sindicalistas concordaram em apresentar novos critérios baseados naqueles que a empresa apresentou, com o argumento de que seria mais “justo” do que o da direção da ECT. Note que é exatamente o mesmo argumento dos patrões para não pagar os trabalhadores.
É uma traição desses sindicalistas que estão fazendo o jogo da direção da ECT para punir a categoria que trabalhou o ano inteiro sob as piores condições possíveis, agüentando o assédio da chefia, o excesso de trabalho, a falta de funcionários, a falta de materiais de trabalho, as doenças do trabalho etc.
Se a empresa quiser impor critérios aos trabalhadores, ela que arque com as conseqüências, não é trabalho de sindicalista ajudar a empresa a escravizar os trabalhadores. É uma monstruosa traição desses que deveriam representar a categoria.
Todos os grupos políticos presentes na reunião apresentam a mesma política de colaboração coma empresa. Da direita do PT e o PCdoB até o PSTU/Conlutas e MRL. Esses últimos, inclusive, estão seguindo à risca o que está sendo ditado pelos mesmos corruptos e fraudadores responsáveis pela aprovação do acordo bianual em 2009, contra a vontade de toda a categoria.
PSTU/Conlutas e MRL passaram todo o ano de 2010 e uma parte de 2009 dizendo que combatiam o bloco traidor da Fentect (Articulação/PT e PCdoB), que havia assinado o acordo bianual. Agora, apresentam uma vergonhosa política de capitulação política diante desses mesmos traidores. Com um agravante: a política de privatização dos Correios – à qual eles também diziam se opor – está, mais do que nunca, na ordem do dia para ser colocada em prática pelo governo.
Os sindicalista do PT, do PcdoB e do PSTU estão prontos para fazer o papel de capitães do mato dos trabalhadores em favor da privatização da empresa.
Os trabalhadores devem rejeitar todos os critérios que a direção da ECT quer impor, junto com os sindicalistas da Fentect, para escravizar ainda mais a categoria. Nenhum critério é “justo”. O único objetivo da direção da empresa nesse momento é seguir seu caminho ruma à privatização, através da super-exploração e de todas as mudanças já anunciadas no novo estatuto da ECT.
- PLR igual para todos;
- Rejeitar todo e qualquer critério que só serve para escravizar a categoria;
- Não á privatização dos Correios.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Está em marcha uma traição na PLR


Não à escravidão
Está em marcha uma traição na PLR
A direção dos Correios, com o apoio dos sindicalistas da Fentect, apresentou uma proposta contra a categoria em reunião sobre a PLR que impõe critérios para proíbem o trabalhador até mesmo de ficar doente
Nesta terça-feira, dia 1º, ocorreu mais uma reunião entre a comissão de negociação da Fentect (Federação nacional dos Trabalhadores dos Correios) e a direção dos Correios para discutir a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) dos trabalhadores, referente a 2010. Não houve avanço em nenhum dos pontos, pelo contrário, os negociadores da empresa apresentaram uma proposta fascista de PLR. A ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) quer impor uma série de critérios aos trabalhadores, que significam a escravização da categoria.
Isso tudo, com um valor mínimo apresentado de R$ 785,81, menor do que os anos anteriores. Na realidade, grande parte dos trabalhadores não receberia sequer esse valor, devido aos vários critérios impostos.
Na reunião, a representação da Fentect demonstrou estar disposta a negociar esses critérios fascistas com a empresa. Todos os sindicalistas (do PT, PCdoB ao PSTU) concordaram em discutir os critérios para apresentar oficialmente à empresa na próxima reunião, marcada para quinta-feira.
A corrente Ecetistas em Luta, presente na negociação, deixa claro que é contra todo e qualquer tipo de critério. Os critérios são uma maneira de escravizar ainda mais os trabalhadores que já estão adoecendo nos setores de trabalho por conta do excesso de serviço. A indicação da maioria dos sindicalistas de que os critérios deveriam ser negociados é uma traição à categoria.
