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quinta-feira, 31 de março de 2011

Mini-ditador proíbe o PCO de fazer campanha contra o aumento da passagem e as enchentes

Ditadura de Kassab
Mini-ditador proíbe o PCO de fazer campanha contra o aumento da passagem e as enchentes
Guardas e agentes da prefeitura reprimiram militantes do partido que faziam campanha pelo “Fora Kassab”, além de apreenderem materiais distribuídos à população, como panfletos e jornais
Há mais de um mês o Partido da Causa Operária (PCO) vem realizando uma importante atividade de agitação e propaganda na cidade de São Paulo. Diariamente, os militantes do partido montam uma banca na Praça do Patriarca, localizada na região central da cidade, e realizam uma campanha política, distribuindo boletins, colhendo assinaturas, e divulgando o jornal Causa Operária e outros materiais do partido aos trabalhadores que circulam pelo local. 
Nas últimas semanas, a campanha realizada pelos militantes do PCO era contra o aumento da passagem e pelo “Fora Kassab”. A campanha denuncia todas as políticas do mini-ditador que colocaram a maior cidade do país em uma situação caótica, como pode ser visto nas enchentes do início do ano. Além disso, a atividade também servia como forma de convocar a população para os atos contra o aumento da passagem do ônibus que estão ocorrendo toda semana em São Paulo.
A atividade política realizada pelo PCO ganhou grande apoio da população, o que pode ser visto no grande número de jornais Causa Operária adquiridos pelos trabalhadores e estudantes, em manifestações de apoio das pessoas que passavam pelo local e nas quase dez mil assinaturas contra o aumento da passagem recolhidas nessas poucos dias de campanha.  
Para impedir que a campanha do PCO progredisse e ganhasse uma adesão ainda maior dos milhares de trabalhadores que passam pela Praça do Patriarca todos os dias, o mini-ditador de São Paulo, Gilberto Kassab, decidiu reprimir a atividade política do partido.
Na tarde desta quarta-feira, 30 de março, por volta das 14 horas a prefeitura impediu de forma ilegal que a atividade política do PCO, um direito constitucional, tivesse prosseguimento. Três guarda civis metropolitanos (GCM), oito agentes da prefeitura e dois coordenadores da subprefeitura da Sé agiram de forma truculenta contra os militantes do partido que estavam no local, apreendendo boa parte dos materiais distribuídos à população e a estrutura usada na atividade, como um banner. Entre os materiais apreendidos estavam centenas de boletins que divulgavam a campanha pelo “Fora Kassab” e o ato contra o aumento da passagem ocorrido na noite de quarta-feira . 
Os agentes da prefeitura e os policiais foram diretamente até a banca do PCO que era usada na atividade. O que não deixa dúvida que foi uma ação repressiva direcionada a por fim a uma atividade contra Kassab, pois não se tratava das fiscalizações contra camelôs que normalmente ocorrem naquela região. Foi uma típica medida ditatorial de um governo de direita contra a atividade política revolucionária de um partido operário. 
A operação e a forma com que os guardas agiram contra as pessoas que realizavam a campanha foram retratadas por um dos militantes do PCO presentes no local, o estudante André Sarmento. “Os agentes da subprefeitura da Sé chegaram informando que tinham ordens superiores para realizar a apreensão do material. Não houve qualquer diálogo. Eu e outros companheiros tentamos explicar que aquilo era parte da atividade do PCO, e como tal era legal. Tentamos negociar e evitar que o banner fosse aprendido. Pedimos tempo para entrar em contato com o nosso departamento jurídico, mas eles não aceitaram.
“Empurraram um dos nossos militantes e começaram a desmontar o material à força, danificando o mesmo. Pedimos uma declaração sobre os motivos da apreensão, mas eles se negaram a apresentar qualquer documento. Nos deram apenas três lacres de identificação, um procedimento padrão na apreensão realizada por estes agentes e jogaram o material em um caminhão baú.
“Eles também disseram que estávamos proibidos de panfletar no local e que nossa atividade contrariava a Lei Cidade Limpa”, afirmou.
Kassab é ditadura

Proibir qualquer pessoa de distribuir panfletos e de divulgar suas idéias é um atentado contra as liberdades democráticas mais elementares. Reprimir um partido político, impedindo-o de distribuir boletins e de divulgar seu órgão de imprensa em um local público, como é o caso da atividade na Praça do Patriarca é completamente antidemocrático. Neste caso, o ex-político do DEM mostra que é um típico herdeiro da ditadura militar.

