ESSE BLOG MUDOU

PARA CONTINUAR ACOMPANHANDO AS NOTÍCIAS DOS CORREIOS ACESSO AO LINK olhovivoecetista.wordpress.com
Este blog será desativado em 30 dias

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Natal nos Correios: Muita demagogia na aparência, muita exploração para o trabalhador

 
Todo final do ano é a mesma coisa: enquanto a empresa aparece fazendo demagogia com o natal, os trabalhadores sofrem com o excesso de serviço
 
 
A direção dos Correios iniciou a tradicional campanha de fim de ano, chamada Papai Noel dos Correios. A iniciativa envolve a empresa e seus funcionários com a população. Crianças enviam cartas de Natal e as pessoas dispostas a participar podem escolher presentear uma ou algumas das milhares de cartas recebidas pela ECT.

Com a iniciativa, os Correios querem passar para a sociedade uma imagem de empresa “consciente” que se preocupa com o “social” etc. Os trabalhadores dos Correios não são contra uma inciativa da empresa que envolva seus funcionários com o restante da população do País. O que a categoria contesta, no entanto, é que dentro da empresa, os Correios não tratam seus funcionários conforme deveria ser uma empresa realmente preocupada com o desenvolvimento social e econômico o País.

Se no final do ano a ECT agrada algumas crianças carentes com presentes, o ano todo maltrata seus funcionários com excesso de serviço, perseguições das chefias, muita pressão e salários baixos. Nas greves, a nova moda da direção dos Correios é atacar o direito de luta dos trabalhadores, usando o TST para descontar e compensar os dias de greve.

Na última campanha salarial, a empresa preparou um enorme ataque ao Plano de Saúde da categoria. Se a ECT for bem sucedida em seu objetivo de destruir o convênio médico, isso vai representar um forte rebaixamento salarial e vai deixar inúmeros trabalhadores e suas famílias sem assistência.

É muito bonito a empresa dizer que tem “responsabilidade social”, uma palavrinha que está na moda, mas não mostra isso com os trabalhadores que estão dentro de casa. Os funcionários dos Correios são parte da sociedade e deveriam ser os primeiros a ser bem tratados. Mais ainda porque a ECT é uma empresa estatal e tem por obrigação trazer benefícios para a população brasileira. No entanto, o que se vê é que a empresa está apenas atrás do máximo lucro à custa da exploração cada vez mais desenfreada dos trabalhadores. E ainda há a ironia de que é justamente na época das festas de fim de ano o período de maior serviço nos Correios. Os trabalhadores, que já são explorados, sofrem com um volume de serviço no mínimo três vezes maior.

É por isso que denunciamos que as campanha “sociais” da empresa são mera demagogia, quando os funcionários, que são a parte mais próxima da sociedade dentro da empresa, estão sendo maltratados.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Câmeras são instaladas dentro dos Centros de Distribuição em Goiás

Big Brother – Correios: Petistas inovam na iniciativa de controle e intimidação da categoria
O direção petista nos Correios está se especializando na perseguição e repressão contra os trabalhadores. É comum ouvir entre os mais velhos da categoria que nem na ditadura militar se viu tanta perseguição.

Nesse sentido, a Diretoria Regional de Goiás parece querer mostrar serviço.

Depois do SARC, SAP, que coloca os chefes como cães de guarda em cima dos trabalhadores, agora estão utilizando câmeras.

A regra da direção petista nos Correios é “vigiar e punir”.

Em setores visitados por membros da Corrente Ecetistas em Luta na DR/Goiás foi possível observar que são dezenas de câmeras espalhadas pelos CDDs. Só os banheiros ficaram livres da vigilância eletrônica.

Em um setor com pouco mais de 20 carteiros contamos mais de cinco câmeras em diversas posições, apenas na área de triagem.

A desculpa para mais esse instrumento de controle é a segurança. Mas segurança para quem?

Segundo denúncia dos próprios trabalhadores já teve gente sendo demitida por justa causa, com base em imagens captadas por essas câmeras.

Segundo relatos, a demissão se deu sem prova concreta de desvio de encomenda. Apenas pela suspeita levantada pelas imagens. O interessante é que o trabalhador demitido era um ativista, que fazia greve e agitava o setor de trabalho.

É preciso reagir contra mais essa tentativa da empresa de intimidar a categoria. O sindicato precisa agir no sentido de proteger a categoria contra mais esse ataque da direção petista da empresa.

Câmeras não servem para oferecer segurança, mas para controlar os trabalhadores. Não às câmeras “Big Brother” da ECT!

PCdoB/CTB: os meninos de confiança da direção da ECT

Os agentes patronais no sindicalismo:
O partido de Ronaldão “Bianual” e do Diviza “Onista”, que estão nos sindicatos do Rio de Janeiro e de São Paulo, é nesse momento o principal representante da direção dos Correios dentro do movimento sindical
Ao centro com roupa de carteiro, o Diviza, do Sintect-SP ao lado da Presidenta Dilma, carrasca dos ecetistas.


 
Todos os trabalhadores conhecem que é o PCdoB/CTB. Mas como recordar é viver, vamos lembrar um pouco quem são os traidores que estão na diretoria dos dois principais sindicatos dos Correios: o Sintect-SP e o Sintect-RJ. A turma do Diviza e do Ronaldão estão nesses dois sindicatos para defender os interesses dos patrões. PCdoB: base do governo federal Sabe esse governo que há anos vem arrochando os salários dos trabalhadores? Esse governo, da presidenta Dilma Rousseff, que é do PT, tem como principal aliado o PCdoB. O PCdoB e sua central sindical de mentirinha, a CTB, não são aliados do governo federal apenas porque têm ministérios, secretarias e centenas de cargos em todas as entranhas da burocracia.

O PCdoB é base aliada no governo também porque cumpre um papel dentro dos sindicatos: defender os patrões e não impedir que os trabalhadores se revoltem contra o governo. É isso o que acontece nos Correios, tudo mundo sabe. PCdoB: o patrão dos trabalhadores dos Correios O fato de o PCdoB/CTB fazer parte do governo federal já seria suficiente para provar que os elementos desse partido são na realidade patrões dos trabalhadores dos Correios, já que é o governo que dirige a ECT. Mas não é apenas indiretamente que o PCdoB faz o papel de patrão.

Na direção da ECT existem uma dezena de elementos que fazem parte da cúpula da empresa e fora indicações do PCdoB para ocupar esses cargos de chefia. Um exemplo que todo mundo conhece é o do senhor Luís Eduardo o Ceará. Esse elemento do PCdoB foi o gerente das negociações da bancada patronal nas duas últimas campanha salariais. Isso quer dizer que o PCdoB foi o responsável direto pela derrota sofrida pelos trabalhadores, os baixos salários, a compensação e o desconto dos dias parados etc. Por fim e não menos importante, Luís Eduardo do Ceará era sindicalista entes de receber seu cargo Assim como Ronaldão “bianual”, Marcos Santáguida, Elias Diviza-Onista e Ricardo Adriane “Peixe Podre”, diretores dos sindicatos do Rio e de São Paulo, todos do PCdoB/CTB, Luís Eduardo do Ceará prejudicava a categoria quando antes de receber seu cargo na empresa e prejudica agora que é chefe. E continua sendo do PCdoB. Serviços prestados à direção da ECT Ronaldão, Diviza e cia estão no caminho certo da defesa dos patrões.

A lista de prejuízos à categoria que esses elementos causaram já é bem grande. Os principais articuladores do acordo bianual foram eles. Depois de terem fraudado as assembleias no Rio de Janeiro e em São Paulo, usaram o dinheiro da categoria para ir até Tocantins e Mato Grosso ajudar a fraudar as assembleias nesses estados.

Ronaldão, inclusive, fazia parte do Comando de Negociação e assinou o acordo passando por cima da maioria do comando, isso lhe rendeu uma coça dos trabalhadores de Minas Gerais e São Paulo que a corrente Ecetistas em Luta organizou até Brasília para impedir a traição. Não é à toa que ele ficou conhecido como Ronaldão Bianual. Na greve de 2011, que durou 28 dias, os primeiros a comandarem a debandada geral e aceitar de joelhos o que o TST e a empresa falaram, foram os elementos do PCdoB/CTB.

No Rio de Janeiro, Ronaldão, Marcos Santáguida e cia mandaram os trabalhadores voltarem ao trabalho pela internet. Em São Paulo, Diviza e Peixe marcaram em cima da hora uma assembleia fantasma com cerca de 50 pessoas, em plena noite de feriado do dias das crianças, e mandaram todo mundo voltar ao trabalho. Isso faz do PCdoB/CTB o maior responsável pela compensação dos dias parados e de todos os ataques após a greve. Essas traições foram as mais recentes, mas o PCdoB/CTB foi o responsável pela assinatura do banco de horas, do PCCS 2008 da Escravidão, da mudança da data-base de dezembro para agosto e a lista continua.