Uma proposta como essa não merece sequer ser discutida com os representantes da empresa, que não têm absolutamente nenhuma autoridade para querer impor qualquer coisa aos trabalhadores. Enquanto a categoria está se matando de tanto trabalhar nos setores, a direção da ECT está se enriquecendo e se envolvendo em inúmeros casos de corrupção. E são exatamente os corruptos que querem impor critérios à categoria, como se fossem os grandes defensores da justiça e da ética.
Está em marcha uma monstruosa traição contra a categoria, caso qualquer critério seja aceito. Isso sem contar que, segundo a proposta da comissão da ECT, enquanto o trabalhador do setor operacional (ou seja, aquele que efetivamente produz) vai receber pouco mais de R$ 780, a burocracia da ECT deve receber mais de R$ 3.800.
A PLR, por si só, não é mais do que um abono dado pelas empresas para distrair os trabalhadores em relação àquilo que verdadeiramente interessa: o aumento salarial. No entanto, a direção da ECT quer usar esse abono para aumentar ainda mais a escravização dos trabalhadores. Segundo a proposta da empresa (ver no final desse artigo), os trabalhadores não poderão faltar, não poderão estar afastados pelo INSS, não poderão brigar com a chefia, nem ser demitidos, nem fazer greve, nem ficar doentes, pois tudo que ele fizer poderá ser usado contra ele para que não receba a miséria de PLR. Desse jeito, é melhor ser escravo.
PSTU/Conlutas a caminho da traição
A posição do PSTU/Conlutas, através de seu representante na negociação Jacozinho, na reunião foi a mesma do bloco traidor da federação (PCdoB e PT). Os “antigovernistas” estão cada vez mais próximos da posição do governo.
Esse ataque da empresa na reunião da PLR nada mais é do que mais um capítulo da política de privatização dos Correios. Faz parte exatamente dos planos do governo de entregar a ECT nas mãos dos capitalistas internacionais, como já ficou claro.
Toda a política nos Correios é aumentar a exploração dos trabalhadores e pagar cada vez menos, para deixar o terreno livre para os abutres que vão lucrar à custa da super-exploração da categoria, por um lado, e dos terceirizados de outro.
A posição do PSTU/Conlutas é novamente a de dar apoio à traição dos sindicalistas do PCdoB e do PT, apoiando a política de privatização da empresa. Esse grupo está unido aos traidores, os mesmos que assinaram o acordo bianual em 2009 e deixaram a categoria sem reajuste em 2010. Agora, esses mesmos elementos que mataram o trabalhador de fome, estão escravizando com a PLR.
É uma traição vergonhosa para quem passou boa parte do ano fazendo discurso contra os “traidores governistas”. Eles estão se recusando a mobilizar os trabalhadores. Isso ficou claro quando boicotaram o ato contra a privatização em frente ao edifício sede no último dia 24 de fevereiro, aprovado por eles próprios. Agora, aceitam os critérios fascistas da direção corrupta da empresa para escravizar os trabalhadores.
Qualquer critério em relação à PLR é uma traição. O único acordo possível é o pagamento integral da PLR, igual para todos, sem nenhum critério escravista.

Essas são, em resumo, alguns dos critérios propostos pela direção da empresa para não pagar a PLR e escravizar os trabalhadores:
- No que diz respeito ao afastamento médico. O trabalhador que estiver afastado por mais de 90 dias, não importando o motivo da doença, não receberá a PLR integral;
- O trabalhador que foi punido com uma suspensão não receberá a PLR;
- O trabalhador que tiver uma falta injustificada, recebe 75% de PLR, o que tiver duas, recebe 50%, o que tiver três, apenas 25% e o que tiver quatro ou mais faltas injustificadas não recebe PLR;
- Os trabalhadores demitidos por justa causa não receberão PLR.