Essa atitude de Kassab é mais uma tentativa de aumentar a repressão e fazer os órgãos de repressão perseguirem e prenderem qualquer opositor dos ditadores que comandam o governo.
Outro fato relevante é que um dos pretextos para ação, conforme relatou um dos guardas municipais aos militantes do PCO, era a Lei Cidade Limpa. Em primeiro lugar, a ação é completamente ilegal e contraria a Constituição que prevê a liberdade de expressão e de divulgação de idéias. A utilização da Lei Cidade Limpa para reprimir uma atividade política de uma organização operária prova o que estamos falando dela desde que foi aprovada, no final de 2006: trata-se de um pretexto para reprimir. A defesa de uma cidade mais bonita, além de uma idéia absurda, não passa de uma forma de convencer uma parcela conservadora da pequena burguesia a ser conivente com essa política repressiva.
Diante desta agressão política, o Partido da Causa Operária tomará todas as medidas legais contra a prefeitura, a Guarda Civil Metropolitana e todos os órgãos responsáveis, entrando com um processo por violação de direitos constitucionais contra eles.
Além de todas as medidas legais cabíveis, o PCO ampliará sua campanha de denúncias contra as medidas ditatoriais de Gilberto Kassab à frente da prefeitura de São Paulo. A campanha pelo “Fora Kassab” é um dos meios de levar esta luta adiante.
Chamamos toda a população e as organizações operárias e democráticas a repudiarem este ataque ao PCO e a se incorporarem nesta luta contra o mini-ditador que governa a cidade de São Paulo.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Direção dos Correios não apresenta nova proposta de PLR

Foi encerrada mais uma reunião de negociação entre a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios) e a comissão dos Correios para discutir a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) dos trabalhadores referente a 2010.
A direção da ECT mais uma vez não apresentou uma proposta que contemple a reivindicação dos trabalhadores que é o pagamento de R$ 2.000 lineares, ou seja, igual para todos os funcionários da empresa, sem distinção de cargos e funções.
A empresa quer impor uma série de critérios aos trabalhadores para deixar o máximo de pessoas sem receber a PLR. Para piorar, o valor apresentado é de míseros R$ 755, menor do que o do ano passado. Enquanto isso, a cúpula da ECT vai receber R$ 4 mil, isso se for possível crer na palavra da direção da empresa, que no ano passado, por exemplo, pagou R$ 40 mil para os altos cargos.
Na quinta e na sexta-feira vão ocorrer outras duas reuniões. Os trabalhadores não devem aceitar nenhum critério, que está sendo imposto pela direção da ECT para escravizar ainda mais a categoria.

domingo, 27 de março de 2011

Senado aprova prorrogação do contrato de franquias

Privatização dos Correios
Senado aprova prorrogação do contrato de franquias
As ACFs (Agências dos Correios Franqueadas) fazem parte da política de distribuir o dinheiro público dos Correios para a iniciativa privada

O governo mais uma vez fez o serviço para os empresários que ganham dinheiro à custa da exploração dos Correios. O Senado aprovou na última quarta-feira, dia 23, a Medida Provisória (MP) 509 que prorroga os contratos de franquias de agências da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos).
A Medida Provisória perderia a validade na quinta-feira. A aprovação do Senado mantém a prorrogação dos contratos até 30 de dezembro de 2012. Inicialmente, o prazo estipulado seria até 11 de junho de 2011. A proposta de prorrogação para 2012 veio do deputado do PT de São Paulo, Ricardo Berzoini, relator da medida.
Foi aprovada também uma emenda da deputada Rose de Freitas (PMDB-ES) que concede um ano para as novas franquias se adequarem às normas definidas pela ECT. A medida precisa agora apenas da sanção presidencial.
A prorrogação do prazo das franquias é o atendimento do governo da reivindicação dos empresários que têm a concessão das agências franqueadas (ACFs). As franquias foram estabelecidas definitivamente no início dos anos 90 e foi uma das primeiras manifestações da política de privatização dos Correios, se constituindo na distribuição de dinheiro para empresários e capitalistas apadrinhados de membros da cúpula da ECT.
Ao manter o esquema milionário das franquias o PT favorece e fortalece a política de privatização dos Correios. A franquia nada mais é do que uma maneira de transferir para a iniciativa privada o serviço dos Correios, incluindo aí, aquele relativo ao monopólio postal, ou seja, coleta, tratamento e distribuição de correspondências, telegramas e malotes. Esses serviços, que deveriam ser realizados exclusivamente pelos Correios, são feitos também pelas franquias.
Os empresários lucram com esses serviços e repassam apenas uma parte aos Correios. Existem quase 1.500 ACFs distribuídas em vários estados, com cerca de 20 mil trabalhadores, a maioria em São Paulo.
As franquias fazem parte da privatização dos Correios. Os trabalhadores exigem que todas as ACFs sejam repassadas para as mãos da ECT e seus trabalhadores sejam incorporados aos quadros da empresa.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Depois de 10 anos, governo prepara demissão em massa nos Correios