O PCdoB e seu maior crime: a divisão da categoria No início desse ano, a direção da empresa viu que os trabalhadores estavam muito revoltados e que a burocracia sindical não iria conseguir segurar essa revolta. Então, a direção da ECT, por meio do senhor Luís Eduardo do Ceará, deu uma boa ideia para os pelegos dos sindicatos do Rio e São Paulo. Dividir a categoria para retirar da campanha salarial as duas maiores bases sindicais. Assim, como todos puderam ver na campanha, a categoria ficaria confusa e dividida e a empresa conseguiria impor uma derrota aos trabalhadores.

Qualquer pessoa minimamente inteligente faz a seguinte pergunta: se o PCdoB/CTB de Ronaldão, Diviza e cia sempre foram os maiores responsáveis pelas traições da Fentect, por que saíram dela? A resposta é simples. Foram incentivados por Wagner Pinheiro e os patrões da categoria a dividirem o movimento dos trabalhadores.

O divisionismo é uma política patronal, basta ver os elogios que a empresa fazia aos sindicatos divisionistas durante a campanha salarial.

Derrotar os traidores da máfia patronal do PCdoB

A condição para a vitória dos trabalhadores dos Correios é a derrota desses elementos patronais dentro do movimento sindical. A presença de agentes que respondem diretamente aos interesses da direção da empresa dentro dos maiores sindicatos é um fator de contenção das lutas. Por isso, o primeiro passo é organizar oposições sindicais dos trabalhadores na base para passar por cima dos traidores. Depois é necessário que essa oposição se organize para derrotar os traidores também nas eleições sindicais. No Rio de Janeiro, o processo eleitoral está aberto. Propomos a unidade de toda a oposição em torno da derrubada do PCoB/CTB de Ronaldão Bianual e cia e a defesa da unidade da categoria em nível nacional.

Lutar pela redução da jornada de trabalho

Contra o excesso de serviço: Atendentes comerciais, carteiros e operadores de triagem sofrem com o excesso de serviço nos Correios

 

O TST (Tribunal Superior do Trabalho) concedeu a um trabalhador dos Correios o direito à jornada de seis horas, correspondente à jornada dos bancários. O funcionário trabalha como atendente, exercendo as atividades do Banco Postal. A ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) foi condenada ainda a pagar ao funcionário as horas-extras passadas e futuras além da sexta diária. Segundo o relator do recurso, ministro Pedro Paulo Manus, É incontestável que os empregados dos bancos, das empresas de crédito e dos Bancos Postais estão submetidos às mesmas condições de trabalho a permitir a equiparação de jornada diária".

A decisão do TST, ainda que tenha sido individual, abre precedente para uma reivindicação antiga dos atendentes comerciais da ECT e de todos os funcionários dos Correios, que é a diminuição da jornada de trabalho, sem redução do salário. Para os atendentes, a reivindicação é mais urgente justamente pela semelhança do trabalho à atividades exercidas pelos bancários, que têm garantido na CLT jornada de seis horas diárias. O fato de o TST, que tradicionalmente toma decisões desfavoráveis aos trabalhadores, ter reconhecido esse direito mostra que é possível conquistar a reivindicação.

Os atendentes estão cumprindo funções múltiplas nas agências. Além de realizarem todo o serviço normal dos Correios, a abertura do Banco Postal multiplicou as funções. Os atendentes realizam vários serviços de bancários, como abertura de contas, saques, depósitos, pagamento de contas etc.

Para distribuir dinheiro aos banqueiros, a direção da ECT transformou os Correios em um banco. Junto com a diminuição da jornada, os trabalhadores devem pedir o fim do Banco Postal.

A tendência nos Correios, no entanto, é totalmente contrária à decisão do TST.

Em todos os setores os funcionários estão trabalhando mais do que a jornada de oito horas.

Tanto nas agências como nos CDDs (Centro de Distribuição Domiciliária) e Centros de Tratamento os trabalhadores estão fazendo horas-extras, sendo convocados para o trabalho no feriado e fins de semana para dar conta do excesso de serviço, ocasionado principalmente pela falta de funcionários.

A corrente Ecetistas em Luta, em sua segunda Conferência Nacional aprovou uma ampla campanha pela redução da jornada de trabalho para seis horas.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Pela contratação de 30 mil trabalhadores

Não à privatização dos Correios: Em todo o país funcionários estão sendo agredidos e ameaçados por usuários por causa do sucateamento e falta de gente para dar conta do serviço
Chegou a um extremo o abandono dos trabalhadores pela direção da ECT. O sucateamento da empresa, as péssimas condições de trabalho e falta de pessoal para dar conta do serviço está resultando num descontentamento generalizado.

Além dos trabalhadores que sofrem com doenças ocupacionais pelo excesso de trabalho, dobras, horas extras, (tem carteiro fazendo o serviço de três) assaltos etc., a população usuária está também sofrendo as consequências do processo de privatização da empresa.

Os usuários não contam mais com a qualidade e excelência dos serviços dos Correios. Encomendas, correspondências e documentos demoram a ser entregues e o resultado disso está também se virando contra a categoria.

Ameaças e agressões

Os carteiros que estão na rua, em contato direto com a população, estão sendo hostilizados e existem denúncias em todo o país de ameaças e até agressões contra esses trabalhadores.

O pior é que a intimidação acontece na rua e também dentro do setor. Os paus mandados, da empresa, os chefes, não se posicionam em defesa dos trabalhadores, os deixam expostos a riscos até mesmo de vida e todo tido de constrangimento sem tomar nenhuma providência. Nem junto à direção da empresa, nem de proteção mais efetiva, como registrar ocorrência, mudar o carteiro de distrito etc. Em Brasília, por exemplo, em mais de um setor o chefe teve de ser também ameaçado por usuário e pressionado pelos trabalhadores para tomar providências.

Juntando tudo isso com os instrumentos de controle da empresa, como SARC e SAP, a retaliação e perseguição aos grevistas a empresa tenta fazer a categoria esmorecer aos seus ataques, esfriar o poder de luta e organização dos trabalhadores.

O efeito em muitos dos recém-contratados é o abandono da empresa. Dos convocados do último concurso apenas cerca de 30% permanecem nos Correios.

Esse é um plano arquitetado pela direção da empresa a serviço de multinacionais. O sucateamento da empresa, ao ponto de fazer a população usuária reclamar dos serviços com matérias sendo divulgadas pela imprensa capitalista, é parte da campanha pela desmoralização deste que é um patrimônio nacional a serviço da privatização.

Só a luta dos trabalhadores pode reverter essa situação

Ao contrário do que pretende a direção da empresa e os capitalistas os trabalhadores devem resistir a toda essa ofensiva e reforçar sua luta.

A verdade é que a única maneira de mudar essa situação é a empresa realizar uma contratação em massa de trabalhadores, investir em condições de trabalho e logística. Só assim o serviço vai ser feito sem sobrecarga, com qualidade e atender de fato às necessidades da população.

Uma das reivindicações da greve deste ano era a contratação de 30 mil trabalhadores. O julgamento do dissídio coletivo pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho) impediu que o tema fosse devidamente explorado pelos trabalhadores em sua luta. Mas agora essa deve uma das questões centrais da luta da categoria.

Fim das terceirizações e da privatização

A Fentect (Federação Nacional dos trabalhadores dos Correios) ganhou na justiça uma ação contra a terceirização das atividades fim da ECT.

A decisão derruba liminar que a empresa conseguiu em favor da contratação temporária como meio de manter a atual situação de privatização ao poucos, por partes, desta que é a maior empresa pública da América Latina.

Estão proibidas as contratação de temporários sob pena de multa para a empresa. Os trabalhadores devem acompanhar e denunciar para a Federação e os setores de luta da categoria toda iniciativa no sentido de descumprimento dessa decisão e manutenção da terceirização.

Bem como denunciar as agressões e ameaças para que sejam tomadas providências no sentido de garantir a segurança e integridade dos trabalhadores.

A vitória na justiça contra a terceirização foi um passo importante. Agora é mais do que urgente a contratação de pessoal, especialmente para o setor operacional e apenas a luta organizada dos trabalhadores poderá garantir essa conquista.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Trabalhadores ganham ação contra a terceirização na ECT

Os Correios estão proibidos de terceirizar as atividades-fim. É uma vitória importante contra o processo de privatização da empresa


A Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios (Fentect) ganhou liminar que obriga os Correios a pôr fim às terceirizações na empresa. A ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) tem um ano para substituir o quadro de terceirizados por servidores concursados. Está previsto multa de R$ 500 mil para cada licitação sem concurso público.