EUA 
Depois de 10 anos, governo prepara demissão em massa nos Correios
O Serviço Postal dos EUA (USPS) sofrerá um corte de 7.500 funcionários, principalmente nos cargos administrativos nos próximos dias. Postos de operações também serão fechados em várias cidades
O ataque aos trabalhadores dos correios norte-americanos vem sendo administrado há 10 anos, tendo deixado mais de 234 mil trabalhadores sem emprego.
A empresa utilizou vários truques, como o plano de incentivo a demissão voluntária e antecipação das aposentadorias (nos correios brasileiros é usado o mesmo truque, o PDV, programa de demissão voluntária) para promover o corte.
Cerca de 22.500 trabalhadores deixam o USPS por ano por conta de programas de demissão. Geralmente as demissões diretas são raras, por conta das diversas proteções legais que os trabalhadores conquistaram ao longo dos anos.
A novidade desta vez é que os 7.500 trabalhadores sofreram um processo diferente e foram demitidos, sem nenhum plano de demissão voluntária. Para conseguir essa façanha contra os trabalhadores, um acordo preliminar tinha sido fechado com os sindicatos, que permitiria despedir um número expressivo de funcionários de uma só vem, sem a intervenção do sindicato.
A meta da empresa, segundo alguns jornais, é demitir 30 mil funcionários até o final do ano, qualificados pela empresa como “excesso de mão de obra”. A notícia das demissões diretas e a ajuda do próprio sindicato acabou repercutindo mal entre os trabalhadores, que vinham sendo enganados há algum tempo pela empresa.
As demissões, até o momento, foram apenas anunciadas, resta saber como os trabalhadores irão reagir com o ataque feito à categoria. Esse é mais um dos diversos ataques que estão sendo feitos contra os trabalhadores nos EUA. Até a própria atividade sindical já está sendo ameaçada no país, evidenciada pelo ataque do Partido Republicano ao direito dos sindicatos dos servidores públicos participarem das negociações no estado de Wisconsin.
Com o aprofundamento da crise, os truques usados pelos empresários para enganar os trabalhadores acabaram se esgotando, ou estão em vias de acabarem, restando um enfrentamento direto de interesses como única alternativa para que os capitalistas consigam fazer com que os trabalhadores paguem por sua crise.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Os Correios estão usando a PLR para aumentar a escravidão dos trabalhadores

Não aos critérios A categoria não deve aceitar nenhum critério que a empresa está querendo impor para o pagamento da PLR, mais uma política para privatizar a empresa