A decisão da juíza Laura Morais, da 13a Vara do Trabalho de Brasília, proíbe a ECT de contratar mão-de-obra terceirizada para atividades-fim como recebimento, triagem, encaminhamento e transporte de objetos postais. A direção dos Correios se defendeu dizendo que não terceiriza atividade-fim. Qualquer trabalhador dos Correios sabe que isso é mais pura mentira.


Terceirização tomou conta da ECT

Atualmente nos Correios há setores com maioria de mão-de-obra terceirizada. Apenas para citar alguns exemplos recentes.

Em São Paulo, no Centro de Tratamento de Encomendas (CTE Saúde), na Zona Sul, há cerca de três anos foi criado um novo turno de trabalho, já que os dois turnos existentes (tarde e noite) não estavam dando conta da quantidade de serviço. O novo turno da manhã foi criado com mais de 90% de terceirizados. No CTE Valinhos, na região de Campinas, ocorreu a mesma coisa.

Na região de Ribeirão Preto, recentemente foi rompido um contrato entre a ECT e uma empresa que fornecia mão-de-obra terceirizada. A quantidade de terceirizados já é tão grande que alguns setores perderam quase metade do efetivo com a saída dos MOTs (Mão-de-obra Terceirizada). Na UD (Unidade de Distribuição) São Joaquim da Barra, os trabalhadores denunciaram que saíram seis MOTs e o efetivo do setor, apenas com os concursados, passou para sete carteiros. Essa mudança brusca na quantidade de funcionários resultou em excesso de serviço para todos.

Esse quadro se repete em todas as regiões do País.

Um quadro do número de terceirizados, obtido extraoficialmente pela Fentect, revela uma situação grave. Seriam 13.297 terceirizados cumprindo funções de carteiros e OTTs (Operador de Triagem e Transbordo), ou seja, realizando as chamadas atividades-fim. Os Correios possuem cerca de 117 mil trabalhadores.

O Diretoria Regional com maior número de terceirizados é a de São Paulo Interior (DR-SPI), com 3.079. Pelo que tudo indica, os números são ainda maiores do que mostra a tabela, mas já é possível ter uma noção da gravidade do problema.

Terceirizar para privatizar

A direção dos Correios (PT) tenta esconder a terceirização, mas afirmou que vai recorrer da decisão da Juíza, ou seja, quer o caminho aberto para terceirizar a empresa.

A terceirização é parte de um plano maior da direção da empresa e do governo que tem como pano de fundo a privatização dos Correios. A terceirização vem junto com outras medidas como o aumento da exploração nos setores, como o SAP (Sistema de Avaliação de Produtividade), o ataque ao plano de saúde, o ataque ao direito de greve e a mudança do estatuto da ECT no ano passado, que transformou a empresa sobre a base de um modelo de Sociedade Anônima.

Com a crise econômica, os capitalistas internacionais voltaram ferozmente os olhos para os setores da economia ainda não completamente privatizados, na expectativa de lucro fácil por meio da destruição da economia dos países. As empresas de correios de vários países sofrem a mesma ação, em maior ou menor grau, de entrega da empresa para o capital privado.

Em Portugal, por exemplo, os correios serão privatizados e será a própria ECT uma provável compradora. Essa entrada dos Correios brasileiros na privatização portuguesa está longe de significar um fortalecimento da empresa. Pelo contrário, deve servir de alerta para a população e os trabalhadores brasileiros do quão avançada está a privatização da própria ECT. A participação dos Correios na compra da empresa portuguesa revela que a participação dos grande capitalistas e banqueiros internacionais nos rumos da empresa já atingiu alto nível.

Tudo isso ainda se alia ao Banco Postal, um esquema de favorecimento dos banqueiros e as franquias, um esquema de distribuição de dinheiro a empresários. Vale lembrar que as ACFs (Agências de Correios Franqueadas) são a terceirização na prática da atividade de atendimento.

A terceirização é um ingrediente importante no quadro geral de privatização dos Correios. Ela é necessária para diminuir os custos da mão-de-obra, por meio do rebaixamento salarial e do profundo corte de direitos, e preparar a ECT para os capitalistas, que só veem interesse em uma empresa que obtenha o máximo de lucro.

Um ataque contra todos os trabalhadores

Nesse sentido, a terceirização é um ataque a todos os trabalhadores. Por um lado, os terceirizados são tratados como mão-de-obra descartável. Os contratos temporários permitem que as empresas façam o que bem entender. Os trabalhadores não tem garantidos os mesmos direitos que os concursados, nem os mesmos salários, apesar de realizarem funções idênticas. Isso sem contar os inúmeros casos de empresas que dão o calote nos trabalhadores.

Para os concursados, a terceirização serve para empurrar o valor da mão-de-obra cada vez mais para baixo. A presença de um terceirizado, trabalhando nas mesmas funções e recebendo salários menores e sem direitos, pressiona o trabalhador a se “contentar” com os baixos salários que recebe, afinal, é usado um parâmetro salarial rebaixado.

Esse é o sentido imediato da terceirização. Forçar o valor da mão-de-obra para baixo.

 
Acabar com a terceirização, incorporando os terceirizados

A terceirização é um ataque a todos os trabalhadores. A vitória da Fentect contra a terceirização é um primeiro passo. No entanto, o movimento dos trabalhadores deve estender sua luta e ampliar suas reivindicações.

Em primeiro lugar, é necessário exigir que a direção da ECT contrate 30 mil novos funcionários, por meio da abertura imediata de um concurso público e da contratação de trabalhadores remanescentes do concurso anterior.

Em segundo lugar, é preciso realizar uma ampla campanha pelos direitos dos trabalhadores terceirizados que significa defender que tenham os mesmos direitos dos concursados e assim a incorporação de todos os que já estão trabalhando na empresa nos quadros da ECT.

A luta dos trabalhadores dos Correios é a luta de todos os trabalhadores. Somente a unidade entre concursados e terceirizados vai garantir a vitória dos trabalhadores.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Lutar já pela entrega pela manhã!


A corrente Ecetistas em Luta vai realizar uma campanha nacional para exigir que os Correios mudem o horário de entrega dos carteiros
Todo mundo já sabe que o Brasil é um país tropical, consequentemente, com raríssimas exceções, todas as regiões brasileiras enfrentam altíssimas temperaturas na maior parte do ano. A única que parece não se importar com essa realidade climática é a direção da ECT, que obriga os carteiros a saírem para a entrega justamente no momento mais quente do dia, geralmente por volta das 12h ou 13h.
Não é preciso dizer que essa situação causa uma série de problemas aos trabalhadores. Trabalhar horas caminhando, carregando peso debaixo do sol quente, é uma verdadeira tortura para o carteiro. Casos de doenças de pele, insolação e desidratação são comuns entre os carteiros.
Diante desse quadro alarmante, a mudança de horário de entrega das correspondências é uma reivindicação antiga da categoria.
Há anos os trabalhadores dos Correios exigem da empresa que a entrega aconteça pela manhã, no horário do dia em que a temperatura é mais amena.
A direção da ECT nunca se interessou em resolver esse problema grave que diz respeito à saúde dos carteiros. Em alguns estados, como no Mato Grosso, a própria Justiça deu ganho de causa em favor da mudança de horário, mas a ECT simplesmente não cumpre.
A empresa não se preocupa em explicar porque resiste em fazer a mudança.
O que ocorre na realidade é que a direção dos Correios acha que vai perder alguma coisa se atender à reivindicação do trabalhador, que tem que ser tratado como escravo. Prova disso são os casos absurdos de companheiros que sofreram com câncer de pele e conseguiram se curar, mas a empresa não quer saber, mandando os trabalhadores de volta para a rua para adoecerem novamente.
A situação é tão grave que o TST, nessa campanha salarial, aprovou uma tímida resolução sobre o problema. A ECT será obrigada a implantar projetos-piloto de entrega pela manhã em três regiões do País.
Ainda que extremamente insuficiente, a decisão do TST mostra que a luta e a insistência dos trabalhadores é o que vai garantir que essa reivindicação seja atendida.
A corrente Ecetistas em Luta, em sua II Conferência Nacional, ocorrida no último dia 11 de novembro, aprovou a realização de uma ampla campanha para exigir que a ECT implante a entrega pela manhã em todas as regiões.
Com a saúde do trabalhador não se brinca. Entregas pela manhã já!

Vitória da política independente e combativa nos Correios

Trabalhadores de todo o País estiveram presentes na Conferência, que debateu e aprovou ações para a luta da categoria em nível nacional
No último domingo, dia 11, ocorreu a II Conferência Nacional da Corrente Ecetistas em Luta. Cerca de 100 pessoas de cerca de 20 diferentes bases sindicais dos correios participaram da conferência que tinha como objetivo, além de ampliar e fortalecer a organização independente dos trabalhadores dos Correios nacionalmente, discutir os problemas mais urgentes do movimento da categoria. Representantes das principais bases sindicais estiveram presentes na conferência como Minas Gerais, São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto, Uberaba, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Santa Catarina, Paraná, Brasília, Goiás, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Alagoas, Ceará, Pernambuco, Pará, Roraima e Amazonas e outros.