As reuniões entre a comissão permanente da Fentect e os representantes da ECT sobre a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de 2010 se resumiram, até agora, em discussões sobre os critérios que seriam impostos pela empresa para o pagamento aos trabalhadores.
Os representantes da corrente Ecetistas em Luta deixaram claro nas reuniões e pubicamente para os trabalhadores a sua oposição a qualquer tipo de critério. Os critérios nada mais são do que uma maneira perversa de escravizar ainda mais a categoria, que está adoecendo nos setores por conta do excesso de serviço.
O que tem ocorrido nas reuniões é uma mal disfarçada intenção da direção da empresa de atacar a fundo os trabalhadores. Isso porque a direção dos Correios, a mesma que foi nomeada pelo governo para privatizar a empresa, não quer pagar a categoria e já colocou em prática o plano de baratear o custo da mão de obra para aumentar os lucros dos capitalistas com a empresa. Se depender desses critérios absurdos, o trabalhador não poderá faltar, não poderá ficar doente, não poderá reivindicar nada com medo de receber uma punição e, é claro, não poderá fazer greve.
Para impor esses critérios, a empresa utiliza uma série de justificativas morais cínicas que revelam o nível de degradação dos ex-sindicalistas que estão negociando em nome da ECT.
O nível de cinismo é tão grande que, é bom lembrar que, aqueles que clamam por justiça, fazem parte da direção de uma empresa que tem sido o centro dos escândalos de corrupção no governo do PT.
Para piorar, os negociadores da empresa já deixaram claro que sua intenção é a de assinar um acordo de PLR que valha por dois anos. Uma espécie de “PLR bianual”, mais um golpe contra a categoria.
A empresa está usando a PLR, que nada mais é do que um abono, para aumentar a escravização dos trabalhadores. É mais um ataque da empresa, que se soma ao excesso de serviço e ao acordo bianual de 2009, depois disso, a direção da empresa poderia muito bem propor a volta dos castigos corporais.
A corrente Ecetistas em Luta convoca os trabalhadores a rejeitarem essa política fascista da ECT. Não é papel dos sindicalistas discutirem esses critérios. Não existe critério “justo”, o que existe é a exploração dos trabalhadores.
A comissão da Fentect está fazendo o jogo da direção da ECT para punir a categoria que trabalhou o ano inteiro sob as piores condições possíveis, agüentando o assédio da chefia, o excesso de trabalho, a falta de funcionários, a falta de materiais de trabalho, as doenças do trabalho etc.
Se a empresa quiser impor critérios aos trabalhadores, ela que arque com as conseqüências, não é trabalho de sindicalista ajudar a empresa a escravizar os trabalhadores. Aceitar esses critérios será uma monstruosa traição desses que deveriam representar a categoria.
É uma política de colaboração com a empresa de todos os grupos políticos que estão presentes na negociação, ajudando a direção dos Correios a esfolar ainda mais os trabalhadores.
Não bastasse essa política escravagista da empresa, a proposta dos negociadores da ECT é pagar uma PLR ainda menor do que a do ano passado. O valor disponível para os trabalhadores ficou menor, sendo que a produtividade visivelmente aumentou em 2010, uma fraude descarada das contas da empresa.
A última reunião, que aconteceu no último dia 23 de março, manteve as negociações em um impasse já que a empresa se recusa a apresentar uma nova proposta aos trabalhadores e não quer atender as reivindicações da categoria, de uma PLR linear de R$ 2.000 para todos. Pelo contrário, fica cada vez mais claro que a política da empresa é pagar um valor muito maior para a cúpula da empresa do que para os milhares de trabalhadores carteiros, OTTs (Operadores de Triagem e Transbordo) e atendentes que durante o ano de 2010 deram o sangue para dar conta do excesso de trabalho nos setores.
Os trabalhadores não devem aceitar que as contas sejam apresentadas apenas na conversa, mas exigir que os Correios, sendo uma empresa pública, abram o seu livro caixa para que os trabalhadores possam participar de fato das discussões.

- Nenhum critério para o pagamento da PLR!
- Defender a proposta de R$ 2.000 linear para toda a categoria!
- Abertura imediata do livro caixa da empresa!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Número de vagas oferecidas pela direção dos Correios é insuficiente

Concurso
Número de vagas oferecidas pela direção dos Correios é insuficiente

Para poder dar conta da enorme defasagem, a reivindicação dos trabalhadores é de 30 mil contratações apenas para começar, muito longe das 9.190 vagas oferecidas pela empresa
A direção dos Correios anunciou para os sindicalistas da Fentect, ontem, a abertura e publicação de edital no Diário Oficial da União, do novo concurso dos Correios. O período de inscrições será do dia 23 de março até o dia 4 de abril e as provas deverão ocorrer no dia 15 de maio. As datas das contratações definitivas dos trabalhadores ainda não foram divulgadas.
A direção dos Correios anunciou a contratação do Cespe/UnB (Centro de Seleção e Promoção de Eventos da Universidade de Brasília) para realizar as provas do novo concurso. Depois de mais um ano de enrolação, adiamentos e o cancelamento do concurso cuja edital foi publicado em dezembro de 2009, fica difícil acreditar que dessa vez o certame será realizado definitivamente.
Tanto que, os Correios escolheram a instituição sem licitação, exatamente o mesmo problema alegado pelo Ministério Público (MP) para cancelar a contratação da Cesgranrio que organizaria o concurso passado. Na ocasião, o MP contestou a contratação da organizadora alegando favorecimento devido ao valor do contrato ter sido considerado muito alto: cerca de R$ 26 milhões. Para piorar, a contratação do Cespe/UnB, além de também ter ocorrido sem licitação, foi feita por um valor ainda mais alto: R$ 32.770.000,00.
Apesar de todos esses problemas e do histórico nem um pouco confiável, a direção da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) divulgou o calendário do concurso prevendo que as provas devem ocorrer em maio. O próprio diretor de gestão de Pessoas, Larry Manoel Medeiros de Almeida, na reunião que realizou com sindicalistas, afirmou que nada pode garantir que alguém entre na justiça contra a realização das provas.
Toda a enrolação não é obra do acaso, mas faz parte da política de privatização da empresa. Apesar do grave problema de falta de funcionários na empresa, admitido pela própria direção dos Correios, a não contratação é uma pérfida política para super-explorar os trabalhadores. É só visitar qualquer setor de trabalho para verificar a sobrecarga de trabalho devido ao excesso de serviço.
Enquanto a ECT passou cerca de três anos sem contratação, a terceirização – outra maneira de aumentar a exploração dos trabalhadores – tomou conta da empresa. Hoje, é possível encontrar terceirizados realizando todos os tipos de trabalho nos Correios. Essa é exatamente a política feita sob medida para os capitalistas que estão colocando as mãos nos lucros da empresa.

Pela imediata contratação de 30 mil ecetistas

Caso o concurso realmente saia, os trabalhadores já sabem que ainda assim não terão motivos para comemorar. A direção dos Correios já anunciou que o número de vagas oferecidas será de apenas 9.190. Quantidade muito inferior ao necessário para resolver os problemas nos setores. A contratação dos MOTs (Mão de Obra Temporária) nos últimos meses comprova a insuficiência desse número.

Para se ter uma idéia, a reivindicação dos trabalhadores, aprovada pelos sindicatos, é a contratação de 30 mil trabalhadores concursados apenas de início.
Os trabalhadores estão adoecendo nos setores por conta das péssimas condições de trabalho. A falta de funcionários exige que os trabalhadores façam o serviço de dois ou mais funcionários, transforma as horas-extras em uma rotina e os setores no caos que é possível presenciar em qualquer parte do País.
As nove mil vagas não chegam nem próximo do que é necessário para suprir as necessidades dos trabalhadores. Só com os PDVs (Planos de Demissões Voluntárias) que ocorreram nos últimos anos, a empresa perdeu pelo menos sete mil funcionários. Diante disso, os trabalhadores continuam se mobilizando e exigem a imediata contratação de mais funcionários, o fim da terceirização e a imediata incorporação dos terceirizados que já estão trabalhando na empresa.

Correios batem recorde de reclamações de clientes

10.000 reclamações
Na última semana, os Correios teriam batido o recorde de reclamações de clientes devido à sabotagem de sua direção que quer privatizar a empresa
A sabotagem da direção da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) contra a empresa para privatizar atingiu novo patamar. A central de atendimento ao cliente bateu recorde de reclamações: são 10.000 por dia.
A maior parte das reclamações é relativa a atrasos na entrega de correspondências e encomendas, objetos danificados ou perdidos etc. A fonte não é oficial, mas o número de 10.000 reclamações diárias “circula” entre os funcionários do setor administrativo da empresa.
O recorde nas reclamações é a continuidade da política de sucateamento dos Correios. Há mais de um ano os trabalhadores denunciam o caos que se tornaram os setores de trabalho. Há setores onde os trabalhadores mal conseguem e locomover devido à enorme quantidade de objetos jogados pelo local. No meio do caos, é possível ver encomendas com um mês de atraso, muitas delas danificadas pelo tempo e pela falta de um local adequado para o armazenamento.
Quem mais sofre com essa situação precária são os próprios trabalhadores. Em todos os setores do País há excesso de trabalho. Já virou rotina para a categoria as horas-extras e as dobras (um trabalhador fazendo o serviço de dois ou mais). O aumento da carga não veio acompanhado pelo aumento de funcionários, nem pela compra de materiais de trabalho. A situação é tão grave que os trabalhadores estão adoecendo nos setores.
A política da empresa tem nitidamente a intenção de criar as condições para privatizar os Correios. De um lado, criando na população a falsa de idéia de que os problemas da empresa são conseqüência do fato de ser uma empresa pública. Por outro lado, aumentando a exploração dos trabalhadores para aumentar os lucros da empresa para encher os bolsos dos capitalistas que estão de olho nos Correios brasileiros.
Os trabalhadores não aceitam essa situação e estão se levantando em todo o País contra as péssimas condições de trabalho. A tendência de luta da categoria fica expressa em diversas paralisações isoladas em diferentes setores em vários estados diferentes. A mobilização dos trabalhadores é uma questão de tempo, por isso é necessário fortalecer uma organização independente para derrotar os ataques da direção da empresa e do governo e derrotar a privatização.