Os debates duraram o dia todo e os trabalhadores presentes puderam fazer suas intervenções sobre os temas discutidos. Em primeiro lugar, o companheiro Edson Dorta, da coordenação da Corrente Ecetistas em Luta e secretário-geral da Fentect, apresentou um balanço histórico do movimento sindical dos Correios.

Crise da burocracia sindical

Durante o debate sobre a história do movimento dos Correios foi discutido detalhadamente o desenvolvimento da crise da burocracia sindical (PT-PCdoB-PSTU) e a tendência de luta da categoria.

A companheira Anaí Caproni, da coordenação nacional da corrente Ecetistas em Luta e diretora da Fentect, analisou as consequências da crise da burocracia e as tarefas dos trabalhadores combativos a partir de agora. A oposição, constituída dos trabalhadores combativos de base, derrotou os traidores na Fentect. A tarefa agora é organizar os trabalhadores para retornar os sindicatos para os interesses da luta da categoria. A companheira traçou um panorama dos principais sindicatos dirigidos pelo bloco traidor (PT-PCdoB) e a conclusão é a de que em todos eles a burocracia sindical está caindo de podre e é necessário organizar os trabalhadores para derrubar de vez os pelegos.

A luta ecetista é parte da luta geral dos trabalhadores

Após o almoço, o companheiro Rui Costa Pimenta, presidente do PCO e da coordenação nacional da corrente Ecetistas em Luta, apresentou uma análise da situação política nacional e internacional.

A crise econômica e o levante dos trabalhadores em todo o mundo, com destaque para a Europa, deve servir como guia para a ação da categoria. A tendência geral da classe operária internacional é a da luta revolucionária e no Brasil, os trabalhadores dos Correios devem estar à frente dessa luta, como mostraram nas últimas greves.

A crise da direita no País também foi analisada como uma clara tendência à esquerda dos trabalhadores no País. O PT, no entanto, não é alternativa para a classe operária e logo os trabalhadores vão fazer a experiência e romper com esse partido que faz o jogo da direita. Por isso, a tarefa que está colocada é a construção de uma organização independente, classista, combativa e revolucionária dos trabalhadores.

Análise da campanha salarial

O companheiro Henrique Áreas, membro da corrente Ecetistas em Luta e diretor da Fentect, fez um balanço da campanha salarial desse ano. Foi destacada a vitória no congresso da federação, que além de ter dado a maioria para o bloco de oposição, aprovou o Comando de Mobilização e Negociação da Campanha Salarial com um membro por sindicato. Esse fato foi decisivo para acabar com o balcão de negócios que haviam se tornado as campanhas salariais dos Correios, por meio da compre e venda de sindicalistas.

Foi destacado que o divisionismo do PCdoB/CTB, nos dois maiores sindicatos do País (Rio de Janeiro e São Paulo) foi a última cartada da empresa para confundir a categoria e levar a campanha salarial à derrota.

O adiamento da greve pela burocracia sindical, que dividiu os trabalhadores em três, na tentativa da empresa de evitar a greve a qualquer custo. Nesse sentido, foi destacada a importância dos trabalhadores e do sindicato de Minas Gerais e dos trabalhadores do Pará terem iniciado a greve no dia 11 de setembro, conforme previsto no calendário de lutas da Fentect.

O ponto mais importante foi a discussão sobre o rebaixamento da pauta. Ficou muito claro que essa é uma manobra da burocracia sindical para deixar os trabalhadores desmoralizados diante da empresa. A única maneira de garantir as reivindicações da categoria não é abaixando a cabeça para os patrões, mas é organizando a luta e a mobilização. A vitória dos trabalhadores é uma medida de força com a empresa.

Propostas para a luta

Os debates terminaram com a apresentação de propostas políticas para o movimento apresentadas pelo companheiro Robson Gomes, da corrente Ecetistas em Luta e secretário-geral do Sintect-MG. Todos os pontos foram debatidos amplamente pelos trabalhadores presentes.

A partir dessa conferência a corrente Ecetistas em Luta vai iniciar uma série de campanhas para mobilizar a categoria. O que diferencia uma organização verdadeiramente combativa e revolucionária é sua ação e sua luta pelas reivindicações mais sentidas dos trabalhadores.

Ao final, a conclusão que ficou para quem participou da Conferência foi a de que é necessário constituir uma organização de luta, dos trabalhadores combativos na base da categoria. Essa organização é a corrente Ecetistas em Luta, a única organização que em nenhum momento abaixou a bandeira da defesa dos trabalhadores dos Correios. A luta é pela ampliação e fortalecimento da corrente em nível nacional.

Veja algumas das propostas aprovadas pelos trabalhadores presentes na conferência foram:

1. Organização e plano de trabalho
1.1. Organização de núcleos EL em todos os sindicatos; reunião semanal;
1.2. Boletim Nacional – organizar a distribuição em todos os sindicatos;
1.3. Campanha Financeira – ampliar a rifa nacional como base de sustentação da atividade da corrente;
1.4. Realização de um nova Conferência dentro de quatro meses, em março de 2013;
1.5. Campanha para atingir 1000 filiados à corrente em 6 meses, maio de 2013;
1.6. Elaborar uma circular Interna para os filiados;
1.7. Lançamento de uma revista mensal de discussão do problemas dos correios;
1.8. Ampliação da corrente Ecetistas em Luta coma integração de novos setores;
1.9. Organizar uma reunião nacional de mulheres em fevereiro;
2.0 Organizar reuniões Estaduais de mulheres no mês de janeiro;
2.1 Organizacão de um boletim mensal de mulheres;

2. Campanhas
2.1. Serviço Saúde;
2.2. Entrega pela manhã;
2.3. PLR;
2.4. SAP;
2.5. Direito de greve/Fim da intervenção do TST;
2.6. Fora chefes/NEP;
2.7. Fim do atual teste físico o qual impede a contratação de mulheres;
2.8. Abolição das SIDs. Cancelamento de todas as SIDs em andamento; Informação prestada à chefia só com a presença do sindicato;
2.9. Não ao banco de horas. Nenhuma compensação aos dias de greve;
2.10. Sindicato Nacional;

3 – Eleições Sindicais

3.1 Organizar/impulsionar chapas de Ecetistas em Luta, de Oposição Classistas pela Derrota dos sindicalistas pelegos e do Bloco traidor em todo o país;

4 – Acesso às dependências dos Correios pelos dirigentes sindicais para reunião com os trabalhadores sem restrição.

Direção da ECT monta o NEP para controlar os sindicatos dos trabalhadores dos Correios e desarmar a categoria

NEP – Núcleo dos Ecetistas do PT: Diante da crise do movimento sindical do PT, os chefes, através do presidente da ECT, Wagner Pinheiro, organizam grupos de chefes, por detrás da bandeira do PT, para desviar os trabalhadores da luta contra a opressão na ECT
Com a crise do PT dentro do movimento sindical, devido às diversas traições dos seus sindicalistas, e ao mesmo tempo o PT aumentando seu poder nos cargos de confiança dentro da ECT, levou os chefes carrascos se filiarem ao PT, junto com os ex - sindicalistas que se venderam para ECT em troca de cargos e privilégios, serem à base do grupo petista nos Correios.

Os chefes que sempre estiveram do lado da direita (militares, DEM, PSDB etc) dentro dos correios, vendo que a direção da empresa começou a mudar de mão, não titubearam em se filiar ao PT e assumir esta nova tarefa para impedir a mobilização da categoria contra sua politica.

 
PT - Patrão busca controlar o movimento sindical dos Correios através da distribuição de cargos

 
A base do núcleo do PT formada pelos chefes, tem como programa político a ascensão dentro da ECT através do movimento sindical. Em suas reuniões, os chefes ligados ao PT, explicam para os trabalhadores como usar o movimento sindical para conseguir cargos e ajudar a ECT manter a opressão sobre a categoria, impedindo assim a luta dos trabalhadores em defesa dos direitos coletivos dos ecetistas.

É por isso que as mesas destas reuniões do NEP são coordenadas pelos ex-sindicalistas que se venderam para ECT, traindo o movimento dos trabalhadores, usando o movimento sindical para conseguir cargos de confiança na ECT.

Exemplos não faltam: No NEP de Campinas o Coordenador é o traidor ex-sindicalista Alexandre Fluminense, que foi diretor do Sintect-RJ pelo PCdoB e assim que viu a possibilidade de ganhar cargo pelo PT, não pensou duas vezes, se filiou ao PT e foi logo se enturmando com os chefes direitistas de Campinas-SP.

No NEP de Goiás, o Coordenador das reuniões é o ex-sindicalista do PT Ademir Loureiro, que usou o movimento sindical para virar Assessor da Diretoria Regional.

O NEP da Bahia é Coordenado pelo ex-sindicalista do PT, Luís Ferrer, que ganhou seu cargo quando estava negociando em nome dos trabalhadores o PCCS – Plano de Cargos, Carreiras e Salários da ECT.

 
O NEP se prepara para tomar os sindicatos de luta para entregá-los para ECT

Os Cargos que estão sendo oferecidos pela ECT aos Petistas do NEP tem como moeda de troca, o controle dos trabalhadores através de suas organizações sindicais.

Os chefes do NEP´s estão neste momento realizando churrascos, festas e cervejadas para agrupar trabalhadores que se sujeitariam a se comportar como marionetes nos sindicatos, visando receber como pagamento pelo serviço sujo um cargo na ECT.

Os trabalhadores devem rejeitar a intervenção da ECT nas suas organizações, denunciando os planos da ECT através do NEP.

Fora patrão, sindicato é do peão.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Por uma ampla campanha em defesa do Plano de Saúde da categoria

A Conferência de Ecetistas em Luta aprovou: a luta pela manutenção do convênio médico dos trabalhadores dos Correios é parte da luta contra a privatização da empresa
A II Conferência Nacional da Corrente Ecetistas em Luta aprovou uma campanha nacional em defesa do convênio médico dos trabalhadores dos Correios. Esse direito é um dos mais importantes da categoria e há anos vem sendo atacado pela direção da empresa.

Na greve desse ano, por muito pouco os trabalhadores não foram derrotados e tiveram uma enorme perda no serviço médico. A empresa não negociou durante toda a campanha salarial, mas tentou a todo o custo enfiar goela abaixo dos trabalhadores uma mudança no convênio médico.

No final da campanha salarial, a direção da ECT admitiu que sua intenção era cortar gastos com o plano de saúde. O objetivo é introduzir mensalidades, diminuir os dependentes e aumentar as dificuldades para o acesso ao convênio.


Quanto vale o convênio médico dos Correios?


O plano de saúde é uma conquista da luta dos trabalhadores dos Correios. Mais do que um direito do trabalhador, o convênio representa um aumento substancial no salário.

Para se ter uma ideia, o preço de um plano de saúde da Unimed (bem mais simples do que o dos Correios) para uma pessoa de 29 a 33 anos de idade, é R$ 142,19 por mês. Ou seja, em um ano, o convênio custa mais de R$ 1.076. Mas esse valor é muito maior, pois a maioria dos trabalhadores possui pelo menos quatro pessoas na família.

O corte do convênio médico pode representar uma perda salarial de, no mínimo, R$ 513,94 por mês, ou R$ 6.167,28 por ano, para um trabalhador cujo convênio cubra ele e sua esposa (os dois com uma idade entre 34 e 38 anos) e duas crianças. Esse valor pode aumentar muito mais, já que muitos trabalhadores têm idade superior a essa média e o convênio dos Correios dá direito à inclusão de pai e mãe dependente.

Não é à toa que a empresa quer atacar o plano de saúde. O ataque ao plano significa um rebaixamento salarial.

 
Parte da privatização da ECT

 
Existe uma luta da direção da empresa e do governo do PT para entregar os Correios nas mãos da iniciativa privada. Em 2010, Dilma Rousseff, Paulo Bernardo e Wagner Pinheiro aprovaram a mudança no estatuto da empresa, abrindo o caminho para transformar a ECT em uma Sociedade Anônima.

Além disso, a manutenção do esquema da franquias, o bilionário banco postal e a terceirização são políticas adotadas pela ECT para distribuir o dinheiro aos capitalistas à custa dos trabalhadores e de todo o povo.

O ataque ao convênio é parte do corte de gastos com o trabalhador. Mais precisamente, ao diminuir os custos com o convênio, a ECT está impondo um grave corte salarial à categoria. Assim, a empresa diminui os gastos com os funcionários para agradar os capitalistas que estão colocando as mãos no dinheiro dos Correios.

O que vai manter o convênio médico da categoria é a luta contra a direção da ECT. Foi a mobilização dos trabalhadores que conquistou o convênio médico e todos os direitos e será com a mobilização que esse direito será garantido. Por isso a conferência da corrente Ecetistas em Luta decidiu realizar uma ampla campanha na base da categoria em defesa do plano de saúde dos trabalhadores.

MOPE busca unidade da Oposição para devolver o Sindicato para as mãos dos trabalhadores

Correios – RJ: Movimento de Oposição trabalha pela unificação de todos os setores de oposição para derrotar a máfia do PCdoB que leva adiante a política patronal de dividir a categoria em favor dos interesses dos patrões
Em uma série de reuniões realizadas nos últimos dias, o MOPE/RJ (Movimento de Oposição ao Peleguismo) deliberou a política e os eixos para a intervenção no processo eleitoral no Sintect-RJ, segundo maior sindicato da categoria – de um total de 35 – e um dos poucos que ainda encontram-se sob o domínio dos sindicalistas do PCdoB/CTB e que, na recente campanha salarial da categoria, depois de romper com a Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios (Fentect), trabalhou abertamente contra a unidade da categoria, contra a greve nacional e pelo rebaixamento da Pauta de Reivindicações, causando sérios prejuízos aos mais de 120 mil trabalhadores ecetistas de todo o País.

O MOPE integrado Peleguismo no Rio pelo MRL, Ecetistas em Luta/PCO, MUTE e Alternativa Ecetista deliberou lutar pela unidade geral de todos os setores dos trabalhadores (sem chefes) da Oposição para derrotar os traidores da diretoria do Sintect-RJ, comandados por “Ronaldão-bianual”, e por retomar o Sindicato para o controle dos trabalhadores, reunificando-o com a categoria em nível nacional.

O MOPE interveio de maneira unificada na recente campanha salarial, e é a expressão no Rio do Movimento que garantiu a vitória dos setores classistas no Contect (Congresso Nacional da categoria) que derrotou – pela primeira vez – o bloco traidor PT/Articulação-PCdoB na eleição para a direção da Fentect, aprovando um conjunto de mudanças na política e no funcionamento da entidade.

Na campanha salarial deste ano essa frente publicou boletins convocando as assembléias da Fentect do Rio e fez um balanço do bloqueio para a luta da categoria que representou a quebra da unidade (greve nacional iniciada no dia 11 apenas em MG e PA) e o rebaixamento da Pauta de Reivindicações da categoria, impulsionado pelo PCdoB, que foi seguido por setores da própria Federação.

Com base no balanço dessa situação geral e na crise do Sindicato do Rio, há cerca de 15 anos dominado por uma ditadura do PCdoB que afastou totalmente a entidade da defesa dos interesses dos trabalhadores e o transformou em uma verdadeira agência de defesa dos interesses dos patrões da direção da ECT e do governo), o MOPE deliberou um conjunto de propostas com as quais está procurando todos os setores que se reivindicam de oposição para debater a necessidade de uma chapa comum que materialize uma frente única pela retomada do sindicato para os trabalhadores e pela unidade nacional da categoria.

Eixos Centrais

As reuniões do MOPE deliberam os seguintes eixos para debate com a categoria e os diferentes setores oposicionistas:

* DEMOCRACIA NO SINDICATO

- Soberania irrestrita das Assembléias (todos falam, categoria decide); que devem ser convocadas regularmente para decidir os destinos do sindicato sobre todas as questões fundamentais

- O Sindicato é dos Trabalhadores; chefe e patrão não têm que meter a mão no Sintect - RJ. Exclusão de sindicalistas que se passarem para o lado dos patrões aceitando cargos na empresa

- Fim da ditadura no Sindicato. Diretoria realmente colegiada, pondo fim ao "presidencialismo": Rodízio entre os titulares na Secretaria Geral e Secretaria de Finanças

* UNIDADE DA CATEGORIA

- Uma só categoria em todo o País, uma só luta, uma só Federação Nacional, um Comando único, com representantes de todos os Sindicatos para dirigir a mobilização da categoria

-Fortalecimento da organização de base em nível local e nacional: Congressos regulares, comandos de mobilização com trabalhadores eleitos nos locais de trabalho etc.

* PROGRAMA (reivindicações) DA CHAPA DE OPOSIÇÃO

Ter como centro as Deliberações centrais do XI Contect, tais como as lutas:

-Pela Reposição integral das perdas salariais;

-Não à privatização da ECT

-Fim do regime de escravidão: SAP, SARC etc.

-Fim do excesso de serviço e da terceirização: contratação de 30 mil ecetistas

-Acordo Bianual não! Data-base anual em dezembro

Sobre a composição da Chapa Unificada da Oposição

O MOPE fazer um chamado na base da categoria e a todas as forças organizadas que se apresentam como sendo de oposição à atual diretoria do Sintect-TJ (PT, racha do PCdoB, PSTU/Conlutas, MR, Independentes etc.) no sentido de construir uma chapa de oposição unificada propondo que a mesma tenha representantes de todos os setores da base da categoria, de oposição (organizados e "independentes").

Também aprovou a defesa de que a campanha eleitoral da Oposição deve dar ênfase à defesa da UNIDADE DA CATEGORIA e à necessidade de DERROTAR RONALDÃO E OS TRAIDORES e DIVISIONISTAS DA CATEGORIA. Que a campanha deve estar centrada nestas questões, da denuncia das traições do PCdoB e na defesa dos interesses da categoria e não na divulgação de sindicalistas que integrem a chapa, propondo um peso igual na divulgação dos integrantes dos diferentes setores que componham a chapa de oposição (sem "presidencialismo").

O prazo para a inscrição de chapas termina no próximo dia 29 e a tarefa central, neste momento, é dar a batalha para assegurara as melhores condições para a derrota dos maiores traidores da categoria no Rio e em todo o País.

A derrota da diretoria na assembléia que elegeu a Comissão eleitoral tornou ainda mais evidente sua fraqueza diante da revolta da categoria.

Mesmo apelando para dezenas de capangas e com agressões a sindicalistas de oposição - incluindo mulheres -, roubo de votos, saída de dezenas de trabalhadores da assembléia (ameaçados por capangas do PCdoB)... mesmo assim a oposição saiu vitoriosa, só não ficando com a maioria da Comissão por um golpe da diretoria que – por meio de uma mudança fraudulenta no Estatuto – reservou para si o direito de indicar um dos seus membros (do total de cinco).

Acabar com a ditadura do PCdoB e recuperar o Sindicato para as mãos dos trabalhadores, colocando-o à serviço das suas lutas e da unidade da categoria nacionalmente deve ser o objetivo maior dos trabalhadores e de todo o ativista classista, não só dos correios, mas de todo o movimento operário.

È preciso também denunciar os que se oponham à esta política – sob que pretextos forem – como elementos à serviço do PCdoB e dos patrões (como vem fazendo a direção do PSTU/Conlutas) e fazer da campanha eleitoral do Sintect-RJ dicato um momento de ampla denuncia da política da máfia sindical do PCdoB, dos seus crimes contra os trabalhadores dos correios.

Oposição unificada com todas as forças que se disponham a atuar para derrotar a ditadura de “Ronaldão - bianual” e seus comparsas, para garantir – pelos meios que forem necessários - eleições livres e democráticas para que os trabalhadores dos Correios do Rio tomem em suas mãos os destinos do Sintect – RJ.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Leia o informe da Fentect 016

Leia o Informe da Fentect sobre audiência no TRT sobre as irregularidades na convocação pela ECT para convocação dos dias da greve e também sobre a vitória da Fentect no processo contra a terceirização das atividades fim da ECT
 

 

Boletim Ecetistas em Luta 14-11-2012



segunda-feira, 12 de novembro de 2012

II Conferência Nacional aprova a ampliação e fortalecimento da corrente Ecetistas em Luta

 
Vitória da política independente e combativa nos Correios

 

Trabalhadores de todo o País estiveram presentes na Conferência que debateu e aprovou ações para a luta da categoria
Neste domingo, dia 11, ocorreu a II Conferência Nacional da Corrente Ecetistas em Luta. Uma vitória para os trabalhadores dos Correios e para a luta combativa da categoria.

Cerca de 100 pessoas de vários estados participaram da conferência que tinha como objetivo ampliar e fortalecer a organização independente dos trabalhadores dos Correios em nível nacional. Representantes de diversas bases sindicais estiveram presentes na conferência como Minas Gerais, São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto, Uberaba, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Brasília, Goiás, Paraíba, Piauí, Alagoas, Ceará, Pernambuco, Pará e Amazonas.

Os debates duraram o dia todo. Em primeiro lugar, o companheiros Edson Dorta, secretário-geral da Fentect, apresentou um balanço histórico do movimento sindical dos Correios. Após o almoço, o companheiro Rui Costa Pimenta, presidente do PCO e da coordenação da corrente Ecetistas em Luta apresentou uma análise da situação política nacional e internacional. Depois, o companheiro Henrique Áreas, membro da corrente Ecetistas em Luta, fez um balanço da campanha salarial desse ano. Os debates terminaram com a apresentação de propostas políticas para o movimento apresentadas pelo companheiro Robson Gomes, da corrente Ecetistas em Luta e secretário-geral do Sintect-MG.

Todos os pontos foram debatidos amplamente pelos trabalhadores presentes.

Ao final, a conclusão que ficou para quem participou da Conferência foi a de que é necessário constituir uma organização de luta, dos trabalhadores combativos da base da categoria. Essa organização é a corrente Ecetistas em Luta, a única organização que em nenhum momento baixou a bandeira de defesa dos trabalhadores dos Correios. A luta é pela ampliação e fortalecimento da corrente em nível nacional.

Acompanhe nas próximas edições de Causa Operária On Line e do jornal Causa Operária a cobertura e análise completa da Conferência, com galaria de fotos e vídeos.

Veja algumas das propostas aprovadas pelos trabalhadores presentes na conferência foram:
1. Organização e plano de trabalho
1.1. Núcleos EL em todos os sindicatos; reunião semanal;
1.2. Boletim Nacional – organizar a distribuição em todos os sindicatos;
1.3. Campanha Financeira – rifa;
1.4. Nova Conferência, quatro meses; março 2013;
1.5. Filiação a EL – 1000 filiados em 6 meses, maio de 2013;
1.6. Circular Interna para os filiados;
1.7. Lançamento revista mensal;
1.8. Ampliação da corrente Ecetistas em Luta;
1.9. Reunião nacional de Mulheres em fevereiro;
2.0 Reuniões Estaduais de Mulheres no mês de janeiro;
2.1 Boletim Mensal de Mulheres;

2. Campanhas
2.1. Serviço Saúde;
2.2. Entrega pela manhã;
2.3. PLR;
2.4. SAP;
2.5. Direito de greve/Fim da intervenção do TST;
2.6. Fora chefes/NEP;
2.7. Fim do atual teste físico o qual impede a contratação de mulheres;
2.8. Abolição das SIDs. Cancelamento de todas as SIDs em andamento; Informação prestada à chefia só com a presença do sindicato;
2.9. Não ao banco de horas. Nenhuma compensação aos dias de greve;
2.10. Sindicato Nacional;

3 – Eleições Sindicais

3.1 Organizar/impulsionar chapas de Ecetistas em Luta, de Oposição Classistas pela Derrota dos sindicalistas pelegos e do Bloco traidor em todo o país;

4 – Acesso às dependências dos Correios pelos dirigentes sindicais para reunião com os trabalhadores sem restrição.

domingo, 11 de novembro de 2012

Propostas aprovadas para organização do trabalho da Corrente Ecetistas em Luta

Algumas propostas para Organização do trabalho aprovadas na II Conferência Nacional.


Organização

Boletim nacional

Campanha financeira

Nova conferência no primeiro semestre deo 2013

Filiação dos trabalhadores na corrente ecetistas em luta, 1.000 filiações até maio de 2013

Circular interna para os filiados

Lançamento da revista sindical

Ampliação da Corrente – ampliar para todos os estados do país

Reunião de mulheres em fevereiro – reuniões estaduais em janeiro

Boletim mensal específico das mulheres


Campanhas

Defesa do Serviço de saúde

Entrega das correspondências pela manhã
PLR
Campanha contra o SAP
Direito de greve/fim da intervenção do TST
Fora chefes (especialmente do Nepe)
Fim do atual teste físico, que impede a contratação e mulheres
Abolição das Cids, cancelamento das Cids, informação só com a presença do
sindicato
Não ao banco de horas! Nenhuma compensação dos dias de greve
Criação do sindicato nacional
Incluído: jornada de seis horas para os atendentes

Organizar e impulsionar chapas de Ecetistas em Luta e bloco de uma oposição classista combativa contra os pelegos
Acesso às dependências dos correios para reuniões com os trabalhadores sem restrição.

A Conferência foi encerrada como uma iniciativa importante para a reorganização nacional do movimento sindical dos Correios.
Mais informações, imagens e resoluções da Conferência serão disponibilizadas em breve.


Debate de balanço da campanha salarial


O debate sobre a Campanha Salarial foi amplo. Várias falações confirmaram o entendimento de fortalecer a luta independente dos trabalhadores dos Correios e o bloco oposicionista no movimento.
 

Eduardo - GO
Nós aprovamos a greve no dia 10 em Anápolis. Mas em Goiânia a maioria da direção do sindicato ganhou a assembleia com uma diferença apertada de votos. Adiaram a greve para o dia 18.

Nós de Anápolis iniciamos a greve, mas diretores do sindicato foram lá para acabar com a greve. O Elizeu foi lá pessoalmente.
Nós tivemos que sair da greve sem nenhum informe do Comando.

Agora estamos sofrendo retaliação e as reuniões nos setores apenas estão acontecendo na presença dos chefes.
Outra coisa é que precisamos incluir nas campanhas, a defesa do trabalho de seis horas para atendente comercial.

Maior parte dos diretores que estavam no sindicato de Goiás e hoje estão na empresa se recusaram a defender os atendentes.
Nós nos filiamos ao sindicato dos bancários para ganhar ação na justiça por horas extras. E estamos ganhando.

O processo começou com ação em 2005, uma paralisação dos trabalhadores que fomos no TRT entrar contra os Correios. Em defesa das seis horas. Eu hoje já estou trabalhando seis horas e essa é a luta que tem que ser feita em todo o País.
 

Rui Costa Pimenta - da Coordenação de Ecetistas em Luta

O PT/PCdoB/PSTU foram para a campanha salarial para impedir a realização da greve. Por orientação da empresa.
Toda essa história de marcar greve para o dia 25, ou 18, nada mais foi que uma tentativa fracassada de impedir a realização da greve dos Correios.

Outra coisa, a greve mais ou menos geral, só aconteceu porque a Corrente Ecetistas em Luta tomou a decisão de entrar em greve no dia 11, os companheiros da diretoria e da base do sindicato de Minas Gerais bancaram a decisão, entraram em greve e colocaram em xeque a tentativa de impedir a greve na campanha salarial. Contamos com a iniciativa dos aguerridos trabalhadores do Pará. E também de outros companheiros, que apesar de não terem entrado imediatamente em greve, apoiaram, entenderam e aderiram ao movimento.
Mais. O problema do rebaixamento da pauta. Essa politica não traz ganho para os trabalhadores. Essa é uma exigência descarada dos patrões.

Essa campanha salarial provou isso.
Os companheiros Edson Dorta (Fentect), Robson Silva (Sintect-MG), tiveram a oportunidade de ver o lamentável espetáculo de sindicalistas bajulando os ministros do TST.

Primeiro o PCdoB, rebaixou. Não adiantou nada. Depois a articulação e membros do comando, fizeram um papelão de rebaixar a pauta para nada. Com a Conlutas apoiando essa política.
 Isso é feito para desmoralizar as reivindicações dos trabalhadores. Os patrões pedem o rebaixamento para demonstrar que a pauta não vale nada. Que o trabalhador está pedindo, mas não vai ganhar.

O comando pressionado, pela empresa se submeteu ao ridículo de rebaixar e pedir uma esmola.
 Mas é preciso entender que você não precisa abandonar sua reivindicação. Isso precisa ficar claro. Você faz a luta, pode conseguir ou não. Depende da mobilização. Mas nada jsutifica abrir mão de suas reivindicações.

É preciso organizar uma luta de grande envergadura, massiva. Só assim nós vamos conquistar mais. Essa lição tem de ser tirada da greve.
Ou fortalecemos um núcleo independente, sem rabo preso com a empresa. Disposto não apenas a fazer discurso, mas a fazer a luta em todo o país. Ou não há como sair vitorioso.

O núcleo desse núcleo, é a Corrente Ecetistas em Luta. É a única organização que levantou a bandeira de defesa dos trabalhadores e nunca abandonou. É a única Corrente que demonstrou isso todos esses anos. Que não veio para fazer demagogia, para ganhar cargo, para ganhar sindicato em benefício particular. A Corrente que nessas eleições sindicais vai procurar intervir em todos os lugares para derrotar o PT e o PCdoB, tendo ou não candidato nas eleições.
Mas a construção dessa corrente depende do esforço de todos. Precisamos ter condições de tirar o boletim para oferecer informações; de viajar; organizar. Precisamos de gente que distribua o boletim nas bases. Ajude a arrecadar finanças. Precisamos de uma participação ativa de todos que estão aqui.

Precisamos filiar 1.000 pessoas. Garantir que o boletim chegue a todo o país, porque é o único que trabalha nesse sentido. Melhorar o trabalho na internet. Apoiar e garantir a ações como a que é necessária agora no Rio de janeiro. Ou nós somos um grupo de pessoas combativas que vai lá e faz; ou seremos sempre um grupo de pessoas que faz discurso dizendo que o sindicato tá na mão da empresa.

A luta não é só na campanha, é também para organizar os trabalhadores em torno de um programa de luta.

Precisamos ter uma discussão muito séria com o bloco de oposição, porque há muita gente boa, mas há muita gente vacilante.

Precisamos discutir com os companheiros mais ativos. Ampliar a Corrente Ecetistas em Luta para abarcar esses companheiros. Nós da direção achamos que chegou a hora de fazer esse debate.

E ainda temos de construir um núcleo mais sólido, mais convicto para dirigir o bloco de oposição. Para evitar que aconteça como aconteceu na campanha salarial, quando uma parte foi arrastada pela empresa, através do PT.

Por isso precisamos fortalecer a corrente Ecetistas em Luta.

Fazer com que as eleições sindicais desequilibre a favor dos trabalhadores
Discutir com os aliados uma organização mais ampla da Corrente Ecetistas em Luta.

Esse debate não se encerra aqui. Mas vamos iniciar esse debate porque é necessário.

Conquistar a direção da Fentect foi apenas o primeiro passo. Nós não estamos dispostos a no próximo Congresso entregar de volta a Federação para os traidores.

É preciso extirpar o sindicalismo pelego, direitista e patronal.

Nós não queremos dividir o bloco, mas fortalecer a esquerda. Não dá para ter uma unidade sem travar uma luta política. A unidade não exclui essa luta.
Na campanha salarial houve uma ruptura no bloco. A data tava aprovada e um setor tratou de abandonar isso. Nós evitamos a ruptura, mas o conflito se abriu, claramente. Existem contradições.

O que nós estamos querendo é fortalecer a ala esquerda. Por exemplo, o sindicato do Ceará foi denunciado por não organizar a greve. E está no Bloco. O Goiás também. O relato foi feito aqui.

Chamamos a formação do bloco. Mas não podemos em nome da unidade ignorar a luta que se abriu durante a Campanha Salarial. Não propomos a ruptura, apenas fortalecer a política de esquerda.

Não estamos querendo fazer investida sobre os aliados, nem impor nenhuma decisão. Mas é preciso ter claro. Queremos a unidade.


Duarte - PI

Foi muito positivo o Comando ampliado. Apesar de ter membro do Comando que não se engajou. Mas mostrou sua importância porque a empresa não teve sequer a possibilidade de tentar qualquer golpe.

Sobre o acesso às dependências, lá no Piauí foi feito BO contra sindicalistas. Precisamos então fazer campanha forte para isso. Porque o que está escrito no acordo coletivo é muito genérico.

Trabalhador de Jirau participa da Conferência para denunciar perseguição política

O debate sobre a situação política foi aberto com a participação do companheiro Gerson Lima, da Liga Operária, e Carlos Moisés Maia da Silva, trabalhador demitido e processado ilegalmente.

Eles apresentaram a situação dos operários das obras do PAC, de Jirau e Santo Antônio, em Rondônia.

"Estamos fazendo uma nova campanha. Em solidariedade aos trabalhadores diante do julgamento de 24 operários, marcada para 29 de novembro.
A Força Nacional de Segurança continua ocupando o canteiro de obras e efetivos das forças armadas pararam os ônibus nas estradas revistando os operários numa campanha de criminalizar reprimir e intimidar os trabalhadores.

A realidade é de trabalho escravo, repressão, e rebeliões nas obras obras de usina hidrelétrica do PAC e no Minha Casa Minha Vida.

São constantes as humilhações e péssimas as condições de trabalho.
A Justiça age de maneira muito rigorosa com trabalhadores, mas é leniente com os poderosos.
Os 24 trabalhadores são acusados de incêndio, formação de quadrilha, furto qualificado entre outros.
Na denúncia acatada pelo juiz, o promotor acusa 24 trabalhadores. Muitos foram presos no presídio anexo da Penitênciária Urso Branco, de Rondônia. Mas apenas 11 foram libertados. Faltariam 13. Um oficialmente considerado foragido dos outros ninguém tem notícia.
O problema se agrava, porque são todos migrantes:14 do MA; 7 do PA; 1 AM; 1 do Pauí; 1 de Rondônia. 
Durante o julgamento a maioria sequer estará presente. O Juiz decretou revelia para os 13 desaparecidos. E emitiu nova ordem de prisão. Os outros estão citados para comparecer na audiência. O Raimundo é um caso mais grave. No dia da repressão com reforço federal, em abril, houve um incêndio no alojamento que partiu da empresa pra justificar a aumentar a repressão. Ocorreu a morte de trabalhador. E a o Raimundo foi preso e torturado acusado de ser um dos incendiários.

Ele teve julgamento e foi absolvido por falta de provas. Foi julgada improcedente a acusação. Ele quando foi preso, foi levado sem nada. Quando saiu da prisão, voltou na empresa, mas não encontrou sequer seus documentos.

Na audiência trabalhista que movemos para ele recuperar seus direitos trabalhistas o juiz falou para o Raimundo desistir da ação e deu 24h. Ele manteve, mas o juiz não deu mais resposta nenhuma, desde o dia 24.

E no dia 30 de outubro ele foi preso novamente. Acusado de tentar roubar um estudante. Está em prisão preventiva com todos seus direitos negados.

O sindicato ficou do lado da empresa, do governo. Tentou acabar com a greve e deu propina para membros de negociação. Os que não se dobraram foram presos e agora serão julgados".

Falas sobre o movimento sindical dos Correios

Carlos Clei – AM

Me sinto bastante contemplado com as palavras de todos. Mas não poderia me furtar de vir representar meu estado e a Fentect.

Gostaria de saudar as pessoas que lá atrás, quando não tínhamos direito de nos manifestar, começaram a construir nossas entidades, sindicatos e a Fentect. Saudar a pessoa do Pepe, personagem central nessa luta.

Muitas conquistas tivemos na luta, mas também perdemos muito. E a empresa continua tentando atacar nossos direitos. Como o convênio médico.

Os dirigentes sindicais permitiram o arrocho e achatamento salarial, com a política de abono. Ao ponto de nosso salario ficar como ficou. Por culpa dos dirigentes que se venderam.

Nós estamos vendo o PCdoB fazer o trabalho sujo contra os trabalhadores e a Fentect. Querendo alienar os trabalhadores de SP e Rio de sua luta. Precisamos fazer a análise e organizar a luta contra esses setores que querem vender os trabalhadores em todas as questões, PLR etc.

Não podemos nos curvar nem aceitar de braço cruzado as ações dos pelegos. Foi fundamental tirar das mãos deles a secretaria-geral da Rentect. Resgatar para a mão do trabalhador. Temos que, daqui para frente, tomar todos os sindicatos que estão na mão dos pelegos para as mãos dos trabalhadores.



Duarte - PI
O período muito destacado aqui é justamente das maiores traições. Em 1996 quando foi mudada a data-base me marcou. A troca feita foi com 3,2% de aumento. Não dá para acreditar que isso foi feito sem nenhuma troca de favores.


Precisamos reinventar o movimento dos Correios. Banir os que usam o movimento como trampolim. Vamos ter de fazer uma seleção. Inclusive dos que posam como revolucionários. Posam de cordeiro, mas se revelarão lobos.
Somos responsáveis pela mudança concretizada no Contect. Precisamos nos setores aumentar e agregar mais trabalhadores para essa luta.

Temos o menor piso da categoria de servidores públicos. O momento é favorável e temos que aproveitar.

Hélio – SC
Sou carteiro e estou ocupando o cargo de secretário-geral do sindicato de Santa Catarina.

Fizemos parte do grupo e ajudamos a construir o a vitória no XI Contect.
Vou pontuar algumas coisas. O PSTU morreu no Congresso. Traíram os trabalhadores.

A Articulação também. Onde eles estão nos sindicatos só precisamos ir lá, porque o sindicato será entregue. É preciso tomar cuidado, porque eles vão sim tentar dar o golpe.

Minha preocupação é maior com a Articulação por causa do governo. E teve a confusão na Campanha Salarial. Nós saímos dia 18 apenas porque faltou comunicação. Faltou discussão. Se a mobilização para o dia 11 tivesse sido feita, nós e o RS poderíamos ter entrado de greve. Nós decidimos não encaminhar sem ampla maioria. E percebemos que não tinha consenso.

Nós somos maioria capenga na Fetnect. Precisamos trabalhar e fortalecer a maioria ganhando sindicatos. Vamos trabalhar nas eleições. Vamos para o Rio. E para onde for necessário.

Outra coisa é que temos de deixar a Fentect com a nossa cara. Ela ainda não tem a nossa cara. A mulher do vale farmácia trabalha lá dentro, usando toda a estrutura da Federação. Precisamos da estrutura da Fentect trabalhando em prol dos trabalhadores.


Participantes debatem o movimento nacional dos Correios. Veja algumas falas


Acompanhe o relato de algumas das falas apresentadas no debate sobre o balanço do movimento sindical da categoria dos Correios.
 
Carvalho – CE
Foi uma grande luta a que fizemos para conquistar a Fentect. Conseguimos. Mas ali ainda existem vários traidores.

O pior para o nosso movimento são os sindicalistas vendidos que se passam como guerreiros e lutadores.

É preciso lutar e denunciar todos os traidores. Lutar em cada estado, em cada sindicato. Avisando para os trabalhadores o que está acontecendo.
Não podemos aceitar dirigentes que tem cargo na Empresa, mas se apresentam como lutadores.

Precisamos também lutar contra os trabalhadores pelegos que estão apenas na expectativa de ganhar cargos na empresa

 
Afonso Meireles – presidene do Sintect-AM

É uma honra participar dessa Conferência. Para nós que somos mais novos é muito importante. Eu ingressei em 2002 precisamos de fato ter compreensão do processo de desenvolvimento da Fentect até agora. Para tirar conclusões inclusive de avaliações e convicções que tivemos no passado.
O Rodolfo que foi comentado porque recebeu cargo na empresa no amazonas é ex-PSTU e agora está no PT/Articulação. Nós derrotamos ele no sindicato. E fizemos isso enquanto eramos ainda proximos do PSTU.

Mas no último período foi ficando evidente o papel que cumpria e cumpre o PSTU no movimento dos Correios. Assim, a gente rompeu com essa política, e participamos do bloco que garantiu uma importante vitória no XI Conrep.
Rompemos definitivamente com essa política porque entendemos que ela não está a serviço dos trabalhadores.  É em nome dos trabalhadores do Amazonas estamos aqui. O nosso rompimento com essa politica é total. Contra o divisionismo, a criação de nova Federação a atuação sindical por interesses pessoais. Estamos firmes no interesse coletivo dos trabalhadores.

E queremos fortalecer a luta nacionalmente para retomar os sindicatos das mãos da pelegada.


Antônio Fernando – Uberaba

Essa já é uma Conferência fruto da luta.

Quando ganhamos a Fentect foi meio caminho andado. A outra parte do caminho está sendo construída a partir de hoje no sentido de tomar a direção da empresa para o controle dos trabalhadores.
Após a vitória da fentect houve o aumento da pressão da empresa. Precisamos juntar ampliar nossa mobilização. Nos juntarmos aos anistados, discutir o postalis, a questão dos MOT (Mão de Obra Temporária), dos terceirizados. Aqui inclusive tem MOTs que também sofrem retaliação da empresa.

Nosso desejo é que esses encaminhamentos sejam feitos e a gente de fato faça acontecer a luta pelos interesses dos trabalhadores.
 

Osvaldo – Pernambuco
Em 2003 o Pepe me convenceu a não fazer campanha para o PT. Agora isso está mais evidente, todo mundo sabe. Mas na época esse debate já tinha sido colocado por ele. Ele disse que não adiantava ter ilusão, que o PT no governo ou na direção da empresa não seria uma coisa positiva para a categoria.

Agora, eu tenho claro. Ou fecho com o PCO ou me mantenho independente. Ou você tem uma posição firme, ideológica com o PCO ou você segue com você mesmo. Não adianta ser migrante.
Está claro que os outros setores não estão na luta. Nem mesmo o PSTU. Isso se destaca em Pernambuco porque é o único lugar onde eles ainda têm alguma coisa, no resto do país estão bem mais fracos.
Em PE o PSTU fala que é contra a privatização, mas os dirigente do sindicato que são do PSTU trazem MOTS para a empresa. É o próprio sindicato que traz a terceirização para a empresa. Não pode partir do sindicato, ainda mais do PSTU que se diz tão radical.

Outra coisa que preciso falar é contra o CID. Em Recife, CID é represar ocorrências criadas para mais na frente tentar demitir usando como reincidência.
E mais. Não podemos aceitar banco de horas. Não podemos ficar refém da empresa. Antes do sindicato os líderes eram demitidos e os trabalhadores tomavam falta. Falta é mais honroso.

Desde 2004 para cá o PSTU fez a cultura de banco de horas. Mas isso não pode ser assim. Tem de haver respeito ao direito de greve. Se não abonar é melhor a falta. Em PE eles já começam a greve falando em banco de horas. Se não der abonar os dias, precisa ser negociada a limpeza do setor, e não ficar seis meses refém da empresa.
Para encerrar eu quero reafirmar a história de luta do companheiro Pedro Paulo, porque aqui não temos outra opção.